A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.
O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar.
O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.
Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos.
O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.
A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária.
Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país.
O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, esta sexta-feira, em Bulawayo, a intensificação da cooperação económica entre Moçambique e Zimbabwe, durante a abertura oficial da 65a Edição da Feira Internacional do Zimbabwe (ZIFT 2025), onde foi convidado de honra.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou que “A cooperação com a República do Zimbabwe tem grande significado para Moçambique, não apenas pela partilha de fronteiras comuns, mas pelos profundos laços históricos de convivência política, económica e cultural”.
A Feira Internacional do Zimbabwe, que decorre sob o lema “Industrialização: Criando Cenário Económico Integrado”, acolhe líderes empresariais, industriais e representantes de diversos países e sectores. Chapo considerou que o evento representa uma plataforma privilegiada para a promoção da robustez e competitividade económica na região, destacando a importância da inovação tecnológica nas áreas da indústria, agricultura e serviços.
Daniel Chapo referiu que a realização da edição da ZIFT coincide com dois marcos importantes: os 45 anos da Independência do Zimbabwe e a preparação da edição 60 da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2025), a decorrer em Agosto, no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência de Moçambique.
“A nossa participação neste evento tem como objectivo central colher as experiências dos principais intervenientes no ramo industrial, agrícola, transportes e logística”, explicou o Chefe do Estado, reforçando que Moçambique pretende impulsionar a recuperação económica e fortalecer o sector privado, com impactos directos nas comunidades e na vida da população.
Outrossim, apontou as potencialidades naturais dos dois países como base para a construção de economias complementares, mencionando as reservas de ouro, lítio e cobre no Zimbabwe, e as terras aráveis, recursos minerais, gás natural e corredores logísticos de Moçambique. “Somos dois países irmãos, e estaremos sempre juntos”, declarou.
O Presidente da República reafirmou o compromisso de Moçambique em acolher investimentos zimbabweanos, particularmente através do Corredor da Beira e das infra-estruturas logísticas que interligam os dois países. “Os projectos de investimentos directos estrangeiros de capitais do Zimbabwe vão continuar a ser acarinhados em Moçambique, porque somos irmãos”, enfatizou.
O estadista aproveitou a ocasião para convidar os participantes a estarem presentes na FACIM 2025, entre 25 e 31 de Agosto, garantindo que será uma oportunidade para reforçar parcerias e promover as potencialidades económicas de Moçambique. “Temos que continuar juntos, porque a união faz a força”, afirmou, reiterando o papel da industrialização como motor de desenvolvimento e criação de emprego.
Ao encerrar a sua intervenção, o Presidente Chapo declarou oficialmente aberta a edição 65 da ZIFT, adianta a nota de imprensa da Presidência da República.
O Presidente da República, Daniel Chapo, emitiu um comunicado à Nação, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Malária, assinalado a 25 de Abril. Na sua comunicação, o Chefe de Estado sublinha a importância de uma mobilização conjunta e sustentada para erradicar esta doença, que continua a afectar severamente a saúde pública no país.
Este ano, a efeméride assinala-se sob o lema “Malária fora! Tempo de investir, inovar e renovar os compromissos”, que, segundo o Chefe de Estado, “chama atenção para a necessidade de impulsionar o investimento em intervenções cientificamente comprovadas para salvar mais vidas, principalmente entre as pessoas mais vulneráveis; a promoção de estratégias e abordagens inovadoras para superar os obstáculos actuais na luta contra a doença; o envolvimento activo de todos na implementação de estratégias de prevenção, respeitando o contexto local; e o nosso compromisso de criar todas as condições e ambiente necessários para a eliminação da malária.”
O Presidente Chapo destacou que, em 2024, foram registados, em Moçambique, mais de 11,5 milhões de casos de malária, cerca de 67 mil internamentos e 358 óbitos hospitalares. Apesar destes números continuarem elevados, representam uma redução de 12% nos casos, quatro por cento nos internamentos e um por cento nos óbitos, em relação ao ano anterior.
Chapo alertou que a malária continua a ser uma das principais causas de morbilidade e mortalidade no país, especialmente entre crianças menores de cinco anos. “É a causa mais comum de procura de cuidados médicos nas unidades sanitárias do país, com um impacto negativo tanto no sistema de saúde como nos outros sectores devido ao absentismo escolar e laboral e das perdas de vidas humanas”, frisou.
