O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros, devido à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo Delgado. Os autocarros de transporte público de passageiros de Montepuez pararam de circular há quase uma semana. O edil de Montepuez, Cecílio Chabane, reconhece o problema e explica que a edilidade tem estado a trabalhar para garantir que haja combustível nos próximos dias.
Além de criar transtornos na mobilidade da população, a paralisação dos autocarros em Montepuez provocou uma onda de desinformação sobre as reais causas do problema. Nesse sentido, a edilidade apela à calma dos munícipes.
Para minimizar o sofrimento da população, o município de Montepuez retomou, temporariamente, o transporte público de passageiros enquanto aguarda o fim da crise de combustíveis.
Montepuez recebeu, neste ano, cinco autocarros, dois dos quais circulam no centro da cidade, enquanto outros dois fazem a rota Balama-Namuno, numa extensão de sessenta quilómetros.
A Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) lamenta a remoção de carris num dos troços ao longo da Linha de Machipanda, no Sistema Ferroviário Centro.
Em comunicado, a CFM explica que se trata de “uma acção protagonizada por ex-trabalhadores da Brigada Reabilitação da Linha de Machipanda (BRLM), que haviam sido contratados no âmbito do Projecto de Reabilitação da Linha de Machipanda”.
Por isso, lamenta profundamente a atitude daqueles concidadãos que “destroem” aquilo que ajudaram a construir só porque entendem que devem ser vinculados para o quadro efectivo, ou ser-lhes paga uma indemnização pelo tempo que estiveram a laborar na BRLM.
Efectivamente, de acordo com o contrato, aquele grupo de trabalhadores foi contemplado no projecto, que findou em Dezembro de 2023, terminando, também o vínculo com a BRLM.
“Assim, concluído o projecto e a Linha de Machipanda inaugurada e estando em funcionamento, a CFM reitera a disponibilidade de voltar a esclarecer sobre o âmbito do vínculo que aquele grupo de trabalhadores tinham com a BRLM”, refere o comunicado.
A empresa aproveita para apelar ao bom senso desses concidadãos, no sentido de valorizarem o contributo que deram para o desenvolvimento do país e diz que novas e mais oportunidades surgirão.
Num breve contacto estabelecido com a CFM, a AIM apurou que decorrem actualmente reuniões com os trabalhadores referidos, assessoria jurídica e recursos humanos da empresa.
“A nossa postura é de evitarmos um braço-de-ferro com aqueles trabalhadores, pois eles podem ter tomado aquela atitude pelo facto de não terem percebido o âmbito do contrato”, disse fonte da empresa CFM.
Questionado sobre a extensão dos danos, a fonte prometeu divulgar logo que a informação estiver disponível.
Com uma extensão de 318 Km, a linha de Machipanda liga o Porto da Beira ao vizinho Zimbabwe.
Esta linha é crucial para a economia do vizinho Zimbabwe e para a região Centro de Moçambique. Existem, ao longo da via, 14 estações e 29 apeadeiros.
A União Desportiva do Songo não vai renovar o contrato com Mark Harrison, técnico que assumiu o comando da equipa no início do ano.
A decisão surge após os “hidroeléctricos” terem falhado a conquista do Moçambola, competição na qual terminaram na segunda posição.
Além do Moçambola, a União Desportiva do Songo falhou, igualmente, a conquista da Taça de Moçambique, perdendo na final diante do Ferroviário de Maputo, por 1-2.
Feitas as contas, a UDS falhou as competições mais importantes do calendário futebolístico nacional.
O clube poderá, nos próximos dias, anunciar a nova equipa técnica, assim como os jogadores que vão reforçar o emblema.
Milhares de pessoas manifestam-se, esta quarta-feira, no centro de Seul, na Coreia do Sul, para exigir a destituição do Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, cuja tentativa de impor a lei marcial na noite de terça-feira mergulhou o país no caos político.
Segundo a agência de notícias AFP, citada por Lusa, milhares de manifestantes marcharam pela avenida principal da capital coreana, em direcção ao parlamento, segurando cartazes com dizeres como: “Yoon Suk-yeol deve-se demitir”, para se encontrarem com outro protesto organizado pelos partidos da oposição.
Os sul-coreanos saíram às ruas hoje para demonstrar a sua insatisfação com o Yoon Suk-yeol, cuja tentativa de impor a lei marcial no país, na terça-feira, chocou os cidadãos.
Ao longo do dia, as ruas da capital Seul foram atravessadas por pequenos grupos de manifestantes e polícias, enquanto os sindicatos convocavam uma greve geral e a oposição exigia a demissão do presidente, acusando-o de rebelião.
