Adélia Macucule defende soluções adaptadas às mudanças climáticas para reforçar a produção de alimentos e desafia jovens a transformarem a agricultura numa fonte sustentável de rendimento.
A Primeira Secretária do Comité Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, defendeu esta quarta-feira, no distrito de Funhalouro, uma mudança de paradigma na produção agrícola, sustentando que o combate à insegurança alimentar passa pela adopção de soluções inteligentes, resilientes e ajustadas às novas condições climáticas que afectam a província.
A dirigente falava durante o encontro que marcou o arranque da sua visita de trabalho ao distrito, uma das zonas mais vulneráveis aos efeitos das secas cíclicas e da irregularidade das chuvas, fenómenos que, nos últimos anos, têm condicionado a produção agrícola e agravado a vulnerabilidade de milhares de famílias.
Perante dirigentes locais do partido e membros do Governo distrital, Adélia Macucule defendeu que a agricultura em Funhalouro deve evoluir para um modelo mais adaptado às características agroecológicas do território, privilegiando culturas compatíveis com o tipo de solo, a disponibilidade de água e o comportamento climático da região.
Na sua intervenção, considerou que a produção de alimentos deve deixar de depender exclusivamente dos modelos tradicionais de cultivo e passar a incorporar práticas agrícolas mais resilientes, capazes de garantir colheitas mesmo em períodos marcados pela escassez de precipitação.
Para a dirigente, a resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas exige inovação, capacidade de adaptação e um maior aproveitamento das potencialidades locais, transformando a agricultura numa actividade economicamente sustentável e suficientemente robusta para assegurar o sustento das famílias.
Um dos eixos centrais da mensagem de Adélia Macucule foi dirigido à juventude. A Primeira Secretária apelou aos jovens para que encarem a agricultura como uma oportunidade de criação de emprego e geração de rendimento, defendendo o aproveitamento sustentável dos recursos naturais disponíveis no distrito.
Segundo afirmou, o auto-emprego continua a representar uma das respostas mais eficazes para reduzir o desemprego juvenil, sobretudo em distritos predominantemente rurais como Funhalouro, onde a terra permanece como um dos principais activos económicos.
A dirigente incentivou igualmente os jovens a desenvolverem iniciativas inovadoras ligadas ao sector agrário, apostando na diversificação da produção, na adopção de tecnologias apropriadas e na valorização das cadeias de valor agrícolas, como forma de aumentar o rendimento das famílias e dinamizar a economia local.
A visita de trabalho enquadra-se na estratégia da Frelimo de reforçar o acompanhamento político e social das comunidades, através do contacto directo com a população e as estruturas locais do partido.
Durante a sua permanência em Funhalouro, Adélia Macucule deverá manter encontros de auscultação com diferentes grupos sociais, líderes comunitários e outras personalidades influentes do distrito, com o objectivo de recolher preocupações, identificar os principais desafios enfrentados pelas comunidades e acompanhar a implementação das políticas públicas ao nível local.
Espera-se que os encontros permitam recolher contribuições para o reforço das estratégias de desenvolvimento do distrito, com particular incidência sobre a produção agrícola, a segurança alimentar, a criação de oportunidades para a juventude e a adaptação das comunidades aos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.
A aposta numa agricultura resiliente surge numa altura em que Funhalouro continua a enfrentar desafios estruturais relacionados com a variabilidade climática, tornando cada vez mais necessária a adopção de práticas agrícolas capazes de garantir produção sustentável e maior resistência aos períodos de seca que afectam regularmente aquela região do interior da província de Inhambane.
Duas pessoas foram baleadas, na Avenida Romãos Fernandes Farinha, após um breve comício feito por Venâncio Mondlane.
Depois de aterrar no Aeroporto Internacional de Maputo, Venâncio Mondlane seguiu em marcha, acompanhado por milhares de pessoas, pela Avenida Acordos de Lusaka, uma marcha que desaguou no mercado estrela, onde Mondlane, em cima de uma viatura, proferiu algumas palavras.
O momento não foi longo, porque, depois disso, Venâncio Mondlane retirou-se do local. No entanto, segundo testemunhas, as pessoas continuaram aglomeradas e a polícia interveio para dispersar os que ali estavam.
