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Comerciantes instalados no interior do Mercado Central de Inhambane decidiram levar os produtos para fora em protesto contra as bancas improvisadas que ocupam a área reservada aos transportadores, alegam perda de clientes e dizem que sucessivas reclamações à gestão não produziram qualquer solução.

Cerca de dois anos depois de entrar em funcionamento com a promessa de organizar o comércio na cidade de Inhambane e oferecer melhores condições aos vendedores, o Mercado Central enfrenta um problema que começa a colocar em causa o propósito para o qual foi concebido, isto porque parte do espaço exterior reservado aos transportadores de passageiros está ocupado por comerciantes que montaram bancas improvisadas e vendem diariamente diferentes produtos, uma situação que há algum tempo provoca descontentamento entre aqueles que receberam lugares no interior e que esta quinta-feira decidiram transformar a insatisfação em protesto, retirando os seus produtos das bancas e levando-os para o exterior para disputar directamente a clientela com os vendedores cuja presença contestam.

O cenário revela duas realidades que se confrontam à porta da mesma infra-estrutura, pois enquanto os comerciantes instalados no interior reclamam que as bancas improvisadas lhes retiram clientes e tornam cada vez mais difícil manter os negócios, aqueles que vendem no exterior garantem que não escolheram voluntariamente ocupar o espaço destinado aos transportadores e justificam a permanência naquele local com a alegada falta de lugares suficientes dentro do Mercado Central. Albertina, uma das vendedoras que exerce a actividade do lado de fora, diz que a necessidade de garantir o sustento da família acaba por falar mais alto do que os riscos associados à ocupação de um espaço que não foi concebido para a venda, reconhecendo que existem perigos, mas insistindo que abandonar o local sem uma alternativa significaria perder a única possibilidade que tem de conseguir algum rendimento. “Sabemos que pode haver perigo, mas não temos para onde ir. Estamos à procura do pão. Ninguém pode viver com fome”, explica a comerciante, numa declaração que expõe o lado social de um problema que já ultrapassa a simples organização física do mercado.

Mas para quem recebeu uma banca no interior da infra-estrutura, a explicação apresentada pelos vendedores de fora não elimina aquilo que consideram ser uma situação de concorrência desigual, porque os consumidores que chegam ao Mercado Central encontram primeiro os produtos expostos no exterior e muitos acabam por fazer ali mesmo as compras, sem necessidade de entrar no edifício. Foi perante este cenário que, esta quinta-feira, vários comerciantes decidiram retirar os produtos das respectivas bancas e instalá-los igualmente do lado de fora, não por alegada falta de espaço, mas como forma de protesto e de pressão sobre os responsáveis pela gestão do mercado, numa tentativa de mostrar que não estão dispostos a continuar dentro de uma infra-estrutura onde dizem ter cada vez menos compradores enquanto a actividade comercial cresce à sua porta.

Laura, uma das vendedoras que aderiu ao protesto, explica que a decisão de sair resulta da queda da clientela e daquilo que considera ser a falta de resposta das autoridades às reclamações apresentadas ao longo do tempo, defendendo que todos os comerciantes deveriam estar sujeitos às mesmas regras e exercer a actividade dentro dos espaços definidos para o efeito. “Estamos aqui porque lá dentro não entram clientes devido ao outro mercado que está fora. O que estamos a pedir neste momento ao nosso município é que retire aquelas pessoas que estão fora e que elas também entrem no mercado”, afirma, deixando claro que o objectivo dos manifestantes não é abandonar definitivamente a infra-estrutura, mas pressionar para que seja encontrada uma solução capaz de devolver clientes às bancas interiores.

A situação está a transformar a área exterior num concorrente directo do próprio Mercado Central, porque quanto maior é a quantidade de produtos disponíveis nas bancas improvisadas, menor é a necessidade de os consumidores entrarem no edifício e, consequentemente, menor é o volume de vendas de quem permanece nas bancas formais. Benilde, uma das comerciantes que continua a trabalhar no interior, conta que há dias em que passa praticamente toda a jornada à espera de compradores, vendo do seu posto de venda o movimento concentrar-se no exterior, onde diferentes produtos são comercializados antes mesmo de os clientes atravessarem as portas da infra-estrutura, uma realidade que, segundo afirma, está a provocar perdas e a tornar cada vez mais difícil sobreviver exclusivamente do negócio instalado no interior.

