Moçambique e Malawi assinam, nesta quinta-feira, na cidade de Tete, um memorando de entendimento sobre medidas sanitárias e fitossanitárias, com vista a facilitar o comércio de produtos agrários, reduzir barreiras comerciais e reforçar a segurança sanitária.
A iniciativa pretende melhorar a circulação de mercadorias entre os dois países, com particular incidência nos corredores da Beira e de Nacala, que ligam o Malawi aos mercados regionais e internacionais através dos portos moçambicanos.
O Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Acubar Baptista, considera fundamental assegurar a coordenação entre as instituições de Moçambique e do Malawi, de modo a facilitar o comércio entre os dois países.
Para a Secretária Permanente responsável pelo sector da Agricultura da República do Malawi, a cooperação comum dos riscos sanitários e fitossanitários é necessária para fortalecer a capacidade dos dois países de gerir pragas que afectam o comércio agrícola.
O sector privado acolhe com optimismo a assinatura do memorando, considerando que o instrumento poderá reforçar o controlo de qualidade dos produtos comercializados entre os dois países.
O memorando enquadra-se no Projecto de Comércio e Conectividade da África Austral, financiado pelo Banco Mundial e implementado pelo Ministério dos Transportes e Logística.
O Benfica venceu sábado na visita ao Estoril-Praia por 2-1, na 32.ª jornada, e assumiu provisoriamente a liderança da I Liga de futebol, com três pontos de vantagem sobre o Sporting, que no domingo recebe o Gil Vicente.
A uma semana da receção ao Sporting, o Benfica assume assim provisoriamente a liderança da I Liga, com 78 pontos, mais três do que os atuais campeões nacionais, que têm menos um jogo disputado, enquanto o Estoril-Praia ocupa a oitava posição, com 42.
O Presidente da República, Daniel Chapo, concedeu, ontem, uma audiência a membros do Fórum Mulher, uma rede nacional da sociedade civil que promove os direitos das mulheres, durante a qual foram debatidas preocupações ligadas à participação feminina no processo de diálogo pós-eleitoral e à defesa dos direitos humanos das mulheres em Moçambique.
Durante o encontro, o Fórum Mulher apresentou como principal reivindicação a inclusão efectiva das mulheres nas estruturas e mecanismos de diálogo nacional, especialmente no contexto pós-eleitoral.
“Nós, as mulheres filiadas em todo o país ao Fórum Mulher, queremos ser parte, integrantes da inclusão na questão do diálogo pós-eleitoral”, frisou a presidente do Fórum, Rafa Valente Machava.
Segundo Rafa Machava, o Chefe de Estado mostrou-se receptivo às preocupações colocadas, destacando a sua confiança na capacidade das mulheres moçambicanas. “O Chefe de Estado acolheu com entusiasmo e com gratidão e disse muito mais ainda que ele tem muita confiança nas mulheres […]”, relatou.
Apesar de reconhecer os avanços, a líder feminista alertou que ainda há muito por fazer em matéria de representação feminina em cargos de decisão. “Nós também dissemos que não basta, não basta termos só a Primeira-ministra, não basta ter só a Presidente da Assembleia da República, precisamos de mais mulheres com legitimidade para estarem nos lugares de tomar determinada decisão”, defendeu.
O Fórum lembrou ainda que Moçambique já conheceu momentos mais equilibrados em termos de paridade de género na composição do Governo. “Nós já tínhamos chegado a uma fase em que tínhamos 50 por cento de ministros do Governo mulheres e recuamos”, lamentou
Machava, acrescentando que o Presidente Chapo reconheceu a legitimidade desta preocupação e reiterou o seu compromisso com a continuidade do processo.
A audiência serviu também para destacar os desafios que persistem no campo dos direitos humanos das mulheres no país. “A situação da mulher no geral não está bem, mas também não está pior”, declarou Machava, enfatizando a necessidade de mais esforços para visibilizar as mulheres e incluí-las na resolução dos conflitos que afligem o país.
