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Comerciantes instalados no interior do Mercado Central de Inhambane decidiram levar os produtos para fora em protesto contra as bancas improvisadas que ocupam a área reservada aos transportadores, alegam perda de clientes e dizem que sucessivas reclamações à gestão não produziram qualquer solução.

Cerca de dois anos depois de entrar em funcionamento com a promessa de organizar o comércio na cidade de Inhambane e oferecer melhores condições aos vendedores, o Mercado Central enfrenta um problema que começa a colocar em causa o propósito para o qual foi concebido, isto porque parte do espaço exterior reservado aos transportadores de passageiros está ocupado por comerciantes que montaram bancas improvisadas e vendem diariamente diferentes produtos, uma situação que há algum tempo provoca descontentamento entre aqueles que receberam lugares no interior e que esta quinta-feira decidiram transformar a insatisfação em protesto, retirando os seus produtos das bancas e levando-os para o exterior para disputar directamente a clientela com os vendedores cuja presença contestam.

O cenário revela duas realidades que se confrontam à porta da mesma infra-estrutura, pois enquanto os comerciantes instalados no interior reclamam que as bancas improvisadas lhes retiram clientes e tornam cada vez mais difícil manter os negócios, aqueles que vendem no exterior garantem que não escolheram voluntariamente ocupar o espaço destinado aos transportadores e justificam a permanência naquele local com a alegada falta de lugares suficientes dentro do Mercado Central. Albertina, uma das vendedoras que exerce a actividade do lado de fora, diz que a necessidade de garantir o sustento da família acaba por falar mais alto do que os riscos associados à ocupação de um espaço que não foi concebido para a venda, reconhecendo que existem perigos, mas insistindo que abandonar o local sem uma alternativa significaria perder a única possibilidade que tem de conseguir algum rendimento. “Sabemos que pode haver perigo, mas não temos para onde ir. Estamos à procura do pão. Ninguém pode viver com fome”, explica a comerciante, numa declaração que expõe o lado social de um problema que já ultrapassa a simples organização física do mercado.

Mas para quem recebeu uma banca no interior da infra-estrutura, a explicação apresentada pelos vendedores de fora não elimina aquilo que consideram ser uma situação de concorrência desigual, porque os consumidores que chegam ao Mercado Central encontram primeiro os produtos expostos no exterior e muitos acabam por fazer ali mesmo as compras, sem necessidade de entrar no edifício. Foi perante este cenário que, esta quinta-feira, vários comerciantes decidiram retirar os produtos das respectivas bancas e instalá-los igualmente do lado de fora, não por alegada falta de espaço, mas como forma de protesto e de pressão sobre os responsáveis pela gestão do mercado, numa tentativa de mostrar que não estão dispostos a continuar dentro de uma infra-estrutura onde dizem ter cada vez menos compradores enquanto a actividade comercial cresce à sua porta.

Laura, uma das vendedoras que aderiu ao protesto, explica que a decisão de sair resulta da queda da clientela e daquilo que considera ser a falta de resposta das autoridades às reclamações apresentadas ao longo do tempo, defendendo que todos os comerciantes deveriam estar sujeitos às mesmas regras e exercer a actividade dentro dos espaços definidos para o efeito. “Estamos aqui porque lá dentro não entram clientes devido ao outro mercado que está fora. O que estamos a pedir neste momento ao nosso município é que retire aquelas pessoas que estão fora e que elas também entrem no mercado”, afirma, deixando claro que o objectivo dos manifestantes não é abandonar definitivamente a infra-estrutura, mas pressionar para que seja encontrada uma solução capaz de devolver clientes às bancas interiores.

A situação está a transformar a área exterior num concorrente directo do próprio Mercado Central, porque quanto maior é a quantidade de produtos disponíveis nas bancas improvisadas, menor é a necessidade de os consumidores entrarem no edifício e, consequentemente, menor é o volume de vendas de quem permanece nas bancas formais. Benilde, uma das comerciantes que continua a trabalhar no interior, conta que há dias em que passa praticamente toda a jornada à espera de compradores, vendo do seu posto de venda o movimento concentrar-se no exterior, onde diferentes produtos são comercializados antes mesmo de os clientes atravessarem as portas da infra-estrutura, uma realidade que, segundo afirma, está a provocar perdas e a tornar cada vez mais difícil sobreviver exclusivamente do negócio instalado no interior.