Para os comerciantes, não se trata apenas de uma questão de preferência dos consumidores, mas de localização e facilidade de acesso, porque quem chega à zona encontra primeiro os vendedores instalados na área exterior e pode adquirir os produtos sem entrar no Mercado Central, enquanto aqueles que cumprem a orientação de permanecer nas bancas atribuídas ficam numa posição menos favorável para disputar os mesmos clientes. “Lá fora está cheio de pessoas a vender e aqui no mercado ninguém entra”, lamenta Benilde, descrevendo dias em que o rendimento obtido fica muito abaixo das expectativas e mal permite compensar o tempo e os custos associados à actividade comercial.

O fenómeno começa, desta forma, a produzir um efeito contrário ao pretendido com a construção da nova infra-estrutura, pois o mercado criado para concentrar e ordenar a actividade comercial enfrenta agora uma dinâmica em que permanecer no interior pode representar uma desvantagem económica, enquanto vender no exterior permite contacto imediato com os compradores. É precisamente esta percepção que levou comerciantes formalmente instalados dentro do mercado a adoptar a mesma estratégia daqueles que criticam, criando um ciclo difícil de interromper: quanto mais vendedores saem, mais produtos ficam disponíveis no exterior, quanto mais produtos existem do lado de fora, menos razões os consumidores encontram para entrar e, quanto menor é a clientela no interior, maior se torna a pressão para que outros comerciantes façam exactamente o mesmo percurso.

A revolta desta quinta-feira, contudo, não nasceu de um problema identificado apenas nos últimos dias, uma vez que os vendedores garantem ter apresentado várias vezes as suas preocupações aos responsáveis pela gestão do Mercado Central e dizem ter recebido promessas de intervenção que, até agora, não se traduziram numa solução visível. Laura afirma que os comerciantes aguardam há algum tempo por uma resposta concreta e que a ausência de uma data para a resolução do problema aumentou a indignação entre quem continua a acumular prejuízos, explicando que “já falámos várias vezes, dizem que vão mandar uma equipa e nunca mais”, razão pela qual alguns vendedores decidiram que permanecer no interior à espera de uma solução deixou de ser uma alternativa economicamente sustentável.

A posição dos manifestantes é agora mais dura e alguns garantem que só pretendem regressar às bancas quando houver uma intervenção que coloque todos os vendedores em condições semelhantes de concorrência. “Nós vamos sair se virmos aquela gente que está aí fora dentro do mercado”, afirma Laura, numa declaração que aumenta a pressão sobre a administração do Mercado Central e sobre o Conselho Municipal de Inhambane, porque qualquer intervenção terá de encontrar uma saída para os comerciantes que alegam não dispor de lugares no interior sem, ao mesmo tempo, prejudicar aqueles que aceitaram instalar-se nos espaços formais e que agora reclamam estar a pagar o preço por respeitarem a organização definida.

É neste ponto que o problema deixa de ser apenas uma disputa entre vendedores e passa a colocar questões sobre a própria gestão do comércio urbano, uma vez que retirar os comerciantes instalados no exterior sem lhes apresentar uma alternativa poderá simplesmente deslocá-los para outros pontos da cidade, enquanto permitir que permaneçam no espaço destinado aos transportadores poderá continuar a reduzir a clientela no interior e incentivar novos vendedores a abandonar as bancas. A situação exige, por isso, uma solução capaz de conciliar a necessidade de ordenamento com uma realidade económica incontornável: para muitas destas famílias, a venda diária não é uma actividade complementar, mas a principal ou única fonte de rendimento.

