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O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros, devido à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo Delgado. Os autocarros de transporte público de passageiros de Montepuez pararam de circular há quase uma semana. O edil de Montepuez, Cecílio Chabane, reconhece o problema e explica que a edilidade tem estado a trabalhar para garantir que haja combustível nos próximos dias.

Além de criar transtornos na mobilidade da população, a paralisação dos autocarros em Montepuez provocou uma onda de desinformação sobre as reais causas do problema. Nesse sentido, a edilidade apela à calma dos munícipes.

Para minimizar o sofrimento da população, o município de Montepuez retomou, temporariamente, o transporte público de passageiros enquanto aguarda o fim da crise de combustíveis.

Montepuez recebeu, neste ano, cinco autocarros, dois dos quais circulam no centro da cidade, enquanto outros dois fazem a rota Balama-Namuno, numa extensão de sessenta quilómetros.

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A fome está a fustigar a província de Gaza, devido à seca prolongada que se verifica, em particular, no distrito de Limpopo. Apesar disso, o administrador nega a existência de bolsas de fome.

A seca agravada pelo fenómeno El Niño afecta severamente a província de Gaza. Famílias procuram saídas para escapar à fome extrema em Chicumbane no distrito de Limpopo.

João Conjo, residente em Chicumbane, uma das localidades do distrito de Limpopo, é exemplo da falta de alimentos e vive a situação da fome de perto. Diz que é uma ginástica fazer a divisão do dinheiro que consegue adquirir por dia para alimentar a família. “Cada dia eu levo 30 pães para vender, só ganho 30 meticais. Por exemplo, hoje só consegui vender 15 pães, restaram 15. Assim também é difícil preparar alimentos”, disse.

Ermelinda Justino 46 anos é mãe de 3 filhos, narra que estiagem arrasou tudo no seu pedaço de terra, e para alimentar a sua família tem feito trabalhos domésticos na sua comunidade. “Tive uma solicitação para fazer um trabalho na comunidade e recebi 35 meticais. É com esse dinheiro que consigo sustentar a minha família”, disse Ermelinda Justino.

A divisão desse valor exige um esforço bastante aturado, segundo conta Ermelinda Justino, que avança que “tirei parte do dinheiro e comprei cacana. Com os outros 20 meticais, vou comprar farinha para preparar a refeição”, sugere.

Para Ermelinda esta é uma situação que provoca sofrimento e incomoda as crianças. “As crianças vivem chorando, por falta de alimentos, por isso, fazemos o que podemos para aliviar a sua fome, e conseguir ter sono durante a noite”, revela.

Agricultora há mais de 30 anos, Florinda Almeida, diz ter perdido cerca de 4 hectares de culturas diversas, na última campanha agrícola. Infelizmente não conseguiu colher o que quer que seja, uma vez que nada encontrou.

“Vinha colher folhas de mandioca, mas infelizmente está tudo seco. Não temos comida”, lamenta, destacando ainda que a situação não tem sido boa nos últimos meses.

Mas há mais pessoas e famílias a viverem na extrema pobreza. É o caso do casal Júlio Bila e Maria Matusse que socorrem-se de mangas para contornar a fome.

Produtor de natureza, Júlio lamenta as perdas que teve. “Infelizmente, tivemos perda de culturas”, disse Júlio, confirmando que acabam recorredo a mangas para alimentar-se: “sim, alimentamo-nos de mangas. Do contrário, nada temos para comer”.

Entretanto, o administrador Virgílio Muchanga diz que o distrito de Limpopo não regista bolsas de fome. “Realmente a seca que se faz sentir afecta a todos, mas asseguramos estar garantida a segurança alimentar no nosso distrito. Sobre a existência de bolsas de fome no distrito de Limpopo, temos a dizer que não há registo. O nosso distrito é autosuficiente na produção de outras culturas”.

A Seca extrema arrasou mais de 150 hectares de culturas diversas no Limpopo em Gaza.

 

O novo governo da Síria vai congelar a Constituição e desactivar o Parlamento durante os três meses de transição.

Os radicais islâmicos, que no domingo passado tomaram o poder na Síria, nomearam um chefe de Governo de transição, Mohammad al-Bashir, que se vai manter em funções até 01 de Março de 2025. 

