A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.
O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar.
O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.
Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos.
O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.
A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária.
Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país.
A CTA decidiu afastar Álvaro Massinga da corrida eleitoral para a presidência da agremiação, através de um processo disciplinar onde acusa o presidente da Câmara de Comércio de Moçambique de tentar manipular a sua eleição através de suborno e compra de consciência dos associados, entre outras várias infracções. A medida aplica-se a Câmara de Comércio de Moçambique.
O Conselho Directivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, acusou Massinga de tentar influenciar indevidamente as eleições marcadas para 8 de maio de 2025. Segundo a agremiação presidida por Agostinho Vuma, Massinga teria pago quotas em atraso de cerca de 34 associações membros, utilizando fundos de origem não esclarecida, com o intuito de garantir apoio eleitoral.
Esta segunda-feira, a CTA tornou pública uma deliberação que retira todos os direitos sociais à Câmara do Comércio de Moçambique por um ano, devida a referida conduta do seu representante:
Aplicar à Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), representada pelo Senhor Álvaro Massinga, a sanção de suspensão do exercício dos direitos sociais, nos termos do artigo 14. n.º 1, alínea c) dos Estatutos da CTA, pelo período de 12 (doze) meses, com efeitos imediatos. A sanção implica que durante esse período, a CCM perde o direito de exercício dos seus direitos sociais constantes do artigo 9.º dos Estatutos.
A CTA decidiu igualmente afastar Álvaro Massinga da corrida eleitoral para o dia 8 de maio, e de todos outros processos eleitorais que ocorrem no conjunto dos empresários por um ano.
Aplicar ao Senhor Álvaro Massinga, na qualidade de dirigente máximo da CCM e autor moral e material das Infracções apuradas, a sanção de inibição de participação em qualquer processo eleitoral da CTA, por via da CCM ou de qualquer outro membro da Confederação, durante o mesmo período de 12 (doze) meses.
Esta medida visa preservar a integridade institucional e a equidade do processo eleitoral, impedindo que, tendo actuado de forma dolosa para manipular o caderno eleitoral, o arguido venha a beneficiar de vias indirectas para contornar os efeitos da sanção disciplinar que lhe é aplicada, em razão de sua conduta pessoal e representativa.
O Documento carimbado e assinado por Agostinho Vuma aponta ainda que a agremiação irá mover um processo no Gabinete Central de Combate à Corrupção, contra Álvaro Massingue.
Para a Comunidade Mahometana, é com profundo pesar que recebeu a notícia do falecimento do líder da Igreja Católica e incansável defensor da paz, da justiça e da dignidade humana.
Num comunicado, a Comunidade adianta que durante o seu pontificado, o Papa Francisco marcou o mundo com a sua humildade, coragem moral e um compromisso firme com os mais vulneráveis. O seu legado transcende fronteiras religiosas, sendo reconhecido como uma figura de conciliação, empatia e diálogo entre os povos e confissões.
“A Comunidade Mahometana presta especial homenagem à postura solidária de Sua Santidade em relação ao povo palestino. A sua voz, sempre clara e corajosa, denunciou a injustiça da ocupação e apelou incansavelmente à paz com justiça, ao reconhecimento da dignidade do povo palestino e ao respeito pelos seus direitos legítimos. Num mundo muitas vezes silenciado pelo medo ou pela indiferença, o Papa Francisco foi um farol de consciência e humanidade”, e conclui: “Neste momento de luto, unimo-nos em solidariedade aos nossos irmãos e irmãs católicos, e rendemos tributo a um homem que viveu a fé com verdade, promovendo o amor, o diálogo e a esperança”.
A China vai impor sanções contra funcionários, legisladores e dirigentes de organizações não-governamentais dos Estados Unidos que tiveram um “mau desempenho” nas questões de Hong Kong, anunciou nesta segunda-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
Em Março, os Estados Unidos sancionaram seis funcionários da China continental e de Hong Kong, que, alegadamente, estavam envolvidos em “repressão além-fronteiras” e em actos que ameaçavam corroer ainda mais a autonomia da cidade. Entre esses funcionários contavam-se o secretário da Justiça, Paul Lam, o director do gabinete de segurança, Dong Jingwei, e o antigo comissário da polícia, Raymond Siu, segundo escreve o Notícias ao Minuto.
Como retaliação, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou, nesta segunda-feira, em Pequim, que a China condenou veementemente os actos, qualificando-os como “desprezíveis”. Os Estados Unidos interferiram seriamente nos assuntos de Hong Kong e violaram os princípios do direito internacional, afirmou.
“A China decidiu impor sanções aos congressistas, funcionários e líderes de ONG dos EUA que tiveram um mau desempenho em questões relacionadas com Hong Kong”, disse Guo, acrescentando que a resposta foi dada de acordo com a lei anti-sanções estrangeiras, sem fornecer mais pormenores sobre quem está a ser visado.
Guo também emitiu um aviso sobre Hong Kong, dizendo que os assuntos da cidade semiautónoma da China não podem ser sujeitos à interferência dos EUA. Quaisquer acções consideradas erradas pelo Governo chinês relativamente a questões relacionadas com Hong Kong serão objecto de medidas firmes e de retaliação recíproca, afirmou.
