O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou o pugilista moçambicano Tiago Muxanga pela conquista do título africano da International Boxing Organization (IBO), alcançado em Essex, Inglaterra, considerando o feito um motivo de orgulho nacional e uma demonstração do talento moçambicano no panorama desportivo internacional.
Numa mensagem de felicitação, o Chefe do Estado endereçou, em nome do Governo, do povo moçambicano e em nome pessoal, as suas felicitações ao atleta, enaltecendo o mérito, a dedicação e o brilhantismo demonstrados ao longo da sua carreira.
Segundo Daniel Chapo, a vitória de Tiago Muxanga demonstra que a disciplina, o trabalho e a determinação são factores essenciais para alcançar grandes conquistas, acrescentando que o pugilista honra a Bandeira Nacional e contribui para o reforço do prestígio de Moçambique no desporto africano e internacional.
O Presidente da República considera igualmente que o atleta constitui uma referência para a juventude moçambicana, por inspirar os jovens a acreditarem que é possível transformar sonhos em realidade através do empenho e da perseverança.
Na mensagem, Daniel Chapo renovou os parabéns ao pugilista e formulou votos de contínuos sucessos ao serviço do desporto nacional, incentivando-o a prosseguir na conquista de novos títulos que dignifiquem Moçambique.
O Presidente da República, Daniel Chapo, destacou, esta sexta-feira, em Luanda, a importância da infra estrutura logística e da capacitação da juventude como elementos chave para o sucesso da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda Bengo, elogiando o modelo angolano como uma referência para o desenvolvimento económico regional.
As declarações foram feitas à imprensa no final da visita que o estadista moçambicano realizou à Fábrica Embalvidro, no quadro da sua visita de trabalho à República de Angola.
Durante a visita, o Presidente Chapo referiu-se com apreço ao modelo integrado de infra-estrutura da ZEE.
Para o Chefe do Estado, a existência de vias rodoviárias, ferroviárias, portuárias e aeroportuárias é determinante para dinamizar as exportações e importações.
O estadista moçambicano sublinhou ainda que a ZEE conta com condições essenciais para a actividade industrial sustentável. “Achamos que para quem quer importar e exportar a partir da ZEE é fundamental a existência da logística […], mas também a questão relacionada à linha férrea e a questão da energia eléctrica em quantidade e qualidade, água também em quantidade e qualidade, são aspectos fundamentais”, frisou.
Na fábrica Embalvidro, Chapo ficou impressionado com o perfil da força de trabalho, maioritariamente composta por jovens. “A média de idade de jovens que nós vimos aqui, pelo menos nesta fábrica, é de cerca de 34, 35 anos no máximo. Isto é fundamental para o futuro do país e sobretudo para a juventude angolana”, afirmou, elogiando o empenho do Governo angolano na capacitação local.
A Embalvidro é uma unidade industrial de referência em Angola, especializada na produção de embalagens de vidro para bebidas como vinho, cerveja, sumos e refrigerantes. Com três linhas de produção, a fábrica tem capacidade para produzir até 700 mil
garrafas por dia, num total anual de cerca de 300 milhões de unidades, das quais 80% são exportadas para mercados como África do Sul, Namíbia, Zimbabwe e República Democrática do Congo (RDC).
Inaugurada em 2019, com um investimento inicial de cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos – 60% de capital próprio –, a Embalvidro abastece grandes clientes como a Heineken e a Namíbia Breweries Limited (NBL). A empresa utiliza predominantemente matéria-prima local e mantém um compromisso com práticas sustentáveis, nomeadamente a reciclagem de vidro.
Daniel Chapo valorizou o impacto da cooperação económica entre Moçambique e Angola, destacando o intercâmbio comercial crescente entre os dois países. “Outro aspecto importante é a exportação de produtos que estão a ser fabricados aqui na ZEE para Moçambique e produtos de Moçambique também para Angola”, disse.
Segundo o governante, a visita insere-se numa agenda centrada no fortalecimento da cooperação económica, que considera essencial para o desenvolvimento mútuo. “Somos dois países irmãos, daí a nossa visita mais relacionada com a cooperação económica do que a cooperação política, que já é excelente, e achamos que temos que aprimorar cada vez mais a cooperação económica entre os nossos dois países”, declarou.
