O sector da saúde recuperou apenas 5100 unidades de antimaláricos, dos mais de 844 mil roubados em Novembro do ano passado, na Província de Maputo. A Central de Medicamentos diz que os fármacos continuam a circular de forma ilícita no país e alerta para os riscos à saúde da toma sem prescrição médica.
Em Novembro do ano passado, a STV reportou a detenção de alguns indivíduos, por envolvimento no roubo de medicamentos equivalentes a 42 milhões de meticais.
Parte dos fármacos já foram recuperados pelo sector da saúde, mas não equivalem nem à metade do que foi subtraído.
“O que nós tivemos como desvio, em termos de tratamentos, quando nos referimos a antimaláricos, nós tivemos o desvio de 844 860 tratamentos, para verem que é uma quantidade de medicamentos para muita gente. Cada tratamento é para uma pessoa. Então, estamos a dizer que o que foi desviado neste armazém foram 844 660. Destes, nós só conseguimos recuperar 5100 tratamentos. Então, estamos longe da quantidade que foi desviada, e esse desvio alimenta não só o mercado nacional”, explicou Noémia Escrivão, directora da Central de Medicamentos.
Os medicamentos foram encontrados em Chimoio, com destino a Malawi, para efeitos de venda.
“Nós já tivemos informação dos inspectores, da autoridade reguladora, de comunicação de outras autoridades reguladoras dos países vizinhos, que em algumas situações inspectivas apreendem medicamentos vindos de Moçambique. Então, é preciso que todas as entidades fiscalizadoras também apertem o cerco, porque a saída destes produtos é pelas nossas fronteiras. Então, nós todos temos um trabalho aqui muito importante de controlar aquilo que nós temos como medicamentos para o Serviço Nacional de Saúde.”
A não localização das mais de 839 mil unidades de antimaláricos, ainda em parte incerta, poderá trazer mais constrangimentos à saúde, numa altura em que o sector já se depara com problemas de escassez de medicamentos nas unidades sanitárias.
“O constrangimento maior é a falta de tratamento para as pessoas. As pessoas vão, os pacientes vão às unidades sanitárias e chegam lá e não encontram os produtos, porque foram desviados. Neste momento, ainda temos antimaláricos para suprir esta fase, mas nós estamos a entrar numa fase de chuvas, é a altura de pico da malária. O desvio de antimaláricos é danoso para o nosso Sistema Nacional de Saúde.”
Em conexão com o roubo de medicamentos, estão detidos seis indivíduos, alguns dos quais funcionários da Central de Medicamentos, na Machava, Província de Maputo.
Organização da sociedade civil Kóxukhuro, com sede na cidade de Nampula, diz que morreram 38 pessoas nos confrontos entre a Polícia da República de Moçambique e os garimpeiros, no distrito de Mogovolas. A organização relata ainda terem havido 13 feridos devido aos confrontos.
A acusação foi feita esta segunda-feira, em conferência de imprensa, após a Polícia da República de Moçambique ter anunciado a morte de sete pessoas durante um confronto entre a corporação e garimpeiros ilegais no regulado de Maraca, posto administrativo de Yuluti, distrito de Mogovolas em Nampula.
Segundo a Kóxukhuro, os números partilhados pela polícia não correspondem à realidade no terreno, tendo afirmado que os números de mortos é de 38 pessoas, para além de outras 13 que ficaram feridos.
A organização da sociedade civil afirma que as vítimas mortais não possuíam cartões partidários, contrariando informações anteriormente divulgadas pela PRM, segundo as quais haviam membros de partidos políticos da oposição em Moçambique, com destaque para o delegado do PODEMOS naquele distrito.
Por outro lado, a organização Kóxukhuro garante que já está a recolher provas com vista à responsabilização criminal dos agentes alegadamente envolvidos.
A nossa equipa de reportagem contactou a Polícia da República de Moçambique para reagir a estas novas informações, mas até ao fecho desta edição, na noite desta segunda-feira, não se mostrou disponibilidade.
No entanto, em contacto telefónico o Chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial reiterou os números de mortos anunciados na semana passada, nomeadamente de sete pessoas.
A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa considera que Alfredo Cepeda Gamito, falecido domingo último em Maputo, vítima de doença, foi uma figura ímpar da história política, administrativa e parlamentar de Moçambique, cuja partida deixa um vazio difícil de preencher nos corações de todos quantos com ele privaram, aprenderam e caminharam.
