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Comerciantes instalados no interior do Mercado Central de Inhambane decidiram levar os produtos para fora em protesto contra as bancas improvisadas que ocupam a área reservada aos transportadores, alegam perda de clientes e dizem que sucessivas reclamações à gestão não produziram qualquer solução.

Cerca de dois anos depois de entrar em funcionamento com a promessa de organizar o comércio na cidade de Inhambane e oferecer melhores condições aos vendedores, o Mercado Central enfrenta um problema que começa a colocar em causa o propósito para o qual foi concebido, isto porque parte do espaço exterior reservado aos transportadores de passageiros está ocupado por comerciantes que montaram bancas improvisadas e vendem diariamente diferentes produtos, uma situação que há algum tempo provoca descontentamento entre aqueles que receberam lugares no interior e que esta quinta-feira decidiram transformar a insatisfação em protesto, retirando os seus produtos das bancas e levando-os para o exterior para disputar directamente a clientela com os vendedores cuja presença contestam.

O cenário revela duas realidades que se confrontam à porta da mesma infra-estrutura, pois enquanto os comerciantes instalados no interior reclamam que as bancas improvisadas lhes retiram clientes e tornam cada vez mais difícil manter os negócios, aqueles que vendem no exterior garantem que não escolheram voluntariamente ocupar o espaço destinado aos transportadores e justificam a permanência naquele local com a alegada falta de lugares suficientes dentro do Mercado Central. Albertina, uma das vendedoras que exerce a actividade do lado de fora, diz que a necessidade de garantir o sustento da família acaba por falar mais alto do que os riscos associados à ocupação de um espaço que não foi concebido para a venda, reconhecendo que existem perigos, mas insistindo que abandonar o local sem uma alternativa significaria perder a única possibilidade que tem de conseguir algum rendimento. “Sabemos que pode haver perigo, mas não temos para onde ir. Estamos à procura do pão. Ninguém pode viver com fome”, explica a comerciante, numa declaração que expõe o lado social de um problema que já ultrapassa a simples organização física do mercado.

Mas para quem recebeu uma banca no interior da infra-estrutura, a explicação apresentada pelos vendedores de fora não elimina aquilo que consideram ser uma situação de concorrência desigual, porque os consumidores que chegam ao Mercado Central encontram primeiro os produtos expostos no exterior e muitos acabam por fazer ali mesmo as compras, sem necessidade de entrar no edifício. Foi perante este cenário que, esta quinta-feira, vários comerciantes decidiram retirar os produtos das respectivas bancas e instalá-los igualmente do lado de fora, não por alegada falta de espaço, mas como forma de protesto e de pressão sobre os responsáveis pela gestão do mercado, numa tentativa de mostrar que não estão dispostos a continuar dentro de uma infra-estrutura onde dizem ter cada vez menos compradores enquanto a actividade comercial cresce à sua porta.

Laura, uma das vendedoras que aderiu ao protesto, explica que a decisão de sair resulta da queda da clientela e daquilo que considera ser a falta de resposta das autoridades às reclamações apresentadas ao longo do tempo, defendendo que todos os comerciantes deveriam estar sujeitos às mesmas regras e exercer a actividade dentro dos espaços definidos para o efeito. “Estamos aqui porque lá dentro não entram clientes devido ao outro mercado que está fora. O que estamos a pedir neste momento ao nosso município é que retire aquelas pessoas que estão fora e que elas também entrem no mercado”, afirma, deixando claro que o objectivo dos manifestantes não é abandonar definitivamente a infra-estrutura, mas pressionar para que seja encontrada uma solução capaz de devolver clientes às bancas interiores.

A situação está a transformar a área exterior num concorrente directo do próprio Mercado Central, porque quanto maior é a quantidade de produtos disponíveis nas bancas improvisadas, menor é a necessidade de os consumidores entrarem no edifício e, consequentemente, menor é o volume de vendas de quem permanece nas bancas formais. Benilde, uma das comerciantes que continua a trabalhar no interior, conta que há dias em que passa praticamente toda a jornada à espera de compradores, vendo do seu posto de venda o movimento concentrar-se no exterior, onde diferentes produtos são comercializados antes mesmo de os clientes atravessarem as portas da infra-estrutura, uma realidade que, segundo afirma, está a provocar perdas e a tornar cada vez mais difícil sobreviver exclusivamente do negócio instalado no interior.

