O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros, devido à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo Delgado. Os autocarros de transporte público de passageiros de Montepuez pararam de circular há quase uma semana. O edil de Montepuez, Cecílio Chabane, reconhece o problema e explica que a edilidade tem estado a trabalhar para garantir que haja combustível nos próximos dias.
Além de criar transtornos na mobilidade da população, a paralisação dos autocarros em Montepuez provocou uma onda de desinformação sobre as reais causas do problema. Nesse sentido, a edilidade apela à calma dos munícipes.
Para minimizar o sofrimento da população, o município de Montepuez retomou, temporariamente, o transporte público de passageiros enquanto aguarda o fim da crise de combustíveis.
Montepuez recebeu, neste ano, cinco autocarros, dois dos quais circulam no centro da cidade, enquanto outros dois fazem a rota Balama-Namuno, numa extensão de sessenta quilómetros.
A selecção nacional de futebol feminino, no escalão de sub-17, perdeu e falhou a presença na final do torneio regional do Cosafa, diante do Lesotho, por uma bola sem resposta. As Nyeletinhas sofreram o golo aos 90+3 minutos.
Era a primeira vez que disputava as meias-finais do Cosafa feminino, em sub-17, e havia muita expectativa, principalmente tendo em conta que a adversária era uma Lesotho que havia vencido na fase de grupos.
Para o jogo das meias-finais, as Nyeletinhas tinham a responsabilidade de vingar o afastamento da selecção masculina da mesma categoria, na prova que decorre na vizinha África do Sul.
E até houve muita confiança da parte das meninas de Moçambique, que visitaram mais vezes a baliza adversária, sem, no entanto, haver calma suficiente na hora da finalização.
Aliás, a finalização é dos aspectos a serem melhorados no conjunto nacional, bem como as transições entre a defesa e o ataque, para além da concentração que é exigida nas grandes competições.
A espaços Lesotho também acreditava que era possível vencer o jogo e o equilíbrio foi tomando conta do jogo. Com a partida a caminhar para o seu final, as jogadoras das duas equipas começaram a sentir que o vencedor só seria encontrado na marca das grande penalidades, mas ainda haviam alguns minutos para compensar as paragens.
A juíza do encontro deu dois minutos de compensação e porque Lesotho aproveitou para fazer substituições, houve compensação dos descontos. Quando já passava o terceiro minuto dos descontos, eis que numa jogada mal abordada pela defensiva moçambicana, aparece Nteboheleng Sooane, à entrada da área a rematar para o fundo das malhas.
A guarda-redes moçambicana Graça acabou sendo apanhada de surpresa e só viu a bola caprichosamente balançar as malhas moçambicanas.
Lesotho venceu o jogo e garantiu lugar na final da prova, onde vai defrontar a Zâmbia, que na outra meia-final afastou Madagáscar com vitória por 3-0, com golos de Hellen Banda, Graci Phiri e Mercy Chipasula.
A final feminina entre Lesotho e Zâmbia está marcada para sexta-feira a partir das 11h00 de Maputo.
Angola garante lugar na final masculina
Entretanto, em masculinos, a selecção de Angola, carrasco de Moçambique na prova, após vitória na última jornada da fase de grupos por uma bola sem resposta, garantiu um lugar na final da prova.
No jogo das meias-finais, disputada esta quarta-feira, os palanquinhas não tiveram grandes dificuldades para derrotar a similar do Zimbabwe por duas bolas sem resposta. A selecção de Angola sempre esteve superior no jogo e a sua vitória acabou por não ter nenhuma contestação.
Na final, marcada para esta sexta-feira às 15h00, Angola vai medir forças com o vencedor da meia-final entre Zâmbia e África do Sul, interrompida esta quarta-feira devido a chuvas torrenciais que caíram em Soweto.
Na altura da interrupção do jogo a Zâmbia vencia por duas bolas a uma, sendo que serão jogados apenas os últimos sete minutos do tempo regulamentar e o tempo de compensação.
Alguns cidadãos defendem que o diálogo para a pacificação do país deve incluir figuras influentes de diversas áreas, como antigos presidentes e líderes religiosos.
