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Adélia Macucule defende soluções adaptadas às mudanças climáticas para reforçar a produção de alimentos e desafia jovens a transformarem a agricultura numa fonte sustentável de rendimento.

A Primeira Secretária do Comité Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, defendeu esta quarta-feira, no distrito de Funhalouro, uma mudança de paradigma na produção agrícola, sustentando que o combate à insegurança alimentar passa pela adopção de soluções inteligentes, resilientes e ajustadas às novas condições climáticas que afectam a província.

A dirigente falava durante o encontro que marcou o arranque da sua visita de trabalho ao distrito, uma das zonas mais vulneráveis aos efeitos das secas cíclicas e da irregularidade das chuvas, fenómenos que, nos últimos anos, têm condicionado a produção agrícola e agravado a vulnerabilidade de milhares de famílias.

Perante dirigentes locais do partido e membros do Governo distrital, Adélia Macucule defendeu que a agricultura em Funhalouro deve evoluir para um modelo mais adaptado às características agroecológicas do território, privilegiando culturas compatíveis com o tipo de solo, a disponibilidade de água e o comportamento climático da região.

Na sua intervenção, considerou que a produção de alimentos deve deixar de depender exclusivamente dos modelos tradicionais de cultivo e passar a incorporar práticas agrícolas mais resilientes, capazes de garantir colheitas mesmo em períodos marcados pela escassez de precipitação.

Para a dirigente, a resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas exige inovação, capacidade de adaptação e um maior aproveitamento das potencialidades locais, transformando a agricultura numa actividade economicamente sustentável e suficientemente robusta para assegurar o sustento das famílias.

Um dos eixos centrais da mensagem de Adélia Macucule foi dirigido à juventude. A Primeira Secretária apelou aos jovens para que encarem a agricultura como uma oportunidade de criação de emprego e geração de rendimento, defendendo o aproveitamento sustentável dos recursos naturais disponíveis no distrito.

Segundo afirmou, o auto-emprego continua a representar uma das respostas mais eficazes para reduzir o desemprego juvenil, sobretudo em distritos predominantemente rurais como Funhalouro, onde a terra permanece como um dos principais activos económicos.

A dirigente incentivou igualmente os jovens a desenvolverem iniciativas inovadoras ligadas ao sector agrário, apostando na diversificação da produção, na adopção de tecnologias apropriadas e na valorização das cadeias de valor agrícolas, como forma de aumentar o rendimento das famílias e dinamizar a economia local.

A visita de trabalho enquadra-se na estratégia da Frelimo de reforçar o acompanhamento político e social das comunidades, através do contacto directo com a população e as estruturas locais do partido.

Durante a sua permanência em Funhalouro, Adélia Macucule deverá manter encontros de auscultação com diferentes grupos sociais, líderes comunitários e outras personalidades influentes do distrito, com o objectivo de recolher preocupações, identificar os principais desafios enfrentados pelas comunidades e acompanhar a implementação das políticas públicas ao nível local.

Espera-se que os encontros permitam recolher contribuições para o reforço das estratégias de desenvolvimento do distrito, com particular incidência sobre a produção agrícola, a segurança alimentar, a criação de oportunidades para a juventude e a adaptação das comunidades aos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.

A aposta numa agricultura resiliente surge numa altura em que Funhalouro continua a enfrentar desafios estruturais relacionados com a variabilidade climática, tornando cada vez mais necessária a adopção de práticas agrícolas capazes de garantir produção sustentável e maior resistência aos períodos de seca que afectam regularmente aquela região do interior da província de Inhambane.

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Os Professores, profissionais de saúde e Sindicato Nacional da Função Pública anunciaram, hoje, a paralisação total de actividades, a partir de segunda-feira, pelo não pagamento do décimo terceiro salário. A paralisação deverá começar na data anunciada para a realização de exames especiais. 

Quatro agremiações que representam professores, profissionais de saúde, enfermeiros e os funcionários públicos, de forma geral, anunciaram, esta sexta-feira, que todas as actividades serão paralisadas a partir de segunda-feira. 

E a razão é uma só: o não pagamento do décimo terceiro salário.  

20 de Janeiro é a data prevista para o início da paralisação das actividades, a mesma prevista para o arranque dos exames especiais da décima e décima segunda classes, o que poderá comprometer as avaliações.  

Os enfermeiros e outros profissionais de saúde explicam que, desta vez, a paralisação abrange até os serviços mínimos em todas as unidades sanitárias. 

O Sindicato Nacional da Função Pública diz que o décimo terceiro salário deve ser pago até segunda-feira para que não se vá a greve. 

Segundo explicam, a paralisação das actividades agrava-se pelo facto da informação do não pagamento do décimo terceiro salário ter chegado através da média, o que demonstra desvalorização dos funcionários . 