Durante três meses, o novo Governo sírio vai congelar a Constituição e o Parlamento. 

A actual Constituição data de 2012 e não especifica que o Islão é a religião do Estado, facto que leva à formação de uma comissão jurídica e de direitos humanos para examinar a matéria e introduzir alterações.

Na reunião de a transferência de poder o entre o  novo executivo  e o Governo da era de Bashar al-Assad, o porta-voz para os assuntos políticos das novas autoridades avançou que a prioridade é preservar as instituições e protegê-las, bem  como instaurar o Estado de Direito após mais de meio século de regime do clã Assad.

O responsável assegurou que todos aqueles que cometeram crimes contra o povo sírio serão julgados de acordo com a lei, e respeitando a diversidade religiosa e cultural da Síria.

 

O parlamento da Coreia do Sul aprovou, hoje, a destituição do ministro da Justiça, Park Sung–jae, e do chefe da polícia, Jo Ji–ho, devido à imposição de uma lei marcial, na semana passada.

Foi com 195 votos a favor e 100 votos contra a moção que visava derrubar o ministro da justiça,  Park Sung–jae. 

O parlamento da Coreia do Sul aprovou a destituição apresentada pelo principal movimento da oposição, o Partido Democrático, que alegou que Park participou na reunião do executivo e na tomada de decisões da aplicação da lei marcial, o que resultou numa conspiração para cometer rebelião.

De acordo com o Partido Democrático, o ministro agiu como se não reconhecesse a autoridade da Assembleia Nacional, ao estar de acordo com a perceção errada do Presidente Yoon, de considerar a imposição de lei marcial como um acto de governação e  que os políticos eram alvos de detenção.

Quanto a Jo Ji–ho, líder da Polícia Nacional da Coreia do Sul, sua destituição deve-se ao alegado abuso da autoridade para comandar e dar ordens à polícia para bloquear a entrada de membros da Assembleia Nacional, órgão constitucional.

O parlamento sul-correano aprovou, também, a criação de um procurador especial para investigar as acusações de insurreição contra o Presidente Yoon Suk-yeol.

O Conselho Constitucional reuniu-se, na manhã de hoje, com o partido Renamo. Lucia Ribeiro explicou que o seu órgão actua nalgumas vezes como única instância,  quando se trata da candidatura do Presidente da República e das decisões tomadas pela Comissão Nacional de Eleiçõe. Por seu turno, a mandatária do partido disse que está a exercer funções que deviam ter sido feitas pelas Comissões distritais.

“No âmbito do processo eleitoral, o Conselho Constitucional actua como única instância e algumas vezes como última instância. Ele actua como única instância quando se trata de processos relativos à candidatura do Presidente da República e também quando se trata das decisões da Comissão Nacional de Eleições. Relativamente às últimas matérias, ele actua como última instância”, explicou a presidente do Conselho Constitucional. 

A Renamo, por sua vez, culpa o STAE pela desorganização do processo, pois diz que o problema se devia ter resolvido ao nível do distrito. 

O Estádio Nacional do Zimpeto volta a fechar as portas para jogos das competições internacionais de futebol, devido a irregularidades detectadas durante a realização do jogo do último domingo, entre a Black Bulls e o Al-Masry do Egipto, a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Taça CAF. Assim, tanto a Federação Moçambicana de Futebol, bem como a Black Bulls, terão que encontrar outro campo para a realizarem seus jogos internacionais.

Pela terceira vez nos últimos cinco anos o Estádio Nacional do Zimpeto volta a ser interditado pela Confederação Africana de Futebol. Novamente os mesmos problemas estão no centro da interdição, nomeadamente a iluminação, o relvado e os torniquetes.

O jogo do último domingo, entre a Black Bulls e o Al-Masry do Egipto, da segunda jornada do grupo D da fase de grupos da Taça CAF, revelou as irregularidades detectadas. A primeira delas é a iluminação deficiente.

Os egípcios reclamaram da fraca iluminação no Estádio Nacional do Zimpeto, uma vez que não são todas as lâmpadas existentes que acendem, o que cria algum desconforto nos jogadores habituados a jogar de noite e com a melhor iluminação.

