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As tensões em torno do destino do Estreito de Ormuz mantêm-se elevadas, com os Estados Unidos e o Irão a reclamarem o controlo desta via navegável estratégica. 

Foram avistados navios no Estreito, ao mesmo tempo que a administração Trump continua a afirmar, de forma activa, que a Marinha norte-americana detém o controlo da passagem por onde circulava cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente antes da eclosão do conflito.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os seus assessores têm insistido que o volume de crude do Golfo a transitar pela via se aproxima, presentemente, dos níveis pré-guerra. 

Na passada quinta-feira, o vice-presidente JD Vance declarou, em conferência de imprensa, que os Estados Unidos escoltaram cerca de 15 milhões de barris de petróleo na quarta-feira. Estes números surgem na sequência de declarações do secretário da Energia, Chris Wright, que na quarta-feira referiu à CNBC a passagem de 17 milhões de barris na segunda-feira, com o apoio da Marinha norte-americana. Antes do início das hostilidades, o Estreito registava um fluxo de cerca de 20 milhões de barris diários.

Contudo, empresas independentes de monitorização de tráfego marítimo sublinham que o movimento de navios permanece significativamente abaixo dos níveis anteriores ao conflito. A recuperação do tráfego tem sido igualmente dificultada pelos ataques renovados dos Estados Unidos contra alvos no Irão e pelas consequentes acções de retaliação de Teerão na região.

No plano económico, o impacto é sentido globalmente. Os preços dos combustíveis em diversos países continuam a atingir máximos históricos, impulsionados pela recente escalada de tensão. Nos Estados Unidos, o gasóleo atingiu uma média de 5,85 dólares por galão, valor nunca antes registado desde o início do conflito. No Reino Unido, os preços da gasolina atingiram o ponto mais alto dos últimos seis meses, fixando-se nos 163 pence por litro. 

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O Governo prevê arrecadar cerca de 386 mil milhões de Meticais para execução das actividades previstas para 2025. Para cobrir o défice orçamental, de cerca de 127 mil milhões de meticais, o Executivo vai contar com créditos interno e externo, donativos externos, mas também das receitas provenientes da exploração mineira e petrolífera.

A 48 horas do debate em plenária da proposta de lei do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2025, as sete comissões de trabalho da Assembleia da República reuniram-se nesta segunda-feira para apreciar o instrumento.

O PESOE 2025 refere-se a uma planificação feita num contexto de recuperação econômica, porém com metas ambiciosas, com o objectivo de controlar a massa salarial, reduzir a dívida interna e aumentar a satisfação social.

Em 2025,  as despesas do executivo de Daniel Chapo vão registar um incremento, em relação ao ano passado. 

É que em 2024 o Estado gastou 507 mil milhões de meticais, contra 512 mil milhões para este ano, tendo as despesas com pessoal e salários e remunerações como os mais dispendiosos.

As despesas com o Pessoal estão fixadas em 210.7 mil milhões de meticais, contra 208.9 mil milhões, do ano anterior.

As rubricas de salários e remunerações custarão 205.5 mil milhões de meticais, contra 202.8 mil milhões.

O mesmo documento prevê a contratação, neste ano de Funcionários e agentes do estado apenas nos sectores da Educação, Saúde,  Agricultura, Ambiente e Pesca e órgãos de administração da Justiça, sendo que nos restantes sectores, o executivo vai privilegiar a mobilidade de quadros, como medida para contenção do crescimento da massa salarial.

Para execução do plano, nos sete meses restantes, o Governo prevê arrecadar cerca de 386 mil milhões de Meticais, num cenário em que tem como despesas previstas, pouco mais de 512 mil milhões de meticais, perfazendo um défice de cerca de 127 mil milhões de meticais. 

Para cobrir o défice orçamental, o Executivo compromete-se a mobilizar recursos, sobretudo, externos, tendo em conta o nível de dívida interna. Assim, o reforço orçamental será feito através de: 

Crédito interno -estimado em 35.1 mil milhões de meticais, crédito externo: projectado em 29.9 mil milhões correspondente a 1.9% do PIB e donativos externos, no montante de 58.2 mil milhões de meticais, o correspondente a 3.8% do PIB.

Outros elementos que poderão financiar o orçamento do Estado são: receitas provenientes do Fundo Soberano, estimadas em mais de 3 mil milhões de meticais,  receitas provenientes de GNL do projecto Coral Sul, na bacia do Rovuma, cerca de 5 mil milhões de meticais e receitas provenientes prestacao de servicos publicos – 20.9 mil milhões de meticais 

Com o debate marcado para a próxima quarta-feira, os deputados da Comissão de Plano e Orçamento dão nota positiva ao instrumento.

A Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade diz que o documento está de acordo com a lei.  O instrumento foi igualmente apreciado pelas outras cinco comissões de trabalho da Assembleia da República. 

O Sporting de Portugal, do internacional moçambicano Geny Catamo, venceu ontem o Gil Vicente por duas bolas a uma e relançou a luta pelo título. Os dois golos dos “leões” foram apontados por Max Araújo e Eduardo Quaresma. 

O defesa central do Sporting marcou o golo da vitória ao cair do pano. Geny Catamo jogou a titular, tendo saído aos 83 minutos da partida.

O Sporting soma agora 78 pontos, os mesmos que o Benfica, que no sábado tinha vencido o Estoril também por duas bolas a uma. Os “leões” podem sagrar-se campeões no próximo sábado, caso vençam o jogo contra o Benfica.

Agentes públicos têm até o dia 20 de Maio para efectuar a declaração eletrónica de bens. Trata-se de um mecanismo que visa combater a corrupção e o enriquecimento ilícito. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apela ao cumprimento do prazo,  para evitar o pagamento de multas. 

 

O Ferroviário de Maputo, campeão em título da Taça de Moçambique, vai defrontar o Incomáti de Xinavane nos quartos-de-final da prova. O cruzamento ditou ainda o jogo entre a União Desportiva do Songo e o Textáfrica de Chimoio.

Após o encerramento, neste domingo, da disputa dos oitavos-de-final da fase provincial da Taça de Moçambique, já são conhecidos os cruzamentos dos quartos-de-final da prova. 

Depois de tirar do caminho a Associação Desportiva de Vilankulo, o Ferroviário de Maputo, vencedor da edição passada da prova, vai defrontar o Incomáti de Xinavane, equipa responsável pela queda do Costa do Sol. 

Já a Associação Bladk Bulls medirá forças com o Maxaquene, numa ronda em que o Desportivo de Nacala terá pela frente o seu homónimo de Pemba. Ainda nos quartos-de-final o cruzamento ditou, também, o jogo entre a União Desportivo de Songo e o Textáfrica de Chimoio. 

Segundo o regulamento da Federação Moçambicana de Futebol, os quartos-de-final serão disputados em duas mãos. As equipas apuradas deverão seguir para as meias-finais que, à semelhança da edição passada, irão concentrar-se no mesmo local. 

Na presente edição o destaque vai para a eliminação precoce, além do Costa do Sol, do Ferroviário da Beira, Ferroviário de Nampula e Associação Desportiva de Vilankulo. 

O gabinete de segurança de Israel, responsável pelo curso da ofensiva em Gaza, aprovou, durante a noite de domingo, um plano para retomar o acesso de ajuda humanitária em Gaza, que está completamente bloqueado desde 02 de Março, segundo informações partilhadas pela imprensa local.

De acordo com o diário Israel Hayom, o gabinete também aprovou o aumento gradual da pressão militar sobre o enclave e pressionar o Hamas a aceitar um cessar-fogo.

Quanto ao plano para retomar o acesso da ajuda humanitária a Gaza, o diário Yediot Ahronot dá conta de que alguns ministros opuseram-se à ideia de permitir que alimentos, remédios e outros bens essenciais voltassem a ser distribuídos no território palestiniano, após um bloqueio de mais de dois meses.

Israel bloqueou, em Março, o acesso de ajuda humanitária a Gaza para impedir o Hamas de aceder ao material que entra na Faixa.

O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, conhecido por ser ultranacionalista, disse durante a reunião que “não há necessidade de introduzir ajuda em Gaza” e que “os armazéns de alimentos do Hamas devem ser bombardeados”, provocando o que a imprensa local descreveu como uma discussão acalorada com o chefe do Estado-Maior do Exército, Eyal Zamir.

Este é o maior bloqueio de Israel no enclave desde o início da ofensiva.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebe hoje, no Gabinete da Presidência da República, os membros da Associação dos Juízes (AMJ), para uma saudação, por ocasião do Dia Nacional do Juiz Moçambicano. 

Segundo o comunicado da Presidência, o acto visa reflectir sobre a actividade judicante e os desafios que se impõem ao exercício da profissão de juiz, em Moçambique. As comemorações deste ano decorrem sob o lema: “AMJ – 20 anos por uma magistratura digna, respeitada, segura, livre da corrupção e comprometida com os direitos humanos”.  

Inicia, esta segunda-feira, em Nova York, o julgamento de Sean “Diddy” Combs, um dos rappers e magnatas da música de maior sucesso nos EUA, com a seleção do júri .