A greve ora anunciada não tem data para o seu fim, sendo que o pagamento do décimo terceiro salário é a única condição para a retoma ao trabalho.

O Presidente da República recebeu, hoje, o ministro conselheiro da República Arabe Saharaui Democrática. A delegação que vinha em nome do presidente Brahim Ghali vinha saudar Daniel Chapo e mostrar abertura para apoiar no processo de diálogo e pacificação do país.

É o segundo dia de trabalho de Daniel Chapo, enquanto Presidente da República, e, no seu gabinete de trabalho, recebeu a delegação da República Arábe Saharaui Democrática.

Em cerca de 30 minutos de conversa, as partes mostraram interesse de continuar com a cooperação, amizade e solidariedade.

“Sobretudo, desejar ao povo de Moçambique, a Moçambique,  mais estabilidade, mais sucesso na sua luta para o desenvolvimento, na sua luta para a total libertação e, sobretudo, uma estabilidade e um desenvolvimento econmico e uma estabilidade política”, disse Mohamed Sidati, Ministro dos Negócios Estrangeiros visitante.

A delegação mostrou, também, abertura para apoiar no processo de diálogo do país.

“O mais importante é desenvolver o diálogo, desenvolver de forma pacífica um processo de fraternidade, de reunião entre todos. Então, nos parece que este processo de diálogo, este processo democrático, como o desenvolveu o presidente mesmo, nos parece que é uma chave que pode levar a mais estabilidade, a mais desenvolvimento”.

Outro aspecto destacado no encontro, foi  a avaliação positiva do papel que Moçambique teve durante a sua presidência no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O sorteio do Campeonato Africano das Nações (CAN) de Marrocos, em Dezembro deste ano, foi marcado para 27 de Janeiro corrente. Moçambique está inserido no pote 4 do sorteio.

A 11 meses do arranque do CAN de Marrocos, a Confederação Africana de Futebol vai proceder ao sorteio da prova, que vai ser disputada por 24 selecções pela segunda vez consecutiva.

A data aprovada é 27 deste mês de Janeiro, em Rabat, capital de Marrocos, anfitrião da prova.

Os Mambas, que vão para a sua sexta participação, a segunda consecutiva, estão inseridos no pote 4 do sorteio, evitando, assim, outras selecções do mesmo pote, nomeadamente Comores, Tanzânia, Sudão, Zimbabwe e Botswana.

Moçambique pode estar num grupo com selecções que fazem parte dos outros potes, nomeadamente:

Pote 1: Marrocos, Senegal, Egipto, Argélia, Nigéria e Costa do Marfim.

Pote 2: Camarões, Mali, Tunísia, África do Sul, República Democrática do Congo e Burquina Faso.

Pote 3: Gabão, Angola, Zâmbia, Uganda, Guiné Equatorial e Benin.

A fase final do CAN vai decorrer de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026, em Marrocos.

Funcionários públicos ameaçam entrar em greve, caso não haja pagamento do décimo terceiro salário. A informação foi avançada, esta sexta-feira, pela Associação Nacional de Professores (ANAPRO), que acrescenta que os professores não vão aceitar que seja realizado o exame especial, antes do pagamento.

“O Governo tem dinheiro, pode pagar”, declarou Isaque Marrengula, represetante da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), que explicou que só depois se teve a informação do não pagamento do décimo terceiro salário pela televisão, “graças a uma pergunta da mídia”.

A Anapro, avançou Marrengula, reitera o respeito e valorização do funcionário público. Por esta razão “vai paralisar todas actividades, até que seja pago o décimo terceiro”.

O Presidente da República recebeu, esta quinta-feira, em audiência, três representantes de estados amigos de Moçambique, para saudação por ocasião da investidura de Daniel Chapo.

Os governantes de Portugal, Congo Brazzaville e Argélia reiteraram o interesse de seus países em manter as relações bilaterais com Moçambique.

São as primeiras audiências que Daniel Chapo concede, desde que tomou posse como Presidente da República.

Após o encontro privado, e sem direito a perguntas, o ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, diz que Portugal tem e quer continuar com óptimas relações de cooperação com Moçambique.

Chapo recebeu também saudação de Congo Brazzaville, que pretende fortalecer, sobretudo, a cooperação económica.

“Nós somos parceiros dinâmicos na  política e cultura, mas precisamos nos consolidar através de uma relação econômica mais forte. E o presidente Chapo tomou o engajamento que, nos próximos dias, deveria se manter a comissão mista entre os dois países, para traçarmos  um bom caminho, por forma a melhor consolidar essa cooperação”, disse  Firmin Ayesa, ministro do Estado, função pública e segurança social de Congo Brazaville.

A Argélia, por sua vez,  diz que foi uma oportunidade para relançar a cooperação.

