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Adélia Macucule defende soluções adaptadas às mudanças climáticas para reforçar a produção de alimentos e desafia jovens a transformarem a agricultura numa fonte sustentável de rendimento.

A Primeira Secretária do Comité Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, defendeu esta quarta-feira, no distrito de Funhalouro, uma mudança de paradigma na produção agrícola, sustentando que o combate à insegurança alimentar passa pela adopção de soluções inteligentes, resilientes e ajustadas às novas condições climáticas que afectam a província.

A dirigente falava durante o encontro que marcou o arranque da sua visita de trabalho ao distrito, uma das zonas mais vulneráveis aos efeitos das secas cíclicas e da irregularidade das chuvas, fenómenos que, nos últimos anos, têm condicionado a produção agrícola e agravado a vulnerabilidade de milhares de famílias.

Perante dirigentes locais do partido e membros do Governo distrital, Adélia Macucule defendeu que a agricultura em Funhalouro deve evoluir para um modelo mais adaptado às características agroecológicas do território, privilegiando culturas compatíveis com o tipo de solo, a disponibilidade de água e o comportamento climático da região.

Na sua intervenção, considerou que a produção de alimentos deve deixar de depender exclusivamente dos modelos tradicionais de cultivo e passar a incorporar práticas agrícolas mais resilientes, capazes de garantir colheitas mesmo em períodos marcados pela escassez de precipitação.

Para a dirigente, a resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas exige inovação, capacidade de adaptação e um maior aproveitamento das potencialidades locais, transformando a agricultura numa actividade economicamente sustentável e suficientemente robusta para assegurar o sustento das famílias.

Um dos eixos centrais da mensagem de Adélia Macucule foi dirigido à juventude. A Primeira Secretária apelou aos jovens para que encarem a agricultura como uma oportunidade de criação de emprego e geração de rendimento, defendendo o aproveitamento sustentável dos recursos naturais disponíveis no distrito.

Segundo afirmou, o auto-emprego continua a representar uma das respostas mais eficazes para reduzir o desemprego juvenil, sobretudo em distritos predominantemente rurais como Funhalouro, onde a terra permanece como um dos principais activos económicos.

A dirigente incentivou igualmente os jovens a desenvolverem iniciativas inovadoras ligadas ao sector agrário, apostando na diversificação da produção, na adopção de tecnologias apropriadas e na valorização das cadeias de valor agrícolas, como forma de aumentar o rendimento das famílias e dinamizar a economia local.

A visita de trabalho enquadra-se na estratégia da Frelimo de reforçar o acompanhamento político e social das comunidades, através do contacto directo com a população e as estruturas locais do partido.

Durante a sua permanência em Funhalouro, Adélia Macucule deverá manter encontros de auscultação com diferentes grupos sociais, líderes comunitários e outras personalidades influentes do distrito, com o objectivo de recolher preocupações, identificar os principais desafios enfrentados pelas comunidades e acompanhar a implementação das políticas públicas ao nível local.

Espera-se que os encontros permitam recolher contribuições para o reforço das estratégias de desenvolvimento do distrito, com particular incidência sobre a produção agrícola, a segurança alimentar, a criação de oportunidades para a juventude e a adaptação das comunidades aos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.

A aposta numa agricultura resiliente surge numa altura em que Funhalouro continua a enfrentar desafios estruturais relacionados com a variabilidade climática, tornando cada vez mais necessária a adopção de práticas agrícolas capazes de garantir produção sustentável e maior resistência aos períodos de seca que afectam regularmente aquela região do interior da província de Inhambane.

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O Estádio da Machava só estará pronto para acolher jogos de futebol entre Outubro e Novembro deste ano, segundo garantia dada pelo PCA do CFM, dono do campo. Agostinho Langa falava durante a visita teleguiada do Ministro da Juventude e Desporto e do Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, esta quarta-feira. Caifadine Manasse ainda visitou, esta semana, o recinto do Estádio Nacional do Zimpeto, onde esteve acompanhado pelos técnicos do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, para acompanhar os trabalhos, mas também para olhar para questões de saneamento de meio

A visita do Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, acompanhado pelo Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, inseriu-se na fiscalização para se inteirar do estágio das obras, convista a acolher jogos de futebol, quer das selecções nacionais, bem como dos clubes para jogos do Moçambola.