Reconhecendo os progressos alcançados, o estadista reiterou que “a dinâmica de transmissão da malária ensina-nos que devemos manter os esforços para preservar os ganhos e acelerar a redução do peso da doença”. Reafirmou o compromisso do Governo em continuar a priorizar “a implementação das intervenções de prevenção, diagnóstico e tratamento, das medidas para a mudança social e de comportamento, e do fortalecimento da vigilância, monitoria e avaliação, definidas no Plano de Governação”.
Apelando à acção colectiva, o Presidente da República deixou uma mensagem clara à população: “A luta contra a malária só poderá ser vencida se trabalharmos juntos e se cada um fizer a sua parte”. Por conseguinte, incentivou os cidadãos a aderirem às principais intervenções de prevenção, como a pulverização intra-domiciliária, a distribuição de redes mosquiteiras, a quimioprevenção sazonal e perenal e a vacinação. Exortou ainda à eliminação de charcos e ao cumprimento rigoroso do tratamento prescrito.
Por fim, expressou confiança na capacidade nacional de vencer esta batalha: “Acreditamos que com a implementação de intervenções de saúde pública alicerçadas na evidência científica e o reforço das parcerias multilaterais, bilaterais e público-privadas, conseguiremos alcançar o nosso desiderato de ver o país livre da malária”.
O poeta Álvaro Fausto Taruma é um dos nomes convidados para compor a programação especial do Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebrado no próximo dia 3 de Maio, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
De acordo com uma nota de imprensa, Álvaro Fausto Taruma participa com uma intervenção sonora original, parte da performance-instalação “Rádio Cósmica Mêike Rás Fân”, projecto criado por José Paes de Lira (Lirinha), que propõe uma escuta expandida da diversidade cultural e linguística da chamada galáxia lusófona.
A performance, que reúne vozes, sotaques, poemas e paisagens sonoras de artistas de países que falam português, parte da provocação: “Nós falamos a mesma língua?”
Com uma resposta poética e inédita a esta pergunta, Taruma leva à Rádio Cósmica a sua voz, a sua escuta e a sua língua, feita de múltiplas camadas, entre o ronga, o português e a memória das águas do Índico.
O autor de Matéria para um grito também contribui com a leitura de um poema autoral e a indicação de uma música que atravessa sua obra e o seu território poético.
O evento integra a programação anual do Museu, um dos mais importantes espaços de celebração da língua portuguesa no mundo, com curadoria de Luiza Romão, Ana Frango Elétrico e da Cinemateca Brasileira.
Álvaro Fausto Taruma junta-se assim a uma constelação de artistas que, juntos, celebram a língua portuguesa como um organismo vivo, mutante e plural.
Moçambique busca repetir, ou até mesmo melhorar, o desempenho obtido no COSAFA Sub-17 feminino do ano passado, quando voltar a participar na próxima edição a ter lugar em Windhoek, Namíbia, de 10 a 17 de Maio.
Após liderar o Grupo A na estreia com uma sequência de três vitórias em Joanesburgo, em Dezembro passado, Moçambique perdeu para Lesotho nas meias-finais. Este foi o melhor desempenho do país no torneio, até ao momento.
De acordo com a seleccionadora Júlia Fumo, a preparação de Moçambique para o torneio de 2025 está bem encaminhada.
“Começamos a preparação em Março, mas apenas com as jogadoras da capital do país (Maputo). Esta semana, as demais jogadoras das outras províncias do país chegam para aperfeiçoar o treinamento táctico da equipa e realizar alguns jogos de controlo”, disse Fumo em entrevista à COSAFA.
Segundo a seleccionadora moçambicana, apenas 20% do elenco deste ano participou do torneio do ano passado. Afirma que as jogadoras mais experientes têm uma vantagem em relação as que são novas no cenário.
“As jogadoras que mais se destacam são aquelas com alguma experiência nesta competição”, destacou.
Embora talvez menos experiente do que outras selecções no torneio, Fumo contará com as que jogaram no ano passado para liderar a equipa e dar o impulso necessário para o seu desempenho.