Na sequência da acção da polícia, duas pessoas foram vítimas de baleamento e foram socorridas por uma clínica privada, que se encontra no local.
A unidade hospitalar não quis prestar declarações, mas um segurança do local confirma que deram entrada dois pacientes.
Po: Eduadro Quive
Moçambique está a viver um período que pode influenciar a transformação social e política. Ao que tudo indica haverá um país antes e um depois de 23 de Dezembro de 2024. Na verdade, a viragem terá se verificado com a morte do rapper Azagaia, a 9 de Março de 2023 que mobilizou vários extratos sociais e principalmente a juventude urbana, esta que agora lidera a contestação do processo eleitoral e,
por conseguinte, por um Estado Social.
Basta recordarmos o cenário vivido no velório do músico, a 15 de Março, com a cidade de Maputo praticamente paralisada com as pessoas a fazerem o cortejo fúnebre, desde a Praça da Independência até ao Cemitério de Michafutene. E ao longo do trajecto que embora forçado pelas autoridades que impediram que o corpo seguisse pela Julius Nyerere, supostamente por ser uma zona sensível, por a Presidência da República estar naquela avenida, as pessoas iam ficando paralisadas, prostrando-se ao corpo de Azagaia que entretanto desfilava a Avenida de Moçambique, a maior do país, com direito a escolta policial como se de um alto dirigente se tratasse ou… um criminoso
Basta recordarmos depois das manifestações que ocorreram sobre a égide da música "povo no poder" e a mensagem da liberdade de expressão, no dia 18 de Março, que culminou com o uso de força
excessiva da polícia sobre os manifestantes, com cães, gás lacrimogêneo, porrada e balas, uma das quais que tirou os olhos direitos a Inocêncio Manhique e Marcos Amélia.
Assim nascia o que passou a ser chamada Geração 18 de Março (2023), em meu entender, não só pelo sucedido nessa data, mas em paralelo com a Geração 8 de Março (1976), quando um grupo de jovens foi enviado para o estrangeiro numa missão estudantil que formaria os primeiros quadros para actuar em várias frentes do Estado Moçambicano que então se fundava após a independência.
Só depois emerge Venâncio Mondlane e todo este movimento que assistimos hoje. Antes houve a novela das eleições autárquicas de Outubro de 2023, onde depois de registo de fraude documentada, Mondlane iniciou uma onda de protestos que também paralisaram a cidade capital, com a repreensão de costume.
Que VM7, como se apelida, é um homem carismático, que não vem da tradicional política já se sabia. Mas é preciso reconhecer que a onda de insatisfação sobre os dois maiores partidos que sempre disputaram o poder entre si, era grande e gerou uma espécie de pacto da população, em que votaria em qualquer um que não fosse desses dois partidos. VM7 leu o cenário e emergiu em meio ao caos político. E o grito unificador passou a ser precisamente o que foi cantado por Azagaia, este que se inspirou em Samora Machel: Povo no Poder. A esse slogan, aplicou-se-lhe o sentido de pertença e amor à pátria: Este país é nosso. Coincidência, talvez, com um adágio popular Maconde xilambo axi xettu.
Feito o rescaldo, podemos escutar as vozes na rua e concluir que há muito que estas manifestações deixaram de ser unicamente sobre os resultados das eleições presidenciais, legislativas e para governadores provinciais. As muitas vozes que andam nas ruas reclamam um pouco de tudo, de Rovuma ao Maputo, o que podemos resumir em dois aspectos: a qualidade dos políticos e a efectivação de um Estado Social. É no último aspecto que se pensa ainda mais o fardo.
Há muito que se sente que o Estado se distanciou das suas responsabilidades com a população, sobretudo a mais pobre e vulnerável. E engana-se quem pensa que os governantes não se aperceberam disso. Basta contarmos o número de vezes que se viu o Presidente da República a abrir torneiras com direito a fitas decorativas, champanhe e uma cobertura mediática em cadeia nacional. Um país em que abrir fontes de abastecimento de água faz manchete diz muito da sua realidade. Há problemas sérios no acesso a serviços básicos, as pessoas têm de meter os pés nos rios, ceifar excrementos de animais e tirar água para beber; as pessoas têm de percorrer quilómetros para ter acesso a serviços de saúde, sendo que estes, na sua maioria, funcionam no horário normal de expediente nas repartições de Estado, das 7h30 às 15h30, e quase sempre faltam medicamentos; a electricidade para todos é uma miragem; a educação tem se resumido ao debate sobre salas de aulas (que são árvores), o livro escolar que nunca chega – e se chega tem erros graves – e a falta de pagamento aos professores. Podemos parar por aqui porque a lista é extensa.