Em mensagem emitida esta segunda-feira, dia 5, por ocasião do infortúnio, Talapa acrescenta que Alfredo Gamito foi mais do que um servidor público exemplar. ʺFoi um homem de rara nobreza de espírito, dotado de uma humanidade profunda, de uma escuta atenta e de palavras sempre sábiasʺ, disse, vincando que Gamito distinguia-se pela serenidade, pelo equilíbrio e pela capacidade de trilhar caminhos iluminados, mesmo nos momentos mais difíceis e exigentes da vida institucional e política moçambicana. A sua presença inspirava confiança, respeito e admiração.
Segundo a Presidente da Assembleia da República, ao longo do seu percurso, como Ministro da Administração Estatal, Governador da Província de Nampula e Deputado da Assembleia da República, onde cumpriu com dedicação e honra três Legislaturas, tendo sido Presidente da Comissão de Administração Pública e Poder Local, Alfredo Gamito deu um contributo indelével à edificação do Estado Moçambicano.
ʺServiu o nosso País com elevado sentido de missão, deixando marcas profundas tanto no sector público como no sector privado, sempre orientado pelo bem comum e pelo interesse nacionalʺ, afirmou a Presidente Talapa para quem teve o privilégio de trabalhar lado a lado com Alfredo Gamito no Parlamento moçambicano, onde a sua memória permanecerá viva.
ʺNa Assembleia da República será sempre recordado como uma daquelas pessoas raras, permanentemente disponíveis para ajudar a quem quer que fosse, sem distinções, com humildade e generosidade. O seu contributo para a elaboração e aprovação de Leis estruturantes do País, com particular destaque para aquelas que reforçaram e dignificaram o funcionamento da Administração Pública e o aprofundamento e consolidação da democracia multipartidária, constitui um legado duradouro para as gerações presentes e futurasʺ, frisou Talapa.
ʺEm nome da Assembleia da República e em meu nome pessoal, endereço à Família Gamito as mais sentidas condolências, partilhando a vossa dor neste momento de luto e recolhimento, e desejando que encontrem conforto na certeza de que Alfredo Gamito vive para sempre na obra que deixou e no bem comum que semeouʺ, sublinhou Talapa, asseverando que ʺparte um grande homem, mas permanece a sua obra, o seu exemplo e a sua lição de humanidade. O seu nome está inscrito na história de Moçambique e gravado na memória colectiva como alguém profundamente respeitado e admirado pela sociedadeʺ.
A decisão sobre a demissão de Ruben Amorim foi tomada esta segunda-feira, na sequência da ‘bombástica’ conferência de imprensa que se seguiu ao empate a uma bola entre Manchester United e Leeds United.
O Manchester United avançou, ao início da manhã de segunda-feira, para o despedimento de Ruben Amorim, na sequência da ‘bombástica’ conferência de imprensa levada a cabo pelo próprio, após o empate a uma bola concedido na deslocação a Elland Road, perante o Leeds United.
A notícia foi, inicialmente, avançada pelo portal The Athletic, e, entretanto, oficializada pelo próprio clube, em forma de comunicado emitido através das plataformas oficiais, depois de ter sido comunicado ao treinador português pelo director de futebol, Jason Wilcox (com quem mantinha, alegadamente, uma relação degradada, por conta da política de contratações) e pelo director executivo, Omar Berrada.
“Ruben Amorim abandonou o seu papel enquanto treinador principal do Manchester United. Ruben foi contratado em Novembro de 2024, e conduziu a equipa a uma final da Liga Europa, em Bilbau, em Maio”, pode ler-se, referindo-se à derrota sofrida perante o eterno rival, o Tottenham, por 1-0.
“Com o Manchester United a ocupar o sexto lugar na Premier League, a liderança do clube tomou, relutantemente, a decisão de que é a altura certa para levar a cabo uma mudança. Isto vai dar à equipa a melhor oportunidade da mais elevada posição na Premier League. O clube agradece ao Rúben pelo seu contributo, e deseja-lhe o melhor para o futuro”, completa.
Será, de resto, já Darren Fletcher, ‘lenda viva’ do clube e actual treinador dos sub-18, a assumir o leme da equipa principal, já na próxima quarta-feira, pelas 22h15 (hora de Maputo), aquando do embate da 21.ª jornada do principal escalão do futebol inglês, perante o Burnley, no Turf Moor.
A notícia original acrescenta que o contrato que une ambas as partes não contempla qualquer tipo de cláusula de rescisão, o que significa que, salvo acordo em contrário, os red devils terão mesmo de pagar ao ex-Sporting a totalidade dos ordenados aos quais este teria direito, até Junho de 2027.