“As atletas não têm muita experiência em jogos internacionais, excepto aquelas que participaram do último torneio. Contamos com elas para trazer algum dinamismo à equipa”, acrescentou Júlia Fumo.
Embora uma campanha tão ou mais bem-sucedida do que a do ano passado seja bem-vinda, Fumo não está focada apenas no resultado deste torneio para sua equipa.
“Neste torneio, espero que possamos representar nosso país com dignidade, fazer um bom show e competir”, assumiu.
Moçambique foi sorteada no Grupo B, juntamente com as actuais campeãs regionais, Zâmbia, e Maurícias. Apenas as vencedoras do grupo e a segunda melhor colocada nos três grupos avançam para as meias-finais.
Salientar que desde que esta competição foi instituída, Moçambique não participou nas provas de 2019 a 2022, tendo estado presente em 2023, sem competir, e no ano, quando fez sua estreia, onde terminou nas meias-finais e terminou com a medalha de bronze.
Ao todo realizou quatro jogos, tendo vencido três e perdido um, marcando nove golos e sofrendo apenas dois. Ana Armando e Teresa Gogolo foram as artilheiras, com três golos cada, enquanto Judite Cumbi, Fátima Houana e Victoria Tennyson marcaram um golo cada.
O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, desloca-se a Acra, Gana, para participar na reunião do Comité Executivo da Confederação Africana de Futebol (CAF), agendada para este sábado, 26 de Abril de 2025.
Durante o encontro, serão abordados temas centrais do futebol africano, incluindo actualizações sobre as principais competições da CAF, como o Campeonato Africano das Nações (CAN) Marrocos 2025, o CHAN 2024 e a Liga dos Campeões, bem como a aprovação de regulamentos estratégicos, nomeações dos Vice-Presidentes da CAF, bem como dos comités permanentes da CAF para o mandato 2025-29.
A presença do Presidente da FMF nesta órgão da CAF reafirma o compromisso de Moçambique com o desenvolvimento do futebol continental e a sua participação activa nos processos de decisão da CAF.
A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol anunciou, esta quinta-feira, os nomes de 84 árbitros que vão ajuizar jogos do Moçambola e Taça de Moçambique neste ano. Ainda assim há mais cinco árbitros que serão avaliados nas próximas semanas para comporem o quadro da Elite para as provas nacionais
São 84 juízes anunciados, dos quais nove são do sexo feminino, sendo 36 árbitros principais e 48 assistentes, que foram seleccionados dentre 139 avaliados, e que vão ajuizar jogos oficiais sob égide da Federação Moçambicana de Futebol neste ano.
Estes números representam um crescimento de cerca de 38% se comparado com o ano 2024, em que tinham sido seleccionados 52 árbitros, dos quais 24 principais, 28 assistentes, e 9 eram mulheres.
A cidade de Maputo, com 18 árbitros, e Nampula, com 10, são as províncias que tem o maior número de juízes, enquanto Zambézia, com apenas três, contribui para o quadro de Elite com menos árbitros.
Dos 84 árbitros seleccionados, 14 deles são internacionais, com destaque para Maria Mabote, Mércio Macaringue, Hermínio Boca e Inocêncio Lourenço, que entram pela primeira vez na classe FIFA.
De acordo com José Luís, representante da Federação Moçambicana de Futebol, os árbitros ora seleccionados devem fazer jus a escolha feita e dignificar a classe com boas actuações.
“A tarefa dos árbitros é bastante exigente, exige, por isso, grande firmeza, grande integridade, grande preparação técnica e física e, acima de tudo, muita coragem num país em que, infelizmente, o respeito pelas regras ainda deve ser cultivado. Hoje, ao apresentarmos os árbitros que estarão no centro de acção nos relvados por todo o país, estamos também a afirmar o nosso compromisso com a elevação da qualidade e da credibilidade das nossas competições. O nosso compromisso como federação é de continuar a investir na formação, no acompanhamento e na valorização dos árbitros, porque temos a plena ciência que, sem uma arbitragem forte, justa e respeitada, não há futebol que cresça de forma sustentável”, disse José Luís.
Por seu turno, Francisco Machel, presidente da Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, CNAF, disse que há ainda mais árbitros que devem reavaliados e que poderão fazer parte da lista de Elite nos próximos meses.