Na ocasião, os dois dirigentes ficaram a saber do PCA do CFM, Agostinho Langa, dos trabalhos que estão em curso, nomeadamente as intervenções na zona dos balneários, no túnel de acesso, na zona de imprensa, na tribuna, nas bancadas, no piso e na iluminação.

Quanto às bancadas, Agostinho Langa explicou que as mesmas vão ganhar cadeiras plásticas, como forma de fazer melhor aproveitamento do espaço, o que vai permitir que a sua capacidade aumente para 45 mil espectadores, enquanto o piso voltará a ser de relva natural, depois da retirada da relva sintéctica que era usada até 2022.

Relativamente à iluminação, o Estádio da Machava será totalmente remodelado e montado para permitir com que o recinto volte a acolher jogos de noite.

Por outro lado, no recinto desportivo remodelado será montado um sistema de vídeo-vigilância e um espaço para o vídeo-árbitro, bem como uma pista de atletismo de tartan que permita acolher provas nacionais e internacionais.

Entretanto, as obras não são de curto prazo para a sua conclusão, mesmo estando já em 70% d execução, havendo apenas perspectivas de que volte a acolher jogos entre Outubro e Novembro, em alturas em que a colectividade estará nas celebrações dos 101 anos de existência, de acordo com o líder dos verde-e-branco.

Para já, a maior perspectiva é que o recinto desportivo seja utilizado já em Junho, no âmbito das comemorações dos 50 anos da independência nacional, mas sem nenhuma possibilidade de acolher jogo nessa data.

“Se for essa a intenção, de se vir celebrar aqui os 50 anos, sim, o campo estará em condições. Mas para o futebol, não, porque se se concretizar a celebração dos 50 anos, nós não podemos pôr a relva, por razões óbvias. Só depois disso. E colocando-se a relva, precisamos de três meses para ela se consolidar. Portanto, não podemos considerar que a 25 de Junho o campo esteja pronto para o jogo. Não voltamos para a relva sintética, seria um investimento a retroceder-nos para o passado”, frisou o presidente dos “locomotivas” da capital.

Em termos orçamentais, Agostinho Langa revelou que o mesmo aumentou em perto de 50% devido aos reajustes efectuados, dentre eles para a iluminação eléctrica e para a modernização do túnel de acesso.

“Inicialmente estavam previstos 10 milhões de dólares como investimento. Algumas áreas, por exemplo, a área eléctrica, mesmo o túnel, aquilo que nós inicialmente tínhamos pensado, depois tivemos que evoluir para uma outra solução. Portanto, deslizou-se um bocado acima. Não vou dizer quanto é que vai ser, porque mais de 50% será, certamente”, esclareceu.

Caifadine Manasse satisfeito com execução das obras

O ministro da Juventude e Desportos mostrou-se satisfeito e impressionado com o projecto de requalificação do Estádio da Machava. Saudou a coragem da empresa CFM de melhorar o campo de forma a ter um perfil internacional. 

“O que nós sentimos é que o CFM tem uma direcção que olha o desporto como aquilo que tem que galvanizar cada vez mais a nossa economia, tem que fazer com que a juventude desta zona, assim como os moçambicanos, tenham a oportunidade de ter mais um campo com perfil de campos internacionais. Isto mostra que a decisão que o CFM tomou perante esta grande infraestrutura, que é uma infraestrutura que é aqui onde foi declarada a nossa independência pelo presidente Samora Machel, demonstra claramente que, ao pensar assim, a direcção do CFM merece a nossa saudação e merece o nosso agradecimento. Saímos daqui felizes porque temos tido problemas de infraestruturas desportivas”, disse o Ministro da Juventude e Desporto.

