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O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros, devido à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo Delgado. Os autocarros de transporte público de passageiros de Montepuez pararam de circular há quase uma semana. O edil de Montepuez, Cecílio Chabane, reconhece o problema e explica que a edilidade tem estado a trabalhar para garantir que haja combustível nos próximos dias.

Além de criar transtornos na mobilidade da população, a paralisação dos autocarros em Montepuez provocou uma onda de desinformação sobre as reais causas do problema. Nesse sentido, a edilidade apela à calma dos munícipes.

Para minimizar o sofrimento da população, o município de Montepuez retomou, temporariamente, o transporte público de passageiros enquanto aguarda o fim da crise de combustíveis.

Montepuez recebeu, neste ano, cinco autocarros, dois dos quais circulam no centro da cidade, enquanto outros dois fazem a rota Balama-Namuno, numa extensão de sessenta quilómetros.

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A Black Bulls somou o seu primeiro ponto na Taça CAF, ao empatar, ontem, por uma bola, diante do Al Masry do Egipto, em jogo da segunda jornada do Grupo D da fase de grupos da prova. Os touros voltam a jogar no domingo, no Estádio Nacional do Zimpeto,  frente ao Enyimba Nigéria. 

Primeiro jogo em casa e, por isso, responsabilidade acrescida. Mais um adversário do Egipto. Depois do Zamalek, foi a vez do Al Masry. Entrada segura dos egípcios, dando o primeiro aviso. 

E depois veio o golo, num lance mal abordado pela defensiva da Black Bulls. A resposta veio de Martinho, que num lance de bola parada obrigou o guarda-redes do Al Masry a uma defesa apertada. 

Na segunda parte, os egípcios continuaram mais pressionantes. Chamito ficou a ver a trajectória da bola e não o que fazer com ela. Justifica-se o espanto. Mais um ataque do Al Masry, mas o remate não levou a direcção certa. 

Nenê desfez o nó e de cabeça empatou a partida. É para ver e rever. A Black Bulls volta a jogar no domingo, diante do Enyimba da Nigéria, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Em vários bairros das cidades de Maputo e Matola, os manifestantes que exigem a reposição do que consideram “verdade eleitoral” bloquearam as estradas antes das 8 horas, esta segunda-feira. No entanto, no centro da capital do país, o trânsito flui sem complicações  

Ao contrário do que aconteceu nos primeiros cinco dias das manifestações em curso, esta segunda-feira amanheceu com alguma tensão redobrada. Afinal, circulavam mensagens nas redes sociais referentes à paralisação total da circulação de viaturas na cidade e província de Maputo.

Até este domingo, conforme anunciou Venâncio Mondlane, as viaturas circularam antes das 8 horas e depois das 16 horas, pois, nesse intervalo, os apoiantes ou simpatizantes do candidato presidencial do PODEMOS impediam a mobilidade de pessoas e bens através de obstáculos montados na via pública.

Para evitar o cenário de terem de largar os carros particulares algures na cidade ou terem de caminhar longas distâncias por falta de transporte, os cidadãos de Maputo e da Matola viram-se obrigados a levantarem-se mais cedo, de modo que entre 5 horas e 6 horas pudessem tomar os primeiros transportes. 

Esta segunda-feira, entretanto, os automobilistas foram impedidos de circular em vários pontos de Maputo, pois, segundo diziam, assim reagiam contra uma eventual tentativa de assassinato de Venâncio Mondlane. Portanto, ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), verificou-se, por exemplo, no Zimpeto, um bloqueio de viaturas mesmo antes das 8, hora definida pelo candidato presidencial do PODEMOS, que, este fim-de-semana, reforçou, através da sua pagina no Facebook, que as manifestações deviam prosseguir com mais intensidade, mas nos moldes anteriormente anunciados. 

Entre os pontos críticos, esta segunda-feira, destaca-se, além do Zimpeto, a Praça dos Combatentes (Xiquelene), o Bairro Luís Cabral ou Inhagoia. No caso de Xiquelene ou dos locais onde existe alguma actividade comercial, as pessoas continuavam a vender e a comprar produtos, desde que não usassem bicicletas, motorizadas ou carros. 

