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Comerciantes instalados no interior do Mercado Central de Inhambane decidiram levar os produtos para fora em protesto contra as bancas improvisadas que ocupam a área reservada aos transportadores, alegam perda de clientes e dizem que sucessivas reclamações à gestão não produziram qualquer solução.

Cerca de dois anos depois de entrar em funcionamento com a promessa de organizar o comércio na cidade de Inhambane e oferecer melhores condições aos vendedores, o Mercado Central enfrenta um problema que começa a colocar em causa o propósito para o qual foi concebido, isto porque parte do espaço exterior reservado aos transportadores de passageiros está ocupado por comerciantes que montaram bancas improvisadas e vendem diariamente diferentes produtos, uma situação que há algum tempo provoca descontentamento entre aqueles que receberam lugares no interior e que esta quinta-feira decidiram transformar a insatisfação em protesto, retirando os seus produtos das bancas e levando-os para o exterior para disputar directamente a clientela com os vendedores cuja presença contestam.

O cenário revela duas realidades que se confrontam à porta da mesma infra-estrutura, pois enquanto os comerciantes instalados no interior reclamam que as bancas improvisadas lhes retiram clientes e tornam cada vez mais difícil manter os negócios, aqueles que vendem no exterior garantem que não escolheram voluntariamente ocupar o espaço destinado aos transportadores e justificam a permanência naquele local com a alegada falta de lugares suficientes dentro do Mercado Central. Albertina, uma das vendedoras que exerce a actividade do lado de fora, diz que a necessidade de garantir o sustento da família acaba por falar mais alto do que os riscos associados à ocupação de um espaço que não foi concebido para a venda, reconhecendo que existem perigos, mas insistindo que abandonar o local sem uma alternativa significaria perder a única possibilidade que tem de conseguir algum rendimento. “Sabemos que pode haver perigo, mas não temos para onde ir. Estamos à procura do pão. Ninguém pode viver com fome”, explica a comerciante, numa declaração que expõe o lado social de um problema que já ultrapassa a simples organização física do mercado.

Mas para quem recebeu uma banca no interior da infra-estrutura, a explicação apresentada pelos vendedores de fora não elimina aquilo que consideram ser uma situação de concorrência desigual, porque os consumidores que chegam ao Mercado Central encontram primeiro os produtos expostos no exterior e muitos acabam por fazer ali mesmo as compras, sem necessidade de entrar no edifício. Foi perante este cenário que, esta quinta-feira, vários comerciantes decidiram retirar os produtos das respectivas bancas e instalá-los igualmente do lado de fora, não por alegada falta de espaço, mas como forma de protesto e de pressão sobre os responsáveis pela gestão do mercado, numa tentativa de mostrar que não estão dispostos a continuar dentro de uma infra-estrutura onde dizem ter cada vez menos compradores enquanto a actividade comercial cresce à sua porta.

Laura, uma das vendedoras que aderiu ao protesto, explica que a decisão de sair resulta da queda da clientela e daquilo que considera ser a falta de resposta das autoridades às reclamações apresentadas ao longo do tempo, defendendo que todos os comerciantes deveriam estar sujeitos às mesmas regras e exercer a actividade dentro dos espaços definidos para o efeito. “Estamos aqui porque lá dentro não entram clientes devido ao outro mercado que está fora. O que estamos a pedir neste momento ao nosso município é que retire aquelas pessoas que estão fora e que elas também entrem no mercado”, afirma, deixando claro que o objectivo dos manifestantes não é abandonar definitivamente a infra-estrutura, mas pressionar para que seja encontrada uma solução capaz de devolver clientes às bancas interiores.

A situação está a transformar a área exterior num concorrente directo do próprio Mercado Central, porque quanto maior é a quantidade de produtos disponíveis nas bancas improvisadas, menor é a necessidade de os consumidores entrarem no edifício e, consequentemente, menor é o volume de vendas de quem permanece nas bancas formais. Benilde, uma das comerciantes que continua a trabalhar no interior, conta que há dias em que passa praticamente toda a jornada à espera de compradores, vendo do seu posto de venda o movimento concentrar-se no exterior, onde diferentes produtos são comercializados antes mesmo de os clientes atravessarem as portas da infra-estrutura, uma realidade que, segundo afirma, está a provocar perdas e a tornar cada vez mais difícil sobreviver exclusivamente do negócio instalado no interior.

