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Comerciantes instalados no interior do Mercado Central de Inhambane decidiram levar os produtos para fora em protesto contra as bancas improvisadas que ocupam a área reservada aos transportadores, alegam perda de clientes e dizem que sucessivas reclamações à gestão não produziram qualquer solução.

Cerca de dois anos depois de entrar em funcionamento com a promessa de organizar o comércio na cidade de Inhambane e oferecer melhores condições aos vendedores, o Mercado Central enfrenta um problema que começa a colocar em causa o propósito para o qual foi concebido, isto porque parte do espaço exterior reservado aos transportadores de passageiros está ocupado por comerciantes que montaram bancas improvisadas e vendem diariamente diferentes produtos, uma situação que há algum tempo provoca descontentamento entre aqueles que receberam lugares no interior e que esta quinta-feira decidiram transformar a insatisfação em protesto, retirando os seus produtos das bancas e levando-os para o exterior para disputar directamente a clientela com os vendedores cuja presença contestam.

O cenário revela duas realidades que se confrontam à porta da mesma infra-estrutura, pois enquanto os comerciantes instalados no interior reclamam que as bancas improvisadas lhes retiram clientes e tornam cada vez mais difícil manter os negócios, aqueles que vendem no exterior garantem que não escolheram voluntariamente ocupar o espaço destinado aos transportadores e justificam a permanência naquele local com a alegada falta de lugares suficientes dentro do Mercado Central. Albertina, uma das vendedoras que exerce a actividade do lado de fora, diz que a necessidade de garantir o sustento da família acaba por falar mais alto do que os riscos associados à ocupação de um espaço que não foi concebido para a venda, reconhecendo que existem perigos, mas insistindo que abandonar o local sem uma alternativa significaria perder a única possibilidade que tem de conseguir algum rendimento. “Sabemos que pode haver perigo, mas não temos para onde ir. Estamos à procura do pão. Ninguém pode viver com fome”, explica a comerciante, numa declaração que expõe o lado social de um problema que já ultrapassa a simples organização física do mercado.

Mas para quem recebeu uma banca no interior da infra-estrutura, a explicação apresentada pelos vendedores de fora não elimina aquilo que consideram ser uma situação de concorrência desigual, porque os consumidores que chegam ao Mercado Central encontram primeiro os produtos expostos no exterior e muitos acabam por fazer ali mesmo as compras, sem necessidade de entrar no edifício. Foi perante este cenário que, esta quinta-feira, vários comerciantes decidiram retirar os produtos das respectivas bancas e instalá-los igualmente do lado de fora, não por alegada falta de espaço, mas como forma de protesto e de pressão sobre os responsáveis pela gestão do mercado, numa tentativa de mostrar que não estão dispostos a continuar dentro de uma infra-estrutura onde dizem ter cada vez menos compradores enquanto a actividade comercial cresce à sua porta.

Laura, uma das vendedoras que aderiu ao protesto, explica que a decisão de sair resulta da queda da clientela e daquilo que considera ser a falta de resposta das autoridades às reclamações apresentadas ao longo do tempo, defendendo que todos os comerciantes deveriam estar sujeitos às mesmas regras e exercer a actividade dentro dos espaços definidos para o efeito. “Estamos aqui porque lá dentro não entram clientes devido ao outro mercado que está fora. O que estamos a pedir neste momento ao nosso município é que retire aquelas pessoas que estão fora e que elas também entrem no mercado”, afirma, deixando claro que o objectivo dos manifestantes não é abandonar definitivamente a infra-estrutura, mas pressionar para que seja encontrada uma solução capaz de devolver clientes às bancas interiores.

A situação está a transformar a área exterior num concorrente directo do próprio Mercado Central, porque quanto maior é a quantidade de produtos disponíveis nas bancas improvisadas, menor é a necessidade de os consumidores entrarem no edifício e, consequentemente, menor é o volume de vendas de quem permanece nas bancas formais. Benilde, uma das comerciantes que continua a trabalhar no interior, conta que há dias em que passa praticamente toda a jornada à espera de compradores, vendo do seu posto de venda o movimento concentrar-se no exterior, onde diferentes produtos são comercializados antes mesmo de os clientes atravessarem as portas da infra-estrutura, uma realidade que, segundo afirma, está a provocar perdas e a tornar cada vez mais difícil sobreviver exclusivamente do negócio instalado no interior.