A reportagem de O País procurou ouvir a administração do Mercado Central para perceber como pretende responder à revolta dos comerciantes, esclarecer a alegada falta de espaço no interior, explicar por que razão a área reservada aos transportadores continua ocupada por vendedores e indicar que medidas estão previstas para impedir que a saída dos comerciantes instalados nas bancas formais agrave ainda mais a desorganização, mas, no momento em que a equipa se deslocou ao local, o edifício onde funciona a administração encontrava-se encerrado e não foi possível obter qualquer pronunciamento dos responsáveis pela gestão até ao fecho desta reportagem.

O impasse deixa o Mercado Central de Inhambane perante uma contradição cada vez mais difícil de ignorar, porque uma infra-estrutura moderna que entrou em funcionamento para organizar o comércio começa a assistir à transferência da actividade das suas bancas para o espaço exterior que deveria permanecer livre para outras funções, ao mesmo tempo que vendedores que inicialmente cumpriram as regras sentem-se agora prejudicados por aqueles que comercializam fora e decidem responder fazendo exactamente o mesmo.

Enquanto a gestão não apresenta uma solução, o protesto desta quinta-feira deixa uma mensagem clara sobre a dimensão do problema: quando os comerciantes entendem que permanecer dentro de um mercado formal significa perder clientes e que colocar os produtos na rua aumenta as possibilidades de vender, a discussão já não pode limitar-se à disciplina de quem ocupa irregularmente os espaços, devendo também questionar a capacidade de organização, fiscalização e gestão da própria infra-estrutura. O Mercado Central foi criado para trazer ordem ao comércio de Inhambane, mas o desafio que agora se coloca é impedir que a luta diária pela sobrevivência transforme o seu exterior num segundo mercado e empurre para a rua precisamente aqueles vendedores que deveriam encontrar dentro dele melhores condições para trabalhar.

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Trata-se de uma importante infraestrutura que liga Quelimane ao resto dos distritos da província da Zambézia, tendo tido o lançamento da primeira pedra para a  reabilitação e ampliação da Estrada Quelimane-Namacurra, num troço de 70 quilómetros, no segundo semestre de 2020. Em Março do ano seguinte iniciaram as obras, com previsão de término para 2023. 

Depois seguiriam oito anos para o processo de manutenção com o mesmo empreiteiro. Os prazos de término dos trabalhos não foram cumpridos, devido a vários factores, com destaque para os ciclones Ana, Gombe e Freddy, que assolaram a província de forma sucessiva. 

De acordo com Almiro Rudias, “o perfil inicial da largura do referido troço, sobretudo ao nível da zona urbana, vai baixar de 17,4 para 12,4 metros”.  Para Rudias a  alteração do projecto inicial deve-se a exiguidade de fundos cujo financiamento é do Banco Mundial. Por isso, o número de 425 infra-estruturas, que seriam abrangidas pela demolição e respectiva compensação, não será nos moldes previstos há cinco anos,  na concepção do projecto. 

População e automobilistas que utilizam o troço mostram-se otimistas em relação à execução das obras. Querem qualidade nas obras e sinalização. No entanto, dos perto dos cinco mil km da rede classificada, apenas 1 250 é que estão em condições, ao nível da província da Zambézia. 

Lixo, águas estagnadas e  mau cheiro  “afugentam clientes” no maior mercado de Gaza. Vendedores do Mercado Limpopo exigem do  Município acções concretas para pôr fim ao martírio a que estão sujeitos, sempre que chove.

As chuvas que caíram nos últimos dias  agudizaram o drama dos vendedores  do Mercado  Limpopo em Xai-Xai.

Partilhamos espaço com lixo e sapos. No meio do mercado formou-se um rio, mas o município nada faz perante a situação”, disse um dos vendedores. Lixo e águas estagnadas a exalar mau cheiro.

Outro vendedor  diz, que são obrigados a contratar serviços particulares para recolha do lixo”.

Com as valas de drenagem de águas fluviais danificadas, há mais de 4 anos, sempre que chove  o cenário se repete. Produtos frescos  disputam espaço com águas estagnadas. Munícipes consideram  um  atentado à saúde pública.

“A nossa saúde corre risco, não temos contentor, não temos sanitário para necessidades menores” , avançou.

