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O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.

Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.

O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.

Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.

O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.

No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.

O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.

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Há produtos alimentares a apodrecerem no Mercado Grossista do Zimpeto, na Cidade de Maputo, em resultado da paralisação nacional de três dias, convocada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.

O país esteve paralisado durante três dias, devido às manifestações convocadas por Venâncio Mondlane, candidato presidencial. Durante os três dias de greve, quase ninguém saiu à rua, nem para vender, nem para comprar, e o resultado foram prejuízos, segundo adiantou Custódio Tchavo, chefe da Comissão de Vendedores/Mercado de Zimpeto.

Sem gravar entrevista, um dos proprietários da batata vendida do Mercado do Zimpeto disse que, mais do que a falta de clientes, a chuva e a falta de cobertura no mercado é que aceleraram o apodrecimento do produto.

As frutas, pela sua sensibilidade, também não escaparam da falta de clientes.

Quem depende do negócio para ter o alimento diário fala de dias para esquecer.

Na baixa da cidade também se fala de prejuízos, mas as opiniões divergem em relação às manifestações ocorridas.

O poeta Álvaro Fausto Taruma é um dos 10 finalistas do Oceanos – Prémio de Literatura em Língua Portuguesa.  O autor destaca-se na edição 2024 da iniciativa brasileira com o seu mais recente livro de poesia, Criação do fogo, editado pela Alcance Editores.

 

A notícia chegou-lhe de forma inesperada. Já tarde, a dormir, Álvaro Fausto Taruma  recebeu ligações de amigos. Quando viu que as ligações eram provenientes de pessoas do meio literário, intuiu imediatamente que se tratava de algo relacionado ao Prémio Oceanos. Até  porque o poeta sabia que a lista dos finalistas seria publicada em Outubro.

A intuição, de facto, comprovou-se. Na curta lista de 10 finalistas do Prémio Oceanos, um dos mais importantes em língua portuguesa, Criação do fogo, de Álvaro Fausto Taruma, é um dos livros cuja qualidade é reconhecida pelos membros do júri. Por isso mesmo, o poeta recebeu a notícia com muito agrado, mas sem euforia desmedida. “Acho que, depois de uma caminhada literária que já se faz longa, uma nomeação assim é, claro, algo gratificante, mas tento manter a serenidade e as expectativas equilibradas. Para mim, o mais importante é ver que o livro está a seguir o seu próprio curso, a encontrar o seu público e a realizar a sua própria viagem. Essa independência da obra é fundamental para mim, enquanto autor, e receber esta nomeação só reforça essa sensação”.

Desde que o livro foi incluído na lista dos 60 semi-finalistas do Oceanos, em Agosto, houve um momento em que Taruma pensou que poderia chegar ao fundo do oceano, quer dizer, à final do prémio. Mas esclarece: “Não é uma questão de falsa modéstia – eu confio na qualidade do livro e acredito no conceito e na mensagem que carrega. No entanto, decidi deixar que tudo seguisse o seu próprio fluxo. Curiosamente, o livro passou quase despercebido em Moçambique, até diria mal recebido, uma vez que aparentemente ninguém quer falar dele, o que poderia até desmotivar-me, mas, para mim, isso não define o seu valor”.

Na percepção de Álvaro Fausto Taruma, estar na final é, acima de tudo, uma confirmação de que vale a pena acreditar no próprio trabalho, na dose de criatividade e imaginação que deposita, mesmo que leve tempo até ser plenamente compreendido. E acrescenta: “Sinto que esta nomeação transcende o meu nome; ela representa um movimento, uma geração de escritores que está a emergir com força em Moçambique, como a malta do Kuphaluxa, que, através da dedicação e criatividade, prova que a literatura não tem idade. Esta é uma conquista para todos os que acreditam no poder da palavra e no trabalho persistente, assim como para quem tem na poesia o seu lugar de fala e de participação cívica”.