Aliás, o governante disse que o que viu mantém a sua visão de ver Machava como alternativa viva ao Estádio Nacional do Zimpeto para jogos internacionais dos Mambas e dos clubes nacionais envolvidos nas Afrotaças.

“Há de ver que há pouco tempo nós tivemos que jogar fora porque o nosso Estádio do Zimpeto não estava em condições. Nós sempre falamos que tem um campo alternativo que é este, que é o campo da Machava, e quando chegamos aqui hoje, vimos este grande trabalho que está sendo feito”, frisou Caifadine Manasse.

Já o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, congratulou a empresa CFM pelo projecto que está a executar e frisou que a organização que lidera está a acompanhar de perto o desenvolvimento das obras, tanto mais que serve como conselheiro do empreendimento.

Ainda assim, Sidat alertou que ainda há muito trabalho por ser feito, para que se cumpram os requisitos necessários para que seja aprovado para acolher jogos internacionais.

“Mas pela abordagem que tivemos com os donos da obra, a previsão é que as obras sejam finalizadas entre Outubro e Novembro, pelo que até lá acreditamos que muita coisa será feita”, frisou Feizal Sidat.

Apesar das projecções indicarem Outubro ou Novembro para que o Estádio da Machava esteja pronto, o líder da Casa do Futebol descarta a possibilidade de acolher os jogos dos Mambas, em Setembro e Outubro deste ano, do apuramento ao Mundial-2026.

“Há bastante trabalho por fazer, pelo que temos de ter outra alternativa para que possamos receber o Botswana e a Guiné-Conacry”, disse.

Para já, o maior prémio que o Estádio da Machava pode ter é a disputa da final da Taça de Moçambique, em finais de Novembro ou princípios de Dezembro, em função do calendário de jogos do Moçambola-2025.

AGOSTINHO LANGA – PCA do CFM

É um grande investimento. É do CFM, mas é um investimento do Estado moçambicano. O Estádio é um património nacional e nós, na discussão sobre a requalificação, quisemos manter o traço inicial do Estádio. Portanto, como digo, é um grande investimento nacional de preservação daquilo que é o Estádio Nacional, por tudo o que representa, sobretudo em relação à celebração da independência nacional. Nós estamos à espera que em Outubro, aproveitando o aniversário do Ferroviário, o estádio esteja em condições de ser utilizado. Desde o primeiro dia que convidamos a federação para nos assessorar, porque nós sabemos que nós somos especialistas na matéria, e todas as correcções que eles levantaram e propuseram, nós vamos tomar em consideração e penso que sim, podemos.

CAIFADINE MANASSE – Ministro da Juventude e Desporto

Aqui mostra-se claramente que os moçambicanos estão a assumir de forma séria, aquilo que é o patriotismo, e na gestão das empresas estão a olhar que tem que também trabalhar para aquilo que é bom para os moçambicanos. O desporto é bom para os moçambicanos. O desporto junta moçambicanos, junta várias sensibilidades. Isto significa que o CFM está a olhar com muita responsabilidade esta questão do desporto. Saímos felizes e encorajamos que a direcção continue por cima deste grande projecto, trabalhe no sentido de rapidamente termos esta infraestrutura terminada, porque só assim estaremos a contribuir ou a fazer as coisas de forma diferente para ter resultados diferentes, como disse o nosso presidente. E também trabalharemos com a direção do CFM para que este campo seja alternativa nos próximos momentos. Sabemos que o Ferroviário de Maputo vai para as Afrotaças e nós gostaríamos que os moçambicanos assistam aos jogos aqui neste campo, que é importante.

 

A Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, acolhe, Sexta-feira, às 20h, o espectáculo multidisciplinar “Só Elas”, da cantora e compositora Tchakaze. 

Acompanhada por uma banda feminina que dá nome ao projecto, Só Elas, a performance contará com a participação especial de Delta Acácio, Kayena Xihiwa e Sizaquel Matlombe na música, Dorcas Tamele e Cecília Rodrigues na poesia, Dina Francisco na dança, e Juliana de Sousa como Mestre de Cerimonia.