Para os comerciantes, não se trata apenas de uma questão de preferência dos consumidores, mas de localização e facilidade de acesso, porque quem chega à zona encontra primeiro os vendedores instalados na área exterior e pode adquirir os produtos sem entrar no Mercado Central, enquanto aqueles que cumprem a orientação de permanecer nas bancas atribuídas ficam numa posição menos favorável para disputar os mesmos clientes. “Lá fora está cheio de pessoas a vender e aqui no mercado ninguém entra”, lamenta Benilde, descrevendo dias em que o rendimento obtido fica muito abaixo das expectativas e mal permite compensar o tempo e os custos associados à actividade comercial.

O fenómeno começa, desta forma, a produzir um efeito contrário ao pretendido com a construção da nova infra-estrutura, pois o mercado criado para concentrar e ordenar a actividade comercial enfrenta agora uma dinâmica em que permanecer no interior pode representar uma desvantagem económica, enquanto vender no exterior permite contacto imediato com os compradores. É precisamente esta percepção que levou comerciantes formalmente instalados dentro do mercado a adoptar a mesma estratégia daqueles que criticam, criando um ciclo difícil de interromper: quanto mais vendedores saem, mais produtos ficam disponíveis no exterior, quanto mais produtos existem do lado de fora, menos razões os consumidores encontram para entrar e, quanto menor é a clientela no interior, maior se torna a pressão para que outros comerciantes façam exactamente o mesmo percurso.

A revolta desta quinta-feira, contudo, não nasceu de um problema identificado apenas nos últimos dias, uma vez que os vendedores garantem ter apresentado várias vezes as suas preocupações aos responsáveis pela gestão do Mercado Central e dizem ter recebido promessas de intervenção que, até agora, não se traduziram numa solução visível. Laura afirma que os comerciantes aguardam há algum tempo por uma resposta concreta e que a ausência de uma data para a resolução do problema aumentou a indignação entre quem continua a acumular prejuízos, explicando que “já falámos várias vezes, dizem que vão mandar uma equipa e nunca mais”, razão pela qual alguns vendedores decidiram que permanecer no interior à espera de uma solução deixou de ser uma alternativa economicamente sustentável.

A posição dos manifestantes é agora mais dura e alguns garantem que só pretendem regressar às bancas quando houver uma intervenção que coloque todos os vendedores em condições semelhantes de concorrência. “Nós vamos sair se virmos aquela gente que está aí fora dentro do mercado”, afirma Laura, numa declaração que aumenta a pressão sobre a administração do Mercado Central e sobre o Conselho Municipal de Inhambane, porque qualquer intervenção terá de encontrar uma saída para os comerciantes que alegam não dispor de lugares no interior sem, ao mesmo tempo, prejudicar aqueles que aceitaram instalar-se nos espaços formais e que agora reclamam estar a pagar o preço por respeitarem a organização definida.

É neste ponto que o problema deixa de ser apenas uma disputa entre vendedores e passa a colocar questões sobre a própria gestão do comércio urbano, uma vez que retirar os comerciantes instalados no exterior sem lhes apresentar uma alternativa poderá simplesmente deslocá-los para outros pontos da cidade, enquanto permitir que permaneçam no espaço destinado aos transportadores poderá continuar a reduzir a clientela no interior e incentivar novos vendedores a abandonar as bancas. A situação exige, por isso, uma solução capaz de conciliar a necessidade de ordenamento com uma realidade económica incontornável: para muitas destas famílias, a venda diária não é uma actividade complementar, mas a principal ou única fonte de rendimento.

A reportagem de O País procurou ouvir a administração do Mercado Central para perceber como pretende responder à revolta dos comerciantes, esclarecer a alegada falta de espaço no interior, explicar por que razão a área reservada aos transportadores continua ocupada por vendedores e indicar que medidas estão previstas para impedir que a saída dos comerciantes instalados nas bancas formais agrave ainda mais a desorganização, mas, no momento em que a equipa se deslocou ao local, o edifício onde funciona a administração encontrava-se encerrado e não foi possível obter qualquer pronunciamento dos responsáveis pela gestão até ao fecho desta reportagem.

O impasse deixa o Mercado Central de Inhambane perante uma contradição cada vez mais difícil de ignorar, porque uma infra-estrutura moderna que entrou em funcionamento para organizar o comércio começa a assistir à transferência da actividade das suas bancas para o espaço exterior que deveria permanecer livre para outras funções, ao mesmo tempo que vendedores que inicialmente cumpriram as regras sentem-se agora prejudicados por aqueles que comercializam fora e decidem responder fazendo exactamente o mesmo.