As sanções impostas pelos EUA a funcionários em Março não foram as primeiras relacionadas com a antiga colónia britânica, que regressou ao domínio chinês em 1997. Durante o primeiro mandato presidencial de Donald Trump, o seu governo impôs sanções a Hong Kong e a funcionários chineses por minarem a autonomia de Hong Kong.
Em 2021, a administração do antigo Presidente Joe Biden impôs mais sanções a funcionários por causa da repressão de Pequim contra as liberdades políticas na cidade semiautónoma.
Desde que a China impôs uma lei de segurança nacional em 2020 para reprimir os protestos massivos contra o governo de 2019, as autoridades de Hong Kong processaram muitos dos principais activistas da cidade. Órgãos de comunicação social conhecidos por reportagens críticas sobre o governo encerraram na sequência de detenções dos seus quadros superiores. Dezenas de grupos da sociedade civil foram dissolvidos.
Nos últimos dois anos, as autoridades de Hong Kong emitiram mandados de captura para 19 activistas sediados no estrangeiro, com recompensas de 1 milhão de dólares de Hong Kong (cerca de 111 mil dólares) por informações que levassem à detenção de cada um deles. Alguns deles residiam nos Estados Unidos.
A repressão, que dura há vários anos, tem suscitado críticas de governos estrangeiros, especialmente porque, aquando da transferência de soberania em 1997, foi prometido à cidade que as suas liberdades civis de estilo ocidental e a sua semiautonomia se manteriam intactas durante pelo menos 50 anos.
Os governos de Pequim e de Hong Kong insistem que a lei é necessária para a estabilidade da cidade.
O Bispo Emérito da Diocese dos Libombos descreve Papa Francisco como alguém que tinha um espírito de paz e reconciliação no relacionamento com os outros. Dom Dinis Sengulane diz que o país deve pegar nesta semente e regar. Já o Conselho Cristão de Moçambique entende que o Sumo Pontífice ensinou sobre tolerância religiosa.
O Bispo Emérito da Diocese dos Libombos, da Igreja Anglicana, lamenta a morte do Papa Francisco e diz que o mundo perdeu um príncipe da paz. Dom Dinis Sengulane considera Moçambique uma nação abençoada por ter sido visitada pelo Sumo Pontífice e mereceu várias orações por parte do Santo Padre.
O Bispo Emérito da Igreja Anglicana considera que Papa Francisco cumpriu a sua missão, e, agora, cabe a cada um seguir os ensinamentos por si deixados.
Já o Conselho Cristão de Moçambique considera que uma das grandes lições do Papa Francisco foi a tolerância religiosa. O Secretário-geral do Conselho Cristão de Moçambique, o Reverendo João Damião, defende que, só com a valorização dos ensinamentos do Papa Francisco, é que se pode manter vivo o seu legado.
A pregação do Papa Francisco quebrava as barreiras religiosas. A Comunidade Muçulmana lamenta a morte do Santo Padre e reconhece o seu papel na promoção da paz e reconciliação no mundo.
Páscoa abençoada para a basquetebolista moçambicana Chanaya Pinto, extremo que assinalou, no sábado, uma exibição monstruosa na vitória do Quinta dos Lombos sobre o Benfica, por 74-64.
A luz da ressurreição iluminou Chanaya Pinto que, fruto de 20 pontos, sete ressaltos, cinco assistências e sete roubos de bola (25,5 pontos de valorização), foi considerada a Jogadora Mais Valiosa (MVP).
A sua valorização foi de 25% durante os 36:53 minutos na quadra, tendo sido, de resto, a atleta mais utilizada pelo técnico José Leite.
Na quadra do Pavilhão Desportivo dos Lombos, a valorosa extremo concretizou um em três tiros exteriores (17% de aproveitamento), oito em 15 lançamentos de campo (53%) e um em dois na linha de lances livres (50%).
Os seus “targets” apontam, ainda, para cinco assistências, sete roubos de bola e dois “turnovers”.
Suraya Rijal, outra joia moçambicana que actua no Quinta do Lombos, contabilizou 10 minutos na quadra, tempo em que conseguiu um roubo de bola.
Neste duelo, que colocou o Quinta dos Lombos em vantagem de 1-0 no “play-off” das meias-finais, há a assinalar a exibição de Sara Joel Caetano.
A basquetebolista angolana contribuiu para a vitória do Quinta dos Lombos com 17 pontos, quatro ressaltos, uma assistência e cinco roubos de bola. Já Nahomis Hardy assinalou um duplo-duplo de 14 pontos, 11 ressaltos, uma assistência e três roubos de bola. Na formação do Benfica, destaque para Milica Ivanovic com 16 pontos, dois ressaltos, uma assistência e três roubos de bola.
Nas encarnadas, brilharam ainda Marcy Gonçalves (nove pontos, três ressaltos, duas assistências e um roubo de bola) e Raphaella Monteiro (20 pontos, quatro ressaltos, três assistências e um roubo de bola). O Benfica continua sem contar com os préstimos das bases Marta Martins e Inês Faustino.