Para o Franco, focada em destacar o talento e a expressão artística feminina, em “Só Elas” Tchakaze promove o autoconhecimento e incentiva uma maior participação das mulheres no panorama cultural e social, reforçando a sua presença no mercado das artes e da cultura. 

A iniciativa baseia-se na ideia de que o empoderamento, a motivação e a inspiração transformam o indivíduo num agente activo, colocando a mulher no centro desse processo. Ao longo deste percurso, ganha autonomia para enfrentar barreiras e desafios, como a violência doméstica, enquanto desenvolve o autocuidado físico e mental e a sua expressão criativa.

Tchakaze, 34 anos de idade, natural de Maputo, é uma artista multifacetada: cantora, actriz, compositora, coreógrafa e activista social.

Formada em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Instituto de Ciências de Saúde de Maputo, iniciou a sua carreira artística aos 17 anos, quando subiu ao palco pela primeira vez como corista do músico Penny Penny, na companhia das irmãs Belita e Domingas, e também como integrante da banda Omba Mô.

Em 2014, Tchakaze gravou as canções Nkata e Donguissa, que se tornaram grandes sucessos. Ao longo da sua carreira, recebeu diversos prémios, incluindo Artista Revelação e Melhor Voz no Ngoma Moçambique, e Melhor Canção pela 99FM. Ganhou grande destaque através do programa Super Tardes da STV, mas já se destacava antes como bailarina do grupo sénior Maxaqueninha e actriz em várias peças teatrais.

Com um estilo que mistura Pop e Soul com influências tradicionais, já partilhou o palco com grandes artistas nacionais e internacionais, como Penny Penny, Zahara, Nomcebo, Aniano Tamele, Yolanda Kakana e Deltino Guerreiro.

Com 10 anos de carreira, Tchakaze lançou um álbum e vários singles, disponíveis tanto em formato físico quanto digital. Actuou em festivais internacionais em Macau, África do Sul e eSwatini, e realiza apresentações em eventos de diferentes dimensões, desde festivais a celebrações privadas. Recentemente, integrou o elenco da série A Infiltrada, do grupo Multichoice, no papel de Janete.

“So elas” vai encerrar o programa de actividades do Mês dos Direitos da Mulher, uma iniciativa promovida pela Embaixada de França em Moçambique. 

O autor Liodêngua vai estreia-se em livro com “Lamúrias Para o Meu Amor”, chancelado 

pela Mapeta Editora. O lançamento do  livro está agendado para a cidade da Beira, dia 10 de Abril, no Centro Cultural Português, a partir das 18 horas. 

“Lamúrias Para o Meu Amor” é uma colectânea de poemas que aborda a violência baseada no género. Através de versos que expõem cicatrizes invisíveis e gritos sufocados, a obra literária mergulha na intimidade das vítimas, denunciando a brutalidade do silêncio imposto e a urgência de mudança.

Liodêngua é pseudónimo de Virgílio Teixeira Dêngua, nascido a 15 de Fevereiro de 1993, na cidade de Nampula. O autor iniciou a sua carreira artística muito cedo, ainda petiz, inspirado por seus irmãos. É escritor, artista plástico, artista gráfico, retratista, requalificador urbano, jornalista cultural e profissional de informática.

Luís Taiado Vasco Jone é Mestre em Gestão de Média Digital pela Universidade Eduardo Mondlane e Licenciado em História com Habilitação em Geografia pela Universidade Pedagógica. A sua carreira abrange comunicação, jornalismo, radiodifusão e produção multimédia, destacando-se em projectos de impacto social.

A apresentação estará a cargo do comunicólogo Luís Taiado.

 

Paulina Chiziane defende que a mulher deve voltar às raízes de modo a resgatar a identidade moçambicana. A escritora critica o excesso de uso de cabelos importados e considera importante exaltar a cultura.

Na palestra realizada na Universidade Pedagogica de Maputo, Paulina Chiziane foi directa e categórica ao criticar o que considera “auto colonização da mulher”, que se verifica de forma crescente, nos últimos tempos.  