Muitas vozes ouvem-se em relação à actual crise política que o país atravessa, marcada pelos protestos pós-eleitorais. O diálogo continua sendo a melhor solução para a resolução do problema.
Segundo Amiel Gonçalves, o referido diálogo não deve apenas envolver o Presidente da República, Filipe Nyusi e o candidato presidencial suportado pelo PODEMOS, Venâncio Mondlane, mas sim outros intervenientes.
“O diálogo pode envolver também algumas figuras influentes, como é o caso dos dois antigos presidentes da República, Joaquim Chissano e Armando Guebuza”, sugere Amiel Goncalves.
Mas a lista não termina por aí, sugere também a inclusão de figuras como Oscar Monteiro, Feliciano Gundana, António Hama Thai, Tobias Dai e os líderes religiosos.
Já Pedro Nawela entende que o Presidente da República deve dar o primeiro passo para o diálogo.
“O Presidente da República, na qualidade de pai da nação, tem a autonomia de dar o primeiro passo para o diálogo. Ele deve criar todos os mecanismos de convidar o Venâncio Mondlane onde quer que esteja dialogarem. Acredito que isso vai acontecer nos próximos dias”, anota.
Os quatro candidatos presidenciais são, também, na sua opinião elementos fundamentais na busca de soluções para a paz, razão pela qual devem fazer parte da mesa de diálogo.
O Conselho Constitucional (CC) reuniu-se, nesta quarta-feira, com o partido PODEMOS, para dar a conhecer os detalhes do trabalho em curso sobre o processo de verificação e validação dos resultados das eleições gerais, submetidos pela Comissão Nacional de Eleições, e das actas e editais dos partidos políticos.
De algum tempo a esta parte, o Conselho Constitucional abriu as suas portas para dar a conhecer, a várias personalidades, o seu trabalho.
Nesse contexto, esta quarta-feira, foi a vez do PODEMOS, partido ao qual Lúcia Ribeiro começou por explicar que o processo eleitoral encontra-se numa fase de validação depois de se observar toda a fase do contencioso.
“Aliás, é sabido que, nestes processos eleitorais, o Conselho Constitucional actua, algumas vezes, como única instância e, outras vezes, como última instância”.
“O Conselho Constitucional é a única instância no caso das candidaturas a Presidente da República, das deliberações da Comissão Nacional de Eleições e de deliberações de outros órgãos, que são contestadas ou cujo contencioso corre nos tribunais distritais e depois soube, em recurso, para o Conselho Constitucional”, explicou Lúcia Ribeiro e acrescentou que, este ano, houve vários processos de contencioso eleitoral.
O partido PODEMOS foi o primeiro a receber o convite do mais alto órgão, para a apreciação e deliberação sobre as matérias eleitorais no país. “O critério foi único, o facto do PODEMOS ter maior parte dos processos no Conselho Constitucional. (..) Faremos encontros iguais com os outros partidos, que tenham submetido contenciosos (…)”.
Ao Conselho Constitucional, deram entrada cinco processos de recurso da deliberação de centralização dos resultados das eleições gerais de 09 de Outubro de 2024, pela Comissão Nacional de Eleições.
Os processos em referência, segundo Lúcia Ribeiro, passaram para a fase de validação, o que significa que “a anulação dos processos eleitorais pelo Conselho Constitucional, e de algumas matérias, como por exemplo, a verificação dos assentos, é feita na fase de validação e não na fase do recurso. Ou seja, o próprio Conselho Constitucional não tem a competência de anular eleições na fase dos recursos normais (…), com o entendimento de que quem valida é quem pode invalidar”.
O PODEMOS submeteu actas e editais que ficaram conhecidos como 300 kg em documentos, mas o processo eleitoral não avalia a quantidade ou o peso, mas sim o conteúdo. E, pela “seriedade do trabalho”, não se pode avaliar essa quantidade “em cinco dias”, de acordo com a Presidente do Conselho Constitucional, que garantiu que a verificação foi “província por província”.
