Doze pessoas perderam a vida em todo o País desde o início do ano, vítimas de naufrágios. Em Gaza, sete pessoas morreram e outras continuam desaparecidas, um cenário que mantém as autoridades marítimas em alerta.
O aumento do número de casos levou o Instituto de Transportes Marítimos (ITRANSMAR) a anunciar medidas de emergência, que incluem a distribuição de coletes salva-vidas e o reforço da fiscalização das embarcações.
“Temos registado situações preocupantes em alguns pontos da província, onde algumas embarcações não cumprem as normas de segurança. Estamos a intensificar a fiscalização para garantir que a vida dos passageiros seja protegida”, explicou Robate Gunde, delegado provincial do ITRANSMAR em Gaza.
Bilene, Chókwè, Xai-Xai, Limpopo e Mapai estão entre as zonas consideradas de maior risco. Durante as operações de fiscalização, três embarcações foram apreendidas por não reunirem as condições de segurança exigidas, nomeadamente por falta de equipamentos obrigatórios para a protecção dos passageiros.
Os processos relativos às embarcações apreendidas já foram remetidos às entidades competentes e seguem os seus trâmites junto do Ministério Público.
“Foram identificadas embarcações que não reuniam as condições exigidas. Procedemos à sua apreensão e os respectivos processos seguem o seu curso no Ministério Público”, esclareceu Robate Gunde.
Para reduzir os riscos nas travessias, o ITRANSMAR vai distribuir cerca de 200 coletes salva-vidas em toda a província de Gaza. A primeira fase terá início em Ngaala, no distrito de Mapai, onde seis comunidades atravessam diariamente um curso de água para chegar à vila-sede.
“Vamos iniciar a entrega dos coletes em Ngaala porque identificámos uma necessidade urgente daquela população. Queremos reduzir os riscos e garantir maior segurança nas travessias”, afirmou Unaite Mustafa, presidente do Conselho de Administração (PCA) do ITRANSMAR.
Em Ngaala, a população agradece a iniciativa, mas pede mais intervenções para responder às necessidades das comunidades.
“Agradecemos este apoio, porque vai ajudar a salvar vidas, mas precisamos de mais acções para melhorar as condições da travessia”, disse Ricardo Paulo, residente em Ngaala.
Para os pescadores, os equipamentos de segurança são importantes, mas devem ser acompanhados por uma fiscalização permanente.
“Os coletes ajudam, mas é preciso continuar a acompanhar as condições das embarcações e garantir segurança para todos os que utilizam estas vias”, defendeu Lucas, pescador.
Além da distribuição dos coletes salva-vidas, o ITRANSMAR anunciou o reforço da capacidade de transporte marítimo em quatro províncias do País, com a introdução de novas embarcações, para garantir uma travessia mais segura de pessoas e bens.
“Estamos a trabalhar para reforçar a capacidade de transporte marítimo em várias zonas, porque muitas comunidades dependem destas ligações”, afirmou Unaite Mustafa.
Entre a necessidade de atravessar e o perigo das águas, as comunidades ribeirinhas continuam expostas a riscos. Desde Janeiro, pelo menos 12 pessoas morreram em consequência de naufrágios registados em todo o País.
As candidaturas para a segunda edição do Fundo de Financiamento à Actividade Audiovisual e Cinematográfica (CONFIAAC), lançada em Outubro deste ano, pela Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, estão abertas.
O fundo em causa visa incentivar o desenvolvimento do talento e da criatividade audiovisual e cinematográfica nacional, sector que tem atraído bastante mão de obra juvenil, principalmente nos principais centros urbanos, transformando-se, deste modo, numa potência para a geração de emprego e de renda.
Para a organização, são elegíveis a concorrerem ao financiamento todos os jovens cineastas, realizadores e produtores.
Para a segunda edição estão disponíveis seis milhões e quinhentos mil meticais (6.500.000,00mt), valor que abrange todo país.
O concurso pretende apoiar e financiar a produção cinematográfica com enfoque nos novos talentos e primeiras obras, produção de vídeo-clipes musicais, distribuição e exibição de obras audiovisuais e cinematográficas.
O financiamento da produção de vídeo-clipes, a distribuição e a exibição constituem categorias de inovação nesta segunda edição, já que a primeira dição esteve essencialmente focada na produção.