Ora, se a rede hospitalar pública não chega para todos, sobretudo os mais necessitados, e tem a limitação horária dos gabinetes dos ministérios, o que acontece com quem ousa ficar doente fora das horas? Fora dos centros urbanos grande parte da responsabilidade fica para os saberes tradicionais, dos curandeiros e das pessoas vividas, que foram aprendendo a curar enfermidades através de ervas, com seus avós, suas mães e anciãos. Na cidade, a tarefa fica com as farmácias onde só dizemos o que sentimos e empurram-nos para uma medicação conveniente. E quando essas alternativas falham, agrava-se o estado de saúde, e vamos na boleia de uma camioneta para os hospitais centrais ou gerais, percorrendo quilómetros em estradas de terra batida ou com buracos assassinos, morrer é o caminho menos tortuoso.
A Educação vai caindo em desgraça. O ensino público, principalmente o nível básico (1a a 6a classe) foi se afundando ano após ano. Nos últimos anos apenas escalamos o cúmulo da desolação. Se por um lado parece se ter vencido o desafio de quase em cada bairro ou aldeia ter uma escola primária, não se pode dizer o mesmo sobre a aprendizagem, o livro escolar e a infraestrutura. Antes utilizei
uma afirmação de Ungulani Ba Ka Khosa, que para além de um grande escritor foi professor em tempos do socialismo, que se refere ao estado da educação pelo que se vê e escuta no discurso do governo –
construção de salas de aulas. Mas vamos ao verdadeiro problema: a escola pública deixou de ensinar com qualidade em grande parte do país; os professores já andavam desmotivados pelas condições de
trabalho, mas o circo melhorou com a falta de materiais de apoio para o aluno; o livro escolar que quase sempre não chega para todos e, de repente, nos últimos dois anos chegou no meio do ano (em 2024 foi
destruído no último trimestre do ano lectivo). O livro sempre tem erros graves. Entretanto a educação avança, com construções de salas de aulas que nas chuvas seguintes vão logo abaixo, com os alunos no seu
normalíssimo relento. As consequências imediatas e que directamente são associadas ao mau processo de formação são as admissões nas universidades ou ainda, cada vez mais recorrente, admite-se mesmo
assim os estudantes com dificuldades e depois o problema vai se ver lá à frente. Foi notícia em 2021 a reprovação em massa de candidatos a magistrados, no Centro de Formação Jurídica e Judiciária.
Os males que resultam da má Educação e nada focada no Desenvolvimento Humano, aliado a uma governação reactiva, andam à vista de todos. Quando chega a época chuvosa e eclode a cólera em muitas comunidades acredita-se que os produtos usados para purificar a água é que causam a doença. Pois é, a população sempre partilhou a água com os animais ou retiram a água dos poços, do nada elas vêem pessoas a vir das cidades, deixadas nas sedes dos distritos de viaturas de alta cilindrada, com detergentes para meter na sua água. E depois a cólera simplesmente não acaba e as pessoas continuam a adoecer.
Ir ao lar continua a ser a maior oportunidade de singrar na vida para as famílias, com as raparigas a terem de entrar no jogo do prestígio de toda a rede familiar, engravidando e casando cedo.
Os rapazes continuam a ver oportunidades nas ruas, às vezes em actividades criminosas. Mesmo formados e capacitados, as oportunidades de emprego são escassas ou precárias, até para os que veem as multinacionais a instalarem-se nos seus distritos. Muitos foram os que imigraram para Maputo na ilusão de que as coisas sejam melhores aí, mas depararam-se com uma precariedade que está em
níveis tão escandalosos como os ricos e endinheirados em 24 horas, que se exibem nas redes sociais e nas avenidas. Pensemos nas pessoas que armaram barricadas e cobraram uma taxa para passagem, e
lembremos dos homens que se sobrepõem às autoridades municipais na cidade e cobram também pelo estacionamento e guarnição das viaturas? Sabemos todos o que acontece com quem ousa desafiá-los,
mas preferimos fingir que damos-lhes os 10 meticais como uma contribuição para as suas vidas miseráveis ou por uma troca de serviços sem termos e condições nem direito a recusa.