Para os comerciantes, não se trata apenas de uma questão de preferência dos consumidores, mas de localização e facilidade de acesso, porque quem chega à zona encontra primeiro os vendedores instalados na área exterior e pode adquirir os produtos sem entrar no Mercado Central, enquanto aqueles que cumprem a orientação de permanecer nas bancas atribuídas ficam numa posição menos favorável para disputar os mesmos clientes. “Lá fora está cheio de pessoas a vender e aqui no mercado ninguém entra”, lamenta Benilde, descrevendo dias em que o rendimento obtido fica muito abaixo das expectativas e mal permite compensar o tempo e os custos associados à actividade comercial.

O fenómeno começa, desta forma, a produzir um efeito contrário ao pretendido com a construção da nova infra-estrutura, pois o mercado criado para concentrar e ordenar a actividade comercial enfrenta agora uma dinâmica em que permanecer no interior pode representar uma desvantagem económica, enquanto vender no exterior permite contacto imediato com os compradores. É precisamente esta percepção que levou comerciantes formalmente instalados dentro do mercado a adoptar a mesma estratégia daqueles que criticam, criando um ciclo difícil de interromper: quanto mais vendedores saem, mais produtos ficam disponíveis no exterior, quanto mais produtos existem do lado de fora, menos razões os consumidores encontram para entrar e, quanto menor é a clientela no interior, maior se torna a pressão para que outros comerciantes façam exactamente o mesmo percurso.

A revolta desta quinta-feira, contudo, não nasceu de um problema identificado apenas nos últimos dias, uma vez que os vendedores garantem ter apresentado várias vezes as suas preocupações aos responsáveis pela gestão do Mercado Central e dizem ter recebido promessas de intervenção que, até agora, não se traduziram numa solução visível. Laura afirma que os comerciantes aguardam há algum tempo por uma resposta concreta e que a ausência de uma data para a resolução do problema aumentou a indignação entre quem continua a acumular prejuízos, explicando que “já falámos várias vezes, dizem que vão mandar uma equipa e nunca mais”, razão pela qual alguns vendedores decidiram que permanecer no interior à espera de uma solução deixou de ser uma alternativa economicamente sustentável.

A posição dos manifestantes é agora mais dura e alguns garantem que só pretendem regressar às bancas quando houver uma intervenção que coloque todos os vendedores em condições semelhantes de concorrência. “Nós vamos sair se virmos aquela gente que está aí fora dentro do mercado”, afirma Laura, numa declaração que aumenta a pressão sobre a administração do Mercado Central e sobre o Conselho Municipal de Inhambane, porque qualquer intervenção terá de encontrar uma saída para os comerciantes que alegam não dispor de lugares no interior sem, ao mesmo tempo, prejudicar aqueles que aceitaram instalar-se nos espaços formais e que agora reclamam estar a pagar o preço por respeitarem a organização definida.

É neste ponto que o problema deixa de ser apenas uma disputa entre vendedores e passa a colocar questões sobre a própria gestão do comércio urbano, uma vez que retirar os comerciantes instalados no exterior sem lhes apresentar uma alternativa poderá simplesmente deslocá-los para outros pontos da cidade, enquanto permitir que permaneçam no espaço destinado aos transportadores poderá continuar a reduzir a clientela no interior e incentivar novos vendedores a abandonar as bancas. A situação exige, por isso, uma solução capaz de conciliar a necessidade de ordenamento com uma realidade económica incontornável: para muitas destas famílias, a venda diária não é uma actividade complementar, mas a principal ou única fonte de rendimento.

A reportagem de O País procurou ouvir a administração do Mercado Central para perceber como pretende responder à revolta dos comerciantes, esclarecer a alegada falta de espaço no interior, explicar por que razão a área reservada aos transportadores continua ocupada por vendedores e indicar que medidas estão previstas para impedir que a saída dos comerciantes instalados nas bancas formais agrave ainda mais a desorganização, mas, no momento em que a equipa se deslocou ao local, o edifício onde funciona a administração encontrava-se encerrado e não foi possível obter qualquer pronunciamento dos responsáveis pela gestão até ao fecho desta reportagem.

O impasse deixa o Mercado Central de Inhambane perante uma contradição cada vez mais difícil de ignorar, porque uma infra-estrutura moderna que entrou em funcionamento para organizar o comércio começa a assistir à transferência da actividade das suas bancas para o espaço exterior que deveria permanecer livre para outras funções, ao mesmo tempo que vendedores que inicialmente cumpriram as regras sentem-se agora prejudicados por aqueles que comercializam fora e decidem responder fazendo exactamente o mesmo.

