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O antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento defende que Moçambique deve apostar na aquacultura em grande escala para reforçar a segurança alimentar, reduzir a dependência das importações e criar mais oportunidades de emprego para a juventude. Akinwumi Adesina, que também apontou a industrialização, a saúde e a mobilização de investimento como prioridades para o desenvolvimento do País, foi recebido nesta quinta-feira, em audiência, pelo Presidente da República.

Depois de participar na Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável, o antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, foi recebido, nesta quinta-feira, pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

Durante a audiência, realizada à porta fechada, Daniel Chapo e o antigo dirigente de uma das maiores instituições financiadoras do desenvolvimento em África abordaram a situação económica do País, as estratégias de desenvolvimento e os sectores com maior potencial para atrair investimento.

Nas breves declarações prestadas à imprensa após o encontro, Akinwumi Adesina revelou que discutiu com o Chefe do Estado as potencialidades económicas de Moçambique.

“Discutimos, nessa área específica, vários aspectos. Analisámos como é que se podem, de facto, transformar os recursos naturais do País em desenvolvimento inclusivo e crescimento económico de longo prazo. Seja através do gás para a industrialização, o que é muito, muito importante, seja através da produção de metanol, etanol e ureia, o que vai criar muitas oportunidades aqui”, afirmou Adesina.

O potencial agrícola e as oportunidades oferecidas pela economia azul foram outros temas em destaque durante o encontro. Segundo Akinwumi Adesina, estes sectores podem desempenhar um papel determinante na criação de emprego, sobretudo para os jovens.

“Falámos muito sobre agricultura. Ele falou-me da sua visão para este sector. Discutimos também a forma como o País deve apostar na economia azul, porque ela é muito, muito importante, e desenvolver a aquacultura em grande escala para reduzir as importações alimentares, mas também para criar muitos postos de trabalho”, explicou.

O antigo presidente do BAD manifestou ainda disponibilidade para apoiar Moçambique na mobilização de investimento, na qualidade de presidente da Cimeira Global de Investimento em África.

Segundo Adesina, “todos os moçambicanos merecem cuidados de saúde de qualidade, e a prosperidade de um país deve reflectir-se na vida das pessoas. Foi também sobre isso que discutimos”.

Relativamente à Cimeira Global de Investimento em África, da qual é presidente, o economista garantiu que continuará a trabalhar para que esta continue a ser um vínculo de atracção de investimento para atrair investimento sustentável para o País, para além de permitir a convergência com outros agentes económicos mundiais.

“Estamos a trabalhar em estreita colaboração com o Presidente e com o País para atrair investidores para Moçambique, mas investidores que estejam empenhados na transformação de longo prazo deste país e comprometidos com o povo moçambicano. Por isso, é um prazer estar aqui a trabalhar com Sua Excelência o Presidente”, concluiu.

Para Akinwumi Adesina, a valorização dos recursos naturais, em particular do gás natural, poderá impulsionar a instalação de indústrias, promover a criação de empregos e acelerar o desenvolvimento económico de Moçambique.

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O magnata norte-americano Elon Musk anunciou a saída do Governo de Donald Trump, após expressar decepção com o megaprojeto fiscal e orçamental do republicano, que diz prejudicar o trabalho que desempenha como assessor na área da eficiência, publica o Notícias ao Minuto: “Agora que o meu tempo programado como funcionário especial do Governo chega ao fim, quero agradecer ao Presidente Donald Trump pela oportunidade de reduzir os gastos supérfluos”, disse Musk na noite de quarta-feira [esta madrugada em Maputo] numa breve mensagem na rede social X.

Ainda de acordo com a fonte, o empresário acrescentou que a missão do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), uma iniciativa focada na redução de burocracia e gastos federais, “vai fortalecer-se com o tempo, à medida que se tornar um modo de vida em todo o Governo”.