“Reparámos que, relativamente à eleição presidencial, tivemos um pouco de tudo, menos Manica (…)”, acrescentou Lúcia Ribeiro.
“O Conselho Constitucional não recebeu, no decurso do contencioso, nenhum processo de contencioso das candidaturas a Presidente da República”, afirmou Ribeiro.
Por sua vez, Albino Forquilha disse que estava satisfeito por ter sido informado sobre o trabalho que o Conselho Constitucional está a levar a cabo para encontrar a “verdade eleitoral”.
Esperava, também, que o Conselho Constitucional incluísse os mandatários dos partidos políticos no seu trabalho de verificação de actas e editais.
A inclusão das partes, segundo Albino Forquilha, permitiria verificar “o processo todo” com o Conselho Constitucional.
“Temos, infelizmente, alguma desconfiança das instituições que gerem esses processos. Se calhar não teríamos este barulho todo”, disse Forquilha.
Professores da Escola Secundária Eduardo Mondlane, na Cidade de Maputo, estão a boicotar a realização dos exames da segunda chamada e correção dos primeiros exames. Já em outras escolas o processo de avaliação decorre sem sobressaltos.
Num ambiente tranquilo e livre de distrações, os alunos da décima e décima-segunda classes realizaram, esta quarta-feira, os exames da segunda chamada.
Foi assim na Escola Secundária Francisco Manyanga.
Os alunos da Escola Secundária Eduardo Mondlane foram transferidos para a Escola Secundária Francisco Manyanga, para realizarem os exames da segunda chamada, pois os professores decidiram boicotar a realização dos exames e a correção das primeiras avaliações.
Já na Escola Secundária da Polana, os alunos foram submetidos aos exames da segunda chamada e todos estiveram presentes.
Naquela escola, os exames da primeira chamada estão a ser corrigidos pelos professores e o processo decorre sem sobressaltos.
A equipa de Geny Catamo começou a marcar pelo internacional moçambicano, mas permitiu a reviravolta belga, somando, assim, a sua quarta derrota consecutiva e comprometendo a passagem para os oitavos-de-final.
O Sporting saiu derrotado da Bélgica, ao perder por 2-1 com o Club Brugge, em jogo da sexta jornada da Liga dos Campeões. Foi a quarta derrota consecutiva para os leões, desde que João Perreira assumiu o comando técnico. Os leões até começaram bem, com um golo madrugador de Geny Catamo, mas permitiu o empate ainda na primeira parte.
Na segunda parte, o jogo ficou dividido, mas os belgas mostraram sempre mais vontade de chegar ao golo, conseguindo fazê-lo aos 84 minutos. Com este resultado, as duas equipas estão empatadas na tabela da Liga dos Campeões, ambas com dez pontos.
Entrada a marcar, saída a sofrer
O treinador do Sporting, João Pereira, foi obrigado a recorrer ao jovem João Simões no “onze” inicial da equipa, para fazer dupla com Morten Hjulmand no meio-campo dos leões, devido a onda de lesões que caracterizam o plantel.
Mas também acabou contando com o regressado Franco Israel para a baliza, para além de Eduardo Quaresma que ocupou o lado direito do trio de centrais.
As complicações para o Sporting começaram ainda antes do apito inicial, com Gonçalo Inácio a sair do onze à última da hora, para dar o seu lugar a Matheus Reis. Contudo, os leões souberam ultrapassar esse contratempo e chegaram à vantagem bem cedo.
Boa jogada de envolvimento do ataque verde e branco com Gyokeres a lançar Maxi que rematou ao poste e, na recarga, Geny Catamo fez o 0-1. Foi o primeiro golo de sempre de um jogador moçambicano na Liga dos Campeões Europeus, o primeiro de Geny, que deu uma boa resposta às críticas após o erro que cometeu em Moreira de Cônegos, na última jornada da Liga Portuguesa.
Mesmo após o golo madrugador, o Sporting continuava por cima no jogo, a pressionar alto e não concedendo muitos espaços ao adversário para sair para o ataque. Com a chegada a meio da primeira parte, o Brugge começou a ter mais bola e mais iniciativa de jogo, contudo, tal não se traduzia em chegadas perigosas junto da baliza de Israel.