“Eu não sei se estamos a evoluir, nem para onde vamos nós mulheres. As mulheres de hoje desprezam-se. Comprar cabelos e pôr na cabeça, porque? Eu também comprava cabelos, até descobrir a história do meu próprio corpo … e percebi que quando faço essas coisas, estou a colonizar-me, a mim mesma…África tem valores para dar”, explicou Paulina Chiziane. 

De mulher para mulheres, a escritora explicou que tal facto coloca em causa a verdadeira essência cultural da mulher moçambicana e a História.

“O cabelo da mulher negra salvou gente, mas vocês acham que ele não presta. Respeitem o vosso cabelo, reconheçam o papel histórico para a libertação humana através do vosso cabelo”.   

Na palestra subordinada ao tema “Educação da Mulher em Moçambique”, Paulina Chiziane interagiu com as participantes. 

A autora de Balada de amor ao vento entende, igualmente, que a mulher deve contribuir, por meio da academia, para que a História do país seja bem escrita, de modo a que a identidade não se perca. 

“Podemos juntos fazer este juramento, dizendo que com o conhecimento recebido na universidade, iremos mostrar ao mundo que a mulher tem história”.

Paulina Chiziane dirigiu a palestra no âmbito do Dia da Mulher Moçambicana, que se assinala na próxima segunda-feira.

A crise na Renamo já não pode ser ignorada. O partido, que durante décadas simbolizou a resistência política e militar em Moçambique, enfrenta uma contestação interna que cresce a olhos vistos. Em Massinga, província de Inhambane, o descontentamento atingiu um novo patamar, com membros do partido a fecharem a sede local e a queimarem cartazes com a imagem de Ossufo Momade, num claro sinal de rejeição à sua liderança.

A revolta é liderada pelos antigos guerrilheiros da Renamo, aqueles que, com armas na mão, sustentaram a guerra civil e, mais tarde, garantiram a presença do partido na arena política, mas que, agora, sentem-se traídos. Acreditam que Momade perdeu o rumo e conduziu a Renamo à inércia. Jovens e mulheres do partido também engrossam as fileiras da contestação, num movimento que já não se restringe apenas a uma ala específica, mas que atravessa gerações dentro da organização.

Alexandre Nucumba, desmobilizado da Renamo, é uma das vozes mais críticas da actual liderança. Para ele, o que está a acontecer não é apenas uma insatisfação passageira, mas um reflexo de anos de promessas não cumpridas e de uma gestão desastrosa do partido. 

“Ossufo Momade traiu os ideais da Renamo. O partido pelo qual lutamos e arriscamos a vida já não existe. Ele vendeu a nossa luta, entregou tudo de bandeja, e nós não vamos aceitar isso calados”, denunciou, visivelmente revoltado.

A indignação de Nucumba não é isolada. O sentimento de traição ecoa entre vários membros que, nas eleições passadas, viram a Renamo ser esmagada nas urnas sem uma reação à altura.

 “O que nos doi é que ele se calou depois das eleições. Sofremos uma das maiores derrotas da nossa história e, em vez de lutar pelos nossos votos, Momade ficou em silêncio e o partido parou desde lá. O que mais precisamos para perceber que ele já não nos representa?”, questiona.

Para muitos, o líder da Renamo tornou-se um nome associado à passividade. A sua postura frente às negociações políticas, sua incapacidade de mobilizar o partido e a ausência de uma estratégia clara para recuperar o espaço perdido são apontadas como as razões para o desmoronamento da confiança dentro da Renamo.

Se antes a contestação era dominada pelos antigos combatentes, agora o cenário mudou. Jovens e mulheres do partido, que outrora viam em Momade um líder de transição, após a morte de Afonso Dhlakama, agora também exigem a sua saída. José Armindo, representante da Liga Juvenil da Renamo, não esconde a frustração. “A juventude quer um líder com visão, com capacidade de nos inspirar e de enfrentar a Frelimo sem medo. Momade não tem nada disso. Ele acomodou-se, aceitou migalhas, enquanto nós ficamos sem direção”, critica.