Debaixo da chuva e do sol,  homens e mulheres batalham pelo “pão”. A vendedora Ana Chichava, por exemplo, diz estar a somar   prejuízos desde que as águas invadiram o mercado. Uma inquietação  que é compartilhada por outros vendedores.

“Não conseguimos capturar clientes desde que  as águas pararam no meio do mercado, não temos soluções” , lamentou a vendeira.

Os vendedores garantem pagamento das  taxas  diárias de 25 meticais e mensais que chegam a 750 meticais. Exigem do  Município acções concretas para pôr fim ao martírio a que estão sujeitos, sempre que chove. 

“Só sabem cobrar taxas, trabalho que é bom, não vemos nada. Estamos cansados e exigimos que o município faça o seu trabalho”, reclamou uma vendedeira. 

O município da cidade de  Xai-Xai reconhece o problema e promete soluções até a próxima quarta-feira.”O vereador Benaias Cofe avançou que em breve serão concluídas as obras de  limpeza das valas de drenagem de águas fluviais danificadas”.

O maior mercado da província, construído no contexto das  cheias de 2000, movimenta diariamente mais de 5000 meticais.

 

A selecção nacional de futebol perdeu a possibilidade de se qualificar ao CAN de Marrocos de forma antecipada, ao perder em casa diante do Mali por uma bola sem resposta. Os Mambas deixaram a decisão da qualificação para terça-feira, em Bissau, quando defrontarem a selecção local, para a última jornada.

Chiquinho Conde prometeu e cumpriu, ao montar uma selecção tradicional, no sistema habitual de 1x4x2x3x1, com os jogadores que tem sido titulares nos últimos jogos, com a inclusão de Mexer e Guima.

O jogo até começou com um agradecimento dos Mambas aos adeptos que estiveram nas bancadas do ENZ, depois de uma semana atípica e de incertezas que caracterizou o jogo. E por que não era fácil para Moçambique, Mali foi para cima do combinado nacional, criando a primeira situação de perigo num livre directo, bem defendido por Ernan.
A Mamba acordou do susto e também foi para frente ameaçar. Em três tentativas na mesma jogada, a bola não encontrou melhor caminho para a baliza depois de tentativas de remates de Ratifo, Geny e Clésio.

Nada que deixasse os malianos preocupados, que sem estremecer, foram para frente e numa jogada individual de Doumbia, marcaram, num remate rasteiro, sem hipóteses para Ernan, aos 18 minutos.
A reacção venenosa dos Mambas chegou em dose dupla. Primeiro aos 28 minutos, com Geny a rematar para defesa apertada do guarda-redes maliano, e minuto depois, com Bruno Langa a rematar forte, mas por cima.

Em jogada de contra ataque conduzida por Bruno Langa, Ratifo não consegui dar melhor seguimento e teve oposição de um contrário.

O intervalo chegou com a vantagem tangencial do Mali.

Na segunda parte os Mambas entraram transfigurados, apesar do poderio do Mali. Guima teve tudo para empatar o jogo, mas o guarda-redes maliano negou o golo.

Depois foi Bruno Langa, em dose dupla, primeiro numa jogava individual, a falhar por poucos centímetros, e depois servido por Guima, a rematar por cima.

Era o melhor momento dos Mambas.

Aliás, os Mambas estiveram bem melhores na segunda parte e só não tiveram sorte de marcar um golo.

Nas bancadas ainda se festejou quando Eswatini marcou diante da Guiné-Bissau, afinal era o resultado que colocava os Mambas na fase final do CAN. Mau gáudio que Eswatini tenha falhado uma grande penalidade que daria toda tranquilidade, e os guineenses acabaram por empatar a partida.
Aos Mambas cabia apenas marcar um golo, empatar a partida e carimbar o passaporte para Marrocos. Nem Geny Catamo, nem Bruno Langa e nem mesmo Elias Macamo conseguiram enganar o guarda-redes do Mali.

O jogo marcou a estreia absoluta de Chamito nos Mambas, que teve alguns minutos insuficientes para mostrar sua veia goleadora.