“Nos preocupa que os nossos filhos se matem […]”, desabafou a líder do Fórum, defendendo que as mulheres devem ser parte activa dos esforços de construção da paz e reconciliação nacional.
O Fórum Mulher, fundado em 1993, reúne diversas organizações que trabalham pela promoção dos direitos humanos das mulheres, combate à violência baseada no género, justiça económica, igualdade de acesso a recursos e participação política. A audiência com o Presidente da República é, para a agremiação, um marco importante no diálogo entre o poder político e a sociedade civil feminista.
Cidade de Quelimane está a registar fraca recolha de lixo, uma situação que cria mau aspecto para a urbe. Os munícipes solicitam a edilidade para que inverta o actual estágio. O edil de Quelimane está ausente da cidade.
Uma situação que está a deixar munícipes incrédulos quanto ao processo de retirada de resíduos sólidos pela empresa municipal de saneamento (EMUSA). Esta semana, Quelimane registou deficiente recolha de lixo com destaque para os mercados e algumas ruas onde estão colocados contentores para depósito de resíduos sólidos.
No mercado central, o cenário é de dois contentores com lixo e parte dos resíduos sólidos no chão aguardam pela remoção. Comerciantes convivem com a dura realidade.
A empresa municipal de saneamento já reagiu. Sem gravar entrevista, o Director da emusa diz que a avaria simultânea de dois camiões de recolha de resíduos sólidos está na origem da situação. Octávio Saíde contou que para reparar os referidos meios, foi preciso esperar por peças que chegaram da Beira. Os camiões já estão operacionais e segunda-feira inicia o processo de recolha de lixo.
Espera-se que nos próximos dias a situação do lixo mude de figurino.
A República da Coreia anunciou, esta sexta-feira, a doação de um milhão de dólares para apoiar as vítimas do terrorismo e desastres naturais, em Cabo Delgado, no âmbito do Projecto da Organização Internacional das Migrações (OIM), escreve a Agência de Informação de Moçambique.
A informação foi partilhada, ontem, em Maputo, pelo Embaixador da República da Coreia em Moçambique, Bok Kang, tendo destacado que a ajuda proporcionará alívio urgente aos deslocados internos em Cabo Delgado.
Referiu ainda que, “além de atender as necessidades humanitárias imediatas, este apoio também contribuirá para soluções de longo prazo por meio de esforços de desenvolvimento regional, onde parte deste financiamento fortalecerá a Matriz de Rastreamento de Deslocamentos da OIM, que ajuda a monitorar as populações deslocadas e a aprimorar os esforços de resposta”, segundo cita a AIM.
Realçou, igualmente, a colaboração entre a República da Coreia e a OIM no fortalecimento da capacidade colectiva para atender as necessidades imediatas e de longo prazo das comunidades deslocadas em Moçambique.
Na ocasião, Bok Kang reafirmou o compromisso contínuo de a Coreia apoiar Moçambique, não apenas na assistência humanitária, mas também no desenvolvimento de vários projectos, tendo mencionado a construção do Hospital Central de Quelimane, o fornecimento de equipamentos médicos essenciais e treinamento para os profissionais de saúde.
Por seu turno, o gestor do Programa de Abrigo, Dinis Dinis, esclareceu que, para além da Coreia, o projecto conta com multi doadores, envolvidos na reconstrução de infra-estruturas e da dignidade humana, o que implica um investimento avultado para que seja alcançado o maior número de deslocados, este que depende do fundo disponível.
Entretanto, este apoio só é canalizado aos deslocados mediante levantamentos cíclicos feitos pela OIM, que permitem perceber onde os mesmos estão concentrados e auscultar as comunidades para aferir as suas necessidades prioritárias para posterior identificação das áreas de intervenção em cada distrito identificado, pois “o seu raio de abrangência é totalmente diferente”.
O projecto implementado pela OIM é financiado pela República da Coreia e está em curso desde finais de 2024.