Elon Musk já tinha dado conta, nos últimos dias, da intenção de deixar o Governo e concentrar-se nas empresas que detém, especialmente a aeroespacial SpaceX, que realizou, na terça-feira, o nono voo de teste de um foguetão com o objetivo de levar a humanidade a Marte.

 

Musk diz estar “dececionado” com plano fiscal de Trump

O empresário norte-americano disse estar “decepcionado” com o projecto fiscal e orçamental promovido pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegando que o projecto de lei aumenta o défice e eleva a despesa pública. Nesse dia, Elon Musk disse, ao programa televisivo CBS Sunday Morning, estar decepcionado com o projecto fiscal e orçamental promovido por Donald Trump, alegando que o projecto de lei aumenta o défice e eleva a despesa pública.

Musk, que nos últimos meses serviu como conselheiro especial de Trump, à frente do DOGE, criticou o projecto de lei orçamental, que foi aprovado pela Câmara dos Representantes, na semana passada, e enviado para apreciação do Senado dos EUA.

“Francamente, fiquei decepcionado ao ver o enorme projecto de lei de despesas, que aumenta o défice orçamental (…) e prejudica o trabalho que a equipa do DOGE está a fazer”, disse Musk, de acordo com excertos de uma entrevista divulgados pela cadeia de televisão antes da transmissão no próximo domingo.

“Acho que um projecto de lei pode ser grande ou bonito, mas não sei se pode ser as duas coisas. Essa é a minha opinião pessoal”, reforçou.

A aprovação da proposta orçamental representou uma vitória para os republicanos na Câmara dos Representantes, apesar de várias vozes dissidentes dentro do partido tentarem aprofundar os cortes nas despesas e acelerar a sua implementação.

Agora, o projecto de lei orçamental enfrenta uma batalha difícil no Senado, apesar da maioria republicana na câmara alta do Congresso.

O projecto de lei orçamental procura alargar os incentivos fiscais decretados por Trump durante o primeiro mandato (2017-2021) e acrescentar novos cortes de impostos, juntamente com um maior financiamento para a gestão de fronteiras e a aplicação da política dura de imigração do Presidente.

Para compensar o aumento de despesa, o projecto de lei propõe cortes na segurança social e nos programas de assistência.

Embora se tenha mantido muito próximo do Presidente antes e depois da tomada de posse de Trump, em Janeiro passado, Musk afastou-se gradualmente do trabalho no polémico DOGE, que levou à demissão de milhares de funcionários federais e recomendou uma redução das operações governamentais.

Em Abril, o magnata anunciou que iria reduzir as responsabilidades como consultor do Governo a partir de Maio – uma decisão anunciada pouco depois de a sua empresa automóvel Tesla ter reportado uma queda de 71% no lucro líquido no primeiro trimestre.

 

O Governo angolano criou o “Projecto de Emprego e Oportunidades para Jovens”, a ser desenvolvido até 2029, com apoio financeiro de 250 milhões de dólares do Banco Mundial, para beneficiar 500 mil pessoas

O projecto que visa melhorar o acesso ao emprego essencialmente para jovens, perspectivando-se a criação de 500 mil empregos nos próximos quatro anos, com prioridade para mulheres e pessoas com deficiências, segundo aprovação do Conselho de Ministros angola, esta quarta-feira.

Em declarações à imprensa, a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Teresa Dias, disse que o processo tem vindo a ser tratado desde 2023, ano em que foi realizado um estudo com o Banco Mundial, que teve como enfoque nas suas recomendações a criação de uma estratégia multissectorial para a criação de empregos, a necessidade do aumento da produtividade a curto prazo e a necessidade de investir no capital humano para o desenvolvimento das competências.

“Para termos melhores empregos, sobretudo na vertente do género, das mulheres, e, não menos importante, criarmos nas políticas activas programas para jovens vulneráveis”, disse a ministra, adiantando que, dos 500 mil beneficiários, 40% devem ser mulheres e 60% pessoas com deficiência.