Terminou o jogo com vitória do Mali, que garante a qualificação ao CAN, enquanto os Mambas deixam a decisão da qualificação para terça-feira, diante da Guiné-Bissau, em Bissau. Um empate garante a qualificação, enquanto a derrota ainda faz o combinado nacional fazer as contas, para saber se apanha avião para Marrocos ou não, em Dezembro de 2025.

Os senegaleses vão a votos, este domingo, em eleições legislativas antecipadas, num cenário de forte polarização que opõe o actual Presidente, Bassirou Diomaye Faye, e o primeiro-ministro, Ousmane Sonko, ao anterior chefe de Estado, Macky Sall.

De acordo com o Notícias ao Minuto, em jogo estão os 165 lugares da Assembleia Nacional para um mandato de cinco anos, ao qual concorrem 41 partidos e coligações. As eleições foram antecipadas porque Bassirou Diomaye Faye dissolveu o parlamento em 12 de Setembro passado, invocando dificuldades de colaboração com a assembleia liderada pela oposição.

O Notícias ao Minuto avança que as anteriores eleições legislativas realizaram-se em Julho de 2022 e, de acordo com a Constituição senegalesa, os chefes de Estado podem dissolver a Assembleia Nacional após dois anos da eleição do parlamento, um prazo que foi atingido em 12 de Setembro.

“Na base da dissolução do parlamento está a tentativa do Presidente e do primeiro-ministro alcançarem uma maioria parlamentar que permita ao partido Patriotas do Trabalho, da Ética e da Fraternidade (Pastef), liderado por Sonko e que esteve na base da eleição de Diomaye Faye, por em prática profundas reformas na governação, na justiça e nas instituições legislativas”, lê-se na nota de imprensa.

Na anterior Assembleia Nacional, avança ainda a fonte, o Pastef tinha apenas 23 lugares e o objectivo é executar uma verdadeira transformação política no país, mantendo a dinâmica de mudança que levou Diomaye Faye a derrotar logo na primeira volta Amadou Ba, o candidato escolhido por Macky Sall, que estava impossibilitado pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato.

“A polarização no Senegal coloca o Pastef contra a coligação da oposição Takku Wallu Senegal (Defender o Senegal, em wolof), uma aliança entre a Aliança para a República (APR), de Macky Sall, e o Partido Democrático Senegalês (PDS), fundado pelo seu antecessor na chefia do Estado, Abdoulaye Wade. As outras formações concorrentes com possibilidade de se intrometerem na luta política são a coligação Jàmm Ak Jariñ (Paz e Prosperidade), liderado pelo antigo primeiro-ministro Amadou Ba, e a coligação Samm Sa Kaddu (Manter a palavra), liderada por Barthélémy Dias, presidente da Câmara de Dacar”, lê-se no Notícias ao Minuto.

A Khuzula expande actividades da Incubadora de Negócios Culturais e Criativos, a X-Hub, no âmbito do projecto Advers arts, subvencionado pela embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique e que está a ser implementado na província de Cabo Delgado, com principal incidência na casa Provincial de Cultura e no Distrito de Metuge.

Como forma de expandir actividades da X-Hub, a Khuzula encontra-se a implementar acções de apetrechamento de salas de formação em iniciação artística, onde serão leccionadas disciplinas como dança, artes visuais e música e um estúdio de gravação de conteúdos áudios visuais, com particular enfase na produção de músicas, podcasts, radionovelas e voz offs, audiobooks.

O projecto implementado pela Khuzula inclui igualmente uma académia móvel que levará sessões formativas às comunidades do Distrito de Metuge, local que acolhe deslocados do terrorismo.

Nos aspectos atinentes aos programas de incubação, a Khuzula, por intermédio da X- Academy, iniciativa da X-Hub, desenvolveu módulos de iniciação artísticas destinadas às disciplinas de dança, artes visuais e música, onde experts na matéria participaram com intuito de tornar as formações realística para as comunidades locais, garantindo, deste modo, uma implementação acessível e eficaz em Pemba.