Todavia, a equipa da casa contou um pouco de sorte e chegou ao empate à passagem do minuto 24; cruzamento pela esquerda e Tzolis a rematar dentro da área, contando com um desvio em Quaresma para igualar o marcador.
O azar dos leões não se ficou por aqui, já que, na jogada seguinte, Maxi Araújo foi derrubado, alegadamente dentro da área, levando Anthony Taylor a assinalar de pronto grande penalidade. Contudo, o VAR disse que a falta teria sido feita fora da grande área.
O golo acalmou a equipa da casa, que conseguia agora chegar com mais perigo junto da área do Sporting e teve a melhor oportunidade para marcar através de um remate de Skov Olsen que obrigou Israel a aplicar-se. O guardião uruguaio foi novamente chamado a intervir mesmo em cima do intervalo, negando o ‘bis’ a Tzolis com uma bela defesa.
Pouca energia e um balde de água fria
Na segunda parte, os belgas tentaram manter o ritmo do fim da primeira, contudo o Sporting conseguiu conter o ímpeto do adversário, voltando a equilibrar as operações. As duas equipas dividiam o jogo, mas sem o partir, mantendo os blocos baixos no momento de defender e sem dar grandes espaços aos adversários.
Perante esta situação, só os rasgos individuais poderiam desequilibrar e Tzolis tentou isso mesmo aos 59 minutos, rematando com muito perigo após tirar dois adversários do caminho.
Com o avançar do relógio, o Club Brugge foi tendo mais iniciativa, empurrando mais vezes os verdes e brancos para o seu último terço, que agora tinham mais dificuldades para sair em transição. Porém, como fizera antes, a equipa de Alvalade soube suster a ofensiva belga e voltou a ter mais bola e equilibrar a partida, sem contudo criar lances de perigo.
Quem aproveitou foi o Brugge, que deu a volta ao marcador; Vanaken serviu o recém-entrado Nielsen que, na cara de Israel, não falhou e fez o 2-1.
Com este resultado, o Sporting desce para o 12º lugar da tabela, à condição, podendo descer ainda mais, com os resultados verificados nos jogos desta quarta-feira, com os mesmos dez pontos do Brugge, que subiu para 14º.
O Sporting voltou a perder pela quarta vez consecutiva, naquele que foi o pior arranque de um treinador no comando leonino. Este domingo vem o Boavista, para o campeonato português, com o agudizar de incertezas em relação ao resultado.
Facto é que o Sporting continua na luta pelos oitavos-de-final da Liga dos campeões, quer pela via directa, como pelo possível play-off. No campeonato ainda é líder, mas já pressionado pelo Benfica e FC Porto.
A Ordem dos Enfermeiros de Moçambique apela à sensibilidade e ponderação dos actores envolvidos nas manifestações, para facilitarem a circulação dos profissionais de enfermagem, no trajecto das suas casas até às unidades.
Grácio Fenias Guambe, vice-bastonário, da Ordem dos enfermeiros explicou que vários profissionais não atendem aos seus turnos, gerando sobrecarga de trabalho, devido às dificuldades para se fazerem as unidades sanitárias. Guambe disse ainda que é fundamental garantir, de forma contínua, os cuidados de saúde dos cidadãos.
“Reconhecer que o direito aos cuidados de saúde aos cidadãos deve ser garantida de forma contínua, sobretudo, para os pacientes internados e os que se encontram nos serviços de emergência”, explicou.
O bastonário diz ainda que o pedido torna-se urgente e necessário, considerando os numerosos casos de profissionais que não atendem aos seus turnos, “comprometendo a continuidade e o início da prestação de cuidados, nos serviços de urgência”.
A ordem, continuou, destaca que o uso de crachás deve ser reconhecido como identificação válida, para garantir acesso e mobilidade dos profissionais de enfermagem, durante a vigência dos protestos.