Teresa Dias frisou que o programa, aprovado pela direcção do Banco Mundial em Março deste ano, vai ser desenvolvido entre 2025 e 2029.

Segundo Teresa Dias, o projecto vai apoiar jovens vulneráveis entre 16 e 35 anos, por meio de abordagens multifacectadas, visando eliminar constrangimentos e barreiras no domínio da oferta e procura do trabalho, criar incentivos às empresas para inserirem recém-formados, a promoção de empregos verdes, digitais, empreendedorismo e melhorar a baixa qualidade de empregos já existentes e pouco sustentáveis.

Com esta iniciativa prevê-se o aumento dos rendimentos dos beneficiários, “promovendo maior desenvolvimento da economia das famílias, o aumento da qualidade dos empregos dos cidadãos apoiados, a melhoria das oportunidades do acesso ao emprego e empreendedorismo”.

O Governo pretende apoiar 100 mil jovens vulneráveis com oportunidades económicas, 5.000 empreendedores com potencial de crescimento e 400 mil com oportunidades de emprego, esperando com este projecto ajudar a baixar a “crítica” taxa de desemprego.

Ainda esta quarta-feira, o Conselho de Ministros angolano apreciou e recomendou a aprovação pelo Titular do Poder Executivo do Decreto Presidencial do Catálogo de Referências das Funções Públicas, harmonizando-se a nomenclatura das categorias da administração pública, em conformidade com o classificador internacional do padrão de profissões e o classificador de profissões de Angola.

A governante destacou que num ano devem ter o catálogo definitivo, havendo ainda desafios, porque algumas categorias e funções, especialmente das magistraturas e órgãos legislativos, estão contidas em leis, que não podem ser alteradas por decretos presidenciais.

O Conselho de Ministros apreciou também o decreto presidencial que aprova o Ajustamento dos Vencimentos Base de todo o Quadro Pessoal do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SINSE) e do Serviço de Inteligência Externa (SIE), para “reposição do poder de compra dos funcionários públicos e agentes administrativos”.

Cinco startups finalistas do MozTech Challenge apresentaram, nesta quarta-feira, as suas ideias inovadoras que concorrem a uma premiação que será entregue na sexta-feira. No palco, foram expostas inovações nas áreas de saúde, cultura e arquitetura.

Das 45 startups inscritas na edição 2025, 20 foram classificadas, e dessas cinco subiram ao palco na décima segunda edição do MozTech. A primeira a apresentar sua inovação foi a Dr. Online, com a Virada, solução transformadora para a área de saúde.

Com base na inovação, os pacientes podem fazer diagnósticos completos e obter resultados sem sequer sair de casa. “Nós realizamos consultas por vídeo, como já mencionei, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Contamos com vários especialistas no nosso banco de médicos afiliados e podemos emitir diversos documentos digitais, incluindo receitas, que o médico consegue fazer via prescrição. Além disso, o paciente consegue acompanhar seu histórico médico-clínico no próprio perfil”, explicou Márcia Chiluvane, CEO da Dr. Online.

Na sequência da apresentação, a Smart Key foi outra ideia inovadora entre as cinco melhores concorrentes ao maior prémio. A criação possibilita o manuseio de sistemas de segurança em residências e empresas. Durante a exposição, o CEO afirmou que “a SmartKey garante mais segurança, além de evitar questões de cópias de chaves. Se uma chave for perdida, teremos controle sobre quem entra e sai de nossas casas, assim como quem acessa nossos espaços”.

Outra inovação surpreendente foi a Mozabeatz, uma plataforma tecnológica criada para resolver a falta de plataformas de streaming nacionais e dar maior visibilidade aos criadores de cultura no país. “Queremos atender esses usuários e, após três meses, essas pessoas começarão a pagar pelo plano. Se 8 mil pessoas fizerem assinatura em cinco meses, com um valor de 60 meticais por mês, teremos um volume de negócios mensal de 480 mil meticais . Em cinco meses, esse valor pode chegar a 2,4 milhões de meticais”, explicou Ângelo Cossa, CEO da Mozabeatz.