Enquanto a gestão não apresenta uma solução, o protesto desta quinta-feira deixa uma mensagem clara sobre a dimensão do problema: quando os comerciantes entendem que permanecer dentro de um mercado formal significa perder clientes e que colocar os produtos na rua aumenta as possibilidades de vender, a discussão já não pode limitar-se à disciplina de quem ocupa irregularmente os espaços, devendo também questionar a capacidade de organização, fiscalização e gestão da própria infra-estrutura. O Mercado Central foi criado para trazer ordem ao comércio de Inhambane, mas o desafio que agora se coloca é impedir que a luta diária pela sobrevivência transforme o seu exterior num segundo mercado e empurre para a rua precisamente aqueles vendedores que deveriam encontrar dentro dele melhores condições para trabalhar.

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A deputada republicana Elise Stefanik é a próxima embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas. O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que também anunciou que irá nomear Tom Homan como o responsável máximo das fronteiras que o chama de “czar das fronteiras”.

A convite do Presidente eleito dos EUA, ainda refém da aprovação da confirmação do Senado e da Câmara Alta do parlamento norte americano, Elise Stefanik já aceitou e confirmou o cargo de embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas.

“Na minha conversa com o Presidente Trump, expressei o quão profundamente honrada estava por aceitar a sua nomeação e a minha vontade de garantir o apoio dos meus colegas no Senado dos Estados Unidos”, disse, citada pela CNN Brasil.

A congressista de Nova York, a quem Trump considera “tenaz e inteligente para América” , é a quarta republicana mais importante na Câmara, que, segundo cita a CNN, “tem sido uma forte aliada do presidente eleito e uma importante arrecadadora de fundos para o Partido Republicano”.

Além de nomear Stefanik, actual líder dos deputados republicanos na câmara baixa do Congresso, a Câmara dos Representantes, Trump, também anunciou Tom Homan como o “czar das fronteiras”, que foi responsável pela imigração no primeiro mandato do republicano na Casa Branca.

Homan foi diretor interino da agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) entre janeiro de 2017 e junho de 2018.

Diferente da de Stefanik, a nomeação de de Homan não carece de confirmação do Senado.

Trump foi eleito o 47.º Presidente dos Estados Unidos, tendo superado os 270 votos necessários no colégio eleitoral, quando ainda decorre o apuramento dos resultados.

Os residentes da cidade de Xai-Xai estão preocupados com a recente onda de assaltos, que ocorrem a qualquer hora do dia, em residências e na via pública. Entretanto, a polícia diz que a situação está controlada.

Na capital da província de Gaza, o aumento acentuado da criminalidade tem sido uma constante preocupação para os moradores de dia e de noite, sobretudo nos bairros 4, 5, 6 e 10.

Nos bairros 5 e 6, os moradores associam a subida de casos com o aumento da venda e consumo de drogas.

Nos bairros 4 e 10, ainda na cidade de Xai-Xai, segundo os moradores, os crimes acontecem, principalmente, à calada da noite, devido ao fraco patrulhamento.

O secretário do Bairro 6 criticou a morosidade no esclarecimento de diversos casos, facto que levanta questionamentos sobre a actuação da polícia.

Entretanto, a polícia, através do seu porta-voz, Júlio Nhamussua, garante que a criminalidade na cidade de Xai-Xai está controlada. Avança igualmente que há trabalhos em curso para acabar com os focos de venda e consumo de drogas.

Em Gaza, de Janeiro a esta parte, foram detidos 13 indivíduos indiciados por consumo e venda de drogas.

Na diáspora, os futebolistas moçambicanos Mexer, Stanley Ratifo, Bruno Langa e Ricardo Guima saíram vitoriosos nos jogos deste fim-de-semana. O destaque maior na Turquia é o Bandirmaspor de Mexer, que venceu o Boluspor e está, deste modo, a um ponto da liderança.

Na segunda liga turca, o Bandirmaspor venceu Boluspor, por 2-0, e está mais próximo do que nunca da liderança. Fica com esta vitória a 1 ponto do Kocaelispor. O defesa moçambicano Mexer entrou na ficha de jogo na segunda parte.

Ainda na segunda liga turca, o Igdir Fk, de Guima, venceu o Umranyespor e ficou a 4 pontos da liderança. Será uma luta interessante entre Guima e Mexer pela conquista da competição.

Na quarta divisão alemã, o Chemie Leipzig regressou às vitórias, vencendo o Hertha, por duas bolas a uma. Com esta vitória, o Chemir Leipzic sai da zona de despromoção.
O avançado moçambicano Stanley Ratifo foi titular e teve boas oportunidades para marcar.