Milhões ao Sporting e confiança de Sir Jim Ratcliffe de nada valeram
Ruben Amorim, recorde-se, chegou ao Manchester United em Novembro do passado ano de 2024, proveniente do Sporting, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros. Na altura, foi-lhe confiada a tarefa de reconduzir o clube rumo a troféus, na sequência da (pouco feliz) passagem de Erik ten Hag por Old Trafford.
Por entre altos e baixos, o treinador português acabou por nunca conseguir afirmar-se como figura unânime junto da sempre ‘feroz’ imprensa desportiva britânica. Ainda assim, no passado mês de Outubro, recebeu uma mensagem de confiança por parte do co-proprietário do clube, Sir Jim Ratcliffe.
“Não teve a melhor das temporadas, mas precisa demonstrar que é um bom treinador a três anos. Às vezes não compreendo a imprensa. Querem que o Ruben tenha sucesso do dia para a noite. Pensam que é como um interruptor. Que carregam no interruptor e são tudo rosas”, atirou, no podcast The Business.
No entanto, aquilo que era para serem três anos, viraram… três meses. Ruben Amorim deixa o Manchester United na sexta posição da Premier League, isto, já depois da eliminação da Taça da Liga, perante o Grimsby Town, do quarto escalão, logo na segunda ronda (e antes da entrada em cena na Taça de Inglaterra).
Afinal, o que disse Ruben Amorim?
O mal-estar entre Ruben Amorim e Manchester United ficou à vista de todos, na tão badalada conferência de imprensa pós-Leeds United: “Eu sei que vocês [jornalistas] recebem informação selectiva sobre tudo. Eu vim aqui para ser o manager [treinador-gestor com uma influência mais abrangente] do Manchester United, não para ser treinador. Isso é claro”, disse na conferência de imprensa.
“Eu sei que o meu nome não é Conte, Mourinho ou Tuchel, mas sou o manager do Manchester United e assim vou continuar a ser por mais 18 meses ou até quando a direcção decidir mudar. Portanto, é esse o meu ponto e vou finalizar isso. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até que outra pessoa ocupe o meu lugar”, começou por afirmar.
“Vou ser o manager desta equipa, não apenas o treinador principal. Fui muito claro. Isto vai acabar dentro de 18 meses e toda a gente vai seguir em frente. Esse foi o acordo e o meu trabalho não é ser só treinador. Se as pessoas não sabem lidar com Gary Neville ou qualquer outro crítico, temos de mudar o clube”, prosseguiu.
“Só quero dizer isso. Vim para cá para ser o manager e todo os departamentos precisam de fazer o seu trabalho que eu faço o meu por mais 18 meses”, rematou, nas últimas palavras antes do ‘adeus’ com um registo de 24 vitórias, 18 empates e 21 derrotas ao cabo de 63 jogos oficiais, em todas as competições.
Em apenas 30 dias, o Aeroporto de Vilankulo recebeu mais de 400 aeronaves, entre voos comerciais e jatos particulares. Calcula-se que mais de 20 mil turistas tenham escolhido o distrito para passar a quadra festiva, numa época que, apesar do grande fluxo de visitantes, está a ser considerada uma das mais tranquilas dos últimos anos.
Vilankulo voltou a provar, sem margem para dúvidas, porque é um dos destinos turísticos mais desejados do país. Ao longo do mês de Dezembro, o aeroporto local recebeu mais de 400 aeronaves, entre voos comerciais e privados, trazendo visitantes de várias partes do mundo que escolheram este pedaço de paraíso para descansar, celebrar e viver experiências únicas.
Imelda Mubai, Directora do Aeroporto de Vilankulo, diz que nesta quadra festiva registou-se um aumento significativo do fluxo de passageiros na urbe.
“Em 2024 nós tivemos 405, falo de entradas de aeronaves, e em 2025 tivemos 420. Com relação aos passageiros, nós tivemos 3.425 e em 2025 tivemos 4.283. Aí podemos ver que houve um crescimento em termos de número de passageiros que entraram neste aeroporto”, revelou Imelda Mubai que disse ainda que este crescimento reflete da recuperação do sector turístico e da confiança dos viajantes em escolher Vilankulo como destino de férias.
Para dar resposta a uma procura que não parou de crescer, as autoridades do aeroporto reforçaram equipas e redobraram a organização, de forma a garantir fluxos seguros e eficientes, evitando qualquer tipo de constrangimento para os passageiros.