Com o objectivo de melhorar a indústria de construção, arquitectura e design, também subiu ao palco a startup Buildfy, que apresenta soluções na área imobiliária. A Suse é outro sistema universal de soluções, um ecossistema que integra o setor educacional, e foi a última a encerrar as apresentações.

As demonstrações foram acompanhadas por membros do júri, responsáveis por analisar cada projecto e votar na melhor inovação.

Há inovações tecnológicas para a área de saúde, reciclagem e gestão de resíduos sólidos expostas na décima segunda edição da feira Moztech, que decorre em Katembe, Cidade de Maputo. 

Já imaginou fazer uma consulta médica com apenas um clique no seu dispositivo conectado à internet?

Pois é! Não só é possível, como também é um facto, que está exposto na décima segunda edição da feira Moztech. 

“Na Dr. Online, a pessoa pode agendar uma consulta com um clínico geral ou especialista de acordo com a sua preferência e, depois disso, será gerado um link, onde poderá conversar com o médico, directamente na plataforma por um vídeo chamada”, revelou Marlene Issaca, administrativa da Dr. Online. 

Mas nem tudo termina na plataforma. Caso seja necessário realizar exames, o laboratório é que vai ao encontro do paciente, e não o contrário. 

“Nós temos laboratórios que vão ao encontro do paciente para a extracção de amostras e os exames. Depois de ter os resultados, eles são colocados directamente na plataforma, o médico terá acesso e dará o seu diagnóstico. O paciente não precisa deslocar-se”, detalhou Marlene Issaca. 

E esse exercício, garante a Dr. Online, é seguro e confiável. 

Ainda na janela de inovação na Moztech, há objectos que, de longe, não parecem ter sido gerados a partir do que quase todo mundo descarta: o plástico e garrafas pet. 

Através de uma impressora de três dimensões, a SEA GLASSES transforma o nada em algo tão valioso como óculos, chaveiro e outros objectos de adorno. 

“O nosso produto principal são os óculos 3D, mas também temos os outros produtos que podemos ter a partir da personalização dos nossos clientes. Temos logotipos e outras coisas que são solicitações dos clientes. Os nossos produtos são feitos à base de plástico reciclado desde a recolha nas praias, ruas até ao produto final”, explicou Cláudia Machaieie, expositora da SEA GLASSES. 

E o meio ambiente agradece por este gesto. “Trabalhamos com algumas associações. Elas nos dão o plástico e nós, também, recolhemos. Temos que limpar, processar o plástico até chegarmos ao produto final. Nós é que estamos envolvidos em todo o processo de produção”, sublinhou Cláudia Machaieie. 

A tecnologia está à disposição da gestão de resíduos sólidos. 

O sistema exposto na Moztech foi concebido para emitir alertas aos gestores de lixo quando um contentor estiver cheio.

“O sistema é composto por sensores e eles captam o nível de lixo que está no contentor. Através de GCM, o sistema manda mensagem para a central sobre a localização exacta do contentor que está cheio e o nível em que ele está. O sistema recebe os dados e são passados para o sistema web e processados. Isto dá-nos uma visão geral dos contentores de lixo e tomar melhores decisões”, expôs Cleyton Mundlovo da Command Line. 

Ao apresentar este sistema na feira de tecnologia, a Command Line espera ajudar as instituições públicas e privadas a melhor gerir os resíduos sólidos.

“Isso permite que as entidades gestoras de resíduos sólidos tenham dados para poderem agir em tempo real porque, muitas vezes, não é a falta de recursos, mas a capacidade de responder e saber onde temos uma situação fora do controlo. É  tecnologia ao serviço da recolha de lixo”, concluiu Cleyton Mundlovo. 

É tudo isto, e muito mais, que está exposto na décima segunda edição da feira Moztech, evento que decorre na Arena 3D, KaTembe, Cidade de Maputo até sexta-feira.