O Município de Xai-Xai, na província de Gaza, iniciou uma operação de retirada dos vendedores informais das vias públicas, medida que provocou forte contestação. Mais de 500 comerciantes ambulantes manifestaram-se, nesta quinta-feira, em frente às instalações do Conselho Municipal, exigindo esclarecimentos e a reversão da decisão.
Segundo a edilidade, os vendedores foram notificados com 30 dias de antecedência para deixarem os passeios, ruas e avenidas da zona comercial. No entanto, os comerciantes alegam que a medida é injusta e que não foram devidamente ouvidos.
Catarina, de 42 anos, que vende há mais de 25 anos nas imediações do Mercado Limpopo, lamenta a situação:
“Concederam-nos este espaço para trabalhar, mas agora estão a expulsar-nos. O pouco que conseguimos vender, três meticais, é retirado por eles. Como sobreviver assim? Pedimos socorro. Estamos a passar por muitas dificuldades devido à ação do município”, desabafou.
A Polícia Municipal está no terreno com ordens claras para impedir a permanência dos vendedores nos passeios e zonas de maior circulação. A ação tem sido alvo de contestação, sobretudo pela falta de alternativas adequadas oferecidas aos comerciantes.
Marta Rosa e Glória Maria afirmam que os confrontos com o município já duram há mais de duas semanas:
“Não vamos sair. É aqui que ganhamos o pão para os nossos filhos, netos e famílias. Quando precisavam de apoio, vieram até nós. Hoje, estão a expulsar-nos sem qualquer explicação ou consenso. Precisamos de ajuda”, clamaram.
O ponto mais crítico da tensão ocorreu quando centenas de vendedores se concentraram defronte ao Conselho Municipal, num protesto que visava pressionar as autoridades a recuar na sua decisão.
“Eles dizem que não nos querem mais na estrada. Mas nós também não temos outro lugar para ir. O Mercado Grossista é no mato, não há pessoas, nem construções, nem casas de banho. Não é um local digno para comércio”, afirmou uma comerciante.
Outro fator que exacerbou o conflito foi o alegado cancelamento do processo de formalização dos ambulantes, após muitos terem pago para obter documentação legal.
“Pagámos 1800 meticais de arrendamento comercial e mensalmente 600 meticais. Agora dizem que cancelaram tudo e mandam-nos para o Mercado Grossista. Nós vendemos roupa. Quando chove, onde vamos trabalhar?”, questionou Maria Filomena, vendedora na Avenida Samora Machel.
O vereador dos mercados e feiras, Benaias Cofe, rejeita as acusações dos vendedores e defende a atuação do município:
“Se procurarem saber se esses vendedores têm comprovativos de pagamento ou licenças em dia, verão que a maioria não tem. A polícia apenas os informou de que não deveriam continuar nos passeios e que deveriam deslocar-se ao mercado”, explicou.
Segundo Cofe, a edilidade decidiu agir com firmeza devido à resistência dos vendedores em abandonar o local.
“Não podemos reunir com eles em grandes grupos, pois isso poderia aumentar a agitação. Mas vamos aplicar a lei para garantir a livre circulação de pessoas nos passeios, que hoje estão ocupados por bancas”, concluiu.
A Polícia Municipal mantém-se posicionada nos pontos de maior concentração para impedir o regresso dos informais à zona comercial, enquanto o impasse entre o município e os vendedores continua.
Alguns agricultores brancos sul-africanos dizem que há na África do Sul mais de 2.5 milhões de hectares agrícolas ociosos, pelo que o país não precisa de expropriação mas sim de reforma agrária para garantir que quem precisa de terra para produzir tenha acesso e até financiamento e treinamento.
Os Estados Unidos da América decidiram lançar uma ofensiva contra a África do Sul devido a alegada expropriação violenta da terra a farmeiros brancos, alguns dos quais foram esta semana recebidos como refugiados em Washington.
Esta semana o Governo sul-africanos respondeu com a realização desta mega feira agrícola em Free State que junta milhares de farmeiros, maioritariamente brancos que expõem o quão poderosa é a agricultura sul-africana. O movimento boer que apoia a reforma agrária diz que a África do Sul não precisa de expropriação de terras:
“Não precisamos da lei de expropriação, mas a lei precisa ser usada em muitas partes do país por razões legais, não precisamos de expropriar terras para fazer a reforma agrária. A reforma agrária é muito importante na África do Sul, mas temos mais de 800 reformas que não estão a ser usadas, temos mais de 2.5 milhões de hectares de terras agrícolas que não estão a ser usados neste momento, e se as pessoas querem fazer agricultura, precisam ser dadas terras agrícolas disponíveis, têm que ser dadas capital e treinamento. Eu acredito que o problema que nós como Movimento de Solidariedade sempre dizemos é que não temos pessoas que tentam fazer agricultura, não temos capital nem conhecimentos essenciais e acesso ao mercad”, disse Jaco Kleynhans.