E não é que tinha dado nas modas ver jovens e adultos a exigir a sua «parte» do país ou a pedir as «chaves» para abandonar o país à procura de oportunidades no estrangeiro, num tom claro de não vislumbre de um horizonte e perspectiva de vida nas condições sociais actuais, mas também da frustração com as lideranças políticas, muitas vezes falaciosas, pouco dadas a cumprir com as promessas.
Em suma, assistiu-se a um Estado Social falhado, onde as diferenças foram crescendo a olhos vistos, sem um atendimento adequado a quem vivem com maiores carências, sem proteger os cidadãos, muito menos promover a igualdade de oportunidades para todos.
No meio disso, as igrejas foram se multiplicando, sendo as instituições mais presentes no país, em terra, na televisão e nas redes sociais. Elas passaram a expor-se como o alento e a esperança das pessoas. Expulsam demônios, purificam as almas e mostram a luz no fundo do túnel. Curam as doenças espirituais e a dor física, com as suas poções mágicas e orações que não cessam de dia e de noite. Nas cidades o cenário é pior, há leilões de arrendamentos de cubicos entre a igreja e a barraca, como na luta titânica entre o diabo – álcool, drogas – e os anjos – a palavra dos pastores e profetas. Os cultos são de hora em hora, mais as horas extras que os pastores(as) fazem acompanhando a vida privada dos fiéis, que contam-lhes tudo e mais alguma coisa do que lhes acontece. O emprego, os negócios, a saúde, a segurança (pois que com Deus não há mal que vença), as relações amorosas, a procriação, e em tudo, passou-se a confiar à “mão de Deus”. E, claro, tudo isso contando que se entregue a décima parte de rendimentos que as pessoas mal conseguem ter.
A igreja ocupa espaços do território moçambicano que nem o Estado alcança, fazendo elas, o que muitas vezes devia ser o outro a fazer. O verdadeiro poder, hoje, está no “evangelho” e “profecias” que, por exemplo, no que a escola ensina e no tratamento hospital. Hoje, as histórias de sucesso são contadas em programas de televisão, pois as igrejas são os melhores clientes das emissoras, com testemunhos de
pessoas que abandonaram tratamentos que “não resultavam” pelo poder do “espírito santo” ou então prosperaram nos negócios, tiveram empregos, resolveram situações complicadíssimas, injustiças ou
feitiçaria, problemas em conceber e as tradições dos cônjuges.
Pois, mais uma vez, não tenhamos ilusões, também isso os políticos e governantes sabem, basta ver que todos vão às igrejas para pedir voto e receber o poder do "espírito santo" para alcançar o poder sobre o povo e governar. Não é atoa que a imagem da veneranda juíza presidente do Conselho Constitucional “viralizou” nas redes sociais quando colocada no contexto das vésperas da proclamação dos resultados das últimas eleições, como se de uma decisão entre o bem e o mal, se tratasse. Escusado será fazer menção que os últimos presidentes da Comissão Nacional de Eleições eram líderes religiosos. Mais ainda, organizações religiosas fazem observação eleitoral. E porque sempre vale a pena, podemos recorrer ao próprio governo que está a cessar as funções que têm um Ministério da Justiça, Assuntos Religiosos e Constitucionais, será para garantir a laicidade do Estado?
E no meio disso tudo percebemos que, de facto, quem tem fé não está errado, parece que vai precisar-se de um autêntico milagre para que saiamos da encruzilhada em que estamos ou da coragem dos homens de bem para que não seja a sorte a ditar a nossa sina. Certo é que o próximo ciclo de governação carrega o grande peso de descer às profundezas dos problemas e fazer uma abordagem que não seja sob pressão de cortar fitas, fazer fotos e “postar” nas redes sociais para o povo ver que fez. Sobre o que fazer, as ideias vêm de todos os
lados e este é o momento de se ver com os olhos de ver.
Para não fugir a regra da piada facebookiana que nos retira o direito à reflexão, P.S: isto não é sobre igrejas.
O Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuvas moderadas a fracas até sábado e chuvas fortes no domingo e segunda-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia diz ainda que as temperaturas vão subir em quase todo o país com excepção das províncias de Tete e Niassa.
Depois das fortes chuvas registadas na passada quarta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuvas moderadas a fracas, para os próximos dias.
“Neste momento, a chuva está a abrandar, mas vamos continuar com focos de chuvas moderadas, fracas a moderadas. Isso vai continuar hije, amanhã, até sábado, com chuvas moderadas”.
Mas o cenário poderá mudar entre domingo e segunda-feira, com a previsão de chuvas fortes.
“No Domingo, devido a um sistema de crista que vai entrar em Maputo, vão se registar chuvas moderadas a forte, assim como na segunda-feira também. Esses dois dias são dias de chuva para Maputo, Gaza, assim como para sul da província de Inhambane”.
O INAM também prevê uma subida de temperatura para quase todo o país com excepção das províncias de Niassa e Tete.
“Regista-se uma subida de temperatura, em quase todo o país. Estamos a falar de 33 a 37, excepto a província de Niassa, onde a temperatura será baixa, estamos a falar de 23, 24, 25 graus. E de hoje para amanhã a província de Manica vai registar temperaturas baixas, assim como a província de Tete, mas depois de amanhã, em todas estas províncias, a temperatura volta a subir”.
Pescadores do distrito de Vilankulo, em Inhambane, estão de costas voltadas com o Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto e exigem que sejam autorizados a pescar dentro da área de conservação. Os pescadores chegam até a acusar o parque de contribuir para a criação de tubarões que atacam pescadores daquela região.
São membros de várias comunidades pesqueiras de Vilankulo que amotinaram-se diante da administração do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto. Eles exigem que as autoridades acabem com a interdição de pesca na área de conservação e permitam que todos pescadores possam capturar mariscos dentro dos limites do parque.
“Onde pescávamos com os nossos pais, agora é proibido. O parque foi fechado e nós aceitámos, e colocaram limites para nós, de Vilankulo, não pescarmos”, disse um dos pescadores.
“A área do parque tem de ser no alto mar, não aqui, porque o povo atravessa todos os dias entre Benguerra e Bazaruto. Proíbem-nos de pescar aqui, por 5 quilómetros. É justo isso?”, questionou um outro pescador.
A administração do parque de Bazaruto diz que recebeu as preocupações dos pescadores e encaminhou às entidades competentes para chegar a uma solução.
Uma das exigências dos pescadores é caçar o tubarão que está a fazer vítimas, e o parque quer monitorar de perto essa caça ao animal.
Os pescadores chegaram a ameaçar os colaboradores do parque e foi necessária intervenção policial para a dispersão dos mesmos.
A província de Manica já inscreveu mais de 81 mil alunos novos ingressos da primeira classe. O número corresponde a cerca de 80 por cento de um total de 108 mil.
Até o dia 31 de Dezembro de 2024 a província de Manica devia inscrever 108 mil alunos da primeira classe. Mas a meta falhou, tendo a cidade de Chimoio como uma das que contribuiu para essa estatística, com apenas 30% dos inscritos.
O governo não quer que nenhuma criança fique fora do sistema de ensino, por isso continua a inscrever até que a meta seja alcançada.
Dezenas de cidadãos amotinaram-se em frente às instalações de uma fábrica de produção de arroz, em Xai-Xai, para exigir a redução do preço de arroz, que subiu de 1410 para 1800 meticais.
A província de Gaza regista escassez de produtos alimentares, principalmente do arroz, em consequência de saques de vandalismo nos dias de protestos pós-eleitorais.
A Wambao, empresa que produz e vende arroz em Gaza, agravou o preço de 25 quilos deste cereal, de 1410 para 1810 meticais, na terça-feira, o que não agradou a população.
Em resposta, o governo mandou encerrar a firma para investigar o caso. A instituição criou uma comissão de trabalho para, em uma semana, apurar as causas do agravamento do preço do arroz pela Wambao.
As tensões estão a aumentar entre a Argélia e o Mali devido às alegações de interferência de Argel nos assuntos internos do Mali.