Há falsos diagnósticos da Febre Tifoide na Província de Nampula, obtidos através do exame de sangue conhecido por teste de Widal. O ministro da Saúde promete banir imediatamente o uso do método no país. Ussene Isse assegura que não há níveis altos de Febre Tifoide em Nampula.  

A província de Nampula soou um alerta para um suposto surto da Febre Tifoide, que se alegava afectar cerca de 40 por cento da população da província, um diagnóstico objectivo maioritariamente nas clínicas privadas.

Nesta quarta-feira, em sede do Parlamento, o Ministro da Saúde desdramatizou a situação por muitos considerada crítica.

“O grande problema da Febre Tifoide está no diagnóstico. O que está a acontecer na província de Nampula está a usar o teste que é chamado teste de Widal. O teste de Widal dá falsos positivos. Quando analisamos pelo teste de Vidal 40% da população de Nampula tem febre tifoide. Significa que tem bactéria mas não tem doença. São portadores assintomáticos, mas quando usamos o gold standard, aquilo que é o método recomendado internacionalmente, a prevalência é de 1.3. De 40 com o teste rápido e 1.3 com o teste apropriado”, explicou.

Ussene Isse fala de Banir o método de diagnóstico:

“O Ministério da Saúde vai desencorajar o uso do teste de Vidal na República de Moçambique. Será banido este teste porque este teste está a dar falsos positivos, para dar falso alarme. Em Nampula não há prevalência muito alta de febre tifoide, mas há portadores assintomáticos. Se eu fizer um teste aqui de fezes, há muitos de nós aqui, teremos também lá a febre tifoide connosco, mas estamos aqui doentes”, desafiou aos deputados. 

O Governante respondia a uma pergunta dos deputados, que aliás fizeram várias outras. A solução para a aparente crise de combustíveis é uma delas.

“Embora o país tenha reservas suficientes de combustíveis, a escassez dos postos de abastecimento deve-se a questões de ordem logística, de fornecimento de combustível,  bem como a necessidade de garantias bancárias para libertar o produto dos armazéns aduaneiros.

Existe um mecanismo de importação, todavia, temos dependência de combustíveis fósseis,  pelo que é necessária a tomada de medidas que promovam o uso de outro tipo de combustíveis, como, por exemplo, o gás natural”, explicou Basílio Muhati, ministro da Economia.

Por sua vez, a ministra da Educação subiu ao pódio para defender que não há novo regulamento que exclua a avaliação quantitativa.

“Os nossos alunos tiveram uma avaliação qualitativa, o que significa? Ficou na décima primeira o aluno aprovou, e depois não teve nota, aprovou, e na décima segunda realizou o exame e teve as notas. Eles estão a estudar fora do país. Os alunos que estudaram anteriormente no país tiveram notas, portanto, nas diferentes classes, incluindo, claro, a classe de exame, que é a terminal de cima. E as universidades começaram a questionar, por que é que não tiveram nota na décima primeira classe? Então, nós, daquele documento, exatamente, os pais nos procuraram e disseram que há este problema. Em vez de responder só ao caso dos alunos que estavam a estudar na Espanha, especificamente,  que tiveram esse problema, introduzimos aquele instrumento que é uma explicação do assunto pontual que aconteceu em 2020, a explicarmos que em 2020, efetivamente, os alunos dos diferentes, nós falamos basicamente dos diferentes subsistemas, estávamos a falar, e também do ensino, estamos a falar da alfabetização, estamos a falar do ensino primário, do ensino secundário, em relação às classes que não eram de exame, tiveram uma progressão qualitativa”. 

O decreto do ministério da educação surge em resultado de, em 2020, durante a COVID-19, alunos terem progredido sem notas quantitativas.

Várias empresas subiram ao palco do Moztech para apresentar soluções e contributos para o processo de transformação digital das PME’s. Houve também a exibição de algumas IAs no âmbito de uma parceria entre a Moztech e Comunidade de Desenvolvedores de tecnologias em Moçambique.