Para os comerciantes, não se trata apenas de uma questão de preferência dos consumidores, mas de localização e facilidade de acesso, porque quem chega à zona encontra primeiro os vendedores instalados na área exterior e pode adquirir os produtos sem entrar no Mercado Central, enquanto aqueles que cumprem a orientação de permanecer nas bancas atribuídas ficam numa posição menos favorável para disputar os mesmos clientes. “Lá fora está cheio de pessoas a vender e aqui no mercado ninguém entra”, lamenta Benilde, descrevendo dias em que o rendimento obtido fica muito abaixo das expectativas e mal permite compensar o tempo e os custos associados à actividade comercial.

O fenómeno começa, desta forma, a produzir um efeito contrário ao pretendido com a construção da nova infra-estrutura, pois o mercado criado para concentrar e ordenar a actividade comercial enfrenta agora uma dinâmica em que permanecer no interior pode representar uma desvantagem económica, enquanto vender no exterior permite contacto imediato com os compradores. É precisamente esta percepção que levou comerciantes formalmente instalados dentro do mercado a adoptar a mesma estratégia daqueles que criticam, criando um ciclo difícil de interromper: quanto mais vendedores saem, mais produtos ficam disponíveis no exterior, quanto mais produtos existem do lado de fora, menos razões os consumidores encontram para entrar e, quanto menor é a clientela no interior, maior se torna a pressão para que outros comerciantes façam exactamente o mesmo percurso.

A revolta desta quinta-feira, contudo, não nasceu de um problema identificado apenas nos últimos dias, uma vez que os vendedores garantem ter apresentado várias vezes as suas preocupações aos responsáveis pela gestão do Mercado Central e dizem ter recebido promessas de intervenção que, até agora, não se traduziram numa solução visível. Laura afirma que os comerciantes aguardam há algum tempo por uma resposta concreta e que a ausência de uma data para a resolução do problema aumentou a indignação entre quem continua a acumular prejuízos, explicando que “já falámos várias vezes, dizem que vão mandar uma equipa e nunca mais”, razão pela qual alguns vendedores decidiram que permanecer no interior à espera de uma solução deixou de ser uma alternativa economicamente sustentável.

A posição dos manifestantes é agora mais dura e alguns garantem que só pretendem regressar às bancas quando houver uma intervenção que coloque todos os vendedores em condições semelhantes de concorrência. “Nós vamos sair se virmos aquela gente que está aí fora dentro do mercado”, afirma Laura, numa declaração que aumenta a pressão sobre a administração do Mercado Central e sobre o Conselho Municipal de Inhambane, porque qualquer intervenção terá de encontrar uma saída para os comerciantes que alegam não dispor de lugares no interior sem, ao mesmo tempo, prejudicar aqueles que aceitaram instalar-se nos espaços formais e que agora reclamam estar a pagar o preço por respeitarem a organização definida.

É neste ponto que o problema deixa de ser apenas uma disputa entre vendedores e passa a colocar questões sobre a própria gestão do comércio urbano, uma vez que retirar os comerciantes instalados no exterior sem lhes apresentar uma alternativa poderá simplesmente deslocá-los para outros pontos da cidade, enquanto permitir que permaneçam no espaço destinado aos transportadores poderá continuar a reduzir a clientela no interior e incentivar novos vendedores a abandonar as bancas. A situação exige, por isso, uma solução capaz de conciliar a necessidade de ordenamento com uma realidade económica incontornável: para muitas destas famílias, a venda diária não é uma actividade complementar, mas a principal ou única fonte de rendimento.