Para os comerciantes, não se trata apenas de uma questão de preferência dos consumidores, mas de localização e facilidade de acesso, porque quem chega à zona encontra primeiro os vendedores instalados na área exterior e pode adquirir os produtos sem entrar no Mercado Central, enquanto aqueles que cumprem a orientação de permanecer nas bancas atribuídas ficam numa posição menos favorável para disputar os mesmos clientes. “Lá fora está cheio de pessoas a vender e aqui no mercado ninguém entra”, lamenta Benilde, descrevendo dias em que o rendimento obtido fica muito abaixo das expectativas e mal permite compensar o tempo e os custos associados à actividade comercial.

O fenómeno começa, desta forma, a produzir um efeito contrário ao pretendido com a construção da nova infra-estrutura, pois o mercado criado para concentrar e ordenar a actividade comercial enfrenta agora uma dinâmica em que permanecer no interior pode representar uma desvantagem económica, enquanto vender no exterior permite contacto imediato com os compradores. É precisamente esta percepção que levou comerciantes formalmente instalados dentro do mercado a adoptar a mesma estratégia daqueles que criticam, criando um ciclo difícil de interromper: quanto mais vendedores saem, mais produtos ficam disponíveis no exterior, quanto mais produtos existem do lado de fora, menos razões os consumidores encontram para entrar e, quanto menor é a clientela no interior, maior se torna a pressão para que outros comerciantes façam exactamente o mesmo percurso.

A revolta desta quinta-feira, contudo, não nasceu de um problema identificado apenas nos últimos dias, uma vez que os vendedores garantem ter apresentado várias vezes as suas preocupações aos responsáveis pela gestão do Mercado Central e dizem ter recebido promessas de intervenção que, até agora, não se traduziram numa solução visível. Laura afirma que os comerciantes aguardam há algum tempo por uma resposta concreta e que a ausência de uma data para a resolução do problema aumentou a indignação entre quem continua a acumular prejuízos, explicando que “já falámos várias vezes, dizem que vão mandar uma equipa e nunca mais”, razão pela qual alguns vendedores decidiram que permanecer no interior à espera de uma solução deixou de ser uma alternativa economicamente sustentável.

A posição dos manifestantes é agora mais dura e alguns garantem que só pretendem regressar às bancas quando houver uma intervenção que coloque todos os vendedores em condições semelhantes de concorrência. “Nós vamos sair se virmos aquela gente que está aí fora dentro do mercado”, afirma Laura, numa declaração que aumenta a pressão sobre a administração do Mercado Central e sobre o Conselho Municipal de Inhambane, porque qualquer intervenção terá de encontrar uma saída para os comerciantes que alegam não dispor de lugares no interior sem, ao mesmo tempo, prejudicar aqueles que aceitaram instalar-se nos espaços formais e que agora reclamam estar a pagar o preço por respeitarem a organização definida.

É neste ponto que o problema deixa de ser apenas uma disputa entre vendedores e passa a colocar questões sobre a própria gestão do comércio urbano, uma vez que retirar os comerciantes instalados no exterior sem lhes apresentar uma alternativa poderá simplesmente deslocá-los para outros pontos da cidade, enquanto permitir que permaneçam no espaço destinado aos transportadores poderá continuar a reduzir a clientela no interior e incentivar novos vendedores a abandonar as bancas. A situação exige, por isso, uma solução capaz de conciliar a necessidade de ordenamento com uma realidade económica incontornável: para muitas destas famílias, a venda diária não é uma actividade complementar, mas a principal ou única fonte de rendimento.

A reportagem de O País procurou ouvir a administração do Mercado Central para perceber como pretende responder à revolta dos comerciantes, esclarecer a alegada falta de espaço no interior, explicar por que razão a área reservada aos transportadores continua ocupada por vendedores e indicar que medidas estão previstas para impedir que a saída dos comerciantes instalados nas bancas formais agrave ainda mais a desorganização, mas, no momento em que a equipa se deslocou ao local, o edifício onde funciona a administração encontrava-se encerrado e não foi possível obter qualquer pronunciamento dos responsáveis pela gestão até ao fecho desta reportagem.

O impasse deixa o Mercado Central de Inhambane perante uma contradição cada vez mais difícil de ignorar, porque uma infra-estrutura moderna que entrou em funcionamento para organizar o comércio começa a assistir à transferência da actividade das suas bancas para o espaço exterior que deveria permanecer livre para outras funções, ao mesmo tempo que vendedores que inicialmente cumpriram as regras sentem-se agora prejudicados por aqueles que comercializam fora e decidem responder fazendo exactamente o mesmo.