São 12 anos da Moztech e uma das reflexões propostas foi a migração digital. Da tradição para o digital, o crescimento tecnológico facilita nos vários processos de gestão das empresas.

Esta quarta-feira, primeiro dia da décima segunda edição da maior feira de tecnologias do país, várias empresas apresentaram soluções para a transformação digital das PME’s.

A CEGID  propôs a ANA, um IA que funciona como um assistente virtual.

“É a nossa Ana, com quem mais de 1200 colaboradores podem interagir e ter o seu dia muito mais flexível, em reportes financeiros, em fazer gráficos e análises de gráficos”, explicou a  Diretora de negócios da CEGID Eliana Araujo.

Para a empresa Huawei Moçambique a conectividade é a chave para a transformação digital.

Temos que olhar para a segurança. É importante também acompanhar o avanço tecnológico e garantir que todo o mundo tenha acesso à comunicação digital ” referiu o Gestor de vendas da Huawei Moçambique, Vagner Bango .

Mas o acesso continua um obstáculo bem notável para muitas pessoas em Moçambique o que gerou um debate entre os participantes.

“A questão de pessoas sem acesso a tecnologias é grave, acredito que muito menos do que se fala, da população tem acesso às tecnologias ou aos meios para as adquirir”, contribuiu Cláudia Santos, participante.

De acordo com a presidente da Comunidade dos maiores Desenvolvedores de tecnologias em Moçambique,Valquiria Pondja, um dos problemas é encontrar startups que trabalham para solucionar problemas reais dos clientes.

Numa parceria entre a Moztech e a Comunidade de Desenvolvedores de tecnologias em Moçambique 20 startups foram escolhidas para uma rede de facilitação de busca e troca de experiências.

“Tivemos 45 startups a concorrer e selecionamos 20. cinco das quais estão a expor hoje”, acrescentou Valquiria Pondja.

Uma das seccionadas é a IA Doutora Online, uma plataforma de consulta online, que une médicos das várias especialidades aos pacientes na comodidade das suas casas. A plataforma também permite acesso a laboratórios e documentos médicos variados.

As tecnologias abrem e ajudam a fechar portas, literalmente, atraves de uma inovação que consiste em uma fechadura inteligente acessada por meio de um smartphone, apelidado de E-kay.

Estas foram intervenções e contribuições de empresas e startups no momento TECH TALKS da Moztech. A feira tecnológica segue por mais dois dias, nesta quinta-feira e sexta-feira

Afinal, os 3 minutos de permanência de viaturas no Aeroporto Internacional de Maputo são só referentes ao momento em que o carro pára para deixar ou levar  passageiros ou bagagens. A administração dos Aeroportos de Moçambique esclarece que, embora haja tempo determinado, o não cumprimento não implicará taxas nem multas para esses casos.

A partir do dia 1 de Junho haverá novo sistema de cobrança de estacionamento no Aeroporto Internacional de Maputo. A administração dos Aeroportos de Moçambique chamou a imprensa esta terça-feira para esclarecer alguns pontos.

Saíde Júnior, Administrador Financeiro da empresa, falou das diferenças dos sistemas de funcionamento dos dois parques, ou seja, o anterior e o actual “A diferença entre este parque, este sistema de cobranças e o anterior, é que, no anterior, o automobilista que se dirigia ao aeroporto retirava senhas logo à entrada. Todo utente que viesse ao aeroporto de Maputo retirava senha na entrada do aeroporto. Algumas pessoas ficavam por mais tempo e essas pessoas eram cobradas de acordo com a tabela em vigor. Outras pessoas que ficassem menos de 10 minutos ou até 10 minutos, essas ficavam, como se tem dito, for free, não pagavam”, explicou. 

