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O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros, devido à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo Delgado. Os autocarros de transporte público de passageiros de Montepuez pararam de circular há quase uma semana. O edil de Montepuez, Cecílio Chabane, reconhece o problema e explica que a edilidade tem estado a trabalhar para garantir que haja combustível nos próximos dias.

Além de criar transtornos na mobilidade da população, a paralisação dos autocarros em Montepuez provocou uma onda de desinformação sobre as reais causas do problema. Nesse sentido, a edilidade apela à calma dos munícipes.

Para minimizar o sofrimento da população, o município de Montepuez retomou, temporariamente, o transporte público de passageiros enquanto aguarda o fim da crise de combustíveis.

Montepuez recebeu, neste ano, cinco autocarros, dois dos quais circulam no centro da cidade, enquanto outros dois fazem a rota Balama-Namuno, numa extensão de sessenta quilómetros.

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A única via de acesso à cidade de Pemba esteve temporariamente bloqueada, nas primeiras horas deste sábado, impedindo a ligação da urbe com o resto da província de Cabo Delgado e do país, devido aos protestos contra os resultados das eleições gerais.

Cidadãos envolvidos nos protestos contra os resultados eleitorais bloquearam a Estrada Nacional número um, na aldeia Intutupue, a cerca de 50 quilómetros da cidade de Pemba, na madrugada deste sábado.

Ninguém podia sair ou entrar na cidade de Pemba. O grupo obrigou os viajantes a juntarem-se aos protestos.

Foram colocadas barricadas na Estrada Nacional número um, para impedir a circulação de pessoas e bens.

Segundo relatos de alguns cidadãos que estavam de viagem, dezenas de viaturas ficaram retidas na aldeia Intutupue.

A via foi reaberta por volta das 11 horas, quando as Forças Armadas de Defesa de Moçambique chegaram ao local.

A Polícia da República de Moçambique em Pemba ainda não se pronunciou sobre a ocorrência.

Este sábado, a cidade de Pemba registou um ambiente calmo e com tendência de retorno à normalidade, depois da tensão vivida de quarta a sexta-feira.

Funcionários de uma fábrica de tijoleiras, na província de Maputo, destruíram equipamentos da empresa e partiram inúmeras quantidades de produtos. A empresa diz que os trabalhadores sentiam-se pressionados com o actual modelo de trabalho, causado pelos protestos que acontecem no país. 

Os passos eram rumo a um protesto por questões laborais, mas terminou na vandalização de uma fábrica de tijoleira, no distrito de Moamba, província de Maputo.

A situação deu-se na última quinta-feira, quando os trabalhadores da Safira Mozambique Ceramic LTD reuniram-se na oficina de produção e, como forma de protesto, destruíram equipamentos diversos e partiram tijoleiras.

A denúncia é  feita através de um comunicado de imprensa, no qual a empresa explica que: “Os funcionários estavam sob grande pressão e não conseguiram trabalhar normalmente”, lê-se no comunicado.

Os trabalhadores usaram barras de ferro para violentar fisicamente técnicos chineses.Em um vídeo amador podem ser vistos funcionários que furtam alimentos da cozinha da empresa e numa situação de perigo, segundo explica o documento. 

“Nesse período, os equipamentos da empresa utilizavam gás natural. Sem desligar os equipamentos e o gás, os técnicos chineses e alguns funcionários da linha de produção foram obrigados a abandonar a oficina. O gás natural estava em risco de explosão, o que traria enormes riscos de segurança para as imediações da fábrica”.

A empresa relata, no comunicado, prejuízos decorrentes da vandalização e, também, por causa da paralisação de actividades, devido aos protestos no país. 

O armazém da empresa contém quantidades significativas de produtos e as vendas diminuíram.

O partido PODEMOS diz que o Conselho Constitucional (CC) não pode partir para a fase de validação das eleições sem apreciar o recurso apresentado pelo partido. E mais, que o CC deve, primeiro, apreciar as questões por si apresentadas, para depois decidir se a deliberação da CNE pode ou não avançar. Dinis Tivane diz que é preciso que haja reposição da “verdade eleitoral”.

O mandatário do partido PODEMOS, Dinis Tivane, falou, este sábado,  à imprensa, sobre a alegação do Conselho Constitucional de que o PODEMOS não apresentou o recurso em relação às eleições presidenciais.