Taruma acredita, com efeito, que qualquer autor gostaria de ganhar o prémio, e, claro, essa possibilidade traz uma satisfação especial. Entretanto, mais do que o prémio em si, o autor de Criação do fogo pensa que a nomeação simboliza algo maior para a literatura moçambicana e para os leitores. “Este tipo de reconhecimento serve como um farol que nos encoraja a acreditar no nosso potencial. Estar nesta lista é, para mim, uma maneira de inspirar e de criar essa ligação com o público. Além disso, esta nomeação chega num momento especial, pois tenho um livro a ser publicado em breve, no Brasil, e, quem sabe, o facto de estar entre os finalistas ajude a abrir portas e a dar visibilidade ao meu trabalho. Sinto que, de uma forma ou de outra, esta nomeação já trouxe ganhos importantes para mim e para a literatura que represento”.
Nesta edição do Oceanos, há três africanos na final. Além de Taruma (único autor moçambicano), há um romancista, Germano Almeida (Cabo Verde) e mais um poeta, José Luiz Tavares (Cabo Verde). Rodeado de bons nomes da arte africana e da CPLP, Taruma sente orgulhoso pelo caminho que percorreu até aqui.

Nesta edição, o Prémio Oceanos recebeu 2619 livros de autores residentes em 28 países. Desse universo, 1204 são poesias, 836 são romances, 389 são contos, 156 são crónicas e 34 são dramaturgias. Os livros foram publicados por 459 editoras de seis países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Itália, Moçambique e Portugal.

Apurados os finalistas, o júri vai eleger dois vencedores, um de poesia e outro de prosa, que serão anunciados em Dezembro, em cerimónia realizada no Itaú Cultural. A premiação é de 150 mil reais (cerca de 1 650 000 meticais) para cada um dos laureados.

O Oceanos – Prémio de Literatura em Língua Portuguesa foi criado no Brasil, em 2003, inicialmente com o nome de Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira.

A artista plástica moçambicana, Fauziya Fliege, actualmente a residir em Gana, participa na terceira edição da exposição “Women in Art”, cujo tema é “Encontre sua voz”. 

O evento, que ocorre desde quinta-feira (24) e prolonga-se até 1 de Dezembro, reúne 20 artistas femininas e representa um importante espaço para a expressão e a celebração da diversidade de vozes femininas na arte.

O tema “Encontre sua voz” é um chamado para que as mulheres artistas reivindiquem o seu espaço em um campo historicamente dominado por homens. A exposição, por outro lado, encoraja os participantes a libertarem-se de estereótipos e limitações, promovendo a auto-expressão e a autenticidade em suas obras. 

Fauziya Fliege, com as suas três obras – “As palhotas”, “Green maze” (labirinto verde) e “Hold together” (mantenham-se juntos) – exemplifica essa busca por voz e identidade. Utilizando a técnica acrílica e aquarela, as suas criações reflectem não apenas a sua herança moçambicana, mas também as suas experiências e perspectivas únicas como mulher artista.

Em Gana, o Centro de Mulheres nas Artes desempenha um papel crucial na promoção da equidade de género na comunidade artística. O centro oferece plataformas para que artistas femininas se conectem, colaborem e compartilhem as suas obras. Essa abordagem, não apenas empodera os artistas, mas também educa o público sobre a importância da diversidade de género nas artes. Ao criar um espaço seguro e acolhedor, o centro ajuda a cultivar um ambiente onde as vozes femininas podem ser ouvidas e valorizadas.

De acordo com a artista, exposições como “Women in Art” podem inspirar futuras gerações de artistas femininas ao proporcionar modelos de sucesso e visibilidade para o trabalho de mulheres artistas. Essas exposições celebram a diversidade de talentos e estilos, mostrando que há espaço para a criatividade feminina em todas as suas formas. Além disso, ao destacar as histórias e desafios enfrentados por essas artistas, as exposições podem motivar jovens mulheres a perseguirem suas paixões artísticas e a expressarem-se de maneira autêntica”.

Os Estados Unidos da América vão às eleições daqui a menos de uma semana, já na terça-feira. Em mais uma actividade de campanha, a candidata democrata, Kamala Harris, disse ser este o tempo de uma nova geração liderar os EUA. Já o republicano Donald Trump diz estar focado na salvação do país face à campanha de ódio e destruição dos democratas.

Há uma semana das eleições presidenciais nos Estados Unidos da América, continuam  sonantes os discursos dos dois candidatos que disputam a Casa Branca. 

A candidata democrata, Kamala Harris, diz que se aproxima a oportunidade dos americanos tomarem uma decisão que vai impactar directamente nas suas vidas.  

“Daqui há uma semana, vocês terão a chance de tomar uma decisão que vai impactar directamente as vossas vidas, a vida das vossas famílias e o futuro deste país que amamos”, disse Kamala Harris.