Enquanto a gestão não apresenta uma solução, o protesto desta quinta-feira deixa uma mensagem clara sobre a dimensão do problema: quando os comerciantes entendem que permanecer dentro de um mercado formal significa perder clientes e que colocar os produtos na rua aumenta as possibilidades de vender, a discussão já não pode limitar-se à disciplina de quem ocupa irregularmente os espaços, devendo também questionar a capacidade de organização, fiscalização e gestão da própria infra-estrutura. O Mercado Central foi criado para trazer ordem ao comércio de Inhambane, mas o desafio que agora se coloca é impedir que a luta diária pela sobrevivência transforme o seu exterior num segundo mercado e empurre para a rua precisamente aqueles vendedores que deveriam encontrar dentro dele melhores condições para trabalhar.

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Cerca de quatro mil mineiros ilegais estão retidos há mais de 2 mil metros de profundidade de uma mina abandonada em Stilfontein, na província de North West, na África do Sul. A Rádio Moçambique escreve que 700 deles são moçambicanos.

Uma mina de ouro abandonada há vários anos e foi tomada por quatro mil mineiros ilegais que procuram possíveis restos de ouro.

Esta semana, o Governo sul-africano decidiu bloquear o abastecimento de água e alimentos de modo a forçá-los a abandonar o local por ser considerado perigoso.
Falando à televisão sul-africana, NewRoom, a polícia explicou o motivo do bloqueio:

“Recebemos uma denúncia do proprietário da mina e do Departamento de Recursos Minerais indicando que esta mina abandonada não é segura, porque há ocorrência de gases no seu interior. O terreno também não está seguro, e não é expectável que haja [pessoas] a irem abaixo fazer um trabalho pesado de mineração”.

No seu site, a Rádio Moçambique escreve que entre os mineiros ilegais há 700 moçambicanos, outros são provenientes de Zimbabwe, Lesotho e da própria África do Sul.
A polícia diz que está empenhada em evitar que mais mineiros ilegais entrem para a mina em causa:

“A nossa responsabilidade aqui é prevenir a criminalidade, e é o que exactamente estamos a fazer, como SAPS. Estamos a prevenir a mineração ilegal, prevenir que possam ir abaixo para actividades mineiras e estamos a prevenir que a comida e água possam ser enviadas para dentro da mina, para evitar que continuem a trabalhar”.

Familiares de alguns dos mineiros permanecem no local para pressionar as autoridades sul-africanas a ajudar a sua retirada sem no entanto cortar o acesso a água e alimentos.

Em Agosto passado, 1200 mineiros abandonaram o local numa operação semelhante levada a cabo pela polícia.

Para já está descartada a possibilidade de o sistema tropical “Bheki”  atingir o país, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia.  Entretanto, a depressão tropical continua a  evoluir a 1500 quilómetros do canal de Moçambique.

As projeções do INAM apontavam que o sistema tropical pudesse atingir o país no fim do dia deste domingo, mas para já a previsão mostra tendência contrária.

Com “Bheki” longe da costa moçambicana pelo menos nas próximas 48 horas, segundo o INAM, a semana poderá ser de altas temperaturas em quase todo o país.

Aparecimento de sistemas tropicais que chegam a evoluir até o nível de ciclones, têm sido frequentes na presente época de calor acompanhado de chuvas, daí que as autoridades advertem para a tomada de medidas de segurança.

Há vários focos de lixo acumulado na Cidade de Maputo. A edilidade diz que as manifestações dificultam os trabalhos de remoção dos resíduos sólidos e que caso haja continuidade dos protestos a situação pode piorar.    

O lixo voltou a tomar conta de algumas ruas e estradas da capital do país, com principal destaque para os bairros localizados na periferia. 

“Porque é que não se tira lixo, porque é que não se recolhe lixo. Pelo menos tínhamos que dizer alguma coisa, o que tem a ver se é por causa de greve?, desde as manifestações já não tiraram lixo”, são lamentações de um munícipe da Cidade de Maputo que exige explicações.

Porque o problema é o mesmo um pouco por toda a cidade de Maputo, como são os exemplos da  Avenida D. Alexandre, onde o cenário é de muitos resíduos sólidos a transbordar nos contentores de lixo, até, praticamente,  tomarem parte da estrada, o “O País” procurou ouvir os munícipes para esclarecer o assunto.