O Vice-presidente da África do Sul visitou a feira e diz que negros e brancos trabalham juntos na África do Sul para o desenvolvimento do país e que esta exposição é disso exemplo. “Quando interagimos com os agricultores entendemos que eles tem seus próprios desafios que estão bem articulados, estão satisfeitos por ficar aqui e estamos satisfeitos por colaborar com eles, estamos satisfeitos por apoiá-los. Somos um povo feliz na África do Sul, temos nossos desafios mas resolvêmo-los. Encorajo a todos os sul-africanos que fiquem e trabalhemos juntos e construamos juntos este lindo país”, afirmou Paul Mashantile, Vice-Presidente da RSA.
Na próxima Quarta-feira o Presidente Sul-Africano Cyril Ramaphosa reune-se com o seu homólogo norte americano Donald Trump para discutir o tema e evitar que o país vizinho seja alvo de sanções por parte de Washington.
Após o golpe militar liderado pelo general Brice Clotaire Oligui Nguema, em Agosto de 2023, o presidente deposto do Gabão, Ali Bongo, e sua família passaram o tempo trancados em casa ou na prisão.
Mas cinco dias depois que sua esposa Sylvia e seu filho Noureddin foram libertos da prisão e transferidos para prisão domiciliar aguardando julgamento por peculato e lavagem de dinheiro, Bongo e sua família chegaram a Angola.
A dinastia Bongo governou o Gabão por mais de 50 anos antes de ser destituída do poder por um golpe militar pelo general Brice Clotaire Oligui Nguema em 2023.
A saída para o exílio é resultado de um acordo firmado entre o presidente angolano, João Lourenço, e Oligui Nguema, novo presidente do Gabão, segundo um comunicado da presidência angolana partilhado no Facebook .
Segundo o Africannews, João Lourenço foi a Libreville na segunda-feira para estreitar as relações com Oligui Nguema, que foi declarado vencedor das eleições presidenciais no mês passado. Os laços entre os dois países esfriaram um pouco durante o período de transição após o golpe.
A União Africana, actualmente liderada pelo presidente angolano, pediu repetidamente às novas autoridades do Gabão que libertassem Bongo e sua família.
Os advogados de Sylvia e Noureddin Bongo já haviam expressado preocupações sobre o estado de saúde deles durante a detenção na prisão.
O escritor moçambicano Lucílio Manjate lança “Última Memória: Entrevista com Sthoe”, no dia 21 de Maio, no Centro Cultural Português em Maputo, Camões. O livro será apresentado por Gilberto Matusse.
É um novo romance de Lucílio Manjate, no qual o autor regressa com Sthoe, o agente policial que Manjate cria na novela A Legítima Dor da Dona Sebastião (2013) e volta a dar vida no romance Rabhia (2017). Entretanto, diferente dos livros anteriores, em Última Memória: Entrevista com Sthoe, a personagem reaparece com a idade já bastante avançada, debilitada e profundamente solitária.
Sem poder usar as mãos, o velho polícia contrata os serviços de Dezassete, um taxista que no passado o agente suspeitou ter cometido um crime, para o ajudar a redigir cartas destinadas ao seu antigo estagiário, Bernardo Bastante Sozinho. As cartas surgem alegadamente porque Sthoe deseja partilhar com Bernardo casos antigos, na esperança de que a correspondência leve o antigo discípulo a aplicar-se em processos de investigação policial. Porém, esta não será a única razão para o surgimento das cartas e ela pode, inclusive, revelar-se para o leitor ilusória.
Lucílio Manjate conta já com mais de uma dezena de livros publicados em Moçambique, Portugal e Brasil, alguns dos quais premiados, como Rabhia, e com contos traduzidos para o Inglês e Espanhol. O autor, que também é professor de Literatura na Universidade Eduardo Mondlane, publicou também ensaios e antologias sobre literatura moçambicana e tem participado em eventos culturais e literários dentro e fora do país.