Com a expansão da X-Hub para Cabo Delgado, perspectiva-se a criação de um segmento que facilitará a solidificação de mercados e negócios da indústria criativa, direccionados aos criativos da província para que conheçam e alcance nos nichos de negócios.

Como segmento de suporte, a X-Hub almeja potencializar a indústria com a produção de conteúdos audiovisuais para efeitos de distribuição em diversas plataformas nacionais e internacionais de streaming, criação de lojas virtuais de venda de artes visuais, edição e publicação de obras literárias e prestação de assessoria empresarial e artística.

Estão previstas diversas iniciativas no âmbito do projecto Advers Arts, subvencionado pela Embaixada dos Estados Unidos da América e implementado pela Khuzula, sessões de terapia artística, workshops de expressão criativa, formações em iniciação artistica, realização de espectáculos culturais e exposições de arte.

A implementação deste projeto de caráter social, cultural e de apoio psicológico tem duração de 18 meses. A Khuzula está comprometida em garantir que o projeto atenda às necessidades culturais específicas das comunidades e que haja um envolvimento activo dos membros locais em todas as etapas do processo para que assim se promova o crescimento da economia criativa na província e na região.

A Khuzula é uma empresa vocacionada em produção de eventos, desenvolvimento e agenciamento de artistas, edição de obras literárias, comunicação e consultoria em projectos criativos. No leque das iniciativas que a Khuzula tem levado a cabo, destaca-se a instalação da primeira incubadora de Negócios culturais e criativos- XHUB, a produção do Festival Azgo, por sinal o maior festival internacional de artes que é realizado na cidade e província de Maputo, anualmente, e no âmbito da décima edição, foram criados dois murais onde um homenageia os icónicos músicos nacionais fixado nos pilares do viaduto Alcântara Santos e o segundo resulta de uma residência artística sobre a cidade de Maputo, que juntou cerca de 7 artistas plásticos nacionais e inaugurado a 10 de Novembro de 2023, no âmbito das festividades do dia da cidade das acácias.

Numa outra perspectiva, a Khuzula dedica-se no pleno desenvolvimento das artes e seu negócio inclusivo associado aos seus fazedores como uma ferramenta para criar um impacto positivo nas suas vidas. Através de projectos inovadores e parcerias estratégicas, a Khuzula busca fortalecer as comunidades e promover o bem-estar da criatividade nacional.

O sector da Saúde, na Província de Sofala, está preocupado com o baixo índice de homens que procuram fazer o rastreio do cancro da próstata atempadamente, que é a quinta principal causa da morte em homens com mais de 60 anos, uma vez que a doença é descoberta muito tarde. Nesta ano, apenas 450 pacientes procuraram os serviços de saúde, contra 560 do ano passado.

O cancro da próstata é, segundo dados do sector de Saúde, a quinta principal causa da morte nos homens e o maior risco está em pacientes acima de 65 anos. Os sintomas da doença estão ligados ao sistema urinário.

Por este facto, é recomendando aos homens para, a partir dos 40 anos de idade, fazerem rastreios anuais. Na Província de Sofala, neste ano, apenas 440 homens fizeram rastreio do cancro em referência, de Janeiro a esta parte, e destes 20 foram positivos.

No ano passado, foram ao rastreio 560 pacientes e 60 foram positivos. O baixo número de homens que fizeram o rastreio preocupa o sector de saúde, conforme avançou a Directora Provincial de Saúde de Sofala, Neusa Joel.

Refira-se que o mês de Novembro é mundialmente reservado para campanhas de sensibilização e consciencialização aos homens para aderirem ao rastreio de cancro da próstata.

Um  acidente de viação envolvendo três viaturas, sendo uma delas um transporte semi-colectivo de passageiros, fez vários feridos. O sinistro ocorreu hoje, em Zimpeto, nas proximidades da Universidade Joaquim Chissano, na cidade de Maputo. A polícia estima que quase 10 pessoas tenham sido feridas e aponta para corte de prioridade como uma das causas.

O Bairro Patrice Lumumba, viveu , ontem, momentos de tensão, com a polícia a disparar gás lacrimogêneo e os manifestantes a devolverem o gás e atirarem pedras contra os agentes e a vandalizarem estabelecimentos comerciais, como resposta.