Para o presente concurso, serão apoiadas as seguintes modalidades: Produção:
quatro projectos de ficção de curta-metragem, que tenham no mínimo cinco minutos e máximo 12 minutos, sendo cada um no valor de até 600.000,00 Mts (seiscentos Mil Meticais); dois projectos de documentário que tenham no mínimo 15 minutos e máximo 30 minutos, sendo cada um no valor de até 650 000 Mts (seiscentos e cinquenta mil meticais); quatro projectos de produção de vídeo-clipes, sendo cada um no valor de até 200.000,00 Mts (duzentos mil meticais). Distribuição: dois projectos de distribuição de obras audiovisuais e cinematográficas, sendo cada um no valor de até 500.000,00Mts (quinhentos mil meticais) por cada projecto. Exibição: dois projectos de apetrechamento, reabilitação e adaptação de edifícios para exibição de obras audiovisuais e cinematográficas, sendo cada um no valor de até 500.000,00 Mt (quinhentos mil meticais).
Nas modalidades a financiamento para esta edição, destaca-se, com particular enfoque, a distribuição, a qual representa o elemento-chave na criação de mercados para a produção audiovisual e cinematográfica nacional.
Com a modalidade, espera-se receber e financiar projectos que possam garantir que a activação desta etapa importante da cadeia de valor da indústria audiovisual e cinematográfica, garantindo que as obras possam circular e serem acedidas pelo público nacional e internacional, quer em forma de exibição em salas de cinema, ou ainda pela televisão, ou ainda em casa por meio de plataformas de streamings.
A produção audiovisual e cinematográfica tem sido um sector de atracção de mão de obra juvenil, principalmente nos principais centros urbanos, transformando-se numa potência para a geração de emprego e de renda. É por essa razão que a quando do lançamento desta edição, a Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, encorajou a todos intervenientes do sector educativo a abrir janelas de formação especializada nesta matéria, pois irá representar oportunidades de profissionalização. “Engajamos a todos empreendedores do sector de formação na área cultural e criativa a investir na formação certificada de jovens nas áreas audiovisual e cinematográfica”.
Materula afirmou que o governo está empenhado na criação de condições para melhoria do ambiente de produção audiovisual e cinematográfica nacional, permitindo que este sector possa contribuir para uma rápida geração de postos de trabalho e de renda.
O financiamento é iniciativa do Ministério da Cultura e Turismo, através do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas(INICC).
Os interessados podem obter o formulário acessando um link disponibilizado pelo Ministério da Cultura e Turismo, até 17 de Janeiro próximo.
A Black Bulls defronta, no domingo, o Al-Masry do Egipto, em partida da segunda jornada do grupo D da fase de grupos da Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela. O jogo está marcado para as 21h00, devido à situação política que se vive no país.
Hora de mudança e de mostrar a grandeza interna fora de portas para a Black Bulls. Depois de conquistar o título nacional, o Moçambola 2024, chegou a hora de mostrar essa grandeza nas provas africanas.
O desaire na estreia em fases de grupos diante do Zamalek fica para a história, e agora é a vez de receber as afrotaças em casa. O Al-Masry é o adversário que se segue, com a Black Bulls a aumentar as suas ambições de fazer melhor que na primeira jornada.
Com jogo marcado para este domingo, os “touros” afinam os seus chifres para derrubarem os egípcios e alcançarem a sua primeira vitória de sempre na fase de grupos de uma competição africana e que pode catapultar para o jogo seguinte, diante de um outro gigante africano, o Enyimba da Nigéria.
Já a contar com toda a máquina humana disponível, depois da reintegração do guarda-redes Ernan e do avançado Victor, que estiveram a braços com lesões que os impossibilitaram de defrontar o Zamalek, em Cairo, Hélder Duarte já tem como montar uma equipa bastante forte e competitiva para este jogo.
Uma das preocupações que o técnico tinha em relação à situação dos jogadores já se concretizou, com a saída de Melque para a União Desportiva de Songo, e, neste momento, começa a ficar mais tranquilo, pois não há sinais de mais saídas no clube.
Assim, Hélder Duarte trabalha na equipa a ser montada no domingo, priorizando os aspectos defensivos e ofensivos, mas com um grande trabalho a ser feito ao nível do meio-campo, que aparece como o sector-chave para as manobras da equipa, quer ofensivas, quer defensivas.