Nos últimos dois anos, o Estádio Nacional do Zimpeto acolheu apenas dois jogos noturno, nomeadamente a derrota dos Mambas diante do Mali, para a qualificação ao CAN-2024, e o empate entre os Touros e os egípcios, a um golo, no último domingo.

Outro aspecto detectado é a falta de torniquetes que ajudam a contabilizar o número de espectadores presentes nas bancadas. Ainda que o jogo tenha sido à porta-fechada, por decisão da direcção da Black Bulls, para garantir a segurança dos seus adeptos por conta das manifestações, a Confederação Africana de Futebol queria ver os torniquetes funcionais.

Trata-se de um sistema de segurança montado em 2022 e 2023 pela Federação Moçambicana de Futebol, com apoio do Governo, para permitir a contagem de pessoas que assistem aos jogos nas bancadas, na altura foi uma das exigências da CAF para que o Estádio Nacional do Zimpeto fosse aprovado.

O facto é que ainda não foi concluída a instalação de torniquetes e estão a ser utilizadas barreiras metálicas sem dispositivos eletrónicos que devem ser utilizados para o controle das entradas dos espectadores.

O terceiro grande problema detectado é a má qualidade do relvado do Estádio Nacional do Zimpeto. Com pouco uso para jogos de futebol, uma vez que somente acolhe jogos e treinos das selecções nacionais e das equipas nacionais nas provas africanas, o relvado não apresentou um bom aspecto aos membros da CAF presentes.

Por um lado apresenta locais com perda de cor esverdeada e natural de uma relva, e por outro lado há locais onde é deficiente, chegando a aparecer mais areia do que propriamente relva.

O facto é que esta é uma nova relva que o estádio recebeu, depois da remoção da anterior, em 2021, aquando da primeira interdição, tendo sido recolocada a nova em 2022.

Facto curioso é que este jogo teve como Coordenador Geral o sul-africano Joshua Robert Knipp, o mesmo que em 2022 foi mandatado pela Confederação Africana de Futebol para inspecionar o Estádio Nacional do Zimpeto.

 

Identificar outro campo para jogos internacionais

Assim, com essas anomalias detectadas e com a interdição do Estádio Nacional do Zimpeto, tanto a Federação Moçambicana de Futebol, como a Black Bulls, terão que encontrar outro lugar para realizarem seus jogos das competições internacionais no próximo ano.

É que o embate deste domingo, a partir das 15h00, entre a Black Bulls e o Enyimba da Nigéria, será o último naquele espaço, uma vez que a interdição vai iniciar a 16 de Dezembro corrente.

Com mais um jogo da Taça CAF a 12 de Janeiro, diante do Zamalek do Egipto, a contar para a quinta jornada do grupo D, a Black Bulls terá que identificar um outro relvado para esse jogo, uma vez que até o seu próprio relvado, na Arena Lalgy, por não ter as condições exigidas pela CAF.

O mesmo sucede com a Federação Moçambicana de Futebol que tem um jogo caseiro dos Mambas em Março do próximo ano, de qualificação ao Mundial de futebol de 2026, diante do Uganda, a contar para a quinta jornada do grupo G.

Com estas adversidades, o Estádio de Mbombela aparece como o mais próximo e o mais provável para ser utilizado pelos moçambicanos nas competições africanas.

 

O Costa do Sol, campeão nacional de basquetebol feminino, vai defender o título conquistado no ano passado a partir desta sexta-feira, diante do Ferroviário da Beira. Será uma final em play-off a melhor de três jogos, que vai ditar o próximo representante do país na Liga Africana de Basquetebol, BAL na sigla em inglês.

Trata-se de duas equipas que tiveram percurso diferente na fase regular e até mesmo nas meias-finais da prova, com o Ferroviário da Beira a ser a mais regular, enquanto o Costa do Sol oscilou bastante na competição.

Na fase regular, os “locomotivas” de Chiveve terminaram na primeira posição com apenas uma derrota sofrida, seguidos do Ferroviário de Maputo, com duas derrotas, enquanto o Maxaquene terminou na terceira posição e o Costa do Sol na quarta, ainda que tenham tido os mesmos pontos.