“Nós sempre temos trabalhado com as entidades todas envolvidas que trabalham neste aeroporto e também temos trabalhado em colaboração com as autoridades competentes na área de segurança, falo da PRM que temos aqui, e outras forças também que trabalham no aeroporto para garantir a segurança dos passageiros”, confirmou Imelda Mubai.
A directora do Aeroporto de Vilankulo disse que durante este período da quadra festiva não tiveram nenhum constrangimento com relação à segurança do próprio aeroporto, “falo também do desaparecimento de bagagem, falo também de atraso de voos”.
Entretanto, a maior fatia dos visitantes chegou por via terrestre e, entre eles, os turistas nacionais destacaram-se como maioria, segundo confirmou Lucas Vilanculos, Director do Turismo em Vilankulo.
“Superamos as expectativas, estamos a falar de um registro de 21.533 turistas nacionais e estrangeiros. Desse número os nacionais superam as estatísticas com 12.347, enquanto que os estrangeiros contamos com 9.226. Sobretudo as casas que estão na costa de Vilanculos, quase todas estiveram cheias”, disse.
Foram milhares as pessoas que elegeram Vilankulo como destino para passar a quadra festiva, enchendo a cidade de vida, cor e movimento. Segundo as autoridades, apesar do elevado fluxo, o período foi considerado tranquilo e sem incidentes de maior registo.
“Este período foi caracterizado por uma relativa calmia no que concerne aos acidentes de viação, não houve registro de acidentes de viação, portanto, no que diz respeito à segurança rodoviária, a província esteve bem, não houve nenhum registro digno de realce. Foi um bom comportamento, não houve situações de vulto que pudessem consistir ou constituir em desordem pública ou cometimento de actos criminais que pudessem manchar o período da quadra festiva”, anunciou Adérito Jaquelina, porta-voz da PRM em Inhambane.
A quadra festiva de 2025 está a ser descrita como uma das mais tranquilas dos últimos anos, um cenário que contrasta com épocas anteriores e que reforça a ideia de que a cidade conseguiu garantir segurança e ordem mesmo com a chegada de milhares de visitantes.
José Chichava diz que Alfredo Gamito deve ser considerado Pai da descentralização, pelo seu contributo na criação de leis específicas, tanto como Ministro da Administração Estatal, quanto como deputado.
O académico José Chichava substituiu Alfredo Gamito na função de Ministro da Administração Estatal. Chichava diz que seu trabalho foi facilitado pela inteligência de Gamito.
“Vamos perder a firmeza com que ele defendia a questão da descentralização. Ele foi das pessoas que logo no princípio, por exemplo, quando veio esta questão de alguma proposta em tempos da Renamo, de fazermos autarquias provinciais. Ele, portanto, de forma, evidentemente, rejeitou isso, explicou que não tinha absolutamente nenhum sentido em termos de autarquias provinciais”, disse.
Por isso diz que o Ministro Gamito, como carinhosamente o tratava, devia ser considerado Pai da descentralização.
“Ele, de facto, é das pessoas que deu aquilo que podemos chamar o pontapé de saída na descentralização no país. Porque hoje a lei que nós temos, a 2/97, foi feita, portanto, das mãos dele. Ele é que levou essa lei à Assembleia da República. E acontece uma coisa interessante, que facilitou o meu trabalho. É que quando eu entro, o ministro Gamito vai para o Parlamento para dirigir a Comissão da Administração Pública e Poder Local. Significa que, portanto, todas as propostas que eu poderia ter, propostas de lei, que tinham que ir ao Parlamento, eu tinha já tudo facilitado. Porque eu tinha alguém, primeiro, que vivia os problemas da Administração Pública. É por isso que foi muito mais fácil, já no meu tempo, aprofundar algumas coisas da descentralização, bem como aprovarmos a lei dos órgãos locais do Estado”, explicou emocionado Chichava..
Foi sob sua gestão que houve reformas profundas na administração pública, segundo testemunha o secretário de Estado de Nampula, Plácido Pereira.