Em Espanha, o Almería venceu fora de casa o Elche e afastou-se dos lugares de despromoção. O Almería fica a 14 pontos da liderança. O defesa moçambicano Bruno Langa fez os 90 minutos.

O Atlético de Madrid, de Reinildo Mandava, venceu o Maiorca por uma bola a zero, com Julian Alvarez a ser o marcador de serviço.

Com este resultado, o Atlético fica a 7 pontos do líder Barcelona, que perdeu nesta Jornada por uma bola a zero, diante do Real Sociedade.

O jogador moçambicano Renildo Mandava foi titular.

Líderes políticos e da sociedade civil congolesa anunciaram uma aliança, com vista a manifestarem-se contra as mudanças constitucionais, que visam garantir que o Presidente Felix Tshisekedi mantenha o poder indefinidamente.

A aliança formada pelos líderes da oposição e da sociedade civil é denominada por Despertar Nacional. A coalizão realizará a sua primeira reunião em meados de Dezembro, para prestar homenagem ao referendo de 2005, que deu origem à Constituição de 2006.

Eles chamaram as tentativas da coalizão governante de Félix Tshisekedi, de mudar a constituição, de alta traição. Os líderes da oposição, Martin Fayulu e Moise Katumbi, também estão a liderar iniciativas separadas contra o projecto de revisão constitucional.

Por sua vez, Félix Tshisekedi chamou a constituição actual de ultrapassada e susceptível a reformas, visto que a constituição da República do Congo limita os mandatos presidenciais.

Os membros do partido liderado por Tshisekedi, União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), dizem que a constituição actual foi escrita a partir de uma posição de fraqueza, porque o país estava envolvido numa guerra no âmbito da sua concepção.

Os membros avançam ainda que as reformas na constituição são necessárias para proteger a soberania do país no meio das mudanças na dinâmica política e militar na região da África Central.

Serão conhecidos, esta terça-feira, o cruzamento das meias-finais da Taça de Moçambique. Costa do Sol, União Desportiva do Songo e Ferroviário da Beira são as três equipas que já garantiram a presença nessa fase da segunda maior prova futebolística nacional.

A quarta equipa vai sair do jogo entre o Ferroviário de Maputo e Associação Desportiva de Vilankulo, partida marcada para dia 17 deste mês. O jogo entre as duas equipas referente à segunda “mão” da Taça de Moçambique não se realizou na data prevista, à semelhança dos outros.

A Taça de Moçambique, segunda maior prova futebolística nacional, caminha para o fim. A Federação Moçambicana de Futebol agendou para esta segunda-feira o sorteio desta fase que vai ditar o cruzamento entre as quatro equipas.

Para chegar a esta fase, o Costa do Sol ultrapassou a Associação Black Bulls no conjunto das duas mãos dos quartos-de-final, tendo a União Desportiva do Songo suplantado o Desportivo de Nacala. Já o Ferroviário da Beira afastou o Textáfrica de Chimoio.

A União Desportiva do Songo vai procurar chegar à sua segunda final consecutiva após ter perdido a do ano passado, por 1-2, diante da Black Bulls.

Além do sorteio, a FMF vai anunciar a data da realização das meias-finais da prova. O Costa do Sol é o clube com maior número de títulos na Taça de Moçambique, contabilizando 13. Há seis anos que os “canarinhos” não vencem a segunda maior prova do calendário futebolístico nacional.

A última vez que o Costa do Sol ergueu a taça nesta competição foi em 2018, em que derrotou o Ferroviário da Beira por 4-2 na lotaria das grandes penalidades, depois do empate a uma bola no tempo regulamentar.

Já o Ferroviário da Beira não vence esta competição há nove anos, ou seja, desde 2014. Por sua vez, a União Desportiva do Songo com duas taças, conquistou a última em 2019 vencendo o Ferroviário de Maputo por duas bolas sem resposta.

Enquadrado no projecto “Eu Sou pelo Desportivo Maputo”, lançado no passado dia 27 de Novembro e que visa arrecadar fundos para apoiar o Grupo Desportivo Maputo, agremiação que atravessa uma crise financeira, realiza-se, no próximo dia 1 de Dezembro, no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), um jogo de velhas glórias (“legends”) envolvendo quatro formações históricas da capital.

Trata-se do Desportivo Maputo, Costa do Sol, Maxaquene e Ferroviário de Maputo, que abraçaram esta iniciativa promovida pela JS Consultores & Serviços em parceria com o centenário clube “alvi-negro”.

De acordo com o programa definido, a que o “O País” teve acesso, as lendas do Desportivo Maputo irão bater-se com o Costa do Sol, num duelo em que irão desfilar algumas referências obrigatórias destas formações.