Claro está que o “onze” dos “touros” não vai fugir daquilo que tem sido o habitual nesta temporada, em que Ernan vai merecer a titularidade, com um trio defensivo composto por Nené, Martinho Thauzene e Chamboco, a serem reforçados em acções defensivas por Danilo e Fidel, nas laterais.
No meio-campo um tridente venenoso, com Rume mais recuado, Stephen e Kadre mais ofensivos e a darem apoio a Hammed e Chamito, mais adiantado, num sistema de 1x3x5x2 em acções ofensivas, e 1x5x3x2 em missões defensivas.
Por estas alturas, a equipa de Hélder Duarte afina a máquina no palco de jogos, o Estádio Nacional do Zimpeto, mesmo para melhor reconhecimento do relvado, um pouco diferente do relvado da Arena Lalgy, ainda que ambos sejam naturais.
Assim, os “touros” realizaram duas sessões de treinos no Estádio Nacional do Zimpeto, nomeadamente esta quarta e quinta-feira, devendo realizar mais um, esta sexta-feira, sempre à mesma hora, 19h00, ficando a noite de sábado reservada para o treino oficial e de adaptação do Al-Masry, à hora do jogo, 21h00.
Jogo às 21h00 por conta das manifestações
Incomum em jogos de futebol no nosso país, a Black Bull vai receber o Al-Masry no domingo, no Estádio Nacional do Zimpeto, às 21h00, um horário não habitual, porquanto nenhum jogo do Moçambola foi disputado à luz artificial nos últimos três anos. Os jogos da selecção nacional de futebol, os Mambas, têm sido às 18h00.
Este novo horário prende-se com questões de segurança, dada a prevalência das manifestações pós-eleitorais na capital do país e na Matola, em particular.
O facto é que, jogando no horário inicial, 15h00, nesta fase das manifestações convocadas por Venâncio Mondlane para reivindicar os resultados das eleições de 9 de Outubro passado, haveria muitas dificuldades para os clubes e os adeptos chegarem ao local do jogo devido à paralisação de viaturas.
A confirmação do novo horário do jogo da Black Bulls diante do Al-Masry foi feita pelo director-desportivo da colectividade, Dino Dulá, e visa dar oportunidade aos moçambicanos de se deslocarem ao Zimpeto para acompanharem de perto as peripécias desta partida de grande importância para os “touros”.
Sabe-se, porém, que o Egipto procurou informações sobre a situação pós-eleitoral que se vive no país, através da sua embaixada em Maputo, o que mostra a preocupação que tem em relação à possibilidade de realização ou não do jogo.
Caso as condições não permitam ou os egípcios se sintam ameaçados e sem condições de jogar, a CAF poderá anular o jogo e atribuir derrota aos “touros”, para além da multa correspondente e outras sanções, tendo em conta que no domingo há outro jogo, no mesmo palco, diante do Enyimba da Nigéria.
Numa aliança inusitada entre a esquerda e a extrema-direita, foi aprovada, esta quarta-feira, a moção de censura ao Governo francês que o conduziu à queda. Assim, o país europeu enfrenta novamente um cenário de crise política, aliado ao risco de uma grave crise financeira.
Com a queda do executivo, o Presidente francês, Emmanuel Macron, terá de nomear um novo primeiro-ministro, já que não pode convocar novas eleições antes de Julho de 2025, uma vez que dissolveu a Assembleia Nacional em Junho deste ano, segundo o SIC Notícias.
Para a fonte, Emmanuel Macron poderá decidir reconduzir Michel Barnier, que está disposto a fazer concessões para apaziguar a Assembleia Nacional, mas com uma situação de polarização em três grandes campos – esquerda, centro-direita e extrema-direita – o risco de uma nova moção de censura é muito elevado.
“O Presidente pode também demitir-se. No entanto, embora nos últimos dias se tenham multiplicado os apelos à sua saída, Macron afastou a hipótese, garantindo que nunca pensou em deixar o Eliseu antes do final do seu mandato, em 2027”, escreve o SIC Notícias.
A moção de censura ao Governo francês foi anunciada depois de ter sido apresentado o orçamento da Segurança Social para 2025, que o chefe do Executivo francês decidiu adoptar sem votação parlamentar.
A decisão do primeiro-ministro Michel Barnier foi tomada após vários dias de negociações com a extrema-direita de Le Pen, a quem fez várias concessões, mas que não convenceu totalmente.