“Efectivamente, a forma como está escrito o nosso recurso pode tender a dar essa sensação, mas decorre que, por razões jurídicas, nós respondemos a deliberação 105 da CNE e a titulação dessa deliberação é relativa a realização de todas eleições. Portanto, a eleição presidencial, legislativa e provincial, razão mais do que   bastante para nós percebermos de que não pode  proceder a alegação, segundo a qual, o PODEMOS deixou de fazer recurso em relação a algumas eleições”, esclareceu Dinis Tivane.

Tivane afirmou ainda que há uma tendência do Conselho Constitucional de executar a lei à medida que lhe convém. “Para chumbar a CAD, podia chumbar a CAD invocando factos que ocorreram num momento transato, portanto, em momento que já tinha consolidado como dado adquirido. E, agora, que é para chumbar a eleição no Zimbabwe diz que já não pode  porque é intempestivo”, disse. 

O mandatário do PODEMOS insistiu que é preciso que seja reposta a verdade eleitoral.

“O que nós exigimos é verdade eleitoral (…) o público aí fora, muitas vezes confunde, que verdade eleitoral é consagrar Venâncio Mondlane vencedor, não é isso. Entendamos uma coisa: nós estamos num Estado de Direito Democrático, significa que as instituições e os assuntos que essas instituições lidam devem obedecer aquilo que o Instituto Legal preconiza. A eleição é sui generis um processo jurídico. Então, quando se diz verdade eleitoral, devemos seguir toda a tramitação e todos os passos juridicamente impostos”, esclareceu.   

Cerca de 55 mil famílias estão em situação de insegurança alimentar devido à seca, na província de Inhambane. Deste total, pelo menos cerca de 1500 estão em situação crítica e precisam de assistência alimentar urgente.

O céu azul até é encantador, mas não se pode dizer o mesmo da terra, onde os campos deveriam estar verdes. No povoado de Mahunzulucane em Mabote, por exemplo, as comunidades dizem que a última vez que choveu foi no mês de Ma

“A última vez que choveu foi em Março, mas não deixou nada nas machambas.

Plantamos, mas nada germinou. A seca é grande aqui”, disse uma moradora de Mahunzulucane.

Sem chuva, as comunidades não tem como fazer machambas para produzir a própria comida.

“Cultivamos, mas não saiu nada. Agora, não temos semente e, mesmo que tivéssemos, a chuva não caiu este ano”, acrescentou.

Sem condições para produzir a própria comida, muitas comunidades dependem do que conseguem comprar, mas quem não pode, tem de buscar outras saídas para comer. “Estamos a sofrer, estamos a sofrer muito. Comemos massala e outros frutos silvestres para viver, porque tenho três filhos”.

Sem chuva, não há água para as machambas e não há água para as comunidades. Aqui, os animais e as pessoas partilham a mesma fonte de água, que nem sempre está disponível. “A água vai e vem. Às vezes, a fonte estraga-se e temos de ir buscar água em outras fontes”. 

O administrador de Mabote, um dos distritos que mais sofre com a seca, diz que o país deve investir mais, para sair desta situação e acabar com soluções paliativas.

A seca afecta, neste momento, em toda província de Inhambane, mais de 50 mil famílias, mas há 1500 que estão em situação considerada crítica, nos distritos de Panda, Mabote e Funhalouro.

Na verdade, a seca que assola Inhambane é consequência do fenómenos El Niño, que afecta as províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Tete.

Como parte da resposta à fome que assola as comunidades, famílias em situação crítica estão a receber assistência alimentar da Cruz Vermelha de Moçambique.

 

Populares assaltaram um estabelecimento penitenciário, no distrito de Chibuto, província de Gaza. Na sequência, 46 reclusos evadiram-se. 

Os agentes da guarda prisional, ora em serviço, não conseguiram impor-se ao elevado número de pessoas no local.  Segundo revelou o diretor do serviço penitenciário de Gaza, os manifestantes agrediram e destruíram as portas de acesso às celas, provocando a fuga de pelo menos 45 reclusos.

Na sequência, o grupo começou a arremessar pedras contra o edifício. Ofícios vitais para funcionamento da instituição foram destruídos. A polícia teve de agir para dispersar o grupo.

João de Alegria alerta para o aumento de crimes, influenciado pelo perfil dos reclusos postos em liberdade. Contudo, diz que já decorrem trabalhos para a sua recaptura.  

Ainda em Chibuto, os manifestantes vandalizaram e queimaram diversas instituições de Estado em Chibuto, a destacar a conservatória distrital, serviço distrital de educação, instalações do posto sede distrital e casa protocolar do comandante distrital, incluindo cinco estabelecimentos comerciais.