A reportagem de O País procurou ouvir a administração do Mercado Central para perceber como pretende responder à revolta dos comerciantes, esclarecer a alegada falta de espaço no interior, explicar por que razão a área reservada aos transportadores continua ocupada por vendedores e indicar que medidas estão previstas para impedir que a saída dos comerciantes instalados nas bancas formais agrave ainda mais a desorganização, mas, no momento em que a equipa se deslocou ao local, o edifício onde funciona a administração encontrava-se encerrado e não foi possível obter qualquer pronunciamento dos responsáveis pela gestão até ao fecho desta reportagem.

O impasse deixa o Mercado Central de Inhambane perante uma contradição cada vez mais difícil de ignorar, porque uma infra-estrutura moderna que entrou em funcionamento para organizar o comércio começa a assistir à transferência da actividade das suas bancas para o espaço exterior que deveria permanecer livre para outras funções, ao mesmo tempo que vendedores que inicialmente cumpriram as regras sentem-se agora prejudicados por aqueles que comercializam fora e decidem responder fazendo exactamente o mesmo.

Enquanto a gestão não apresenta uma solução, o protesto desta quinta-feira deixa uma mensagem clara sobre a dimensão do problema: quando os comerciantes entendem que permanecer dentro de um mercado formal significa perder clientes e que colocar os produtos na rua aumenta as possibilidades de vender, a discussão já não pode limitar-se à disciplina de quem ocupa irregularmente os espaços, devendo também questionar a capacidade de organização, fiscalização e gestão da própria infra-estrutura. O Mercado Central foi criado para trazer ordem ao comércio de Inhambane, mas o desafio que agora se coloca é impedir que a luta diária pela sobrevivência transforme o seu exterior num segundo mercado e empurre para a rua precisamente aqueles vendedores que deveriam encontrar dentro dele melhores condições para trabalhar.

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O Ferroviário de Maputo e a Associação Desportiva de Vilankulo disputam a última vaga das meias-finais da Taça de Moçambique ZAP, edição 2024. O jogo entre ambos, referente à segunda mão dos quartos-de-final, está marcado para este domingo, pelas 15h00, no Campo do Afrin, na Matola. Na primeira mão, na Maxixe, houve nulo

É o último jogo dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, que vai opor o Ferroviário de Maputo à Associação Desportiva de Vilankulo. Segunda mão da segunda maior competição futebolística do país, que vai ditar a quarta equipa que vai disputar a “final four”, em Nampula, no final deste mês de Novembro.

Depois do nulo registado no jogo da primeira mão, na Maxixe, numa partida em que as duas equipas dispuseram de várias oportunidades para marcar, com os respectivos guarda-redes a serem os heróis, desta vez há que se encontrar um vencedor.

Esta é a segunda vez consecutiva que as duas equipas se cruzam no mata-mata da Taça de Moçambique ZAP, depois de no ano passado a formação de Vilankulo ter afastado os “locomotivas” da capital com goleada, de 3-0, na eliminatória única, na Maxixe.

Será que haverá desforra desta vez, num jogo em que a decisão é no campo (emprestado) do Ferroviário de Maputo, depois do nulo na primeira volta? Uma pergunta que somente no final dos 90 minutos, e caso contrário depois da marca das grandes penalidades, teremos resposta.

Para o Ferroviário de Maputo seria a vingança pelos últimos três maus resultados alcançados diante da Associação Desportiva de Vilankulo, nomeadamente para a Taça de Moçambique ZAP do ano passado, bem como para as duas partidas do Moçambola deste ano.

Ou seja, depois da derrota na Taça de Moçambique ZAP, edição 2023, por 3-0 na Maxixe, e consequentemente afastamento da prova, o Ferroviário de Maputo perdeu os dois jogos disputados este ano para o Moçambola-2024, nomeadamente 0-1 no campo do Afrin, na primeira volta, e 2-0 no Estádio Valdemar Oliveira, na Maxixe, na segunda volta.

Uma vitória do Ferroviário de Maputo este domingo não seria apenas a vingança pelos últimos resultados, mas também a oportunidade de salvar a honra da época, mantendo viva a esperança de conquistar um título nacional.