“Nós temos cinco árbitros que temos que submeter à reavaliação. Um árbitro em Chimoio, um em Gaza, dois em Maputo e um na província de Maputo. Estes são árbitros que nós temos que submeter à reavaliação. E se passarem, teremos que entregar e integrar a este grupo”, disse Machel.
Dos árbitros a serem avaliados o destaque vai para Ema Novo, que foi eleita melhor árbitro dos últimos dois anos, que falhou os exames realizados em Fevereiro e Março.
“A Ema Novo é uma das nossas melhores árbitros nos últimos anos e foi a mais regular da primeira volta e no fim do campeonato. Ela fez o teste, está neste grupo em que será reavaliado e se passar o teste vai integrar este grupo. Está dentro dos nossos regulamentos”, disse, ressalvando ainda que os regulamentos defendem a reavaliação dos que reprovaram nos primeiros exames, e “só poderão ser reavaliados, no mínimo, passados seis semanas”.
Ainda esta quinta-feira, a Casa do Futebol anunciou Nadir Narotan como novo seleccionador nacional de Futsal, que se prepara para as eliminatórias ao Campeonato Africano.
Nadir Narotan substitui no cargo Faruk Ismael, que ano passado falhou o acesso ao CAN de Futsal, diante da Zâmbia.
ÁRBITROS DE ELITE DA CNAF
CABO DELGADO
José Amisse Árbitro principal
Latifo Alane Árbitro principal
Rachide Assuba Árbitro Assistente
Chabane Wissu Árbitro Assistente
Felisberto Nalelo Árbitro Assistente
NIASSA
Cacilda Fernando Árbitro principal
Nélson Uanasse Árbitro principal
Amamo Fortunato Árbitro principal
Hortêncio Peneu Árbitro principal
Olívio Saimone Árbitro Assistente
Messias de Jesus Árbitro Assistente
Sérgio Yamuaca Árbitro Assistente
Nildo Domingos Árbitro Assistente
ZAMBÉZIA
Nélson Valdez Árbitro principal
Isac Domingos Árbitro Assistente
Dorival Lequetiwa Árbitro Assistente
NAMPULA
Feliciano Santos Árbitro principal
Paulo Afito Árbitro principal
Ayuba Hilário Árbitro principal
Danilo Calaveto Árbitro principal
Nelsa Jeque Árbitro Assistente
Macário Gaveto Árbitro Assistente
Abacar Murchide Árbitro Assistente
Cássimo Essimela Árbitro Assistente
Isidro Bolacha Árbitro Assistente
Estêvão Samuel Árbitro Assistente
TETE
Chinai Jarson Árbitro principal
Venâncio Waya Árbitro principal
António Macuate Árbitro Assistente
Óscar Solha Árbitro Assistente
Faroque Couve Árbitro Assistente
MANICA
Berton Lifiando Árbitro principal
Cláudio Benedito Árbitro principal
Zeca Namara Árbitro principal
Lucas Machamba Árbitro principal
Besmuldo Lucas Árbitro Assistente
Benedito Lucílio Árbitro Assistente
Filimone Fernando Árbitro Assistente
SOFALA
Artur Alfinar Árbitro principal
Guilherme Malagueta Árbitro principal
Gomes Amisse Árbitro principal
Alifa Manzine Árbitro principal
Nélson Chicoche Árbitro Assistente
Raimundo Tabular Árbitro Assistente
Arsénio Raiva Árbitro Assistente
António Lisboa Árbitro Assistente
Maria da graça Árbitro Assistente
INHAMBANE
Celso Alvação Árbitro principal
António Chivavel Árbitro principal
Andilo Djafar Árbitro principal
Eugénio Nhatave Árbitro principal
Inocêncio Lourenço Árbitro Assistente
Castro Betane Árbitro Assistente
Fernando Tauzene Árbitro Assistente
Luísa Brasilão Árbitro Assistente
GAZA
Hermínio Boca Árbitro principal
Eduardo Chissano Árbitro principal
Roda Mondlane Árbitro Assistente
Gília Matavele Árbitro Assistente
Rogério Mazuze Árbitro Assistente
MAPUTO PROVÍNCIA
Fernando Júnior Árbitro principal
Fernando Judite Árbitro principal
Arsénio Maringule Árbitro Assistente
Zacarias Balói Árbitro Assistente
Eugénio Machaieie Árbitro Assistente
Eurico Mavume Árbitro Assistente
MAPUTO CIDADE
Simões Guambe Árbitro principal