“Sofremos muito com as moscas, até pode nos causar baratas e ratos. “E isso é algo que não pode acontecer aqui numa zona onde tem muitas instituições que têm a ver com restauração. Porque é dali que saem muitas doenças, malária, cólera, muita coisa por aí”, falou Valdemiro, residente da urbe.

Da Avenida Dom Alexandre para a Avenida Vladimir Lenine, os contentores estão todos cheios e não passa despercebido da vista dos utentes, tal como refere, Mazive, também munícipe. 

“Primeiramente só o cheiro em si. Isso não faz com que as pessoas cheguem, os clientes também chegam a não vir aqui no seu posto de trabalho, porque eles temem, por exemplo, que o cheiro faz mal também para a saúde. A situação em que a cidade se encontra, de vários focos de lixo acumulado, resulta justamente da redução da nossa capacidade de remoção, por diversos motivos”, disse.

Esta é a Avenida Joaquim Chissano, uma das zonas nobres da Cidade de Maputo, o lixo transborda nos contentores. 

E o problema repete-se em vários outros pontos da capital do país. O conselho Municipal de Maputo conhece bem o problema da sua autarquia e culpa os manifestantes. 

O principal deles são as manifestações. E essas manifestações têm uma característica que infelizmente somos muitas vezes impedidos de fazer a recolha. Por quê? Porque as viaturas não podem circular, ou porque nós não temos os motoristas e os levantadores.

“Face à situação em que a cidade se encontra,  vários focos de lixo acumulado, resulta justamente da redução da nossa capacidade de remoção, por diversos motivos. O principal deles são as manifestações. E essas manifestações têm uma característica que, infelizmente, somos, muitas vezes, impedidos de fazer a recolha. Por quê? Porque as viaturas não podem circular, ou porque nós não temos os operadores, motoristas e os levantadores”, esclareceu João Munguambe, vereador de infra-estruturas e salubridade.

O município de Maputo remove cerca de 1200 toneladas de lixo diariamente mas com vários dias sem possibilidade de pôr as equipas a trabalhar para remover os resíduos sólidos devido a manifestações, a edilidade alerta para dias piores caso os protestos prevaleçam. 

“A nossa capacidade instalada é de 1200 toneladas por dia. Se eu ficar dois dias sem retirar, já tenho 2400 toneladas. Então, isto é extremamente difícil. O que vai acontecer é que gradualmente vamos tendo cada vez mais focos de acúmulo de resíduos sólidos, e infelizmente isso não vai ser bom para a nossa saúde”, acrescentou Munguambe.

Sem avançar os números, o Conselho  Municipal de Maputo diz que vários contentores foram queimados e outros vandalizados o que agudiza ainda mais a situação de salubridade da capital do país.

 

Os residentes do bairro Candodo, no Município de Chitima, na Província de Tete, debatem-se com a falta de água potável para consumo doméstico. A população recorre aos rios e poços tradicionais sem protecção.

Candodo é um dos bairros mais recônditos da autarquia de Chitima e dista cerca de cinco quilómetros da vila sede. Tem uma população estimada em cerca de três mil habitantes. Os residentes vivem num limiar da pobreza extrema, onde falta quase tudo, sendo a água potável um dos problemas mais graves.

A situação tem forçado mulheres e crianças a percorrer longas distâncias e boa parte da população recorre aos rios e poços desprotegidos.

A professora Mariazinha Guiabote, que também vive no Bairro Candodo, diz que a população está ciente do risco, mas não tem alternativas porque o acesso à água ainda é deficitário.

A população também queixa-se de más condições de uma estrada que dá acesso às suas residências.

No entanto, para ultrapassar a crise de água e minimizar as distâncias percorridas pela população naquele bairro, o edil de Chitima, Domingos Torcida, procedeu, nesta sexta-feira, à inauguração e entrega de dois furos de água.

As duas bombas custaram aos cofres da edilidade um milhão de meticais.

A população de Candodo agradece o gesto da edilidade.

A Ucrânia foi, este domingo, alvo do ataque russo mais poderosos dos últimos três meses, tendo atingido instalações de produção de gás e energia e estruturas de apoio à defesa ucraniana. Volodymyr Zelensky diz que foram contabilizados 120 mísseis e 90 drones lançados contra o seu país.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o ataque russo à infraestrutura de produção de gás e energia e segundo ele, foram 120 mísseis e 90 drones lançados contra o seu país com a  intenção de devastar a capacidade de geração de energia da Ucrânia antes do frio do inverno.