Para os “hidrocarbonetos” vencer este jogo seria a cereja no topo do bolo da sua superioridade perante o Ferroviário de Maputo nas duas últimas temporadas. Para além de ser oportunidade de disputar um troféu, que seria o primeiro a nível nacional para a colectividade.

No confronto directo as duas equipas já se defrontaram por 30 ocasiões, entre jogos do Moçambola e Taça de Moçambique, com ligeira vantagem para os “locomotivas” da capital do país, que venceram 12 jogos, dos quais 11 para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique, contra 10 vitórias dos “hidrocarbonetos”, sendo nove para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique.

Há ainda a destacar oito empates registados, sendo sete para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique.

Ferroviário de Maputo vs Associação Desportiva de Vilankulo terá o apito de Celso Alvação, árbitro internacional de Inhambane, que será auxiliado por Zacarias Baloi (de Maputo) e Venestâncio Cossa (da cidade de Maputo). Simões Guambe, da cidade de Maputo, será o quarto árbitro.

O vencedor deste jogo vai defrontar, a 27 de Novembro corrente, no Estádio 25 de Junho, em Nampula, o Ferroviário da Beira, na segunda meia-final da Taça de Moçambique ZAP. Na outra meia-final, segundo ditou o sorteio, será disputado entre União Desportiva de Songo e Costa do Sol.

O vencedor da Taça de Moçambique ZAP será conhecido a 1 de Dezembro, na final que será disputada também no Estádio 25 de Junho, em Nampula.

Os Mambas defrontam esta sexta-feira a sua similar do Mali com único objectivo de vencer e conseguir a qualificação à fase final do Campeonato Africano das Nações, Marrocos-2025. A equipa técnica e os jogadores estão cientes das dificuldades, mas mostram-se confiantes num bom resultado e pedem apoio dos moçambicanos, numa semana considerada atípica por parte de Chiquinho Conde.

Quarto jogo da história entre as duas selecções no confronto directo, e um equilíbrio para ser quebrado esta sexta-feira, a partir das 18h00 no Estádio Nacional do Zimpeto.

Moçambique e Mali, com uma vitória para cada um e mais um empate nos três jogos já disputados, revelam o equilíbrio entre ambas, que vão entrar com a mesma ambição de vencer e se qualificar para a fase final do Campeonato Africano das Nações de Marrocos.

Vai ser um jogo nada fácil para nenhuma das duas equipas, olhado para o trajecto e para o posicionamento das mesmas na tabela classificativa, onde estão igualadas no topo da tabela classificativa.

Maior ambição têm os Mambas, que perseguem a segunda qualificação consecutiva à uma fase final do CAN, depois de terem estado no CAN deste ano, que teve lugar na Costa do Marfim.

 

Confiantes e preparados

Chiquinho Conde só teve todos os jogadores disponíveis para preparar o jogo desta sexta-feira somente na manhã de quinta-feira, quando realizaram o último treino no Estádio Nacional do Zimpeto.

Mas nada que altere a confiança e a segurança que os jogadores carregam para este embate. Ricardo Guimarães foi o porta-voz do balneário antes do jogo, e disse que o facto do grupo depender somente de si para chegar ao CAN é uma boa situação. “Quero dizer que este é o terceiro mês seguido que é difícil, foi uma luta difícil até aqui.

Amanhã (hoje) temos um jogo importante, como foram todos os outros, e este mais porque é o próximo”, começou por dizer.

Para Guima, os Mambas estão confiantes e preparados, “que é o mais importante”.

“Esperemos dar alegria ao povo e, também seria um bom presente, não só para mim, mas para todos, a vitória e conseguirmos, então, finalizar já o apuramento antes do último jogo ao Guiné”, disse Guima, que ontem completou mais um aniversário natalício e espera por uma vitória que sirva de presente para si.

Ausente do último jogo dos Mambas por lesão, Guima diz estar 100% recuperado e pronto para ajudar a selecção a conquistar a vitória, até porque, para ele, “vai ser um jogo como os outros, a dar o melhor de nós, com o grupo excelente que temos, com a equipa unida que temos e espero dar a alegria que tantos querem e qualificarmo-nos novamente no segundo ano consecutivo num CAN”.