Maria Mabote Árbitro principal
Filimão Correia Árbitro principal
Zefanias Chijamela Árbitro principal
Jone Armindo Árbitro principal
Dique Muchanga Árbitro principal
Elídio Magaia Árbitro principal
Venestâncio Cossa Árbitro Assistente
Mércio Macarringue Árbitro Assistente
Cláudio Macamo Árbitro Assistente
Arão Machava Árbitro Assistente
Morreira Machava Árbitro Assistente
Alda Vembane Árbitro Assistente
Joana Guambe Árbitro Assistente
David Wambala Árbitro Assistente
Alcídes Dombe Árbitro Assistente
Lúcio Namarroi Árbitro Assistente
Alexandre Moiane Árbitro Assistente
As zonas centro e norte disputam, este fim-de-semana, os jogos dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, com jogos aliciantes e de destaque. No sul joga-se pelo play-off que vai ditar o quinto jogo, numa região em que o Incomáti de Xinavane garantiu lugar nos “oitavos” e vai defrontar o Costa do Sol
Dez jogos corporizam a disputa dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, a segunda maior competição futebolística do país, com jogos de destaque e que vão fazer cair alguns dos colossos do futebol moçambicano.
Pela zona sul serão dois jogos do play-off que vai definir o último jogo dos oitavos-de-final, com o Maxaquene a ter pela frente o Bila Shoping da Massinga, este sábado, no campo do Costa do Sol. Fernando Judite será o árbitro do encontro.
Na Matola, concretamente na Arena Lalgy, no domingo, será o encontro entre os Desportivos: o da Matola contra o de Maputo. Um embate de muitas incertezas onde um deles vai cair, podendo a equipa do Moçambola (Desportivo da Matola) ou o histórico do futebol moçambicano (Desportivo Maputo). Eduardo Chissano é o homem escolhido para ajuizar o jogo.
Quem garantiu presença nos oitavos-de-final é o Incomáti de Xinavane, que no play-off de acesso venceu o ESFA de Boane, na quarta-feira, por 5-4 na marca das grandes penalidades, depois do empate a um golo no tempo regulamentar. Os “açucareiros” vão defrontar o Costa do Sol nos oitavos-de-final da prova.
Matchedje de Mocuba vs UD Songo aquece zona centro
Na região centro joga-se o acesso aos quartos-de-final com um apetecível jogo entre Matchedje de Mocuba e União Desportiva de Songo, domingo em Quelimane.
Pese embora sejam favoritos a vencer o jogo, os “hidroeléctricos” terão que provar em campo a sua supremacia e prova de ser equipa do Moçambola, diante dos “militares” que vão montar todo arsenal para parar toda energia da HCB.
Um jogo que será ajuizado por Feliciano dos Santos e que vai ditar a saída de uma equipa que tem aspirações de chegar longe, independentemente de quem seja.
O Chingale de Tete, por seu turno, tem um teste de doer na sua caminhada à estreia no Moçambola, quando receber, no domingo, o Estrela Vermelha da Beira, uma equipa acostumada a dar luta aos seus adversários.
Deverão fazer das tripas os corações os “canarinhos”, caso queiram avançar na competição, num jogo com pito de Berton Lifiando.
Quem tem tarefa quase facilitada é o Textáfrica de Chimoio que recebe em casa, na Soalpo, no domingo, a desconhecida equipa do Planície de Mpánduè de Tete. Os “fabris” do Planalto tem todas condições para sairem com a vitória e a qualificação na mão, num jogo que terá Artur Alfinar como árbitro.
Por seu turno, o Ferroviário da Beira tem um jogo não menos facilitado quando receber o Matchedje de Chimoio, este domingo no Chiveve. Akil Marcelino tem a oportunidade de rodar os jogadores, sem descurar de possíveis surpresas que podem acontecer na Taça de Moçambique, diante de uma equipa que quer surpreender. António Chivavel foi nomeado para este jogo.