O outro jogo irá colocar frente-a-frente o Maxaquene e Ferroviário de Maputo, duas colectividades centenárias que também se farão representar por antigas glórias das mesmas.

Para este evento, a organização fixou os preços dos bilhetes em 100 Meticais para a bancada sol e 200 para sombra.

A campanha “Todos pelo Desportivo” vai consistir no envio de mensagens SMS que terão o custo de 50 Meticais cada. As mensagens devem ser enviadas para o número 95444 com a palavra GDM. O valor, esse, vai ser canalizado para as contas do Grupo Desportivo Maputo.

A JS Consultoria e Serviços compromete-se a liderar toda a campanha de angariação de fundos para o Desportivo Maputo, através de uma estratégia que dê visibilidade ao projecto e ao clube “alvi-negro”.

No caso específico da Tmel, esta operadora de telefonia móvel vai desempenhar um papel fulcral, porquanto vai disponibilizar os seus canais de comunicação para angariação de fundos.

Por sua vez, a Movitel colocará à disposição meios tecnológicos que facilitem a canalização de fundos através do serviço de SMS. A Vodacom irá facilitar o processo de divulgação da iniciativa ao nível nacional.

 

Mulheres da Associação Agrícola do Vale do Mandruze recebem 20 mil alevinos de qualidade para o povoamento das suas gaiolas que tinham sido destruídas pelo ciclone Idai. A iniciativa visa, essencialmente, alavancar a aquacultura e melhorar a dieta alimentar das famílias.

O impacto catastrófico do ciclone Idai não poupou quarenta gaiolas de uma associação agrícola de mulheres que residem no distrito de Dondo, na província de Sofala. Passados cinco anos, as mesmas não conseguiram repor os danos provocados pelo fenómeno natural.

No âmbito de projecto de desenvolvimento e aquacultura de pequena escala, com vista à reposição do que foi destruído pelo ciclone Idai, em 2019, e reforçar a dieta alimentar das famílias camponesas, as mulheres receberam 20 mil alevinos para povoamento das suas gaiolas e duas toneladas de ração. A entrega foi feita pela ministra das Pescas, Lídia Cardoso.

Depois da primeira produção, cabe agora à associação consumir uma parte e vender a outra para, a partir dos lucros, fazer a reconstituição da nova remessa.
Para a administradora de Dondo, Maria Bernadete Roque, esta iniciativa vai alavancar a aquacultura.

A iniciativa vai abranger quatro distritos de Sofala, com enfoque em associações que trabalham na aquacultura.

A cidade de Xai-Xai procura recuperar-se dos prejuízos acumulados durante uma semana de paralisação de actividades, devido às manifestações convocadas por Venâncio Mondlane para contestar os resultados eleitorais divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Alguns cidadão falam de prejuízos e o sector da indústria e comércio alerta para o risco de ruptura de produtos de primeira necessidade por conta da falta de abastecimento.

No sábado, a vida voltou completamente ao normal, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, depois das manifestações da última quinta-feira.
A paralisação por uma semana agudizou os prejuízos que os comerciantes já registavam.

O sector hoteleiro também não foi poupado pela paralisação, havendo casos de pessoas que foram despedidas do trabalho. Uma cidadã entrevistada pelo “O País”, por exemplo, queixa-se de não ter recebido o salário Outubro.

Por sua vez, um vendedor abordado pelo “O País” fala de incertezas e diz que, se nada for feito para reverter a situação, a sua família poderá passar fome.

A directora da Indústria e Comércio em Gaza, Lúcia Matimele, alerta para a ruptura de produtos de primeira necessidade na província, e diz que só existe “stock” para uma semana.

Outro sector que se queixa de estar a acumular prejuízos é o de transporte. Com a falta de passageiros, aliada ao receio de insegurança na via pública, alguns transportadores que operam na rota Xai-Xai/Maputo dizem que não têm receitas há três semanas.

O país precisa de definir caminhos para a contínua pacificação em momentos eleitorais, defende o reitor da Universidade Católica de Moçambique, Filipe Sungo.
O académico diz, ainda, que o diálogo e a ética devem ser chamados para este processo.

Sungo critica o facto de se estarem a registar mortes, quer do lado dos manifestantes, quer do lado da polícia.

Por sua vez, a secretária de Estado na Zambézia, Cristina Mafumo, criticou as mortes e o vandalismo durante as manifestações.

O reitor da Universidade Católica e a secretária de Estado da Zambézia falavam à margem da cerimónia de graduação de estudantes, no sábado, em Quelimane.

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