Com o cruzamento das meias-finais alterado à última hora, que ditou o primeiro contra o terceiro e o segundo contra o quarto, o Ferroviário da Beira “despachou” o Maxaquene com duas vitórias folgadas, sendo no primeiro jogo por 90-85, e no segundo por 82-101.

Mais dificuldades teve o Costa do Sol diante do Ferroviário de Maputo, obrigado a ir à negra para chegar à final da Liga Mozal.

No primeiro jogo do play-off das meias-finais a maior de três jogos, e depois de terem jogado juntos na última jornada da fase regular (vitória do Ferroviário de Maputo por 84-82) os “canarinhos” venceram o primeiro jogo por 79-73, permitindo o empate na eliminatória ao perderem o segundo jogo por 74-82, indo à negra.

No jogo decisivo, o Costa do Sol trouxe ao de cima o seu poderio, aproveitando algumas lesões dos jogadores do Ferroviário de Maputo para aplicar dez pontos de diferença, vencendo por 83-73 e marcando presença na final.

Assim, a partir das 17h00 desta sexta-feira, Costa do Sol e Ferroviário da Beira discutem a final da Liga Mozal, num play-off a maior de três jogos, jogando sucessivamente no sábado e terminando no domingo, em caso de nenhuma das duas equipas vencer os dois primeiros jogos.

Facto é que os “locomotivas” de Chiveve estarão mais frescos em relação ao Costa do Sol, uma vez que realizaram apenas dois jogos das meias-finais, tendo sido o segundo na segunda-feira, enquanto o Costa do Sol foi até ao terceiro jogo, que terminou na quarta-feira.

Ou seja, o Ferroviário da Beira tem mais quatro dias de descanso, enquanto o Costa do Sol tem apenas um dia. Ainda assim, apenas o final dos respectivos jogos vai ditar o vencedor e o campeão nacional de basquetebol, em masculinos, de 2024.

O Ferroviário de Maputo derrotou, esta quarta-feira, o ASB Makomeno da República Democrática do Congo por 88-38, em encontro da 3ª jornada da prova da Liga Africana de Basquetebol Feminino. As “locomotivas” de Maputo terminam a fase de grupos na liderança do Grupo C e apuradas para os quartos-de-final da prova.

Diante do ASB Makomeno adivinhava-se uma vitória folgada e apenas de cumprimento da jornada para o Ferroviário de Maputo, uma vez tratar-se da mais frágil formação no Grupo C da WBLA, Liga Africana de Basquetebol Feminina.

Ainda assim, nada que tivesse sido fácil no início, uma vez que as congolesas se bateram de frente com as “locomotivas”, terminando o primeiro período com apenas três pontos de diferença, 16-13 a favor da turma moçambicana.

Mas já no segundo quarto, as meninas de Nasir Salé começaram a confirmar o seu favoritismo, com lançamentos exteriores e penetrações que não davam tréguas às congolesas. 38-27 acabou por ser o resultado ao intervalo.

O ASB Makomeno não criava jogadas que dificultassem as acções das moçambicanas, o que fez com que as campeãs nacionais abrissem um fosso diferencial de pontos muito largo. É que, só nos dois últimos quartos, as congolesas apontaram apenas 11 pontos em 22 minutos, enquanto as “locomotivas” faziam 50 pontos, fixando o resultado final em 88-38.

Anabela Cossa foi a jogadora de destaque no jogo, ao apontar 19 pontos, com destaque para cinco triplos, para além de cinco ressaltos e duas assistências. Ingvild Mucauro terminou com 14 pontos, 7 ressaltos e 5 assistências.

 

Jeanne D’Arc do Senegal é o adversário nos quartos-de-final

Para a fase seguinte da Liga Africana de Basquetebol Feminino, o Ferroviário de Maputo já conhece o seu adversário, e não é um mero desconhecido. Trata-se do Jeanne D’Arc do Dakar, que vai defrontar nos quartos-de-final, esta sexta-feira, às 21h00, no pavilhão Marius N’Diaye, no Senegal.

Na fase de grupos, o Ferroviário de Maputo derrotou o seu adversário desta sexta-feira por 34 pontos de diferença, ou seja, 64-30, o que dá algumas esperanças de chegar às meias-finais da competição.