Acusado de Conspiração extorsão, tráfico sexual e transporte de pessoas para fins de prostituição, o rapper, produtor, magnata da indústria musical, “Diddy” Combs, de 55 anos, foi detido em Setembro de 2024 em Nova Yorque,   e enfrenta um julgamento que o pode deixar encarcerado pelo resto da vida. 

Além deste julgamento principal num tribunal federal, há ainda vários processos civis individuais, mais de 70, que o responsabilizam por drogar, violar e silenciar pessoas ao longo de várias décadas, enquanto era um dos nomes mais poderosos da indústria do rap. Diddy, que está detido há sete meses, nega todas as acusações que lhe são feitas. 

Numa audiência preliminar, na quinta-feira, disse ao juiz que tinha rejeitado um acordo judicial, cujos contornos não são conhecidos,

Sean também era conhecido pelos nomes Puffy, Puff Daddy, P Diddy, Love e Brother Love – surgiu na cena hip-hop na década de 1990.

Duas pessoas perderam a vida na madrugada deste Domingo, vítimas de acidente de viação, no distrito de Moamba, Província de Maputo, ao longo da Estrada Nacional Número Quatro (EN4).

O acidente envolveu um mini-bus que embateu no atrelado de um camião que se encontrava estacionado na estrada. Os dois mortos eram os únicos ocupantes da mini-bus. Aponta-se o excesso de velocidade e má visibilidade para o sinistro que igualmente causou danos materiais avultados.

Anualmente, a 5 de Maio, celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Para a celebração da efeméride, neste ano, o Centro de Língua Portuguesa – Camões/UEM realiza, nesta segunda-feira, o simpósio “A Língua Portuguesa de Moçambique nos Estudos Linguísticos e Literários”.

A iniciar às 08h30, no Anfiteatro 1502 da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, no Campus Principal, Cidade Maputo, o simpósio pretende criar um espaço de reflexão sobre o papel da língua portuguesa nos estudos linguísticos e literários, na produção científica e na literatura contemporânea de Moçambique.

Ao promover a análise e a discussão sobre as particularidades do português falado e escrito no país, o evento pretende fomentar o intercâmbio de ideias entre especialistas, escritores e o público interessado, contribuindo para a valorização e compreensão da diversidade linguística de Moçambique e da sua literatura.

Assim, o evento terá início com duas conferências centrais, que estabelecerão o enquadramento teórico e crítico para as discussões subsequentes.

A primeira conferência, “50 anos de pesquisa sobre o português de Moçambique (1975-2024)”, proferida pela Professora Catedrática Perpétua Gonçalves, abordará a evolução dos estudos linguísticos, analisando desafios e dinâmicas da pesquisa sobre o português de Moçambique.

Já a segunda conferência, “50 anos de estudos sobre Literatura Moçambicana: um olhar panorâmico”, a cargo do crítico literário e professor universitário Gilberto Matusse, centrar-se-á nos estudos literários, explorando a trajectória da crítica literária e da literatura moçambicana e o seu desenvolvimento ao longo dos últimos anos.

Depois das conferências iniciais, realizar-se-á a mesa redonda intitulada “A oficina da língua: processos e possibilidades”, que contará com a participação dos escritores Mélio Tinga, Virgília Ferrão e Eduardo Quive, com a moderação do crítico literário José dos Remédios.

Segundo a organização, “Espera-se que esta mesa-redonda promova um espaço de diálogo e de reflexão sobre os processos criativos e as múltiplas possibilidades que a língua portuguesa oferece à construção do texto literário no contexto moçambicano. Os escritores serão convidados a partilhar as suas experiências na construção do texto literário, explorando questões como a influência das línguas bantu na escrita literária, a inovação estilística e a identidade cultural expressa através da língua portuguesa”.

Ainda de acordo com a organização do simpósio, a sessão será uma oportunidade para o público compreender os desafios e as potencialidades do uso da língua portuguesa na literatura moçambicana contemporânea, destacando a sua diversidade e o seu impacto no panorama literário dos PALOP e da CPLP.

A realização da mesa-redonda com escritores insere-se na valorização da língua portuguesa como veículo de expressão e criação literária, bem como na promoção do debate académico e cultural.

Com a iniciativa, refere uma nota conceptual da organização, pretende-se não apenas celebrar a riqueza da literatura moçambicana, mas também inspirar novas gerações de escritores e leitores a explorar e expandir os horizontes da escrita em língua portuguesa.

O simpósio “A Língua Portuguesa de Moçambique nos Estudos Linguísticos e Literários” vai realizar-se entre as 8h30 e as 12h.

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