 

Semana atípica antes do jogo dos Mambas

Para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, esta foi uma semana atípica, não só pela situação do país, mas também pela chegada tardia dos jogadores para a preparação do jogo.

“Tivemos o último treino e praticamente não deu para desenhar muito bem, sistematizando aquilo que é a nossa ideia. Mas esse grupo já vem trabalhando há uns anos essa parte, motivo pelo qual eu tenho sempre, eu e a minha equipa técnica, a preocupação de não alterar muito aquilo que é a nossa matriz, o nosso grupo de trabalho que já está formatado, que já está dentro daquela que é a nossa ideia de jogo”, disse confiante Chiquinho Conde.

Sobre o Mali, o seleccionador nacional assume que é um adversário forte, candidata ao primeiro lugar do grupo, até porque foi cabeça-de-série. Por isso “não é uma equipa fácil, não são favas contadas, mas de qualquer forma, nós sabemos perfeitamente que, se nós conseguimos fazer aquela primeira parte no Mali, jogar pé para pé, termos a paciência de circular a bola, sermos muito mais pressionantes, muito mais audazes, é possível termos um bom resultado”.

Para tal, segundo Conde, é preciso não facilitar, até porque a equipa do Mali irá estar por cima, mas não constantemente por cima, porque não há uma equipa que joga 90 minutos a pressionar.

Falou do comprometimento dos jogadores para com a selecção e referiu pese embora as individualidades que o grupo tem, “o grupo torna-se sempre mais forte e nós estamos focados pelos objectivos que pretendemos e o nosso principal objectivo é estarmos presentes sempre nas grandes competições”.

Até porque, de acordo com Conde, “os jogadores têm esse sonho, como eu como treinador. Felizmente, eles têm me dado a possibilidade de eu estar na ribalta do futebol africano graças à performance que eles têm tido. E isso é motivo de orgulho para todos nós”.

Conde lamentou a ausência de alguns jogadores, casos de Witi, por lesão, mas assegura que o mais importante é contar com os que estão presentes.

Pediu o apoio do público no Estádio Nacional do Zimpeto, um público que para Chiquinho Conde tem sido uma grande força motriz. “Porque jogando em casa, com o apoio do nosso público, obviamente estaremos sempre mais perto de poder conquistar tudo aquilo que nós almejamos”.

Houve registo, hoje, de fraco movimento de camiões na fronteira de Machipanda, em Manica, devido ao receio de manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane. O mesmo sucede com o movimento migratório que reduziu drasticamente

O ambiente na Fronteira de Machipanda, posto de travesssia para Zimbabwe, foi marcado por um cenário atípico com o registo de um movimento significativamente reduzido de camiões e pessoas, em comparação com os dias habituais.

A principal razão para este fraco fluxo de veículos pessoas foi o receio da repercussão de uma manifestação de três dias que tem as fronteiras como um dos palcos.

Mas, pelo menos no trajecto do Porto da Beira a Fronteira de Machipanda, a situação esteve calma, segundo os automobilistas.

O fraco movimento que se regista na Fronteira de Machipanda prejudica quem vive de negócios naquele posto fronteiriço. Mototaxistas e vendedores de produtos diversos dizem estar a somar prejuizos por falta de clientes.

Enquanto isso, as autoridades migratórias dizem que foi reforçada a segurança na fronteira e que a mesma funciona com normalidade.

Nas últimas 48 horas, a fronteira de Machipanda registou um movimento de 1746 pessoas referente à entrada e saída de cidadãos nacionais e estrangeiros.

Nesta sexta-feira, às 17 horas, a Editorial Fundza vai lançar, na Livraria Fundza, Cidade da Beira, o livro “Bebé O e a descoberta do mundo azul”, da escritora Emília Paulino.

De acordo com o comunicado de imprensa da Editorial Fundza, trata-se de um livro infanto-juvenil que aborda a história inspiradora de um bebé com espectro autista, que, com o apoio de médicos, familiares e, em especial, de sua irmã mais nova, desenvolve habilidades essenciais e valores como o amor, a inclusão e a união.