Num discurso realizado em Washington, a também vice-presidente dos EUA acusou o candidato republicano, Donald Trump, de ter a pretensão de usar as forças de defesa norte-americanas contra os próprios cidadãos e destacou ser o tempo de uma nova geração de liderança.

“Donald Trump pretende usar os militares dos EUA contra os cidadãos americanos que simplesmente discordam dele. Americanos, este não é o candidato à presidência que pensa em melhorar as vossas vidas. É alguém que é instável e obcecado pela vingança.  Não é o que somos, é o tempo de uma nova geração de liderança na América”, continuou. 

Já o candidato republicano, Donald Trump, que fez o seu discurso de campanha em Mar-a-Lago, na Flórida, disse estar a trabalhar em um plano para a salvação do país. 

“Estou a seguir um plano para salvar a América e estarei a salvar (o país) da incrível destruição que tem sido causada por Joe Biden e Kamala”.

Trump acusou ainda a sua concorrente, Kamala Harris, de seguir uma campanha de imoralização no que chamou de verdadeiro tipo de campanha de destruição.  

“Ela segue uma campanha de imoralização e, na verdade, uma campanha de destruição. Mas, na verdade, talvez mais do que qualquer coisa, é uma campanha de ódio. É uma campanha de ódio absoluto”, disse.

Esses fazem parte dos últimos argumentos dos concorrentes para ocupar a posição de 47º presidente dos Estados Unidos da América.

As Nações Unidas denunciam violações sexuais colectivas no Sudão, na sequência da guerra civil que se vive no país. Um relatório da Organização diz que a violência tem sido usada como um meio de aterrorizar e punir civis.

O presidente de uma missão de investigação das Nações Unidas, Mohamed Chande Othman, revelou, esta terça-feira, que a escalada de violência sexual cometida no Sudão é assombrosa, num contexto em que o país se encontra em guerra, desde Abril de 2023, entre o exército sudanês (SAF), sob o comando do governante de facto do país, Abdel Fattah al-Burhan, e as Forças de Apoio Rápido (RSF) paramilitares, lideradas por seu ex vice-presidente Mohamed Hamdan Daglo.

Mohamed Chande acusa especialmente os paramilitares de cometer tais actos. Além de violações sexuais, há também relatos de sequestros, sobretudo de mulheres. A guerra no Sudão tem dificultado o acesso à ajuda humanitária. 

A guerra no Sudão desencadeou uma das piores crises humanitárias do mundo. Mais de 25 milhões de pessoas estão a enfrentar a fome aguda. O exército sudanes e as Forças de Apoio Rápido cometeram violações em larga escala dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, muitas das quais podem constituir crimes de guerra e/ou crimes contra a humanidade, concluiu a missão.

A Federação Moçambicana de Voleibol (FMV) cancelou a realização do campeonato nacional da modalidade, prova que estava agendada para a cidade da Beira, entre os dias 3 e 9 do próximo mês.

A província de Sofala voltaria a acolher nacionais de voleibol 12 anos depois. A prova contaria com a presença de 23 equipas, ds quais 12 masculinas e 10 em femininos.

A FMV decidiu cancelar a realização da competição. Esse facto, deve-se ao anúncio de manifestações para os próximos dias. Segundo o secretário-geral do organismo que gere o voleibol moçambicano, Pelágio Pascoal, não há condições para a deslocação das esquipas para o local da competição.

O anúncio do cancelamento acontece numa altura em que já estavam criadas todas as condições para o arranque da prova. Assim, a FMV equaciona a possibilidade de realizar a competição em Janeiro do próximo ano.

Entretanto, três equipas com destaque para a Académica, campeã africana em título, preparam-se para representar o país na taça do clubes, prova que irá decorrer em Dezembro, no Botswana.

O Ministro do Interior diz estar preocupado com o ressurgimento dos raptos no país. Pascoal Ronda garante que os autores deste tipo de crime serão encontrados e responsabilizados. 

Houve mais um rapto no centro da Cidade de Maputo. A vítima é o empresário Ernesto Amaral Fonseca, sócio administrador da Tecno Control, Lda, uma empresa do ramo de informática e eletricidade. A polícia confirmou o crime e disse estar a trabalhar para esclarecer o crime.

Em uma conferência de imprensa convocada pelo Ministério do Interior, na terça-feira, com o objectivo de dar o ponto de situação sobre alguns assuntos abordados na sessão do Conselho de Ministros, o Ministro do Interior, Pascoal Ronda, disse que já há muito tempo que o país não apresentava casos de rapto e garantiu que os autores destes crimes serão responsabilizados. 