Enquanto a gestão não apresenta uma solução, o protesto desta quinta-feira deixa uma mensagem clara sobre a dimensão do problema: quando os comerciantes entendem que permanecer dentro de um mercado formal significa perder clientes e que colocar os produtos na rua aumenta as possibilidades de vender, a discussão já não pode limitar-se à disciplina de quem ocupa irregularmente os espaços, devendo também questionar a capacidade de organização, fiscalização e gestão da própria infra-estrutura. O Mercado Central foi criado para trazer ordem ao comércio de Inhambane, mas o desafio que agora se coloca é impedir que a luta diária pela sobrevivência transforme o seu exterior num segundo mercado e empurre para a rua precisamente aqueles vendedores que deveriam encontrar dentro dele melhores condições para trabalhar.

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Francisco Mucanheias diz que a carta aberta de Hélder Martins reflecte uma opinião pessoal e que só o Conselho Constitucional poderá confirmar a ocorrência ou não de fraude nas eleições de 9 de outubro. Já Teodoro Waty diz que se tiver havido enchimento das urnas, só pode ter sido feito pelos membros infiltrados desprovidos de ética. 

Reagindo à carta aberta do antigo ministro da Saúde e fundador da Frelimo, Hélder Martins,  na qual afirma que o partido deve reconhecer as fraudes gravíssimas havidas nas eleições de 9 de outubro, membro da comissão política da Frelimo, Francisco Mucanheias, diz que o partido respeita todas as opiniões. 

Teodoro Waty, membro do Comité Central, diz que a verdade apenas virá com o Conselho Constitucional. Mas reconhece a existência de infiltrados dentro da Frelimo. 

Os intervenientes falavam neste sábado, à margem da marcha da Frelimo de repúdio às manifestações violentas.

Luzia Moniz e Julião Alar dizem que a SADC pode não conseguir uma resposta assertiva  para a tensão política e social que caracteriza Moçambique. Os analistas de política internacional exemplificam que está enfraquecida a cooperação entre os membros.

Harare foi, na última quarta-feira, cidade de concentração dos líderes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, cujos pontos de agenda estavam virados  para a tensão política em Moçambique e o conflito no leste da República Democrática do Congo. No que toca a Moçambique, a activista social e analista política, Luzia Moniz, tem dúvidas de que o bloco consiga uma acção concreta e eficaz, devido a sua fragilidade.

“Uma parte da SADC já tomou parte no conflito. Por isso, não creio que a partir da SADC saia alguma solução que ajude a debelar esse conflito. Eu acredito que a solução será mais interna. Será mais uma solução dos moçambicanos. Agora, apenas cinco países, incluindo o anfitrião, tiveram representados a acção a mais alto nível”, diz Luzia Moniz. 

Para a activista Social,  há um sinal claro de desinteresse por parte dos líderes dos 16 países, em se posicionar contra a insegurança na região. na sua visão “isso demonstra a falência da própria SADC, foram notórias as ausências dos líderes,  quando o encontro pretende discutir duas questões importantíssimas, de segurança, importantes para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Nenhuma sociedade se desenvolve tendo por base a segurança”.

Ademais, há outras dificuldades que circunda o bloco. No caso da insegurança da República Democrática do Congo, Julião Alar aponta as dificuldades financeiras da SADC para responder às necessidades.

“Por exemplo, na missão que vai terminar em Dezembro na RDC, previa-se, se não estou equivocado, o envio de 4 800 soldados, mas por questões de financiamento não foi possível o envio deste número de soldados. Há desafios no terreno, porque combater ou lidar com o campo militar necessita também o domínio de língua para questões de recolha de informação, para questões  ligadas à espionagem das actividades do inimigo”, lamenta a fonte.

Além de lamentar as perdas humanas e o vandalismo e reafirmar o compromisso para garantir a paz, segurança e estabilidade, a SADC ainda não emitiu quaisquer recomendações.

A tempestade tropical moderada BHEKI já se dissipou e não mais constitui ameaça para Moçambique. A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia, que prevê uma vaga de calor intenso para as próximas duas semanas.

A tempestade tropical moderada BHEKI, que tinha o potencial de evoluir para ciclone no Oceano Índico, já não é ameaça para Moçambique. 