“O encontro foi uma oportunidade de fortalecer as relações históricas de cooperação entre os dois povos que lutaram pela liberdade e pela independência. Serviu também para cimentar a nossa solidariedade com o povo moçambicano. Transmite também a vontade do nosso líder de cooperar com Moçambique”, explicou  Rabiga Laid, ministro dos antigos combatentes da Argélia.

Os governantes felicitaram ainda Daniel Chapo pela eleição.

O continente africano registou 77 888 casos de monkeypox (mpox), dos quais 16 767 confirmados em laboratório, e 1 321 mortes em 21 países, desde o início de 2024. O anúcio foi feito, esta quinta-feira, pela agência de saúde pública da União Africana.

“Estamos novamente a enviar uma forte mensagem de que o monkeypox continua a ser uma grave emergência de saúde pública em África”, disse o diretor dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças em África (África CDC), John Kaseya, citado por Lusa.

Dos países que registaram surtos no continente, 13 estão na “fase activa”, incluindo a República Democrática do Congo, que continua a ser o epicentro da epidemia.

Segundo o CDC, a região centro-africana é, de facto, responsável por 85% das infeções e 99,2% das mortes.

Entretanto, oito países encontram-se na chamada “fase controlada”, incluindo quatro – África do Sul, Gabão, Marrocos e Zimbabué – que não registaram novos casos nos últimos 90 dias.

Além disso, na sequência do abrandamento da vacinação contra a doença no início de Dezembro, Kaseya comunicou uma nova estratégia para acelerar a imunização que, em vez de dar prioridade aos contactos dos doentes, se centrará na vacinação em massa das comunidades nas zonas mais afetadas.

Refira-se que a agência de saúde pública da UA declarou o mpox uma emergência de saúde pública continental em 13 de Agosto e, no dia seguinte, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou um alerta sanitário internacional para a doença.

O alerta da OMS refere-se à rápida propagação e à elevada mortalidade em África da nova variante (clade Ib), da qual foram identificados vários casos fora do continente em pessoas que viajaram para zonas de África, onde o vírus circula intensamente.

Já foram achados quatro corpos numa mina de ouro que desabou no distrito de Gondola, província de Manica. As buscas prosseguem e as autoridades aventam a possibilidade de haver mais vítimas soterradas.

A mina, composta por 12 poços utilizados para a extração de ouro, foi palco da tragédia enquanto os trabalhadores realizavam suas atividades.

No primeiro poço, três vítimas mortas foram retiradas, enquanto as autoridades continuam os esforços para localizar possíveis sobreviventes ou outras vítimas ainda soterradas.

As operações de busca continuam nesta sexta-feira. O número exato de pessoas que estavam no interior da mina no momento do incidente ainda é desconhecido, mas as autoridades alertam para a possibilidade de haver mais vítimas.

O Presidente do Município de Maputo reiterou, hoje, que o problema da recolha de lixo na capital do país deriva da vandalização de camiões no âmbito dos protestos pós-eleitorais. Sem avançar datas, Razaque Manhique assegura que tudo está a ser feito para  solucionar o problema o mais breve possível. 

O Município de Maputo continua a enfrentar problemas na recolha de resíduos sólidos. Esta quinta-feira, o edil Razaque Manhique reiterou que o problema foi causado pela destruição de meios no âmbito dos protestos pós-eleitorais. 

Questionado sobre a dívida com as empresas contratadas para a recolha dos resíduos, disse compreender as queixas mas, mais uma vez, defende que tudo piorou com os protestos. 

Razaque Manhique não tem prazos mas garante que tudo será resolvido.  

Refira-se que a edilidade recebeu um apoio de 10 camiões do Município de Chimoio e de algumas empresas de construção civil para ajudar na recolha de lixo 

O Presidente da República, Daniel Chapo, eliminou, esta quinta-feira, 10 Ministérios, Secretarias do Estado e criou outros Ministérios.

Trata-se do  Ministério da Economia e Finanças, Ministério dos Transportes e Comunicações, Ministério da Cultura e Turismo, Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Ministério da Terra e Ambiente, Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, Ministério da Indústria e Comércio, Ministério do Trabalho e Segurança Social, Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Isto significa que Daniel Chapo mantém os seguintes ministérios: Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ministério da Defesa Nacional, Ministério do Interior, Ministério da Saúde e o Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Ainda no mesmo Decreto Presidencial, o Chefe do Estado eliminou a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego, a Secretaria de Estado dos Desportos e a Secretaria de Estado do Ensino Técnico-profissional.

Por outro lado, criou novos Ministérios, a saber: Ministério das Finanças, Ministério da Economia, Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Ministério dos Transportes e Logística, Ministério da Educação e Cultura, Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Ministério das Comunicações e Transformação Digital, Ministério da Planificação e Desenvolvimento, Ministério da Juventude e Desportos.

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