”O alvo do inimigo era nossa infraestrutura de energia por toda a Ucrânia. Infelizmente, há danos a objetos por impactos e queda de destroços. Em Mykolaiv, como resultado de um ataque de drone, duas pessoas foram mortas e outras seis ficaram feridas, incluindo duas crianças”, disse Zelensky.

Para Serhii Popko, chefe da Administração Militar da cidade de Kiev, é o mais poderoso ataque russo lançado dos últimos três meses.

As explosões foram ouvidas em toda a Ucrânia incluindo na capital, Kiev, no principal porto do sul, Odesa, bem como nas regiões oeste e central do país, de acordo com a agência de notícias Associated Press. 

Por sua vez, o Ministério de Defesa russo disse que “atacou de forma extensiva instalações críticas de infraestrutura energética que garantem o funcionamento do complexo militar-industrial da Ucrânia”, citando instalações de produção de gás e energia. Ao todo, 144 áreas foram atingidas, incluindo outras estruturas de apoio à defesa ucraniana, como campos de aviação militares, depósitos de drones e equipamentos militares.

Vários tipos de drones foram utilizados no ataque russo, incluindo Shahids de fabricação iraniana, além de mísseis de cruzeiro balísticos lançados por aeronaves, segundo Zelensky que fala igualmente de cerca de 140 projécteis abatidos pela defesa aérea do país.

A maior fornecedora privada de energia da Ucrânia, a DTEK, disse que o ataque russo “danificou seriamente” equipamentos em suas usinas termelétricas e que os funcionários estão a trabalhar no reparo, conforme cita a Reuters.

Os ataques russos têm atingido a infraestrutura energética da Ucrânia desde a invasão em grande escala de Moscou ao país vizinho em fevereiro de 2022, provocando repetidos cortes de energia emergenciais e apagões em todo o país. Autoridades ucranianas têm solicitado rotineiramente aos aliados ocidentais que reforcem as defesas aéreas do país para conter os ataques e permitir reparos.

O porta-voz da mídia do grupo extremista Hezbollah, Mohammad Afif, foi morto este domingo, num bombardeamento a Beirute, capital do Líbano. Segundo a agência de notícias britânica, Reuters, nem Hezbollah nem Israel confirmaram a informação.

Foi no ataque a uma das zonas que abriga muitos deslocados em Beirute, que o chefe da classe media do grupo hezbollah perdeu a vida e outras três pessoas ficaram feridas. Apesar de não haver confirmação de nenhuma das partes, a Reuters cita duas fontes de segurança libanesas e a Agência de Notícias Francesa AFP cita uma fonte não autorizada.

Sem mencionar nomes, o ministério de Saúde libanês referiu-se a quatro vítimas do ataque que eram do bairro de Ras al-Nabaa, entre as quais um morto.

Afif foi um conselheiro de media de longa data de Hassan Nasrallah, número 1 do grupo extremista, morto também, em ataque aéreo israelense em setembro. Afif gerenciou o canal de televisão “Al-Manar” do Hezbollah por vários anos antes de assumir o cargo de chefe do escritório de relações com a mídia do grupo apoiado pelo Irão.

Nas suas últimas aparições na imprensa, após o ataque mais mortal a Beirute desde o início da guerra entre Israel e Hezbollah, fez ameaças a Israel e disse que “viram muito pouco” do grupo desde o início da guerra e, na sua última declaração pública, a 11 de novembro, disse que o Hezbollah tinha armas e suprimentos suficientes para lutar uma “guerra longa”.

Não houve ordem de evacuação prévia ao bombardeio para a área atingida neste domingo. Antes da maioria dos ataques realizados pelo exército israelense em Beirute, um porta-voz militar publicou avisos para residentes das áreas visadas deixarem o local e se distanciar no mínimo por 500 metros.

Desde o início da guerra contra o Hezbollah, por volta de setembro, Israel realiza uma operação terrestre no sul do Líbano e ataques aéreos diários a alvos do grupo extremista libanês, principalmente à capital Beirute, onde estaria o armazém de armas do grupo. 

Israel já matou outras autoridades da alta cúpula do Hezbollah em bombardeios na cidade de Beirute, incluindo o número 1 do grupo, Hassan Nasrallah, e seu possível sucessor, Hashem Safieddine, que era seu primo.