A Liga Feminina da Renamo também se posicionou contra a actual liderança. Glória Damião, uma das vozes femininas mais influentes dentro do partido em Inhambane, reforça o coro de críticas. “As mulheres da Renamo sempre estiveram na linha da frente, mas hoje sentimos que o partido perdeu a sua essência. Não podemos continuar com um líder que não escuta, que não reage e que só nos enfraquece”, afirma.

O clamor por mudança não é apenas uma expressão de descontentamento – é um pedido formal. Os antigos guerrilheiros e as novas gerações dentro do partido querem a convocação imediata de um Conselho Nacional, onde possa ser eleita uma nova liderança capaz de revitalizar a Renamo e resgatar o partido da apatia em que se encontra.

Alexandre Nucumba é categórico: “Não estamos aqui para negociar. Exigimos um Conselho Nacional agora. A Renamo não pode esperar mais, ou vai acabar de vez. Precisamos de um líder forte, que saiba para onde estamos a ir. Momade já demonstrou que não é esse líder”.

A pressão por uma mudança no topo do partido tem crescido em várias províncias, e a crise que agora explode em Massinga é apenas um dos muitos focos de insatisfação. No início do ano, delegados distritais da Renamo em Inhambane já haviam marchado até à sede provincial para exigir a destituição do delegado político de Inhambane. Agora, a revolta escalou para um nível mais agressivo, tornando insustentável a permanência de Ossufo Momade sem enfrentar resistência interna.

A grande questão que paira sobre a Renamo neste momento não é se haverá mudanças, mas sim quando e de que forma elas ocorrerão. Se a liderança insistir em ignorar os sinais claros de colapso interno, a crise pode aprofundar-se ainda mais, levando o partido a um ponto sem retorno.

Ossufo Momade está sob cerco. As vozes que pedem a sua saída já não podem ser abafadas, e a pressão para que renuncie ou convoque um Conselho Nacional pode tornar-se insustentável nos próximos meses.

O Atlético de Madrid defronta, esta noite, o Barcelona, em partida da segunda mão das meias-finais da Taça do Rei da Espanha. A equipa de Reinildo Mandava empatou na primeira mão a quatro bolas. Real Madrid venceu Real Sociedad e está na final da prova.

Jogo de todas as decisões entre Atlético de Madrid e Barcelona para a Taça do Rei. Depois da vitória dos culés sobre os colchoneros para o campeonato por 4-2 há duas semanas, e do empate a quatro golos na primeira mão da Taça do Rei, o jogo desta noite será do tira-teimas.

Com Reinildo a titular nos dois jogos, a equipa de Diego Simeone quer repetir a proeza da vitória na primeira volta do campeonato, por 2-1, e alcançar a final da prova, à busca do 11º título.

Por outro lado, o Barcelona, Rei da Taça com 31 títulos, quer regressar a uma final quatro anos depois, e tentar o 32º troféu.

O vencedor da partida desta quarta-feira, a partir das 21:30, defronta o Real Madrid, que, na meia-final diante da Real Sociedad, venceu por 5-4 no agregado, com Rudiger a ser o herói madrileno.

A final da Taça do Rei está marcada para 26 de Abril corrente.

Detida estudante de 17 anos de idade, acusada de roubo de  recém-nascido, no Hospital Provincial de Xai-Xai, em Gaza. A indiciada confessa, e diz ter cometido o crime por medo de contar ao seu namorado que perdeu o bebé. 

A PRM avança que a jovem teria ido ao Hospital Provincial de Gaza, por razões ainda desconhecidas, mas “simpatizou-se com a mãe do recém-nascido, que lhe passou o bebé”, e depois disso a jovem teria abandonado o Hospital.

A polícia foi imediatamente acionada e conseguiu comunicar-se com a jovem, através do número de telefone deixado na senha.