Na praça central da cidade, os manifestantes distribuíram velas e bebidas quentes enquanto se preparam para uma noite de manifestações, dizendo estar prontos para permanecer mobilizados até a saída do Presidente.
Numa decisão que surpreendeu o país, Yoon decretou, na terça-feira, a lei marcial para “eliminar os elementos hostis ao Estado” e “proteger a Coreia do Sul liberal das ameaças colocadas pelas forças comunistas norte-coreanas”.
O parlamento aprovou em seguida uma resolução a anular a decisão presidencial e Yoon, que foi criticado pelo seu próprio partido Poder Popular, levantou a lei marcial seis horas depois de a ter decretado.
Os legisladores da oposição apresentaram uma moção de destituição contra Yoon, que necessita do apoio de dois terços do parlamento para ser aprovada, bem como de seis juízes constitucionais. A moção pode ser colocada a votação já na sexta-feira, segundo a agência de notícias Yonhap.
O ministro da Defesa sul-coreano, Kim Yong-hyun, pediu hoje desculpa ao país e apresentou a demissão.
Até ao momento, segundo Lusa, pelo menos 10 conselheiros do Presidente demitiram-se, incluindo o seu chefe de gabinete presidencial, Chung Jin-suk, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O conselheiro de segurança nacional, Shin Won-sik, e o chefe do gabinete presidencial para as políticas, Sung Tae-yoon, também apresentaram as suas demissões.
O Papa Francisco recebeu, esta quarta-feira, no Vaticano, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, numa audiência que descreveu como “uma ocasião para a paz”.
A reunião durou 35 minutos na sala adjacente à sala Paulo VI do Vaticano e não no palácio papal, uma vez que Papa Francisco realizou, posteriormente, a audiência geral.
Antes do encontro, Orbán assistiu a uma missa na Basílica de São Pedro, embora seja calvinista.
Orbán deu ao papa uma cópia da “Vida de Jesus Cristo” do Padre Didon de 1896 e um mapa da Terra Santa do ano de 1700, enquanto o papa lhe deu vários documentos papais e os seus últimos “Mensagem pela Paz”, informou o Vaticano.
No seu primeiro encontro, em 2016, Papa Francisco cumprimentou brevemente Orbán numa cerimónia no Vaticano e mais tarde recebeu-o em audiência em duas ocasiões.
O Governo francês, liderado pelo conservador Michel Barnier, pode cair, após a sessão desta quarta-feira, caso o parlamento vote a favor da moção de censura. O executivo é acusado de aprovar orçamento de segurança social sem debate no parlamento.
Suportado pelos partidos Aliança de esquerda e da extrema-direita Nova Frente Popular e União Nacional, a Moção de Censura ao Governo, liderada pelo conservador Michel Barnier, pode cair ainda esta quarta-feira.
Com 100 dias de governação a completar no dia 13 de Dezembro, o executivo chefiado por Barnier enfrenta críticas no parlamento, depois da aprovação do orçamento da Segurança Social sem votação, alegando que tinha chegado ao fim do diálogo com os grupos políticos.
Em sede do parlamento, o antigo comissário europeu disse que a moção de censura contra o seu governo vai complicar todas as contas dos franceses.
“Há uma coisa de que tenho a certeza, Senhor Deputado Sassen, lembre-se bem do que lhe estou a dizer hoje. É que a censura, que se aproxima amanhã, que nos vai encontrar, vai tornar tudo mais difícil e mais grave”, disse Michel Barnier, primeiro-ministro da França.
Para derrubar o Governo é necessário um voto de censura de 288 deputados, um número ao alcance de uma aliança de circunstância e invulgar entre a esquerda e a extrema-direita. Caso o executivo caia nesta quarta-feira, agrava-se a política criada após a dissolução da assembleia nacional pelo Presidente Francês Emmanuel Macron, em Junho passado.
Com o actual cenário, o país corre também o risco de uma crise financeira, ligada ao nível de confiança dos mercados na capacidade das autoridades públicas de contrair empréstimos a taxas baixas.
Os protestantes voltaram a bloquear,hoje, a Estrada Nacional Número 4, que liga as cidades de Maputo e Matola. Várias pessoas foram obrigadas a caminhar, nas primeiras horas, devido à falta de transporte.
Quando o relógio apontava para oito horas desta quarta-feira, a Estrada Nacional Número quatro voltou a ser palco de protestos protagonizados por populares na cidade e província de Maputo.
A via ficou completamente bloqueada. A portagem da Matola ficou deserta. Além de barricadas, os protestantes usavam tudo que fosse possível para não permitir a passagem de viaturas.