A autora avança que o livro traz uma mensagem de esperança e reforça a importância do apoio familiar e social no processo de desenvolvimento de uma criança autista, conforme se pode ler na nota de imprensa: “Com esta obra, pretendo abraçar, mesmo que de longe, os pais de filhos especiais e todos os meninos autistas para dizer-lhes que não estão sozinhos, que o autismo não é um segredo e que juntos somos mais fortes”, reforça a escritora.

Na cidade da Beira, a obra será apresentada por Rodrigues Germano, especialista na terapia da fala e que assiste muitas crianças com necessidades especiais.

Emília Paulino, natural da cidade da Beira, é advogada e docente universitária. Tem um mestrado em Direito e outro em Sistemas de Informação Geográfica, além de formação em neurociências do autismo e em ABA e estratégias naturalistas.

A cantora já não vai celebrar os 50 anos de carreira em concerto, este ano. Ao contrário do previsto, Elvira Viegas teve de adiar para o primeiro semestre de 2025 o concerto anteriormente agendado para o dia 21 de Novembro corrente, no Centro Cultural Moçambique-China.

Segundo a organização, a alterção deve-se a sequência de manifestações que estão a decorrer no país, por isso, a cantora, junto da equipa de organização, optou por adiar o concerto para primeiro semestre do proximo ano, com o intuito de melhor celebrar o quinquagésimo aniversario de carreira em verdadeiro ambiente de festa.

“A manunteção da data de celebração não traria melhor sentido de festa, visto que, o país não se encontra em momento oportuno de celebração. Até porque, perspectiva-se que seja uma verdadeira festa que fará uma viagem musical que vai narrar a rica história da carreira de Elvira Viegas, destacando as suas influências e contribuições significativas para a cultura artística do país”, lê-se na nota de imprensa.

A cantora recomenda aos “fãs, admiradores e seguidores que já adiquiriram bilhetes, em diferentes plataformas digitais, estimados em cerca de 400, para conservar muito bem, para aposterior uso na data que será realizada a festa dos 50 anos de carreira.

No concerto não será apenas celebrado o talento inegável de Elvira Viegas, mas também reconhecer a sua dedicação e o impacto duradouro que a cantora teve no panorama musical de Moçambique.
A celebração perspectiva-se que seja única, onde a artista promete proporcionar os expectadores uma noite repleta de emoção e recordações, dos grandes êxitos que perfazem os seis álbuns lançados, intitulados “Ndzi Xikala Vitu”, “Tlanga U Pimela”, “Kusuhi na Mine”, “The Best of Elvira Viegas”, “Tsendeleka” e o ultimo “Ora Chegou”.

O portfólio artístico da Elvira Viegas é composto por mais de 100 músicas registradas. 99% dessas músicas provêm dos poemas escritos em português, que foram posteriormente traduzidos e moldados para composição musical num exercício exclusivamente realizado pela artista.

 

Num contexto em que o país enfrenta uma situação política e social complexa, o artista moçambicano Bruno Akani irá lançar o seu novo single, esta sexta-feira. Intitulado “Give Me The Chance” , a música, que conta com a participação especial do icónico guitarrista Jimmy Dludlu, que também a co-produziu, traz uma mensagem de renovação e esperança, destinada a inspirar pessoas a acreditarem em segundas oportunidades e recomeços.

Escrita há cinco anos, “Give Me The Chance”, em português “Dá-me uma nova chance”, tem um significado especial para Bruno Akani, segundo avança uma nota de imprensa: “Sempre senti que esta música veio até mim por uma razão. É uma música sobre humildade, sobre levantar-se após tempos difíceis e encontrar forças para seguir em frente. A música fala a diferentes pessoas de maneiras únicas: para alguns, trata-se de um novo começo, e para outros, uma chance de se reconectar com seus sonhos e esperanças”.