A Associação Kulemba, em parceria com Cornelder de Moçambique, vai laurear as melhores obras literárias, nas categorias de Poesia e Romance, publicadas neste ano por autores moçambicanos, com o Prémio Literário Mia Couto. O prémio distingue as melhores obras literárias publicadas anualmente por autores moçambicanos.
A Associação Kulembra abriu, no 11 de Abril de 2025, as inscrições para a 3ª edição do Prémio Literário Mia Couto, que distingue as melhores obras literárias publicadas anualmente por autores moçambicanos.
As candidaturas para o prémio encerraram no dia 12 de Maio e foram recebidos 36 livros, sendo 21 para a categoria de poesia e 15 para a de romance. As obras foram publicadas por 14 editoras moçambicanas.
Todos os livros já foram submetidos à avaliação do júri, constituído por Nataniel Ngomane (presidente), Teresa Noronha, Vanessa Riambau Pinheiro, Joaquim Arena e Marcelo Panguana, que deverá apurar 5 obras finalistas, em cada categoria, até o dia 5 de Julho, e, 30 dias depois, decidirá sobre o melhor livro em cada um dos dois géneros.
As inscrições decorreram de forma online e eram elegíveis as obras publicadas entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2024, nas categorias de poesia e romance.
Desde a sua primeira edição, o Prémio Literário Mia Couto já laureou importantes obras da literatura moçambicana, nomeadamente, “No verso da cicatriz”, de Bento Baloi, “Pétalas negras ou a sombra do inanimado”, de Belmiro Mouzinho, e “Estórias trazidas pela ventania”, de Adelino Albano Luís. Cada um dos vencedores recebeu um valor monetário 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais).
Um grupo de ex-guerrilheiros da Renamo está acampado desde ontem na sede nacional do partido, em Maputo, para exigir a saída da direcção liderada por Ossufo Momade. Os indivíduos são provenientes de todo o país.
Depois de encerrarem quase todas as delegações províncias, exigindo a saída da actual liderança do partido, um grupo composto por ex-guerrilheiros da Renamo está acampado na sede da formação política, em Maputo, e mais uma vez exigem a saída de Ossufo Momade e a direcção por si liderada.
“Está mal, essa é a razão pela qual estamos aqui. A vida está mal, o partido está a ir falência, porque na Renamo há dois grupos, um dos combatentes e membros pobres que querem resgatar os ideais de Afonso Dhlakama, mas há um outro grupo de bem vestidos e académicos, que não têm nenhum interesse no partido, só querem ter algo no fim do mês para alimentar a família. Então, são dois grupos e nós lutamos com esses que querem destruir o partido”, afirmou João Machava, antigo guerrilheiro da Renamo.
Os antigos guerreiros já avisam que caso Momade e os seus não abandonem a liderança, poderão invadir a sua residência para o forçar a abandonar o poder.
“Nós temos dois grupos de colegas que estão a vir das províncias. Há um grupos que vai chegar hoje, mas há outro do Niassa que, provavelmente, vai chegar amanhã. Então, quando esses se juntarem a nós, vamos dividir o grupo em dois, um vai ficar aqui na sede e outro vai a casa dele, porque a ideia é de força-lo [Ossufo Momade] a demitir-se. Ele é general, é militar, é colega nosso, então teremos a mesma língua”, avançou Machava.
As acusações à nova direção não param só na alegada má gestão do partido. Os antigos guerrilheiros dizem estar a ser alvos de perseguição e assassinatos. “Estamos perante um partido que tem esquadrões de morte (…) Nós combatentes da Renamo em Nampula estamos a ser perseguidos por grupinhos, que o senhor Ossufo montou”, partilhou Egar Silva, antigo guerrilheiro da Renamo.
Acampados desde quinta-feira, o grupo diz que só sairá do local com uma resposta positiva das suas exigências. Os protestatários dizem não estar representados até pelos deputados na Assembleia da República.
O Barcelona é campeão do espanhol em futebol após vencer, na noite de ontem, o Espanyol por 2-0.
Em mais uma noite de inspiração de Yamine Yamal, Barcelona viria a sagrar-se campeão espanhol de futebol da temporada 2024/2025. Uma época de luxo em que a equipa comandada pelo alemão Hansi Flick só não conseguiu a Liga dos Campeões, ao perder nas meias-finais.