“O INAM está a monitorar todos os sistemas que afectam o nosso Canal de Moçambique e, nesse momento, o sistema BHEKI, que já era ciclone tropical e ele foi reduzindo a sua intensidade, enfraqueceu. Qualquer eventualidade, o INAM vai avisar o público para que fique em prontidão”, revelou Pedro Mutumane, meteorologista do INAM.   

E o Instituto Nacional de Meteorologia avisa que, nas próximas duas semanas, os termómetros vão continuar a subir. O calor será intenso em quase todo o país. 

“Espera-se tempo quente a muito quente na próxima semana e depois da próxima. Vamos continuar a registar temperaturas altas, no intervalo de 36 a 38 graus celsius, assim como a precipitação, também, vamos continuar com a chuva moderada a forte na zona norte e uma parte para zona centro, em particular, na província da Zambézia”, detalhou Pedro Mutumane. 

O INAM explica o porquê desta tendência de temperatura. “Isso deve-se a sistemas de baixas pressões e interação com massas de ar do Congo. Isso cria uma instabilidade na zona norte e esperamos essa chuva moderada a forte. Já para zona sul, não se espera nada, além de tempo quente a muito quente a partir desta semana e na primeira do mês de Dezembro”, explicou o meteorologista do INAM.   

As autoridades recomendam o consumo de muitos líquidos para hidratação do corpo. 

Os jogos das meias-finais da Taça de Moçambique ZAP já tem datas e horas marcadas. Costa do Sol vs União Desportiva de Songo é a final antecipada marcada para terça-feira em Nampula. O jogo entre os Ferroviários de Maputo e da Beira, a outra meia-final, será na quarta-feira. A final está marcada para sábado.

Duas equipas da cidade de Maputo, uma da Beira e outra de Songo, procuram salvar a época com a conquista da segunda maior competição futebolística do país, a Taça de Moçambique ZAP.

Trata-se do Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, pela cidade de Maputo, Ferroviário da Beira, de Sofala, e União Desportiva de Songo, que representa a província de Tete, que estarão numa disputa pelo canecão da segunda maior competição futebolística do país.

As quatro equipas disputam a “final four” na capital do norte, na cidade de Nampula, a partir da próxima terça-feira, de acordo com o comunicado de marcação de jogos da Federação Moçambicana de Futebol.

Assim, na terça-feira, 26 de Novembro, está marcada a partida entre Costa do Sol e União Desportiva de Songo, naquela que é a final antecipada da prova. Trata-se do jogo entre o segundo e o terceiro colocados do Moçambola 2024, que perderam o título para o actual detentor da Taça de Moçambique ZAP, a Black Bulls, que foi eliminada pelos canarinhos.

“canarinhos” e “hidrocarbonetos” foram os maiores perdedores do Moçambola-2024, depois de verem a Black Bulls recuperar nos últimos jogos da época, vencendo os jogos que tinha em atraso, e ultrapassar cada um dos perseguidores, terminado a turma de Songo na segunda posição e a formação de Matchiki Tchiki na terceira posição.

Na quarta-feira será a vez do embate entre “locomotivas”, que esta época não tiveram vapor suficiente para carburar com as restantes equipas no Moçambola-2024.

Ferroviário da Beira e Ferroviário de Maputo medem forças na busca de chegar à final da prova. As duas equipas não conseguiram terminar nos lugares do pódio do Moçambola e pode ser a oportunidade de chegarem à final e discutir o título.

As quatro equipas já conquistaram a prova, com destaque para o Costa do Sol que é o mais titulado com 13 troféus, seguido pelo Ferroviário de Maputo com seis conquistas. Ferroviário da Beira já levantou o troféu por três ocasiões, enquanto a União Desportiva de Songo tem apenas duas Taças de Moçambique.

As outras equipas que já conquistaram a prova são o Maxaquene (8 conquistas), Desportivo Maputo e Liga Desportiva de Maputo (2 cada uma), e Clube de Gaza, Ferroviário de Nampula, Matchedje de Maputo, Palmeiras de Beira, Atlético Muçulmano e Black Bulls, com um troféu cada.

A final da prova está marcada para sábado, também no Campo do Ferroviário de Nampula. Todos os jogos iniciam às 15h00.

O presidente turco e o chefe das relações exteriores da União Europeia expressaram, no sábado, apoio ao mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por supostos crimes contra a humanidade.