Ainda não foi encontrado o corpo do turista desaparecido na sequência de um afogamento, que matou outros dois sul africanos, na praia de xai-xai . Autoridades marítimas de Gaza suspenderam a operação de busca e o caso segue no Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
Foram encontrados, sem vida, dois dos três sul africanos que desapareceram na praia de Xai-Xai, em Gaza.
“Os três sul-africanos estavam a nadar, No dia 28 de Abril, um deles, até hoje, não conseguimos resgatar”, explicou, Cesaltino Reino, Delegado Instituto Nacional do Mar em Gaza.
Testemunhas avançam que três dos cinco sul africanos hospedados numa das instâncias turísticas da praia de Xai-Xai decidiram dar um mergulho na chamada praia velha.
“As 14:30, foram nadar, entretanto, por volta das 14:45, vimo-los a afogar-se e a lutar contra a corrente, pois estavam encostados às rochas. Começámos a telefonar a amigos para pedir ajuda e chamar a Polícia. Alguns nativos tentaram entrar, mas a corrente era demasiado forte “, relatou uma testemunha.
Declarações de uma dos acompanhantes às autoridades marítimas registadas em ocorrência revelam que o sinistro teve duração de 15 minutos, e que os agentes da Polícia Lacustre e Fluvial chegaram ao local 45 minutos depois do afogamento.
“Passados alguns minutos, vimos os três corpos a boiar. Às 15:52, vimos a Monique a boiar nas ondas perto da praia, e corremos para a levar. Tentamos reanimá-la, mas não houve reação. Ficámos até a polícia chegar e depois saímos por volta das 16 horas no Ocean Star para aguardar mais informações”, conta outra testemunha.
O administrador do Instituto do Mar em Gaza confirma o caso e esclareceu que as vítimas com idades entre 40 e 41 anos foram arrastadas num perímetro interdito, mas reconhece que tal pode ter ocorrido por falta de sinais de proibição.
“Coincidiu com minutos depois das brigadas que fazem fiscalização na orla da polícia costeira lacustre, assim como da administração marítima, terem chegado para repouso para de seguida haver troca das equipas. Normalmente, temos feito esse trabalho. Fomos surpreendidos com essa informação, porque aquela zona da praia velha é perigosa e não é para banhistas. Infelizmente, até porque havia um sinal lá, acabou sendo removido, sendo vandalizado, mas estamos a tentar repor”, disse o administrador.
As operações de busca foram suspensas na área. Cesaltino Reino fala em coordenação regional entre autoridades marítimas para localização do corpo até aqui desaparecido.
“Normalmente, nós trabalhamos com as outras administrações marítimas, a administração marítima de Maputo, de Inhambane, provavelmente podem ser arrastados para essas administrações marítimas ou mesmo o corpo pode sair a qualquer momento na nossa área de jurisdição. Estamos atentos”, assegurou.
Entre as vítimas de afogamento na praia de Xai-Xai, na quinta-feira, uma mulher de 41 anos que deixou duas crianças menores.
Luís Fumo foi anunciado como novo seleccionador nacional de futebol feminino, com objectivo de conquistar o torneio regional da COSAFA, este ano. Esta é a segunda passagem de Luís Fumo pela selecção feminina e promete muito trabalho para alcançar os objectivos traçados.
Esteve na selecção feminina de futebol, que em 2023 terminou em terceiro lugar e conquistou a primeira medalha de bronze para o país, após vencer Zimbabwe no jogo do consolo. Luís Fumo regressa novamente às Nyeletis, agora com novas ambições, olhando para o estágio actual da selecção.
O novo seleccionador nacional, apresentado, esta sexta-feira, para assumir o comando das Nyeletis quer conquistar o Cosafa deste ano.
A Federação Moçambicana de Futebol promete continuar a investir para o desenvolvimento do futebol feminino.
O torneio Cosafa feninino terá lugar entre Outubro e Novembro deste ano na vizinha África do Sul.