 “Já acionada a Polícia, já que ela havia pedido que a mãe do recém-nascido fosse comprar a senha, e no processo de compra deve-se deixar o contacto do paciente, foi possível contactar a ela [a jovem indiciada] a partir do número de telefone que havia deixado”, disse Carlos Macuácua, porta-voz da PRM.  

Já a acusada confessou o crime e disse ter cometido o acto porque sofreu um aborto há alguns meses. “Eu estou detida porque roubei bebé ontem, no hospital provincial. Eu estava grávida e a minha gravidez saiu há quatro meses, e tive medo de dizer ao meu namorado que a minha gravidez já saiu, porque ele sabia que eu estava grávida”, conta a indiciada. 

A jovem disse que não tinha a intenção de roubar o bebé, foi ao hospital para marcar uma consulta. “Eu estou constipada, fui marcar uma consulta. Então pedi a ela [a mãe do bebé] para comprar senha, então ela depois me entregou o bebé. Não sei como é que depois eu pensei em sair com o bebé dela”. 

A jovem conta ainda que assim que chegou a casa, recebeu uma chamada do pai, ordenando que voltasse ao hospital para devolver o bebé. E diz estar muito arrependida.

O Edil de Maputo, Rasaque Manhique, desafia o novo Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo a acabar com a onda de destruição de ruas e passeios por interesses privados. Manhique falava, esta terça-feira, no empossamento de novas lideranças das áreas de infra-estruturas, mobilidade, transporte e trânsito.

Trata-se de Elias Machava, empossado para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo, e Nora Aloi, como Directora de Mobilidade, Transporte e Trânsito.

Rasaque Manhique, que dirigiu o acto, desafiou, em particular, ao novo dirigente da área de infra-estruturas a acabar com a destruição de ruas e passeios por empresas privadas.

Ao sector dos transportes, o edil de Maputo recordou sobre o problema da corrupção, um mal que, segundo Rasaque Manhique, também deve ser combatido. 

O PCA da Empresa de Infra-estruturas, Elias Machava, promete dinamizar o seu novo sector.

Ainda sobre a Empresa Municipal de Infra-estruturas, o edil de Maputo apela à necessidade de contar com a mão-de-obra de jovens locais em cada bairro. 

O grupo Hollard Moçambique Seguros passa a deter 100 por cento das acções da Global Alliance Seguros, abrindo, assim, espaço para a sua expansão no mercado nacional. O anúncio foi feito, esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa concedida pela direcção da empresa.

O grupo Hollard Moçambique está com uma cota de 21% no mercado nacional de seguros e este ano pretende alcançar mais. É que com a conclusão da aquisição a 100 por cento das acções da Global Alliance Seguros, a firma reforça a sua capacidade e tem, agora, a chance de estender a sua  actuação para 35 por cento.

“Não se trata apenas de uma fusão, esta aquisição é total. A partir de hoje, a Global Alliance será totalmente englobada na Hollard, um período de dezoito meses, uma vez que há aprovações regulamentares que precisam ser feitas. Esta mudança traz oportunidades para a expansão da nossa presença no mercado nacional, criação de novas soluções para os nossos clientes e tornar as nossas operações eficientes”, explicou Henri Mittermayer, CEO do grupo Hollard Moçambique.  

A nova visão do grupo, que rendeu no ano passado mais de 280 milhões de meticais, vai compreender quatro etapas, com destaque para a expansão do mercado, desenvolvimento de produtos e eficiência operacional.

“Chegados aqui, queremos assegurar mais opções de seguros personalizados intervenção em sinistros de forma rápida e eficiente, maior segurança financeira e gestão de riscos, melhor experiência digital para o entendimento mais fácil e conveniente, mas, acima de tudo, no centro desta aquisição, está o nosso compromisso”, conceituou.

A fusão das duas empresas significa reestruturação e a consequente extinção da Global Seguros, uma acção que só será concluída dentro de 18 meses, explicou Imran Esmael, Director de Recursos Humano da Holland. 

Fundada em 2001, a Hollard Moçambique opera, para além do seguro de saúde, em outras áreas, sendo que conta, neste momento, com  30 mil agricultores assegurados.

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