Já no centro da Cidade de Maputo, o cenário revelou-se, na manhã desta segunda-feira, calmo, com viaturas a circularem em todas as direcções, sem obstáculos pelo meio. 

A actual fase das manifestações convocadas por Venâncio Mondlane, que marcam a tensão social e política do país, termina na quarta-feira. Depois desse dia, o candidato presidencial do PODEMOS promete anunciar medidas mais duras. 

O governo sírio caiu, na madrugada de domingo, marcando o fim do domínio de 50 anos da família Assad, depois de uma ofensiva rebelde surpresa ter varrido as áreas controladas pelo governo e chegado à capital em 10 dias.

A queda do Governo do Presidente sírio Bashar Assad, no domingo, encerrou a luta de quase 14 anos para se manter no poder, numa altura em que o seu país foi dilacerado por uma guerra civil devastadora, que se tornou um campo de batalha por procuração para as forças regionais e internacionais.

A queda de Assad foi um forte contraste com os seus primeiros meses como improvável presidente da Síria em 2000, quando muitos esperavam que ele fosse um jovem reformador após três décadas de controlo férreo do seu pai.

Com apenas 34 anos de idade, o oftalmologista de formação ocidental era um jovem que gostava de computadores e tinha um comportamento gentil.

Mas quando, em Março de 2011, eclodiram os protestos contra o seu regime, Assad recorreu às tácticas duras, utilizadas pelo seu pai, para os tentar reprimir.

A guerra na Síria já custou quase 500 mil vidas e obrigou metade da população do país, que antes da guerra era de 23 milhões de pessoas, a fugir das suas casas. À medida que a revolta se transformou numa guerra civil, milhões de sírios procuraram refúgio em países vizinhos como a Jordânia, a Turquia, o Iraque e o Líbano, tendo muitos deles continuado a sua viagem para a Europa.

A sua partida põe fim ao regime da família Assad, que dura há pouco menos de 54 anos. Sem um sucessor claro, o país fica numa situação ainda mais incerta.

A Fundação Calouste Gulbenkian, de Portugal, abriu candidaturas para um estágio presencial de quatro meses no Centro de Arte Moderna da própria instituição. Os interessados podem concorrer ate 10 de Janeiro de 2025

O objetivo dos estágios, segundo a organização, é contribuir para a capacitação e desenvolvimento de competências de profissionais dos PALOP, promovendo a reflexão e a prática curatorial no campo das artes visuais contemporâneas e proporcionar uma experiência prática em curadoria, permitindo o acompanhamento de todas as etapas envolvidas na concepção e organização de exposições, bem como de actividades educativas.

A iniciativa vai permitir ainda o fomento da internacionalização dos curadores dos PALOP, integrando-os num ambiente institucional de referência como o Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em termos de elegibilidade, podem candidatar-se ao presente concurso profissionais nacionais e residentes em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique ou São Tomé e Príncipe; terem entre 25 e 40 anos de idade; possuírem experiência ou apetência pela pesquisa e prática curatorial no campo das artes visuais contemporâneas, em áreas como artes visuais, história de arte, estudos culturais, teorias das artes, museologia ou produção e gestão cultural; os candidatos com dupla nacionalidade deverão candidatar-se com a nacionalidade do país de residência. A nacionalidade indicada deverá ser a mesma utilizada noutras candidaturas aos apoios da Fundação Calouste Gulbenkian.

Para admissão, será dada preferência aos candidatos que tenham concluído a primeira ou segunda edição do curso de curadoria de exposições, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

As candidaturas devem ser obrigatoriamente submetidas através do formulário online, conforme regulamento disponibilizado pela Calouste Gulbenkian, ate 10 de Janeiro de 2025.

Para efeitos de submissão, os candidatos deverão fornecer os seguintes documentos: formulário de candidatura devidamente preenchido, currículo actualizado, com a descrição da experiência e formação relevante no campo da curadoria de exposições e artes visuais contemporâneas, quaisquer outros documentos ou informações solicitadas pela Fundação Calouste Gulbenkian para a avaliação da candidatura.

Os candidatos seleccionados beneficiarão de uma bolsa mensal no valor de 1.300€ (mil e trezentos euros), durante os quatro meses do estágio, para cobrir despesas relacionadas com a sua estadia em Lisboa.