A retirada da berma da estrada de centenas de vendedores ligados ao mercado de Inhamizua, na cidade da Beira, continua refém de uma decisão do tribunal judicial da província de Sofala, onde corre um processo movido pelos vendedores contra o município da Beira. A edilidade perde mensalmente cerca de 150 mil meticais, porque os vendedores se recusam a pagar as taxas municipais.
Em meados de 2023, o município da Beira, com objectivo de retirar centenas de vendedores formais e informais do mercado de inhamizua, que vendem nas bermas da Estrada Nacional Número Seis (EN6), e em hora de ponta chegam a ocupar uma das faixas de rodagem, decidiu construir um novo mercado, localizado há menos de um quilômetro do antigo, que era para evitar danos humanos e materiais devido ao elevado movimento de viaturas ligeiras e pesadas.
Quando o referido mercado ficou pronto, em finais de 2023, os vendedores foram convidados pela edilidade para passarem a exercerem as suas actividades no local. Contudo, dias depois, grande parte dos vendedores retomou ao anterior mercado e voltou a vender os seus produtos na estrada, ocupando até uma das duas faixas de rodagem, o que condiciona a circulação de viaturas e põe em risco as suas próprias vidas.
Aliás, já foram registados no local mais de 10 acidentes e há o registo de seis mortos.
Associação Desportiva de Vilankulo vs Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo vs Ferroviário da Beira são os jogos de destaque dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP. Os jogos disputam-se entre hoje e amanhã nas três regiões do país.
Ainda sem Moçambola 2024 a vista o futebol disputa jogos da Taça de Moçambique ZAP. Este sábado e domingo disputam-se os oitavos de final nas três regiões do país.
Pela zona sul o destaque vai para o embate entre Associação Desportiva de Vilankulo e o Ferroviário de Maputo, na Maxixe. O Ferroviário de Gaza recebe a Black Bull, o Desportivo da Matola terá pela frente o Maxaquene e o Costa do Sol bate-se com o Incomáti.
No centro o destaque vai para o derby local entre União Desportiva de Songo e Ferroviário da Beira e o jogo entre Chingale de Tete e Textáfrica de Chimoio.
No norte há derby de Nampula entre Desportivo de Nacala e Ferroviário de Nampula, enquanto Desportivo de Pemba recebe Ferroviário de Lichinga.
Os jogos têm o seu início a partir das 14h00.
A SADC iniciou, esta semana, a retirada das suas tropas que ajudavam na restauração da paz e da segurança no leste da República Democrática do Congo, onde o grupo armado Movimento 23 é acusado de criar instabilidade.
Terminou a Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que, há mais de um ano, apoiou o Governo de Kinshasa a restaurar a paz e a segurança no leste da República Democrática do Congo.
A retirada já havia sido determinada em Março passado. Segundo um comunicado da SADC, a retirada das tropas começou em Abril último.
“A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral iniciou, oficialmente, a retirada do leste da República Democrática do Congo desde 29 de Abril de 2025. A retirada está a ser efectuada por via rodoviária, passando pela República do Ruanda rumo aos respectivos países contribuintes com tropas”, lê-se no comunicado.
O mesmo documento diz ainda que “esta acção está em conformidade com a directiva da Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC, realizada a 13 de Março de 2025, que anunciou o termo do mandato da Missão da SADC e aprovou a sua retirada faseada, bem como dos resultados do encontro ocorrido em Goma, a 28 de Março passado”.
A missão foi destacada para a República Democrática do Congo no dia 15 de Dezembro de 2023 e era composta por Malawi, África do Sul e Tanzania.
“A SADC reafirma o seu empenho contínuo na paz e segurança regionais e continua empenhada em apoiar os esforços diplomáticos e políticos no sentido de uma resolução sustentável do conflito no leste da República Democrática do Congo”.
O leste da República Democrática do Congo RDC continua a registar instabilidade militar atribuída ao grupo Movimento 23 de Março.