Num comunicado divulgado, na quinta-feira, a câmara de pré-julgamento do Tribunal Penal Internacional acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, de cometerem “crimes contra a humanidade e crimes de guerra”.

Tais crimes terão sido cometidos entre Outubro de 2023 e Maio de 2024, data em que a promotoria apresentou os pedidos de mandado de prisão. 

O TPI afirmou que existem “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e Gallant “cada um tem responsabilidade criminal como co-autores” por cometer crimes de guerra, crimes contra a humanidade, de assassinato, perseguição e outros.

Ao proferir um discurso em Istambul, a maior cidade do país, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que saúda e elogia a “decisão corajosa” do TPI, e que esta deve ser executada por todos os Estados-membros do TPI.

No mesmo dia, o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, destacou que os estados membros da União Europeia são obrigados a implementar o mandado de detenção do TPI.

O mandado de captura suscitou respostas diferentes entre os países do mundo, com os Estados Unidos e a República Checa a apoiarem Israel, e o Canadá, a Austrália e os países europeus, incluindo os Países Baixos, a mostrarem respeito e apoio ao TPI.

Houve agitação, no fim da tarde de sexta-feira, no Mercado Grossista do Zimpeto. Os manifestantes protestaram em frente de dois postos policiais e os agentes dispararam gás lacrimogêneo para dispersá-los. O troço da Estrada Nacional número um esteve temporariamente bloqueado e foram queimados pneus na via.

A manifestação que foi pacifica na maior parte da cidade e província de Maputo, no Mercado Grossista do Zimpeto tomou contornos violentos logo depois deo seu inicio por volta das 13h de sexta-feira.

É que depois da entoação do hino nacional, sob orientação de por Venâncio Mondlane em alegada memória aos que morreram e foram feridos durante os protestos, os manifestantes deslocaram-se para o interior do mercado com objectivo de marchar defronte dos postos policiais que lá se encontram.

Os manifestantes, segundo relatos, sabiam muito bem de quem buscavam, explicações para os disparos numa manifestação que, supostamente, era pacífica.
Mas há quem esteve na manifestação pacífica e fala de supostos infiltrados no grupo e que provocaram a polícia e criaram agitação.

“Arremessaram pedras [os manifestantes] e a polícia não reagiu. Faziam isso de forma repetida. …Os agentes [da polícia] dispararam para o ar com vista a dispersar as pessoas. Entre os infiltrados, disseram que a polícia podia disparar contra eles para matá-los, mas os agentes não estavam nem aí. Só disparavam para dispersar as pessoas. Os infiltrados insistiam, dizendo que queriam matar um agente, mas a polícia os ignorava”, disse um dos manifestantes.

Com a confusão instalada, os manifestantes atiraram pedras contra os dois postos policiais, queimaram pneus, retiraram alguns documentos e há relatos de terem soltado alguns detidos. E, no meio disso, houve disparos de gás lacrimogêneo que intensificou a agitação no interior do mercado e na estrada.

Durante a confusao, o separador central de parte da estrada que liga o país foi um dos obstáculos usados para paralisar o trânsito.

Igualmente, foram queimados pneus, destruídos alguns sinais de trânsito e portagens clandestinas. Houve falta de transporte público.

Por conta do tumulto, já não havia transporte público. Todos os carros tinham sumido.

Na manhã deste sábado, ainda eram visíveis as marcas da agitação na Estrada Nacional Número Um e os separadores centrais que foram deitados abaixo foram devolvidos ao lugar com a ajuda de agentes da Polícia de Trânsito.

O parlamento europeu é a favor da entrega de mísseis alemães Taurus à Ucrânia para fazer face ao combate a Rússia. A posição foi revelada por Roberta Metsola, líder do parlamento europeu que espera também pelo “sim” do Parlamento Federal Alemão.

Foi em uma entrevista, concedida este sábado, ao grupo de comunicação social alemão Funke, que o líder do Parlamento Europeu disse “Sim” que a entrega de armas de longo alcance há muito solicitada por Kiev, e garantiu que o parlamento europeu é também a favor.

Metsola apontou “um amplo apoio e consenso” em relação a esta exigência e espera ver alterações a este respeito em Berlim caso haja “uma mudança política correspondente após as eleições para o Bundestag (Parlamento Federal Alemão)” no início do próximo ano.