Equipas do Moçambola digladiam entre si no norte
No norte do país é onde haverá, certamente, choros e dissabores, tendo em conta que há dois jogos entre equipas do mesmo escalão, nomeadamente dois jogos de equipas do Moçambola e um jogo de equipas da segunda divisão.
Em Nacala, o Desportivo local recebe o Baía de Pemba, num jogo em que uma das equipas do Moçambola vai dizer adeus a uma das competições para se concentrar no campeonato nacional. Trata-se de duas equipas que já se defrontaram quatro vezes, a dividirem entre si vitórias, com duas para cada lado, e curiosamente pelo mesmo resultado de 1-0. Nélson Valdez terá, de certo, muitas dificuldades para ajuizar a partida, no sábado.
Já no domingo, também em Nacala, há embate entre dois Ferroviários: de Nacala e de Lichinga. Também duas equipas do Moçambola que vai ditar a queda de uma delas. No confronto directo, os “locomotivas” de Lichinga tem vantagem, já que venceram quatro dos seis jogos disputados com o seu adversário, incluíndo o último jogo disputado em Nacala.
Mas taça é taça e todas equipas querem vencerem, por isso avizinha-se uma partida difícil, não só para as duas equipas, mas também para Amisse José, que vai apitar.
Teste de fogo terá o Ferroviário de Nampula nesta eliminatória, quando for a Lichinga defrontar as Águias Especiais locais, uma vez que terá que provar a sua grandeza e estatuto de favorito, perante uma equipa pronta a surpreender. Cacilda Fernando é chamada a fazer uma boa actuação como juíza do encontro.
Finalmente o embate entre equipas da segunda divisão, entre Desportivo de Pemba e Sporting de Nampula. Claramente sem vencedor antecipado, até porque as duas equipas são principais nas respectivas províncias.
Será Nélson Uanasse a ajuizar o jogo e vai ter que estar de olhos abertos para não ser surpreendido pelas equipas.
Os transportadores, que fazem o trajecto Maputo-Matola, paralisaram, na manhã desta quinta-feira, as suas actividades em reivindicação contra as injustiças praticadas na portagem da TRAC. A situação forçou os passageiros a fazerem uma parte do percurso a pé.
De novo, houve confusão na portagem de Maputo. É que os transportadores que fazem as rotas que partem da Matola para a Cidade de Maputo e vice-versa, usando a Portagem de Maputo, gerida pela TRAC, decidiram suspender a actividade em reivindicação contra injustiças praticadas por aquela instituição.
Além de não terem explicação das razões das multas, os transportadores exigem, também, a redução da tarifa, que pagam na Portagem de Maputo.
A cobrança coerciva da tarifa de portagem e a detenção de alguns transportadores foi a outra causa por trás da paralisação de actividades.
Com a paralisação do transporte público, os passageiros desembarcavam cerca 500 metros da Portagem de Maputo e faziam parte do percurso a pé.
A Polícia esteve posicionada ao longo da Estrada Nacional Número Quatro para garantir a ordem e segurança públicas, sensibilizando os transportadores a não obstruir a via.
Dezasseis vidas foram tragicamente perdidas nas praias de Inhambane nos últimos meses, vítimas de afogamentos. As autoridades alertam que muitas destas tragédias poderiam ter sido evitadas, se não fosse a imprudência de quem ignora os avisos colocados em zonas perigosas e impróprias para banhos.
Pessoas atraídas pelas águas quentes e convidativas da província muitas vezes ignoram os avisos colocados pelas autoridades, expondo-se a riscos que poderiam ser evitados. A imprudência tem custado caro, pois nos últimos meses, várias vidas foram perdidas em afogamentos registados em diferentes praias da região.
Para mudar o cenário preocupante, uma iniciativa foi tomada. Agentes da polícia lacustre, membros do corpo de salvação pública e fiscais marítimos participaram num rigoroso treinamento, onde aprenderam técnicas de natação e salvamento, ferramentas cruciais para resgatar banhistas em situações de emergência.
Com o novo grupo devidamente capacitado, espera-se que os agentes actuem com dedicação e responsabilidade, ajudando a evitar novas tragédias e assegurando que os momentos de lazer não se transformem em cenários de dor.
Os agentes treinados estarão posicionados nas principais praias de Inhambane, locais com maior concentração de banhistas.