Ataques aéreos israelitas fizeram, hoje, 20 mortos e dezenas de feridos na Faixa de Gaza. Segundo a Defesa Civil palestiniana estão entre as vítimas quatro mulheres e três crianças.

Este domingo, Israel protagonizou mais uma ofensiva aérea brutal, com recurso a mísseis, a leste de Rafah, na Faixa de Gaza.

O mais mortífero aconteceu  numa casa, no campo de refugiados de al-Bureij, no centro de Gaza, onde foram mortas 10 pessoas, conforme o porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, citado pela AFP.

No oeste do campo de Nusseirat, quatro outras pessoas, “três mulheres e uma criança” foram também mortas, referiu.

Num outro, numa casa de campo, foram registadas 10 pessoas feridas e uma morta. 

Cinco outras pessoas foram mortas e 11 ficaram feridas por um míssil lançado por um drone, na mesma região.

A guerra na faixa de Gaza foi desencadeada por um ataque surpresa lançado em 07 de outubro de 2023 pelo movimento islamita palestiniano Hamas.

Este ataque causou a morte de 1.206 pessoas do lado israelita, na sua maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em números oficiais e incluindo os reféns que morreram ou foram mortos em cativeiro na Faixa de Gaza.

Cerca de 43.800 palestinos foram mortos na campanha militar de retaliação de Israel na Faixa de Gaza, a maioria dos quais civis, segundo dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas para Gaza, considerados fiáveis pela ONU.

Algumas refugiadas sudanesas dizem que foram exploradas sexualmente para ter acesso mais fácil à assistência, emprego e até promessas de receber dinheiro. 

Essa exploração sexual é um crime na nação saheliana.

“Viemos para o Chade e a comida que nos deram não era suficiente, então dormi com um homem e dei à luz a esta criança. Tive quatro filhos (do casamento), este é o quinto filho. Tive que fazer isso, porque eles não nos dão o suficiente para comer”, relatou uma das mulheres refugiadas ao African News. 

A mãe de 27 anos embalou seu último filho, que ela disse ser filho de um trabalhador humanitário que lhe prometeu dinheiro em troca de sexo. As mulheres que falaram com a AP pediram anonimato, por temerem retaliação dos homens que, segundo elas, as exploravam.

As mulheres e meninas entrevistadas no campo de Adre, perto da fronteira com o Sudão, afirmaram que os homens que as exploravam incluíam trabalhadores humanitários e forças de segurança locais.

Uma refugiada de 19 anos disse que viu muitos de seus familiares serem mortos na sua frente antes de fugir. Ela chegou com sua mãe no campo de Aboutengue.

“No acampamento, as condições de vida eram difíceis para nós, então fui trabalhar no comércio sexual com a intenção de cobrir nossas despesas domésticas”, contou. Ela também deu à luz uma criança depois de se envolver em trabalho sexual. “Agora, lamento o que aconteceu”, acrescentou. 

Ali Mahamat Sebey, prefeito da área, disse que as alegações contra as forças de segurança são falsas.

“O facto de a assistência não ser suficiente para elas, pode ser um motivo para buscarem sexo de sobrevivência”, disse o prefeito. 

A Agência da ONU para Refugiados disse que os campos de deslocados têm “espaços seguros”, onde as mulheres podem reunir-se, além de uma linha directa gratuita e caixas de feedback para denunciar abusos anonimamente.

No entanto, o uso das caixas poderia chamar a atenção de algumas mulheres, o que era um medo delas, muitas nem sabiam que elas existiam.

As cidades de Maputo e Matola foram, na noite de ontem, tomadas por sons de apitos, panelas e outros utensílios domésticos. A intenção era protestar contra os resultados eleitorais.

Já se tinha visto um cenário igual, semana passada, sobretudo no centro da capital do país. Entretanto, na noite desta sexta-feira, os protestos aos resultados eleitorais, recorrendo ao som de panelas e outros utensílios domésticos, alastraram-se pelas cidades de Maputo e Matola, incluindo as zonas suburbanas. 

Os protestos começaram por volta das 21 horas e prolongaram-se por mais de uma hora, ao ritmo de cânticos e, diga-se, “pancadas” às panelas. 

No centro da Cidade de Maputo, por exemplo, os protestos faziam-se ouvir a partir das casas, mas, também, houve quem preferiu sair à rua. Em algumas artérias da capital, o trânsito ficou condicionado.

 

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