“Um grande homem que tinha uma visão sobre a Administração Pública, porque tinha trabalhado a nível local. E isto facilitou a sua actividade quando chega ao cargo de ministro. Posteriormente, quando chefiou a Comissão da Administração Pública e Poder Local na Assembleia da República, facilitava muito a discussão, a compreensão dos projectos de lei que eram submetidos à Administração Pública. Era uma pessoa de trato fácil, era uma pessoa afável e era uma pessoa íntegra”, disse, recordando vários episódios de integridade do finado. Um deles foi:
“Em algum momento, na altura, os ministros viviam em casas afetas aos ministérios, mas que eram casas da APIE. Houve ministros que passaram estas casas por seu nome e depois compraram. Mas o Sr. Gamito instruiu o Ministério da Administração Estatal para registrar aquela casa onde ele vivia em nome do Ministério da Administração Estatal”.
Jorge Ferrão, Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, conta que tinha no Gamito um irmão mais velho e que a família é o legado mais valioso deixado.
“Não existe nada mais importante do que termos valores, vivermos com regras, vivermos com princípios e sabermos de onde viemos. Eu creio que ele fez. Há sempre aquele provérbio que diz que se o rio não sabe onde está a sua fonte, esse rio corre o risco de um dia secar. E para todos nós, se não prestarmos a devida atenção às nossas origens, à origem da nossa família, àquilo que nós transportamos como valor familiar, então nós corremos o risco de nunca ter uma família. E eu acho que o legado, em primeiro lugar, foi ter feito a família. Todo o resto vai ser julgado pela própria sociedade, pela história”.
Como parlamentar, Alfredo Gamito foi mentor de muitos deputados, tal é o caso de Galiza Matos Jr.
“Alfredo Gamito tinha um domínio muito grande sobre diversas questões deste país, sobretudo a questão da governação local. Vale lembrar que alguma literatura sobre a governação local, alguma legislação ou se não muita legislação, passou pelas mãos dele.
Mas um momento muito interessante que eu tive a oportunidade também de estar com ele foi aquando da comissão mista, em 2016, junto da actual primeira-ministra, o general Jacinto Veloso, ele próprio e o general Hama thai, e do outro lado, a Renamo, quando tivemos que fazer o diálogo a nível da comissão mista, dado que estávamos num momento de clivagem em que havia ataques um pouco pelo país. E ali também ele emprestou o seu saber, tal como fez com muito mérito a nível de outras comissões. Este processo que estamos a viver da descentralização, muitas das ideias que estão aí resultam de um trabalho que ele próprio desenvolveu junto de outras pessoas. Portanto, Alfredo Gamito foi uma pessoa que fez, em parte, este país ser o que é hoje”, declarou.
Vários países africanos reagiram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na sequência de um ataque norte-americano à Venezuela. Enquanto África do Sul e Gana condenaram de forma explícita a ação dos Estados Unidos, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA) optaram por posições mais cautelosas. Outros países do continente, entre eles Angola, enviaram mensagens de apoio a Caracas.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira (05.01), a CEDEAO reconheceu o direito dos Estados de combater o crime internacional, mas apelou simultaneamente ao respeito pela soberania e pela integridade territorial da Venezuela, princípios consagrados no direito internacional e na Carta das Nações Unidas.
A organização regional, que integra 12 países, manifestou ainda apoio à posição da União Africana, que defendeu a moderação e o diálogo inclusivo com o povo venezuelano.
Também a União Africana evitou uma condenação direta ao ataque dos Estados Unidos. Num comunicado divulgado na noite de sábado, a organização sublinhou que os problemas internos da Venezuela devem ser resolvidos por via do diálogo. A UA reafirmou o seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, nomeadamente o respeito pela soberania dos Estados, pela integridade territorial e pelo direito dos povos à autodeterminação. A organização pan-africana destacou igualmente a importância da resolução pacífica de litígios, do diálogo e do respeito pelos quadros constitucionais e institucionais, num contexto de cooperação e coexistência pacífica entre as nações.
Já a África do Sul assumiu uma posição mais firme, afirmando, em comunicado, que os acontecimentos “minam a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”.
O Governo do Gana também condenou o “uso unilateral da força” por parte dos Estados Unidos contra a Venezuela, considerando que as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, “evocam a época colonial e imperialista e estabelecem um precedente perigoso para a ordem mundial”. O executivo ganês apelou ainda à libertação do chefe de Estado venezuelano.
“O Governo do Gana acompanha a situação na Venezuela com grande preocupação e sublinha que tais ataques ao direito internacional, as tentativas de ocupação de territórios estrangeiros e o aparente controlo externo dos recursos petrolíferos têm implicações extremamente adversas para a estabilidade internacional e a ordem mundial”, refere um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil Pinto, revelou nas redes sociais ter recebido mensagens de apoio de vários países africanos, entre os quais Angola, Namíbia, Burkina Faso, Libéria, Chade, Níger, Gâmbia e Burundi.