Oito pessoas morreram e outras três ficaram feridas, após o desabamento de um prédio de seis andares, na cidade do Cairo, no Egipto, nesta terça-feira. As autoridades locais decretaram a evacuação de residentes em vários edifícios vizinhos.
O edifício, construído na década de 1960, estava sob ordem de reparação desde 1993, segundo um funcionário do distrito de Waili, citado pelo diário estatal Al Ahram, e desabou na tarde de terça-feira, causando a morte de oito pessoas.
Segundo um comunicado do ministério da Saúde do Egito, o edifício de seis andares era residencial, e várias acções foram desencadeadas para socorrer as vítimas após o incidente.
“As equipas de resgate vasculharam os escombros para encontrar feridos ou corpos, os moradores recorreram da ordem, que nunca foi cumprida”, disse o porta-voz do governo, Hosam Abdel Ghafa.
Por precaução, as autoridades evacuaram, de seguida, vários edifícios vizinhos, informou a administração local. Muitos dos edifícios do centro da capital egípcia, datados dos séculos XIX e XX, não foram restaurados. Nos últimos anos, vários ruíram na Grande Cairo por sua deterioração e descumprimento de normas de planejamento e construção.
A selecção feminina de futebol do nosso país defronta, esta quarta-feira, a similar do Lesotho, em partida das meias-finais do torneio Cosafa no escalão de sub-17. É a segunda meia-final da prova, que terá no embate entre Madagáscar e Zâmbia, a outra meia-final
Uma caminhada cheia de sucessos continua a acompanhar a selecção feminina de Moçambique no regional da Cosafa, em sub-17, prova que decorre na vizinha África do Sul.
Depois de ter feito o pleno na fase de grupos, onde somou por vitórias os três jogos disputados, as Nyeletinhas, como é chamada a selecção feminina de sub-17, entra para a fase do mata-mata, esta quarta-feira.
As adversárias das moçambicanas são as meninas do Lesotho, selecção que terminou em segundo lugar no grupo A, o mesmo das Nyeletinhas, com seis pontos, frutos de duas vitórias e uma derrota.
A selecção de Moçambique iniciou a fase de grupos com uma goleada das antigas, imposta às Comores, por 5-0, com dois golos de Teresa Gogolo, um de Ana Armando, Judite Cumbi e Victoria Tennyson, respectivamente.
Seguiu-se então a Eswatini, onde as meninas de Moçambique enfrentaram algumas dificuldades, terminando a vencer por duas bolas a uma, com Fátima Houana e Teresa Gogolo a marcarem os golos de Moçambique.
Na terceira e última jornada, que decidia a qualificação às meias-finais, com o adversário directo, Lesotho, mais dificuldades surgiram, com um resultado quase enganador, após Ana Armando e Victoria Tennyson apontarem os golos da vitória por duas bolas sem resposta.
Liderança garantida e com distinção, somando três vitórias, nove golos marcados e apenas um sofrido, se destacando como a melhor defesa da prova.
Esta quarta-feira será o teste de fogo, novamente diante do Lesotho, pela segunda vez consecutiva, com aspirações de chegar à final da prova pela primeira vez na história, depois do feito de chegar às meias-finais, também pela primeira vez.
Madagáscar, Zâmbia e Lesotho avançam para as “meias”
Na vibrante competição do torneio Cosafa Sub-17 em feminino, a emoção atingiu o auge com a conclusão da fase de grupos da prova, na última segunda-feira.
Madagáscar, com uma exibição notável, garantiu o seu lugar nas meias-finais, surpreendendo as campeãs em título, a África do Sul, com uma vitória crucial de 1-0 no Grupo B. Oliva Rasoamanantena foi a heroína do dia ao marcar o único golo da partida no primeiro tempo, levando Madagáscar à sua primeira aparição na fase do mata-mata desta categoria.
Ainda no Grupo B, o Malawi encerrou sua participação com uma vitória de 6-1 sobre a Namíbia, proporcionando um final orgulhoso no torneio. Destaques para Emily Samuel, que abriu o marcador, e Jean Fyson, autora de um hat-trick.