A seleccão nacional de sub-17 venceu, esta sexta-feira, a sua congénere de Lesotho, por uma bola sem resposta, em partida da segunda jornada do grupo A , do torneio regional do Cosafa. Os Mambinhas decidem a passagem às meias-finais diante de Angola, este domingo.

Depois do empate diante do Malawi, na primeira jornada, exigia-se dos Mambinhas uma vitória diante do Lesotho, que perdera com Angola na primeira jornada, para continuar a sonhar com as meias-finais.

Mas tiveram que enfrentar dificuldades porque os suthos também tinham as mesmas ambições, por isso, foram mais ousados nas suas tentativas.

As oportunidades escasseavam na primeira parte, tanto de um lado, como do outro.

Na segunda parte, as duas selecções procuraram mais o golo, mas continuam a não acertar com as redes. Os Mambinhas pareciam mais perigosos e apenas o golo faltava para confirmar

sua superioridade.

Nesta cobrança de canto, a bola vai a mão do jogador do Lesotho, mas a equipa de arbitragem

fez vista grossa ao não assinalar um penalte. Com a mesma medida, na área de Moçambique, também não foi assinalada a grande penalidade.

Parecia que os árbitros não pretendiam ver um vencedor através de uma bola parada, pois nenhum lance na área foi assinalado. Teve que ser de uma bomba, de fora da área, desferida por Lovemor Timbe, que o enguiço foi quebrado, aos 94 minutos.

Uma vitória importante para os Mambinhas que co-lideram o grupo A, com quatro pontos, os mesmos de Angola, seu adversário, neste domingo, na decisão da qualificação às meias-finais.

Centenas de pessoas manifestaram-se, no Chade, na sexta-feira, para exigir a retirada das tropas francesas do país, uma semana depois de o país da África Central ter encerrado um acordo militar com seu antigo colonizador.

Na capital, N’Djamena, os manifestantes gritavam “Chade por nós, França fora” , alguns com cartazes que ostentavam os seguintes dizeres: “Não queremos ver um único francês no Chade” .

Na semana passada, o Chade anunciou, em uma declaração, que estava a encerrar um acordo de cooperação de defesa com a França, para redefinir suas parcerias estratégicas com base em prioridades nacionais. Entretanto, a França manteve cerca de 1 000 tropas no Chade e a declaração não especificou quando elas partiriam.

Alguns manifestantes foram a uma base aérea militar, onde soldados franceses estavam estacionados, na sexta-feira, exigindo a saída das tropas. Outros estiveram em frente à embaixada francesa, onde enfrentaram um pesado cordão de segurança do exército chadiano protegendo a embaixada.

 

Cerca de 900 mil crianças guineenses serão vacinadas, nos próximos dias, contra o sarampo e rubéola, numa campanha nacional que incluiu reforço nutricional e desparasitação. O processo de vacinação inicia hoje na Guiné-Bissau.

A iniciativa do Ministério da Saúde Pública, em colaboração com vários parceiros internacionais, decorre até 15 de Dezembro, em todas as regiões sanitárias do país, para vacinar gratuitamente 896 745 crianças dos nove meses aos 14 anos, contra o sarampo e a rubéola.

O Ministério da Saúde Pública divulgou que a campanha inclui, também, a administração de suplemento com vitamina a 335 473 crianças dos seis aos 59 meses e a desparasitação com Albendazol de 286 012 crianças, dos 12 aos 59 meses.

O Governo guineense está a enviar mensagens, via telemóvel, para avisar a população sobre a campanha.

O Governo da Guiné-Bissau alerta que “o sarampo e a rubéola são doenças altamente contagiosas que podem levar a complicações graves e fatais” e assegura que “a vacinação é a única forma eficaz de prevenir essas doenças”.

 

Durante as manifestações desta Sexta-feira, populares  saquearam e destruíram  o maior complexo comercial e turístico de Chibuto.

O saque ao empreendimento  começou por volta das 15 horas de quinta-feira e prolongou-se até a tarde de hoje.

O segurança do estabelecimento comercial partilhou que para impedir a intervenção da polícia, os manifestantes colocaram barricadas em três pontos da urbe. 

De acordo com a fonte, “mais de 1000 manifestantes invadiram e dominaram  o complexo. Quando chegaram exigiram as chaves do empreendimento, sem sucesso. Destruíram as portas dos quartos e levaram tudo”, disse.

Sete moradias e 24 quartos, restaurante e parque de lazer  vandalizados, incluindo duas lojas esvaziadas. Nada restou.

A situação  coloca em risco de despedimento  cerca de 35 trabalhadores.

Não há detidos.

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