A Fundação Calouste Gulbenkian providenciará um seguro de viagem e de acidentes pessoais durante o período do estágio. Caso os candidatos seleccionados se desloquem a Portugal sem notificar atempadamente a Fundação, por forma a providenciar os seguros referidos no número anterior, essa deslocação será feita sob sua inteira responsabilidade, não assumindo a Fundação Calouste Gulbenkian qualquer responsabilidade até à assinatura do contrato de estágio e de atribuição da bolsa.

 

Os parques infantis, na cidade de Maputo, estão a somar prejuízos devido à falta de clientes, em consequência dos protestos pós-eleitorais. Os gestores dos parques temem pelas consequências, caso as manifestações continuem por mais tempo. 

Cumpriu-se, este domingo, o quinto dia das manifestações pós-eleitorais, cujo impacto é negativo para todos os vendedores e prestadores de serviços, entre formais e informais. 

Quem passa pela avenida Mao Tse Tung, certamente, conhece a praça dos floristas, bem à frente do parque dos continuadores, na cidade de Maputo. 

Os arranjos bonitos e cheios de romantismo tendem a perder o aroma devido à falta de compradores. 

Nas últimas semanas, as vendas baixaram muito, dizem os negociantes. 

É um parque infantil que costumava ter o domingo como o dia de maior pico, chegando a ter todos os brinquedos ocupados e outras crianças à espera da sua vez, mas que vive, actualmente, um cenário igual ao dos tempos da COVID–19.

Antes deste cenário, o parque, segundo o gestor, vendia em dias de pico uma média de mil bilhetes, agora, não passa de um punhado.

Num carrossel, em dias de pouca afluência,  podia receber 55 crianças, sendo que cada uma delas paga 50 meticais por bilhete. A volta dura cinco minutos. O que significa que, a cada cinco minutos, o parque perde 2750 meticais.

O mesmo exercício poderia ser feito nos carrinhos de choque, que, aliás, viraram local de descanso de funcionários por falta de usuários ou ainda de triciclos. Ora, antes da nossa saída três crianças quebraram o jejum e por 10 minutos movimentaram os funcionários do parque. 

 

 

 

A cidade de Nampula volta a estar debaixo da crise profunda de água. A barragem que abastece a cidade está com apenas 30% da sua capacidade. O abastecimento está a ser feito com restrições.

A água potável virou verdadeiramente um líquido precioso na terceira maior cidade de Moçambique. Na falta do líquido precioso, nas torneiras, a população recorre a poços a céu aberto para conseguir água para diversos fins domésticos.

No bairro de Carrupeia, a população recorre a um ponto para lavar a roupa e tomar banho, porque em casa a água não jorra nas torneiras e se jorra não é todos os dias.

Com pouca água na barragem, a empresa Águas da Região do Norte, gestora do sistema de abastecimento de água potável na cidade de Nampula, está a abastecer os bairros com restrições.

Caso a chuva demore a cair, será activado um plano de emergência, dentro da estratégia de gestão de crise.

Há anos que se tem falado do problema de água na cidade de Nampula. De tantas soluções que já foram experimentadas, agora o Governo abraça o projecto de uma nova barragem.

A nova barragem poderá estar no distrito de Rapale, sob o mesmo rio Monapo, a mais ou manos 15 km da actual barragem.

O Banco Mundial financia o estudo de avaliação de impacto ambiental, gestão de reassentamentos e desenho do projecto da barragem.

A única via de acesso à cidade de Pemba esteve temporariamente bloqueada, nas primeiras horas deste sábado, impedindo a ligação da urbe com o resto da província de Cabo Delgado e do país, devido aos protestos contra os resultados das eleições gerais.

Cidadãos envolvidos nos protestos contra os resultados eleitorais bloquearam a Estrada Nacional número um, na aldeia Intutupue, a cerca de 50 quilómetros da cidade de Pemba, na madrugada deste sábado.

Ninguém podia sair ou entrar na cidade de Pemba. O grupo obrigou os viajantes a juntarem-se aos protestos.

Foram colocadas barricadas na Estrada Nacional número um, para impedir a circulação de pessoas e bens.

Segundo relatos de alguns cidadãos que estavam de viagem, dezenas de viaturas ficaram retidas na aldeia Intutupue.