Barnier cedeu em três das quatro “linhas vermelhas” traçadas pela líder da extrema-direita: eliminou um imposto sobre a electricidade, cortou a ajuda médica aos imigrantes ilegais e manteve os subsídios a vários medicamentos.
No entanto, recusou aplicar a última imposição – o adiamento do aumento das pensões por meio ano para contrariar a inflação.
Nessa altura, Barnier já tinha tomado a decisão de avançar sem votação parlamentar, mesmo que isso colocasse o seu Governo à mercê de uma moção de censura.
O presidente dos EUA, Joe Biden, em sua visita à África subsaariana, prometeu, na quarta-feira, outros US$ 600 milhões, para um projecto de corredor ferroviário intercontinental. Biden disse, aos líderes regionais, que “África foi deixada para trás por muito tempo. Mas não mais. A África é o futuro.”
Biden aproveitou o terceiro e último dia de sua visita a Angola, para apresentar a ferrovia do Corredor do Lobito, onde os EUA e aliados estão a investir para reformar 800 milhas (1.300 quilómetros) de linhas ferroviárias na Zâmbia, Congo e Angola.
O projecto tem como objectivo avançar a presença dos EUA em uma região rica em cobalto, cobre e outros minerais críticos, usados em baterias para veículos elétricos, dispositivos eletrónicos e tecnologias de energia limpa. Até o final da década, a linha ferroviária poderá percorrer um longo caminho para ligar as costas oeste e leste da África Austral.
“É uma virada de jogo”, disse Biden, e citou o efeito transformador da construção da ferrovia transcontinental nos Estados Unidos. Cargas que antes levavam 45 dias para chegar aos Estados Unidos, geralmente, envolvendo caminhões para a África do Sul, agora vão levar menos de 45 horas, disse ele. Ele também previu que o projecto poderia transformar a região de importadora de alimentos para exportadora.
No total, Biden disse que os EUA investiram US$ 4 bilhões ao longo do corredor do Lobito.
Ele foi acompanhado pelos presidentes de Angola, Congo e Zâmbia. O presidente do Congo, Felix Tshisekedi, disse que o projeto poderia criar dezenas de milhões de empregos em seu país, dizendo que ele “mudará a trajetória de nossa região para sempre”.
Biden disse que o Corredor do Lobito constitui o maior investimento dos EUA em um projeto ferroviário fora do país.
Os EUA estão promovendo a actualização da Lobito Atlantic Railway, como um catalisador que espera que desencadeie uma nova era de investimento do sector privado ocidental nesta parte da África. O corredor também atraiu financiamento da União Europeia, do Grupo dos Sete principais países industrializados, de um consórcio privado liderado pelo Ocidente e de bancos africanos.
A Casa Branca de Biden diz que os republicanos no Congresso apoiaram esforços anteriores para promover os interesses comerciais africanos, por meio de investimentos direcionados e que tais iniciativas atraíram Trump e seus principais conselheiros no passado.
Em Shenzhen, no Sul da China, pelo menos 13 trabalhadores foram dados como desaparecidos, depois de o solo ter cedido subitamente sob um troço da linha Shenzhen-Jiangmen, quarta-feira à noite, indicou, em comunicado, o Gabinete de Gestão de Emergências do Distrito de Bao’an.
De acordo com o Notícias ao Minuto, até ao momento não foram encontradas vítimas, mas as buscas continuam.
As autoridades também retiraram os residentes das zonas circundantes, acrescentou, na mesma nota. Foi iniciada uma investigação para determinar a causa da derrocada.
Fotografias e vídeos partilhados nas redes sociais mostram uma grande cavidade no solo, rodeada de materiais de construção derrubados.
As principais auto-estradas perto do local foram fechadas esta manhã (hora local), para facilitar as operações de resgate, disseram as autoridades locais.
A construção do troço que liga Shenzhen a Jiangmen, na província de Guangdong, arrancou em 2022.
O desmoronamento do solo nos estaleiros de construção ocorre quando o terreno já não consegue suportar o peso das estruturas e acontece frequentemente em zonas densamente povoadas, em terrenos frágeis ou durante projectos de grande escala.
A instabilidade geológica, as técnicas de escavação inadequadas ou o incumprimento das normas de segurança são as principais causas.
Os acidentes industriais são frequentes na China, nomeadamente devido à regulamentação pouco clara e a protocolos de segurança muitas vezes pouco rigorosos.