A presidente do Parlamento Europeu observou que a existência de “posições divergentes dentro da coligação de Berlim relativamente ao envio do Taurus” poderá significar que a mudança na recusa alemã em enviar estes sistemas para a Ucrânia poderá já ter ocorrido.

O chanceler alemão, o social-democrata Olaf Scholz, opôs-se firmemente a esta opção, embora os seus parceiros de coligação, os Democratas Livres e os Verdes, tenham manifestado a sua aprovação.

O debate foi reavivado nos últimos dias depois de o Presidente cessante dos Estados Unidos, Joe Biden, ter autorizado o uso de mísseis norte-americanos ATACMS com um alcance até 300 quilómetros, cerca de metade dos Taurus.

Na semana passada, o líder do Kremlin, Vladimir Putin, confirmou ataques com ATACMS e mísseis britânicos Storm Shadow, dirigidos contra infraestruturas militares das regiões fronteiriças de Bryansk e Kursk, numa mudança sem precedentes, em quase três anos de conflito, das posições de Washington e Londres em relação à utilização do seu armamento pelas forças ucranianas em território russo.

Num breve discurso à nação na quinta-feira, Vladimir Putin confirmou igualmente que a Rússia lançou no mesmo dia um novo míssil balístico hipersónico sem carga nuclear contra a região de Dnipro, no centro da Ucrânia.

O líder russo defendeu que o uso de armas ocidentais pelas forças ucranianas para atingir o seu país transformou a guerra na Ucrânia num “conflito global” e admitiu atacar os aliados de Kiev envolvidos.

Em resposta, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instou a comunidade internacional a reagir, avisando para o aumento da “escala e brutalidade” do conflito, iniciado em 24 de fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia, e insistiu no seu pedido a Berlim, sobretudo após a ratificação da nova doutrina nuclear de Moscovo, que aumenta as possibilidades de uso de armas atómicas.

Os Estados-membros das Nações Unidas adoptaram, por consenso, uma resolução que visa dar início a negociações formais para a criação de uma convenção sobre crimes contra a humanidade. A Rússia, depois de reservas, também concordou.

Depois de extensas consultas e discussões informais, foram incluídos planos para a convocação de uma conferência diplomática destinada a elaborar uma convenção sobre crimes contra a humanidade na sede das Nações Unidas, a ter lugar em Nova Iorque, a ter entre 2028 e 2029.

A adopção foi alcançada numa sessão da Sexta Comissão da Assembleia-Geral da ONU, presidida pelo embaixador português junto às Nações Unidas, Rui Vinhas, e que foi marcada por vários períodos de negociação, após vários entraves levantados pela Rússia.

O  instrumento surge num contexto em que, ao contrário de outros crimes de direito internacional, como o genocídio e os crimes de guerra, não existe actualmente uma convenção específica e autónoma para os crimes contra a humanidade.

Uma convenção sobre crimes contra a humanidade permitirá punir, também, crimes baseados no género, que têm recebido muito pouca atenção internacional, como o casamento e aborto forçado.

Nas últimas semanas, a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch vinham apelando aos Estados-membros para que aprovassem a resolução.

Empresários em Gaza estimam ter perdido cerca de 250 milhões de Meticais desde que começaram as manifestações. Os sectores comercial e do turismo são os mais afectados e a receita diária baixou em 40 por cento.

Em Gaza, pelo menos 15 estabelecimentos comerciais fecharam definitivamente as portas, desde o início das manifestações em contestação dos resultados eleitorais. A informação é do pelouro de agronegócio na CTA em Gaza.

“Os prejuízos registados na sequência das manifestações em curso, já  atingem a fasquia de 250 milhões de meticais”, revelou Caetano Valente.

Falando à margem de um encontro entre os empresários, para reflectir sobre o impacto dos protestos violentos contras os resultados eleitorais, Caetano Valente alertou que se a situação prevalecer, cerca de 500 trabalhadores podem perder o emprego.

“Se o cenário se mantiver agressivo nos próximos 30 dias,  não teremos outra alternativa senão fechar as portas. E, cerca de 500 famílias poderão  ser afectadas”, alertou..

Os efeitos negativos dos protestos afectaram, também, o sector do turismo, que registou mais de 3000 reservas canceladas.

Os empresários alertam ainda para as escassez de produtos, sobretudo de primeira necessidade, e especulação de preços se a paralisação de actividades continuar por conta das manifestações pós-eleitorais.

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