No sábado, forças militares norte-americanas realizaram um ataque contra a Venezuela, que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, a congressista Cilia Flores. Ambos foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova Iorque, e deverão comparecer hoje pela primeira vez em tribunal, onde enfrentarão várias acusações relacionadas com tráfico de droga e corrupção.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas moderadas a fortes, por vezes localmente fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, a partir do final do dia de hoje, no Norte do país.
Segundo o comunicado, a previsão abrange a província de Nampula, com destaque para os distritos de Moma, Larde, Angoche, Mogovolas, Liúpo, Mogincual, Meconta, Mossuril, Monapo, Nacala, Nacarôa, Memba, Erati, Murrupula, Rapale, Muecate, Mecuburi e a cidade de Nampula.
Em Cabo Delgado, as chuvas deverão afectar principalmente os distritos de Mecufi, Chiúre, Namuno, Balama, Montepuez, Metuge, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Meluco, Macomia, Muidumbe, Mocímboa da Praia, Mueda, Nangade, Palma e a cidade de Pemba.
Já na província de Niassa, o INAM indica como mais afectados os distritos de Mecanhelas, Cuamba, Metarica, Mandimba, Maúa, Nipepe e Marrupa.
De acordo com o INAM, as precipitações poderão atingir 30 a 50 milímetros em 24 horas, sendo localmente superiores a 50 milímetros, mantendo-se assim o cenário de chuvas em curso.
O comunicado acrescenta ainda que se prevê a continuação de chuvas, que poderão ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, também nas zonas sul e centro do país.
Arrancam já esta terça-feira, os exames de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, Unizambeze e Instituto Superior Politécnico de Quissico. Mais de 34 mil candidatos disputam cerca de 4 mil vagas.
Para o ano académico 2026 a Universidade Eduardo Mondlane tem a disposição 124 cursos e cerca de 4 mil vagas.
Os exames de admissão são a condição para estudar na maior universidade pública do país, por isso, cerca de 26 mil alunos disputam pelas vagas, a partir desta terça-feira, por meio da realização das provas.
“Continuamos mais ou menos com os mesmos cursos mais concorridos, como sendo o de Medicina, como sempre em primeiro lugar,depois temos Direito, temos a Engenharia Informática, Contabilidade e Finanças, a Engenharia Elétrica, a Engenharia Mecânica e também o novo curso de Engenharia de Petróleo e Gás Natural”, explicou Isabel Guiamba, Chefe do Departamento de Exames de Admissão.
Os exames de admissão decorrem em simultâneo na UEM, Unizambeze e Instituto Superior Politécnico de Quissico.
O apelo é para que se evite a fraude académica.
“Nós recomendamos também que eles não levem para a sala de exames materiais ou dispositivos não permitidos. Estamos a falar de telemóveis, sobretudo, que eles usam ou mais levam. Todo candidato que for encontrado com o telemóvel, ou qualquer outro instrumento ou dispositivo, portanto, que se configura ser fraude ou de uso para o cometimento de fraude, esse candidato é, na hora, portanto, desclassificado e vai perder o ano.”
Os exames serão realizados nos modelos integrado e não integrado.
“Os exames também continuam a ser no modelo misto, ou seja, teremos exames integrados, integrados para todas as disciplinas, onde a duração dos exames será de três horas e os candidatos estarão realizando exames de duas disciplinas. Enquanto que os exames não integrados, a duração é de uma hora e meia para os cursos de música e teatro.”
Os exames de admissão terminam a 09 de Janeiro.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são esperados hoje no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York. Eles serão notificados formalmente das acusações pela Justiça dos EUA.
O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, vai comparecer, esta segunda-feira, perante um juiz de Nova Iorque, às 15 horas de Moçambique.
A comparência de Maduro foi confirmada pelo Tribunal Federal do Distrito Sul, em Manhattan, local onde o líder da Venezuela e sua esposa vão ser notificados formalmente das acusações pela Justiça dos EUA.
Maduro é acusado pela justiça norte-americana de “narcoterrorismo”, importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas.
Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque em grande escala contra a Venezuela para capturar e julgar o líder venezuelano e a sua mulher, Cilia Flores.
Maduro passou a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque.
O julgamento sobre o caso pode demorar mais de um ano, segundo o jornal The New York Times. Não há informação sobre se Maduro e a esposa indicaram advogados ou se serão representados por um defensor cedido pelos EUA.

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