O jogo 2 do “play-off” das meias-finais realiza-se no próximo dia 25 de Abril. Lembre-se que, em Março, o Quinta dos Lombos conquistou a Taça de Portugal de basquetebol feminino, tendo, curiosamente, vencido o Benfica (75-65) na final.
Maddi Utti, com 23 pontos, foi a grande figura da final e ajudou a formação de José Leite a vencer o jogo, que foi pautado pelo equilíbrio.
Esta foi a quarta Taça de Portugal conquistada pelo Quinta dos Lombos, que também já tinha vencido a prova rainha em 2010/11, 2019/20 e 2022/23.
Circular por algumas artérias da cidade da Beira constitui, actualmente, um autêntico desafio aos automobilistas e aos peões. Apesar de a edilidade estar empenhada em reabilitar as principais rodovias, há estradas no Chiveve que, há mais de cinco anos, não beneficiam de nenhuma intervenção.
O Conselho Municipal da Beira tem estado empenhado, há mais de 10 anos, na reabilitação de inúmeras rodovias em vários bairros, dos 26 existentes, recorrendo a pavês, facto que está a facilitar a movimentação de pessoas e bens das suas residências para outros pontos. No entanto, há zonas em que as vias de acesso não registam nenhuma intervenção há bastante tempo, as ruas não têm um sistema de drenagem das águas pluviais e o capim tomou conta delas, dificultando sobremaneira o movimento de pessoas e bens.
A situação torna-se mais crítica no período chuvoso. Aliás, choveu intensamente na Beira, nos últimos três dias, pelo que o cenário, no local, é mau.
Os munícipes pedem a intervenção do município para colmatar o problema.
Quisito Oliveira é mototaxista, mas, no último sábado, usou uma bicicleta para realizar a sua actividade, devido à situação que danifica as motorizadas.
Noutros bairros, os automobilistas queixam-se, igualmente, do estado das vias, que, para eles, contribui para a danificação precoce das suas viaturas.
Mário João, motorista de um transporte semicolectivo de passageiros, disse que o estado de algumas estradas prejudica a sua actividade.
O município da Beira diz que está ciente dos desafios que os munícipes de alguns bairros enfrentam diariamente para se locomoverem, tanto a pé como usando qualquer meio de transporte. Para Albano Carige, a solução vai surgindo gradualmente de bairro em bairro.
O edil da Beira, Albano Carige, adiantou que o trabalho nas estradas de terra batida vão exigir mais agressividade por parte do município, para garantir a sua durabilidade.
Albano Carige deixou ficar a promessa de que o processo de reabilitação das estradas em referência irá arrancar, gradualmente, logo que passar a presente época chuvosa. Na cidade da Beira, existem cerca de 600 quilómetros de estradas, e apenas a metade é pavimentada.
A Primeira-Ministra, Benvida Levi, endereçou, hoje, as suas condolências à igreja católica e lamentou a morte do Papa Francisco.
“Nós estamos todos muito tristes. O Papa Francisco não é só um papa que mudou a maneira de ser e estar na igreja católica, como é um Papa muito amigo de Moçambique. E como Moçambicanos, certamente, estamos tristes”, disse Benvinda Levi, acrescentando que o Sumo Pontífice sempre apoiou Moçambique.
A Governante lembrou da interacção do Papa com os moçambicanos, durante a sua visita em 2019, e expressou os seus sentimentos a igreja católica e aos cristãos do mundo.
O arcebispo de Maputo, Dom João Carlos, considera que este é o momento de acções de graças pelo legado deixado pelo Papa Francisco. João Carlos apelou ainda à oração, para que Deus console “o coração de todos que sentem pela partida do Papa”.
“É um homem que soube amar a igreja e viver para a igreja. Então, é um homem da igreja. É também o homem dos pobres, aqueles que não tem voz, nem vez, aqueles que são postos de lado”, disse o arcebispo de Maputo, enaltecendo as qualidades do Papa.
Dom João Carlos acrescentou que é um momento de se manter em oração. “A nível da igreja é claro que nós continuamos a rezar, e o que pedimos é oração”, sublinhou.
Sem avançar muitos detalhes, João Carlos disse que existem procedimentos que serão tomados pela igreja e, a seguir, segue-se a nomeação de um novo Papa.
O Presidente da República, Daniel Chapo, expressou condolências pela morte do Papa Francisco. Chapo apelou à união em oração da comunidade cristã.
Através de uma mensagem publicada no Facebook, Daniel Chapo lamentou a morte do sumo pontífice e expressou suas condolências. O Chefe do Estado desejou “que a fé e a esperança confortem os corações enlutados, e que o legado do papa Francisco continue a iluminar o nosso caminho”.
Chapo enalteceu o legado do papa, destacando que foi “líder espiritual de humildade exemplar, defensor incansável dos mais vulneráveis e promotor do diálogo entre os povos”,.
“O seu legado de compaixão e justiça social permanecerá como inspiração para todos”, concluiu.