Pascoal Ronda fez menção ao caso de sequestro que ocorreu alguns minutos antes da conferência de imprensa, avançando que já há mandantes dos raptos e que já estão a ser responsabilizados. 

“É preocupante e já tínhamos estado a respirar um ar puro, já vão bons dias em que não havia raptos, e vem acontecer este. Assim que soubemos do rapto foram acionados os serviços de investigação criminal, para podermos esclarecer este caso e encontrar os responsáveis por este crime hediondo”, disse Ronda. 

“Normalmente, nos últimos tempos, como repararam, muitos casos foram esclarecidos. Investimos  bastante na entrega dos nossos agentes no trabalho de investigação, que foram buscar aqueles que eram mandantes e que são os autores morais e os agentes, que são autores materiais. Para este caso tudo está sendo feito para o seu esclarecimento. É esta a aposta do SERNIC e da PRM e outras instituições relevantes”, acrescentou.

Quanto às manifestações que ocorreram ou que ocorrem no país, o ministro do interior apontou o candidato presidencial Venâncio Mondlane como o autor moral das mesmas.

“Venâncio Mondlane é o autor moral das manifestações, ele é que move com isto, ele não está aqui agora, está na África do sul, mas comanda, usa as redes sociais em que nós como usuários dessas redes sociais não devíamos permitir isso, porque manipula a opinião pública e causa destruições. Há muita família que está a chorar pelos danos que são causados, pessoas são arrastadas a participar disso, mas depois mais tarde é que se arrependem disso, isto não pode”.

O ministro do Interior disse que o governo desencoraja a participação em manifestações e manifestou solidariedade para com as vítimas das manifestações populares que ocorreram um pouco por todo país.

No distrito de Jangamo, província de Inhambane, seis pessoas perderam a vida e outras ficaram feridas em consequência de três acidentes de viação. Todos os sinistros envolviam viaturas de transporte de passageiros.

O primeiro acidente ocorreu na tarde de segunda-feira, envolvendo uma viatura de transporte de passageiros, e morreram duas pessoas.
Na madrugada desta terça-feira, uma viatura, também de transporte de passageiros, estava estacionada, quando foi colhida por um camião, e morreram três pessoas.

Três horas depois, registou-se o terceiro acidente, que tirou a vida de uma pessoa.

As vítimas foram todas levadas ao Hospital Distrital de Jangamo, que confirma a morte de um total de seis pessoas.
A distância entre os locais em que ocorreram os acidentes é de apenas um quilómetro.

O Conselho Anglicano de Moçambique condena o assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe. Sobre as manifestações decorrentes das contestações dos resultados eleitorais, os anglicanos apelam para o diálogo por parte dos líderes políticos.

O assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe continua a levantar vozes de repúdio e condenação. Através de um comunicado, a Comunidade dos Bispos do Conselho Anglicano de Moçambique também expressou a sua preocupação.

“O Conselho Anglicano de Moçambique tem estado a acompanhar com muita apreensão e oração os acontecimentos recentes do nosso país. O mais triste é que não são aqueles que nos colonizaram que matam os moçambicanos, hoje, mas matamo-nos entre irmãos, entre compatriotas, entre moçambicanos, só por causa das opiniões diferentes. Tudo isto acontece quando ainda choramos pelas vidas dos nossos irmãos e irmãs que morreram em Cabo Deldago, por causa do terrorismo. Queremos lembrar-vos de que a dor pela perda dessas almas inocentes ainda não se curou”, diz o Conselho Anglicano de Moçambique que pediu ainda um basta a este tipo de problemas.

“Choca-nos e preocupa-nos o contínuo derramamento de sangue desde o barbárico assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe e outros assassinatos subsequentes e ferimentos causados por balas e outros instrumentos. A este cenário chocante dizemos, basta agora mesmo.”

Os bispos do Conselho Anglicano de Moçambique estão, também, preocupados com as manifestações registadas após o processo eleitoral, por isso apelam: “para que se desenvolva um diálogo sincero e honesto envolvendo os líderes políticos para resolver os diferendos para uma transição pacífica do ciclo de governação; as instituições de Justiça e de gestão eleitoral para escutarem as preocupações dos que reclamam; não haja uso da violência seja em palavras ou armas de fogo para a resolução de diferendos políticos”.

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