No novo sistema as coisas mudam, de acordo com Saíde Júnior. “Temos duas formas de estar no aeroporto. Se eu vou ao aeroporto para ficar mais tempo, vou esperar por alguém e acho que cheguei um bocadinho mais cedo, vou a uma loja, vou a um banco, vou a um restaurante, vou comprar bilhete, então sou obrigado a entrar para o parque. Aqui, sim, eu tiro a senha e fico no parque. Esta senha é paga até uma hora, 25 meticais, e assim em diante, de acordo com a tabela”, explica.

Entretanto, os outros utentes, aqueles que vão ao aeroporto só para descarregar ou levar alguém, não tiram nenhuma senha. “Tem uma linha verde que terá duas faixas de circulação e essas pessoas ou esses utentes, desde a entrada até a saída, poderão circular entre 10 a 12 minutos à vontade e de borla, for free”, realça o Administrador Financeiro dos Aeroportos de Moçambique. 

A administração dos Aeroportos de Moçambique esclarece ainda que houve equívoco sobre a interpretação dos três minutos definidos para a permanência de viaturas no aeroporto.

“O comunicado que nós lançamos, e que por algum motivo poderemos ter sido infelizes na comunicação, dizia ou referia-se a um determinado tempo. Este tempo que nós nos referíamos, era o tempo em que a viatura efectivamente fica imobilizada. Não há tempo estipulado, desde que a pessoa entra no aeroporto até a saída”, eexplica Saíde Júnior, acrescentando que este processo normalmente leva entre 10 a 12 minutos numa marcha normal. 

“O tempo que nós estamos a dizer é média. Quando chegares ali onde tem o alpendre, parar para a pessoa descer, o que estamos a dizer, faça-o com rapidez, porque estarás numa faixa de rodagem. Este tempo, poderemos ter calculado mal, achamos que o processo de estacionar, descer do carro, levar a sua mala, e o carro seguir, não poderá ultrapassar os 3 a 5 minutos. É o que nós achamos e testamos”, clarificou.

A questão que se coloca com esta explicação de Saíde Júnior é como pode se controlar o tempo de permanência no recinto e o que acontece em caso de exceder esse mesmo tempo.

O Administrador dos Aeroportos de Moçambique diz que não há um mecanismo de controle, “mas nós teremos pessoas, teremos a polícia de trânsito, teremos colegas que estarão a auxiliar no caso de algum utente chegar e estacionar”.

Nestes casos, em que algumas pessoas chegam e estacionam na faixa de rodagem, quando a pessoa que vai buscar ainda não aterrou e acaba permanecendo por mais de 15 a 20 minutos, “serão convidadas pelas colegas e pela polícia a entrarem para o parque”, segundo disse Saíde Júnior.

Ainda assim, o esclarecimento é que para levar e/ou deixar passageiros, os utentes com viaturas não vão pagar nenhuma taxa, nem multa.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, garantiu, nesta Quarta-feira, na vila da Macia, em de Gaza, que o seu Governo vai continuar a trabalhar e a  tomar medidas que tragam benefícios ao povo. Chapo apelou ainda  à  contribuição activa dos cidadãos na construção do país. 

“Nós vamos continuar a trabalhar e tomar medidas bem pensadas que beneficiam o povo  moçambicano”, afirmou o Chefe de Estado durante comício, sublinhando a importância da paz  como fundamento para o desenvolvimento do país. 

O Presidente da República agradeceu à  população de Bilene e de toda a província de Gaza pelo voto de  confiança que lhe garantiu a vitória nas eleições do ano passado. E  destacou o comportamento ordeiro da população que não aderiu às  manifestações pós-eleitorais. 

O estadista moçambicano destacou o diálogo nacional inclusivo  como um instrumento essencial para a união e coesão social no país,  explicando que essa iniciativa surge da necessidade de promover a  unidade entre os moçambicanos, através do envolvimento de todas  as forças da sociedade.

O governante apelou ainda à preservação das infra-estruturas públicas e privadas construídas com fundos do Estado. 