Além disso, a música também reflecte a visão de Akani sobre a importância de acreditar em dias melhores, particularmente em um contexto em que muitos enfrentam desafios pessoais e colectivos. O cantor enfatiza que “Give Me The Chance” não é uma canção de confronto, mas sim uma celebração da resiliência humana e da capacidade de superar dificuldades com o apoio de outros. Lê-se ainda na nota de imprensa: “Hoje é um momento para olharmos para frente, acreditarmos em nós mesmos e nos apoiarmos mutuamente. Esta música destina-se a todos que precisam de uma palavra de encorajamento, seja a nível pessoal ou no âmbito das suas vidas profissionais e comunitárias”.

A mensagem de “Give Me The Chance” é igualmente relevante no cenário global, num momento em que muitas pessoas continuam a lidar com os efeitos da pandemia, os desafios económicos e a crise financeira mundial.

“Give Me The Chance” será lançada oficialmente pela Bhavani Entertainment and Investments (África do Sul) e estará disponível em todas as plataformas digitais. O single também será transmitido nas principais estações de rádio de Moçambique e da África do Sul.

O lançamento também marca o início da jornada para o tão esperado primeiro álbum de Bruno Akani, que está previsto para ser lançado próximo ano.
 

Um adolescente de 16 anos foi baleado mortalmente pela polícia, na zona do mercado Brandão, esta quarta-feira, no decurso da manifestação. Consta que o finado estava apenas a fazer o seu negócio de venda de roupa, quando foi baleado. Já em Inhassunge, foi assassinado, hoje, o primeiro vice-presidente da comissão distrital de eleições e destruídas infraestruturas públicas. 

O jovem ora baleado pela polícia residia no bairro Manhaua, arredores da cidade de  Quelimane. Os familiares dizem que o mesmo estava no mercado Brandão onde comprava roupa para revender, mas foi atingido mortalmente por bala disparada pela polícia. Familiares e vizinhos trabalhavam na produção de caixão para o funeral. 

A polícia diz que, esta quarta-feira, baleou 3 pessoas, dentre os quais um mortalmente e deteve 18 pessoas. 

Manuel De Araújo marchou, na manhã desta quinta-feira, com alguns membros desde o mercado central até ao conselho municipal e disse que vai continuar a repudiar os resultados eleitorais através da marcha e vai responsabilizar, na justiça, o comandante provincial  pela morte do adolescente de 16 anos. 

Sobre o distrito de Inhassunge a polícia explicou que, na manhã desta quinta-feira, foi assassinado o primeiro vice-presidente da comissão distrital de eleições e foram destruídas infraestruturas públicas e privadas. Não se conhece ainda a origem dos malfeitores que protagonizaram os acto. 

Pelo menos 120 civis foram mortos nos últimos dois dias no Estado de Al-Jazira, onde os combates se desenrolam desde o mês passado. O Ministério dos Negócios Estrangeiros sudanês acusa as forças paramilitares pelo sucedido.

A milícia Janjaweed cometeu um novo massacre na cidade de Hilaliya, no estado de Al-Jazira, nos últimos dois dias, resultando em 120 mortes até agora. As vítimas foram mortas a tiros ou devido a envenenamento alimentar e falta de cuidados médicos, que afectaram centenas de civis, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O governo apoiado pelo exército refere-se regularmente às Forças de Apoio Rápido (RSF) paramilitares que tem vindo a combater desde Abril de 2023 como Janjaweed, uma milícia recrutada pelo então governo de Cartum para suprimir uma rebelião de minorias étnicas na região ocidental de Darfur há duas décadas.

O Sindicato dos Médicos do Sudão afirmou que depois de saquear e roubar todos os bens dos residentes em Hilaliya, a milícia deteve as pessoas dentro das mesquitas, só permitindo que saíssem depois de pagarem somas avultadas, impossíveis de pagar após o extenso saque e roubo. 

A Força de Apoio Rápido (RSF), intensificou recentemente os ataques contra civis no estado de Al-Jazira, depois de um dos seus principais comandantes ter desertado para o exército regular. 

No mês passado, pelo menos 200 pessoas foram mortas no estado de Al-Jazira, que está sob controlo do exército. As Nações Unidas afirmam que 135 mil civis foram deslocados.

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