Para chegar a esta fase, as “locomotivas” de Maputo fizeram um registo 100% vitorioso na fase de grupos, em que derrotaram o REG do Ruanda, por 78-74, o Jeanne D’Arc do Senegal, por 64-30, e, esta quarta-feira, o ASB Makomeno da República Democrática do Congo, por 88-38.

No pavilhão Marius N’Diaye, as “locomotivas” procuram garantir a sua nona presença nas meias-finais desta prova, depois de 2006 (Libreville), 2007 (Maputo), 2015 (Luanda), 2016 (Maputo), 2017 (Luanda), 2018 (Maputo), 2019 (Cairo) e 2022 (Maputo).

Caso siga em frente, o Ferroviário de Maputo vai defrontar, nas meias-finais, o vencedor do jogo FAB da Costa do Marfim e APR do Ruanda, este último em que joga Italee Lucas, em jogo agendado para sábado, às 21h00.

As senegalesas apuraram-se para esta fase a eliminar como umas das duas melhores terceiras classificadas entre os três grupos da prova.

As outras partidas dos quartos-de-final são: Al Ahly (Egipto) vs CNSS (República Democrática do Congo), FBA (Costa do Marfim) vs APR (Ruanda) e REG (Ruanda) vs ASVD (Senegal).

eias-finais desta prova, depois de 2006 (Libreville), 2007 (Maputo), 2015 (Luanda), 2016 (Maputo), 2017 (Luanda), 2018 (Maputo), 2019 (Cairo) e 2022 (Maputo).

Caso siga em frente, o Ferroviário de Maputo vai defrontar, nas meias-finais, o vencedor do jogo FAB da Costa do Marfim e APR do Ruanda, esta última onde joga Italee Lucas, em jogo agendado para sábado, às 21:00 horas.

As senegalesas apuraram-se a esta fase a eliminar como umas das duas melhores terceiras classificadas entre os três grupos da prova.

As outras partidas dos quartos-de-final são: Al Ahly (Egipto) vs CNSS (República Democrática do Congo); FBA (Costa do Marfim) vs APR (Ruanda) e REG (Ruanda) vs ASVD (Senegal).

Os mais de 150 professores da Escola Secundária da Manga, que decidiram boicotar a correcção de exames das 10 e 12ª classes, disseram, há dias, que o administrador da Beira faltou à verdade ao afirmar que os mesmos estão a receber, gradualmente, os seus subsídios de horas extras relativos aos últimos dois anos.

Os professores da Escola Secundária da Manga anunciaram, na segunda-feira, o boicote da correcção de exames do nível médio. Os profissionais voltaram a chamar a imprensa para mostrar a sua indignação em relação aos pronunciamentos do administrador da Beira, segundo a qual os subsídios de horas extras de 2023 e deste ano estavam a ser pagos de forma gradual.

Os professores indicaram que alguns colegas estão sem receber subsídios de horas extras desde 2020. A Associação Nacional dos Professores juntou-se a esta reivindicação, considerando que as reclamações são justas.

Os professores ponderam, por isso, não fazer horas extras a partir do próximo ano lectivo, tendo garantido que a sua reivindicação vai continuar até serem pagos.

 

A Polícia da República de Moçambique (PRM) exige a devolução das armas roubadas por supostos protestatários. Segundo o porta-voz do Comando-Geral da Polícia, trata-se de armas subtraídas durante a invasão de subunidades policiais durante os protestos.

A exigência foi feita, nesta terça-feira, por Orlando Mudumane, em conferência de imprensa sobre a situação do país no período pós-eleitoral. 

“Algumas armas que tinham sido roubadas já foram recuperadas. Neste momento, decorrem diligências no sentido de recuperar uma e outra, que ainda estejam nas mãos destes indivíduos malfeitores, porque nenhum manifestante político se atreve a atacar uma unidade ou subunidade policial. Neste momento, estão em curso diligências no sentido de neutralizar esses indivíduos, porque a Polícia da República de Moçambique tem imagens e vídeos que identificam esses indivíduos”, disse.

O porta-voz do Comando-Geral da PRM disse que foram registrados, no último domingo, 69 casos de perturbação da ordem pública no país, que culminaram com a detenção de dez indivíduos.

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