Tudo começou por volta das sete horas, quando um grupo de manifestantes, decidiu se reuniu e fazer a sua marcha “pacífica habitual”, quando apareceu polícia, num “Mahindra e BTR” e os impediu de assim proceder.

Porque houve resistência, segundo testemunhas, dois jovens foram “metidos no Mahindra” mas os manifestantes fizeram confusão e a marcha avançou, só que adiante, a polícia começou a disparar gás lacrimogêneo. Já eram 14 horas.

“Ficamos tontos, por causa do gás e decidimos voltar para casa, mas do grupo alguns jovens ficaram revoltados e decidiram revidar, foi quando destruíram alguns estabelecimentos e levaram os produtos a venda e bloquearam a via”, relatou Isildo Chambisso, que acrescentou que “como organizadores da marcha condenamos a atitude desses jovens, pois a nossa marcha sempre foi pacífica e nunca destruímos nada de ninguém”.

Como consequência, cinco estabelecimentos comerciais foram vandalizados e os produtos saqueados. Num deles os manifestantes, partiram a parede, introduziram-se no interior e tiraram tudo.

Já no outro, uma mercearia, Perez Umbucha, o proprietário, lamentou e disse que agora só pode recomeçar do zero, pois tudo foi levado.

“Levaram arroz, cebola, batata, farinha, partiram o vidro do congelador e tiraram todas as carnes e peixe. Levaram tudo e aqui não sei como fazer, agora”, desabafou Umbucha.

Além disso, Isildo Chambisso, contou que um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi levado e espancado pela população, mas depois liberto.

Entretanto, a polícia da província de Maputo, na voz de Carminha Leite, não confirma o espancamento do agente, e diz que teve de usar a força porque os manifestantes não estavam numa marcha pacífica.

Na manhã desta quinta-feira a situação no bairro já estava controlada, embora ainda queimavam-se alguns pneus. Mas no troço que liga Ferreira-Fios, Nkobe e Machava quilômetro 15 a via foi bloqueada com a queima de pneus.

Por conta da situação, a polícia lançou gás lacrimogêneo e uma idosa foi atingida.

“Eu estava a caminhar para estrada, e ainda aqui no quintal, um grupo de jovens veio a correr, deixaram-se cair e ao meu lado caiu gás lacrimogêneo, tiveram de me carregar e até agora estou a passar mal, mesmo depois de me jogarem com água”, contou, Vovó Maria.

No bairro do Jardim, os agentes da Unidade de Intervenção Rápida estiveram lá para impedir com que manifestantes continuassem com a sua marcha.

Viveu-se momentos de tensão, mas não houve confronto entre as partes, mas os manifestantes garantiram que a marcha continuaria, por outras vias.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, propõe a conversão da dívida do Estado dos países que menos poluem o ambiente em financiamento climático e capacidade de gestão e redução de risco de desastres. O Chefe de Estado participou, hoje, virtualmente, na cerimónia de lançamento do terceiro relatório bienal sobre a redução de risco de desastres em África.

O período 2021-2022 foi negativo para o continente africano, no que concerne ao impacto das mudanças climáticas.

Falando, nesta quinta-feira, virtualmente, na cerimônia de lançamento do terceiro relatório bienal sobre a redução de risco de desastres em África, na qualidade de campeão da união africana para a gestão de desastres naturais, o Presidente da República lamentou a situação do continente.

No evento, que acontece no âmbito da conferência das nações unidas sobre mudanças climáticas 2024, a COP29, Filipe Nyusi disse que apesar dos esforços, o continente continua em desvantagem. Por isso apela à união de esforços.

Sobre a participação de Moçambique na conferência, a Ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse, fala de avanços significativos na busca de financiamento para o projecto das florestas de miombo.

Ivete Maibasse disse ainda que, em Baku, capital do Azerbaijão, o país assinou um memorando de entendimento para viabilizar a busca de financiamento para projectos de reflorestamento, implementação da declaração de Maputo e também de mercados de carbono.

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