No próximo sábado, o parlamento da Coreia do Sul vai votar uma moção de destituição do Presidente Yoon Suk-yeol, noticiou, esta quarta-feira, a agência de notícias pública sul-coreana Yonhap.
A polícia sul-coreana anunciou a abertura de um inquérito por “rebelião” contra Yoon, na sequência da imposição da lei marcial no país, suspensa horas mais tarde. “O caso está em curso”, declarou o chefe de investigações da polícia, Woo Kong-suu, aos deputados, pode-se ler no Notícias ao Minuto.
O secretariado para a imprensa do chefe de Estado da Coreia do Sul indicou que Yoon não fará qualquer declaração pública durante o dia de hoje.
A última intervenção pública de Yoon ocorreu ao início da manhã de quarta-feira, quando suspendeu a lei marcial.
Na terça-feira à noite, Yoon comunicou ao país a imposição da lei marcial para “erradicar as forças a favor da Coreia do Norte e proteger a ordem constitucional” das actividades “anti-estatais”, tendo acusado o principal bloco da oposição, o Partido Democrático (PD).
Poucas horas depois, o Presidente suspendeu a lei marcial, depois de a Assembleia Nacional ter revogado a decisão, numa sessão plenária extraordinária convocada numa altura em que milhares protestavam nas ruas de Seul.
Na quarta-feira, seis partidos da oposição na Coreia do Sul apresentaram uma moção para a destituição de Yoon.
O PD e cinco outros partidos iniciaram assim o processo parlamentar que poderá levar ao afastamento do Presidente sul-coreano, cujo Partido do Poder Popular (PPD) governa em minoria.
O chefe da bancada parlamentar do PPD garantiu já que todos os 108 deputados do partido vão rejeitar a moção apresentada pela oposição para destituir o chefe de Estado, le-se no Notícias ao Minuto.
Às 17 horas desta quinta-feira, na Livraria Fundza, Cidade da Beira, o Padre Timothée Bationo Mafr vai lançar o seu livro “O caminho da liderança e do triunfo na vida”.
O livro, de 73 páginas, é composto por quatro secções, que, inspiradas nos pensamentos do escritor Robin Sharma e na história de vida do próprio autor, mostram os caminhos que levam o ser humano a tornar-se um bom líder e a triunfar em sua vida.
“O presente livro é fruto de leitura constante de livros deste grande mentor americano e frutos de êxitos por nós conquistados”, afirma Pe. Timothée Bationo Mafr.
Na sua produção, “o texto foi trabalhado de tal forma que o autor se encontra facilitado, tanto na leitura e na apreensão dos conteúdos, bem como na descontracção activa que o próprio texto sugere, ao alternar a matéria com as histórias, parte delas adquiridas com base nas narrações de Gilson Souza ”, explica o autor.
“‘O caminho da liderança e do triunfo na vida alterna ensinamentos com histórias que ajudam o leitor a visualizar a forma pela qual as nossas decisões e atitudes influenciam no rumo das nossas vidas”, avança a nota de imprensa da Editorial Fundza, que chancela o livro.
Timothée Bationo, sacerdote dos Missionários de África, nasceu em 1971, em Burkina Faso.
Formado em Filosofia e Teologia, fez o Noviciado na Zâmbia e estágio pastoral em Moçambique, onde foi ordenado em 2004. Exerceu funções como Superior dos Missionários de África, Vigário Episcopal e co-fundador do Mojocas. Actualmente, dirige o Centro de Formação de Nazaré, dedicando-se à formação espiritual, catequese e promoção vocacional, contribuindo significativamente para as comunidades que serve.
A cidade de Nampula registou protestos na rua com queima de pneus e bloqueio de estradas. A Polícia reagiu com força para dissuadir os manifestantes. O Hospital Central de Nampula confirma um morto e 16
pessoas baleadas
Uma manhã de protestos e imagens de bloqueio de estradas para limitar a circulação de viaturas – é desta forma que acordou a cidade de Nampula esta quarta-feira. “O dia não está bom. Reunimo-nos para fazer a nossa greve e veio a Unidade de Intervenção Rápida para impedir a nossa greve”, reclama indignado Dinis Alberto, na zona do mercado grossista Waresta, ao longo da Estrada Nacional n.º13.