A população, por sua vez, manifestou preocupações concretas,  incluindo o custo de vida, a falta de financiamento para pequenos  produtores, o difícil acesso às escolas básicas e o deficiente  abastecimento de água potável na vila sede. Pediram ainda a  construção de um instituto técnico-profissional para capacitação dos  jovens.

 

O Ministério da Educação e Cultura determina que os alunos que perderam aulas em 2020, devido à pandemia da COVID-19, e que automaticamente passaram de classe devem ter as devidas declarações, mesmo sem notas, no âmbito das progressões qualitativas adoptadas na altura. Entretanto, esta medida só se aplica às classes sem exames para alunos que não frequentaram as aulas em 2020

Na semana passada, o Ministério da Educação e Cultura emitiu um despacho ministerial que confirma as progressões qualitativas dos alunos que estavam nas classes sem exames em 2020, que fazia a alteração pontual do Regulamento Geral de Avaliação de Ensino Primário, Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos e Ensino Secundário.

Na altura, o ministério determinava a progressão dos alunos de todas as classes sem exames no ano de 2020, de modo a permitir que nenhum aluno permanecesse na mesma classe, ainda que sem nota quantitativa por não ter frequentado as aulas.

Entretanto, o Ministério da Educação e Cultura, clarificou os critérios adoptados para a progressão ou transição dos alunos que, não tendo frequentado as aulas em 2020, progrediram de classe, e, através do decreto presidencial número 7/2025, de 6 de Fevereiro, no artigo 3, decretou que “a progressão ou transição dos alunos nas classes sem exames conforme o estabelecido nos artigos 77, 78, 79 e 80, do Diploma Ministerial s/nº/2020, de 31 de Dezembro, ocorre de forma qualitativa, sem a indicação das notas de frequência”.

Para esclarecer esta medida, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura, Silvestre Dava, explicou que a progressão qualitativa foi uma revisão pontual apenas para os alunos de 2020, afectados pela COVID-19.

“O despacho clarifica que os alunos, todos os alunos que em 2020 estiveram a frequentar classes sem exames, transitam ou progridem sem notas quantitativas. Decorre esta decisão do Ministério da Educação e Cultura pela confusão que se criou à volta da decisão do então Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, aquando da vigência da pandemia da COVID-19”, disse Silvestre Dava.

O dirigente explicou ainda que, em Dezembro de 2020, o ministério analisou todos os factores e “percebeu que poderíamos prejudicar os alunos se utilizássemos as notas quantitativas do primeiro trimestre, que foi o período em que os alunos estiveram presencialmente nas aulas”, ou seja, não havia espaço para dar usar a média do primeiro trimestre como a média final, uma vez que “alguns alunos podiam superar as notas que tiveram no primeiro trimestre, nos outros trimestres”, disse.

Silvestre Dava esclarece que a medida foi agora divulgada para permitir que os alunos que estão a frequentar o ensino universitário fora do país tenham direito a notas nos seus certificados.

“Esta medida decorre do facto de alguns alunos que estão a continuar com os estudos, sobretudo no exterior, as universidades onde estão inscritos exigem que apresentem notas, portanto, dos últimos três anos. Daí que o Ministério da Educação e Cultura entendeu que era necessário que produzisse algum documento para comunicar essas instituições”, explica Silvestre Dava.

Entretanto, o Ministério da Educação e Cultura refere que os alunos que não tiveram nota quantitativa em 2020 não serão prejudicados no somatório da média para o exame do ciclo, até porque “foi apenas um ano em que não houve nota quantitativa”.

Dava assegura que nos anos subsequentes houve atribuição de notas. Por isso, “a média do primeiro ciclo será calculada com base nas notas dos anos em que houve atribuição de nota quantitativa, excluindo, obviamente, o ano de 2020, em que não atribuímos nota quantitativa”.

Silvestre Dava esclareceu que não houve nenhuma alteração do Regulamento Geral de Avaliação de Ensino Primário, Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos e Ensino Secundário em vigor no país.

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