A festa foi na casa do Espanyol, coincidentemente o mesmo local onde os culés festejaram a conquista do campeonato na época de 2023.
A história do jogo foi feita em 90+7 minutos, com Yamil Yamal a abrir o marcador aos 53 minutos.
A Data Center é uma área fundamental no processo de transformação digital, que lida com a segurança dos dados de usuários de diversos serviços. A caminho da Moztech, o País Económico visitou o maior Data Center e o primeiro de padrão mundial construído no país, a RAXIO.
Trata-se de uma empresa que surge a partir de dois investimentos, americano e francês. Estas duas empresas já faziam alguns investimentos em África, mas depois decidiram escolher aqueles países em franco desenvolvimento, como Moçambique e Angola, e não os grandes hubs como a África do Sul e a Nigéria, e decidiram construir data centers de nível mundial, como aqueles que podem ser encontrados na Europa, na América e por aí em diante.
A visita guiada, conduzida pelo Director Comercial da RAXIO, Júlio Guivala, começa pelas salas de sistemas de suporte. Desde o tratamento cauteloso de energia que alimenta a central, dividido em duas salas conectadas à rede pública, sistema de gerados e uma sala de baterias, tudo para garantir que nunca falte energia.
Há pelo menos duas salas gêmeas para a conexão dos servidores das empresas e mais duas equipadas com sistemas de extinção de incêndio, até chegar à sala principal onde os equipamentos de armazenamento de dados estão instalados. Esta inovação, que já conquistou o mercado, será uma das atracções da 12ª Moztech.
A questão que se levanta, agora é: como é que o mercado está a reagir a este data center? Em resposta, Júlio Guivala respondeu que a RAXIO posiciona-se em Moçambique como um elemento para a transformação digital.
“A estratégia do governo neste momento é a transformação digital, e um data center como este é um hub para ajudar na transformação digital. Nós oferecemos serviços de colocação, nós somos um data center Carrier-neutral. Carrier-neutral significa que nós não temos nenhuma rede própria de comunicação, então neste Data Center nós temos todos os provedores de comunicação aqui instalados, e nós oferecemos serviços para o sector financeiro, bancos, oferecemos serviços para serviços públicos que quiserem colocar aqui os seus serviços, e quiserem ter segurança que esses serviços nunca passarão em baixo e que estão sempre disponíveis”, explicou.
Segundo Guivala, a escolha do local é estratégica. “Esta localização onde nós estamos é estratégica, escolhemos exatamente esta zona por ser segura. O data center está construído no meio de um terreno de um hectare, mesmo por questões de protecção, estamos dentro de um parque industrial. Aqui no parque industrial tem um estaleiro de energia de quase, mais ou menos 99% de disponibilidade, e também temos outros sistemas redundantes de energia”.
O Data Center em referência foi construído nesta primeira fase com uma capacidade de 800 racks já disponível, e tem mais uma área reservada para expansão, pelo que não restam dúvidas de que para o mercado moçambicano, este é o elemento principal diferenciador para ajudar na transformação digital.
Contudo, há entre muitos espectadores a dúvida do que realmente é um data center e como funciona. Guivala respondeu que “pensar num Data Center é pensar num grande armazém, mas um armazém certificado com todos os controles de segurança, de climatização, de acessos, para que as empresas coloquem as suas informações, os seus servidores. Servidores são máquinas que processam quantidades grandes de informação. Este tipo de servidores geralmente são encontrados em grandes instituições de crédito, ou de energia e serviços públicos. Então, um Data Center é um espaço onde tem este conglomerado de empresas que proveem serviços, de empresas de comunicações para poder aceder a essas máquinas que estão lá, e de segurança para que essa informação não se perca, não seja acedida por pessoas não apropriadas”.
A expectativa da RAXIO é firmar parcerias com provedores de Cloud para acelerar o uso de Data Center como uma solução de segurança para gestão de dados. “A RAXIO, mais uma vez, vai a Moztech para mostrar ao país que nós já temos um Data Center de capacidade e de níveis mundiais. Pensa-se muito na cloud, mas nós hoje já estamos até a negociar com os grandes provedores de cloud para eles poderem prover clouds a partir do nosso Data Center. Então, para a Moztech, nós trazemos esta cereja lá no topo do bolo que faltava para as empresas terem a segurança de poderem deixar a sua informação num data center caria-neutral, com todas as certificações e que está em Moçambique”, concluiu.

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