Chame-se greve, manifestação ou protesto, a verdade é que o sentido semântico das palavras perde-se quando há sangue a se derramar. A nossa reportagem não esteve no terreno no momento da abordagem policial aos manifestantes, mas o tom de revolta da população vai aumentando em cada intervenção da Polícia.
“Não me tapem a cara. Caso eu desapareça hoje, amanhã ou depois de amanhã é porque eles estão à minha procura. Nós queremos saber: porque é que eles estão a nos balear? Por que motivo? Houve vandalização de alguma coisa? O que se estragou? Este incêndio quem é o promotor é a Intervenção Rápida que veio aqui nos balear.
Acabaram de balear duas pessoas, ali”, disse aos gritos um manifestante, falando aos jornalistas a escassos metros do local onde havia pneus em chama, com agentes da Polícia a tentar apagar, na zona da Faina, ao longo da Avenida do Trabalho.
O Serviço de Urgência do Hospital Central de Nampula esteve agitado no período da manhã e início de tarde desta quarta-feira. “É meu filho que está aqui. Não sei se ele levava um cliente. Só ouvi de pessoas que estava no hospital, foi baleado”, lamentou uma senhora de idade considerável, sentada ao chão na entrada do Banco de Socorros enquanto aguardava pelas notícias sobre o estado de saúde do filho que acabara de dar entrada.
O pessoal de Saúde dá tudo de si para proteger o maior valor que é a a vida. Por volta das 14 horas fez-se o balanço das ocorrências. “Recebemos um número de 16 pacientes até este momento que estou a falar, destes, todos são pacientes vítimas de feridas por armas de fogo, em diferentes partes do corpo. Internamos 10 pacientes, 4 altas e um teve morte durante a cirurgia”, anotou Sulaimana Izidora, porta-voz do
Banco de Socorros.
Desde que começaram as manifestações o sector de Saúde tem se ressentido da pressão causada pela avalanche de doentes por ferimentos, o que a continuar pode ter consequências incalculáveis, porque para além da necessidade de insumos hospitalares no geral, tem havido demanda de sangue que já num período normal de funcionamento tem se revelado escasso. “Nós fazemos aquilo que podemos fazer. Como pessoal de saúde, como médicos, como enfermeiros, a nossa missão, olhando as condições que temos, pouco ou muito, é salvar vidas. E nós estamos a fazer isto porque esta é nossa missão, mas se isto continuar assim, eu acho que o hospital não vai conseguir. Em termos de insumos, estamos a gerir o que temos, mas de uma forma geral, isto não devia continuar”, lamentou o médico.
Professores de cinco escolas em Gaza suspenderam a realização dos exames finais, esta quarta-feira, em protesto a falta de pagamento de horas extraordinárias.
Os exames finais da 10ª e 12ª classes arrancaram na segunda-feira a escala nacional e tudo apontava para um processo sem sobressaltos na província de Gaza.
Entretanto, o cenário mudou esta quarta-feira, professores de pelo menos cinco escolas secundárias, nos distritos de Chibuto, Mandlakazi e Limpopo interromperam os exames.
“Devido a resistência do Governo em pagar as horas extras, referentes aos anos de 2022, 2023 e 2024, determinamos, a partir de hoje, pela paralisação total das actividades de controlo dos exames” disse um professor.
“Sem regularização do valor em dívida não há espaço para diálogo. Esperamos pelos nossos alunos na segunda chamada”, concluíram os professores.
Os professores das escolas secundárias de Chibuto, Chimundo, Licilo e Chigivitane, por exemplo, recusaram-se a entrar nas salas de exame. “É a única forma de pressão, após sucessivas inverdades e promessas do Governo”.
Empunhando dísticos, entoavam, no recinto escolar, cânticos de protesto. Em causa está o não pagamento de horas extraordinárias dos anos 2022, 2023 e 2024.
“É o nosso grito de socorro: dinheiro na conta, professores nas salas”, finalizaram.
Foi uma manhã e tarde agitadas, pois alunos abandonaram os exames nas carteiras e juntaram-se aos professores.
Nas demais escolas secundárias da província de Gaza, houve realização de exames. Na escola Secundária de Chókwe, por exemplo, todos professores estiveram na escola para controlar os exames.
“Desde às primeiras horas não registamos nenhum sobressalto. Professores e alunos fazem-se às salas e o processo decorre normalmente”, garantiu, o diretor da escola.
Em Gaza, cerca de 45 mil alunos da 10ª e 12ª classes realizam exames finais.