A via foi reaberta por volta das 11 horas, quando as Forças Armadas de Defesa de Moçambique chegaram ao local.

A Polícia da República de Moçambique em Pemba ainda não se pronunciou sobre a ocorrência.

Este sábado, a cidade de Pemba registou um ambiente calmo e com tendência de retorno à normalidade, depois da tensão vivida de quarta a sexta-feira.

Funcionários de uma fábrica de tijoleiras, na província de Maputo, destruíram equipamentos da empresa e partiram inúmeras quantidades de produtos. A empresa diz que os trabalhadores sentiam-se pressionados com o actual modelo de trabalho, causado pelos protestos que acontecem no país. 

Os passos eram rumo a um protesto por questões laborais, mas terminou na vandalização de uma fábrica de tijoleira, no distrito de Moamba, província de Maputo.

A situação deu-se na última quinta-feira, quando os trabalhadores da Safira Mozambique Ceramic LTD reuniram-se na oficina de produção e, como forma de protesto, destruíram equipamentos diversos e partiram tijoleiras.

A denúncia é  feita através de um comunicado de imprensa, no qual a empresa explica que: “Os funcionários estavam sob grande pressão e não conseguiram trabalhar normalmente”, lê-se no comunicado.

Os trabalhadores usaram barras de ferro para violentar fisicamente técnicos chineses.Em um vídeo amador podem ser vistos funcionários que furtam alimentos da cozinha da empresa e numa situação de perigo, segundo explica o documento. 

“Nesse período, os equipamentos da empresa utilizavam gás natural. Sem desligar os equipamentos e o gás, os técnicos chineses e alguns funcionários da linha de produção foram obrigados a abandonar a oficina. O gás natural estava em risco de explosão, o que traria enormes riscos de segurança para as imediações da fábrica”.

A empresa relata, no comunicado, prejuízos decorrentes da vandalização e, também, por causa da paralisação de actividades, devido aos protestos no país. 

O armazém da empresa contém quantidades significativas de produtos e as vendas diminuíram.

O partido PODEMOS diz que o Conselho Constitucional (CC) não pode partir para a fase de validação das eleições sem apreciar o recurso apresentado pelo partido. E mais, que o CC deve, primeiro, apreciar as questões por si apresentadas, para depois decidir se a deliberação da CNE pode ou não avançar. Dinis Tivane diz que é preciso que haja reposição da “verdade eleitoral”.

O mandatário do partido PODEMOS, Dinis Tivane, falou, este sábado,  à imprensa, sobre a alegação do Conselho Constitucional de que o PODEMOS não apresentou o recurso em relação às eleições presidenciais.

“Efectivamente, a forma como está escrito o nosso recurso pode tender a dar essa sensação, mas decorre que, por razões jurídicas, nós respondemos a deliberação 105 da CNE e a titulação dessa deliberação é relativa a realização de todas eleições. Portanto, a eleição presidencial, legislativa e provincial, razão mais do que   bastante para nós percebermos de que não pode  proceder a alegação, segundo a qual, o PODEMOS deixou de fazer recurso em relação a algumas eleições”, esclareceu Dinis Tivane.

Tivane afirmou ainda que há uma tendência do Conselho Constitucional de executar a lei à medida que lhe convém. “Para chumbar a CAD, podia chumbar a CAD invocando factos que ocorreram num momento transato, portanto, em momento que já tinha consolidado como dado adquirido. E, agora, que é para chumbar a eleição no Zimbabwe diz que já não pode  porque é intempestivo”, disse. 

O mandatário do PODEMOS insistiu que é preciso que seja reposta a verdade eleitoral.

“O que nós exigimos é verdade eleitoral (…) o público aí fora, muitas vezes confunde, que verdade eleitoral é consagrar Venâncio Mondlane vencedor, não é isso. Entendamos uma coisa: nós estamos num Estado de Direito Democrático, significa que as instituições e os assuntos que essas instituições lidam devem obedecer aquilo que o Instituto Legal preconiza. A eleição é sui generis um processo jurídico. Então, quando se diz verdade eleitoral, devemos seguir toda a tramitação e todos os passos juridicamente impostos”, esclareceu.   

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