Nenhum transporte de passageiros circulava na EN4 e, além dos protestantes, a via era ocupada por pessoas que tentavam regressar às suas residências caminhando.
É este o cenário registado nas primeiras horas desta quarta-feira na Estrada Nacional Número 4.
O professor universitário e linguista, Bento Sitoe, participou, semana passada, na edição de Conversas da Academia à Quinta-feira, da Academia Angolana de Letras.
Durante a sessão subordinada ao tema “Traduzimos o quê, para quem e para quê?”, escreve o Jornal de Angola, Bento Sitoe considerou o escritor como um tradutor da realidade vivida. De igual modo, o pesquisador acrescentou que, em Moçambique, 85% da população fala línguas bantu, 47% de moçambicanos falam português como língua segunda e 10% têm no português a sua língua materna.
Ao abordar a tradução de textos, o professor jubilado da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que marcou assim o seu ingresso como membro correspondente da Academia Angolana de Letras, disse que a tradução é um desafio, pois consiste em “extrair o sentido de um texto e reproduzi-lo fielmente no texto de uma outra língua, o que pressupõe também a adaptação ao contexto cultural da língua de destino”, le-se no Jornal de Angola.
De acordo com Bento Sitoe, o primeiro passo para uma boa tradução é entender a mensagem original e o segundo passo é saber fazer o paralelismo entre os dois contextos.
Segundo o Jornal de Angola, Bento Sitoe referiu a sua experiência enquanto tradutor da Bíblia e enquanto tradutor da Constituição moçambicana para a língua changana. Deu conta que, para vencer tais empreitadas, escreve o Jornal de Angola, recorreu a um grupo de falantes de changana que falam também português, cujo auxílio foi fundamental, ao ponto de considerar esse grupo como o “seu Google”.
Bento Sitoe é autor de três novelas escritas em changana. Uma delas, intitulada “Zabela”.
Está confirmada, Nandi-Ndaitwah é a vencedora das presidenciais na Namíbia e vai tornar-se a primeira mulher a presidir o país independente desde 1990. Com 57% de votos, o Partido SWAPO conseguiu também a maioria no parlamento.
Com 57% de número de votos, Nandi-Ndaitwah foi confirmada vencedora do escrutínio do último dia 27 de Novembro, e será a primeira mulher a dirigir o país e quinta presidente na história do país independente há 34 anos, mantendo o histórico partido SWAPO no poder.
De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), os resultados oficiais comprovaram que Nandi-Ndaitwah, de 72 anos, venceu com 57% dos votos, não precisando de uma segunda volta. O SWAPO também manteve a sua maioria na votação parlamentar ao conseguir 51 dos 96 lugares na Assembleia da República. Nandi-Ndaitwah já reagiu à vitória.
“Como vos temos dito ao longo da campanha, nós, no partido SWAPO, e a equipa que vou liderar, assumimos compromissos e digo-vos que vamos fazer o que vos dissemos. Obrigado pela vossa confiança em nós”, disse Nandi Ndaitwah, vencedora das eleições.
Para a primeira presidente namibiana as mudanças políticas, sociais e económicas vão justificar a escolha do eleitorado.
“Volto a dizer, em nome do partido SWAPO, que a nação namibiana votou na paz e na estabilidade, votou na unidade e na diversidade, na beneficiação dos recursos naturais e na capacitação dos jovens para o desenvolvimento sustentável”, disse.
Nandi-Ndaitwah foi membro do movimento clandestino de independência da Namíbia na década de 1970 e foi promovida a vice-presidente em Fevereiro, após a morte do Presidente Hage Geingob durante o seu mandato, e será a quinta presidente da Namíbia após a independência.
No passado sábado, realizou-se a terceira edição do Festival Wimbe Infantil.
O evento cuja a cerimónia de abertura foi dirigida pela Esposa do Governador da Província, Edna Algy Tauabo, conforme avanca o Ministerio da Cultura e Turismo, tem, entre outros objectivos, proporcionar às crianças momentos de exaltação da cultura como a entoação de canções e leitura.
A Directora da Cultura e Turismo, em Cabo Delgado, Iolanda Almeida, intervindo na ocasião, fez a contextualização sobre o evento e as actividades que antecederam o Festival Wimbe Infantil.
A ocasião serviu igualmente para a entrega de prémios aos participantes do evento, e às crianças vencedoras do concurso de leitura “o livro na minha escola”.
O Festival decorreu sob o lema “Paz e harmonia cultural, unindo o mundo através do turismo”.