A cisão foi provocada por comentários do ministro das Relações Exteriores da Argélia, Ahmed Attaf, opondo-se aos planos do Mali de reclassificar certos grupos separatistas do norte, incluindo signatários do Acordo de Argel de 2015, como organizações terroristas. Attaf enfatizou que esses grupos devem permanecer como interlocutores-chave nas negociações de paz e insistiu que “uma solução militar não é a resposta”.
O Mali, no entanto, percebe essas declarações como uma intrusão em sua soberania, tensionando um relacionamento já complexo.
As duas nações têm visões opostas sobre como lidar com o conflito no norte do Mali, com a Argélia defendendo o diálogo e o Mali cada vez mais favorecendo a ação militar.
Populares invadem espaço que é reserva dos Aeroportos de Moçambique, no bairro George Dimitrov, também conhecido como Benfica, na Cidade de Maputo, sob alegação de ser um espaço já há muito abandonado e que serve de “palco”, para a prática de todo o tipo de crimes.
Mais um caso de usurpação de terra na cidade de Maputo. Com recurso a uma fita métrica, a população divide, entre si, um espaço que afirmam estar desde os anos 90 abandonado. A cada um é dado um espaço de 15/30 metros e dizem estar a deixar espaços para a construção de igrejas, postos policiais e outras infraestruturas.
Tânia Cumbe conta que recebeu uma chamada, na tarde de ontem, para informar que havia divisão de terrenos na zona do aeroporto. “Cheguei aqui às 16, entreguei nome e depois disseram para voltar hoje às quatro horas. Cheguei às 4.30 (…) chamaram nossos nomes, mas até agora ainda não recebemos nenhum terreno”.
Tânia conta que no momento em que chegou havia um responsável pela divisão de espaço, mas desapareceu e, agora, aguarda por uma resposta. Diz ainda que a ocupação do espaço deve-se ao longo período em que o mesmo ficou abandonado.
“Esse espaço é de há muito tempo, aqui está cheio de ladrões e jovens daqui aproveitam as mulheres. Até às 18 horas, aqui já não se passa, violam pessoas e roubam celulares. Por isso, dizem que esse espaço deve ser ocupado e ser casa de pessoas”, partilha a entrevistada.
Lucas Samuel também tem esperança de conseguir um espaço. Conta que desde as quatro horas do dia de hoje está à espera de receber o seu terreno. Entretanto, não sabe quem está a fazer a distribuição dos espaços. “Lá do outro lado dizem que estão à espera da resposta da base aérea. Aqui deste lado, não sei. Não sei se é chefe do quarteirão que deu a ordem ou não”.
O espaço é também usado por moradores locais para o cultivo de alimentos. Melina Mangue partilha que tem uma machamba naquele local desde 1992, e tem conhecimento que o local pertence à meteorologia. “Pedi a um guarda que estava aqui da meteorologia, cedeu-me aquele espaço e eu comecei a cultivar para ter qualquer coisa de sustento na minha casa. E, agora, eu estava em casa e minha vizinha chamou-me para dizer que estão a levar a minha machamba”.
Melina tem dúvidas em relação aos métodos que estão a ser usados para a divisão do espaço, mas também reclama da criminalidade no local. “Eu não sei se isso aí dá ou não, porque eu sei que o espaço é da meteorologia, mas aqui criminalidade também tem. De noite, não se passa”.
Mais de 30 mil pessoas estão sob ordens de evacuação, na zona de Pacific Palisades, em Los Angeles, depois de um incêndio florestal, provocado por ventos extremos ter devastado a área durante a noite de ontem.
Um incéndio florestal ficou fora de controlo, esta terça-feira, em Los Angeles, na Califórnia, crescendo de oito para mais de 1.200 hectares em apenas algumas horas.
Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas e cerca de 13 mil edifícios estão no caminho do fogo, segundo as autoridades locais.
Prevê-se que os ventos aumentem durante a noite desta quarta-feira, num fenómeno que o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos da América advertiu poder ser um dos mais fortes e com maior risco de vida a atingir o sul da Califórnia em mais de uma década, o que levou as autoridades a declarar um estado de emergência.
O Presidente cessante dos EUA, Joe Biden, disse estar a comunicar com as autoridades estaduais e locais e ofereceu toda a assistência federal necessária para ajudar a suprimir o incêndio de Pacific Palisades.