Já no Grupo C, a Zâmbia demonstrou seu poderio ao golear Maurícia por 10-0, com Masela Sekeseke a brilhar, depois de marcar quatro golos. A capitã Mercy Chipasula contribuiu com dois golos, enquanto Natasha Nkaka também fez o bis.
No outro jogo do Grupo C, o Botswana superou o Zimbabwe por 3-1, garantindo o segundo lugar no grupo, insuficiente para chegar às meias-finais da prova.
Madagáscar e Zâmbia abrem a disputa das meias-finais, esta quarta-feira, a partir das 11h00 de Maputo, seguindo do embate entre Lesotho e Moçambique, na decisão da final inédita da prova.
As finalistas do ano passado, África do Sul, que acabou vencendo a prova, e Zâmbia, ficaram pelo caminho na competição.
O Ferroviário de Maputo somou a sua segunda vitória na Liga Africana de Basquetebol Feminino após vencer o Jeanne D’Arc do Senegal, por 64-30, em partida a contar para o Grupo C. As “locomotivas” de Maputo voltam a jogar nesta quarta-feira para a terceira jornada da prova.
Depois da vitória sobre o REG do Ruanda na primeira jornada, as meninas do Ferroviário de Maputo foram mais demolidoras na segunda jornada da Liga Africana de Basquetebol.
Diante do Jeanne D’Arc do Senegal, a demolição começou logo cedo, quando terminaram o primeiro período com 17 pontos de diferença: 20 a 03 a favor das moçambicanas.
No segundo quarto do jogo, as pupilas de Nasir Salé baixaram de intensidade e marcaram apenas 16 pontos, permitindo 15 pontos das senegalesas, terminando. No fim da primeira parte, o resultado era de 36-18.
Nasir Salé aproveitou a diferença pontual para rodar ainda mais a equipa, dando mais oportunidades para todas as jogadoras entrarem na quadra, o que teve influência no resultado do terceiro período, que terminou com 46-26.
No quarto quarto e a ritmo de treino, as “locomotivas” marcaram 18 pontos contra apenas 4 das senegalesas, terminado o jogo com vitória folgada de 34 pontos de diferença, ou seja, 64-30.
A americana Destiny Pitts foi um dos destaques das “locomotivas”, ao anotar 12 pontos, seguida de Ingvild Mucauro, que anotou 11 pontos e ganhou 8 ressaltos.
Ferroviário de Maputo volta a entrar em cena esta quarta-feira para defrontar o ASB Makomeno, da República Democrática do Congo, a partir das 17 Horas de Maputo.
No final do jogo diante do Jeanne D’Arc do Senegal, o técnico locomotiva, Nasir Salé, lamentou o facto de haver fraca participação das equipas da Zona VI, da qual o Ferroviário de Maputo faz parte, o que acaba por dar menos rodagem e competitividade às equipas que vão a competições continentais.
É que somente equipas de Moçambique e de Angola é que participam regularmente nas competições interclubes ao nível continental, o que não dá muitas possibilidades de conquistas para essas equipas.
Já Sílvia Veloso realçou o facto de a equipa estar focada na conquista da prova, destacando que o objectivo é enfrentar as equipas candidatas a vencerem a prova, como é o Sporting Clube de Alexandria do Egipto, com alguma tranquilidade e determinação.
Para tal, segundo Veloso, é importante que o grupo aproveite esta fase de grupos para encontrar coesão, conhecer-se ainda mais e aproveitar o facto de estarem juntas há muitos anos para conseguirem atingir o objectivo traçado para esta participação.
As “locomotivas” de Maputo lideram invictas o Grupo C, com duas vitórias em igual número de jogos, perfazendo quatro pontos, mais um que o REG do Ruanda e o Jeanne D’Arc, que somam uma vitória e uma derrota cada, enquanto o ASB Makomeno, próximo adversário das “locomotivas”, nesta quarta-feira, é lanterna vermelha com dois pontos, após somar duas derrotas.
A Liga Africana de Basquetebol em femininos decorre no Dakar, Senegal, até ao próximo dia 15 de Dezembro corrente.