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A Prime Rate do sistema financeiro moçambicano está fixada em 15,50% para Novembro, mas o custo do crédito varia significativamente entre as instituições financeiras e as modalidades de financiamento. No crédito à habitação, o Standard Bank apresenta o spread mais baixo entre os bancos comerciais, de 1%, colocando a taxa indicativa em 16,50%. Já no crédito ao consumo, o First Capital Bank apresenta a margem mais elevada, de 12%, enquanto nas instituições de microfinanças os juros indicativos podem atingir 60,95%.

Os dados constam do Comunicado n.º 10/2026 da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), de 30 de Outubro, que estabelece as margens de crédito a aplicar durante Novembro. A Prime Rate resulta da soma do Indexante Único, fixado em 9,30%, com o Prémio de Custo, de 6,20%, e constitui a taxa de referência para operações de crédito com juros variáveis.

Na modalidade de financiamento à habitação, o Standard Bank apresenta o spread mais baixo, de 1%, seguido do Millennium BIM, com 1,20%. Em sentido contrário, o Vista Bank e o First Capital Bank apresentam margens de 6%. Considerando a Prime Rate de Novembro, as taxas indicativas para esta modalidade variam entre 16,50% e 21,50%.

No crédito ao consumo, destinado ao financiamento de bens e serviços como viaturas, electrodomésticos e mobiliário, o First Capital Bank apresenta a margem mais elevada, de 12%, seguido do ABSA, com 10,75%, e do FNB, com 10%. O Millennium BIM regista o spread mais baixo, de 3,91%. Neste segmento, as taxas indicativas variam entre 19,41% e 27,50%.

Para as empresas, os custos de financiamento também apresentam diferenças em função do prazo e da finalidade do empréstimo. Nos créditos de curto prazo, até um ano, os spreads dos bancos comerciais variam entre 2% e 5%, correspondendo a taxas indicativas de 17,50% a 20,50%. Estes financiamentos destinam-se sobretudo à aquisição de meios circulantes e à cobertura de necessidades de tesouraria.

Já nos empréstimos de longo prazo, acima de um ano, as margens oscilam entre 1% e 6%, colocando as taxas indicativas entre 16,50% e 21,50%. Esta modalidade destina-se principalmente ao financiamento de investimentos empresariais, podendo o prazo de reembolso atingir sete anos.

É, contudo, no segmento das microfinanças que se encontram os encargos mais elevados. Para empréstimos ao consumo, os spreads variam entre 14% e 45,45%, dependendo da instituição e do prazo de reembolso. Com a aplicação da Prime Rate de 15,50%, as taxas indicativas podem chegar a 60,95%.

A MyBucks Mozambique apresenta uma margem de 45,45% nos empréstimos com prazos de seis e 12 meses, enquanto a Socremo pratica um spread de 44,50% nas mesmas maturidades. O Banco Letshego apresenta uma margem de 14% em todos os prazos de crédito ao consumo divulgados.

Nas operações de financiamento às empresas através das microfinanças, as diferenças também são expressivas. A MAIS – Microbanco de Apoio aos Investimentos apresenta spreads de 4% nos empréstimos de curto prazo e 4,25% nos de longo prazo. A Socremo regista margens de 20,10% e 20,50%, respectivamente, enquanto o Banco Letshego apresenta 19% nas duas modalidades.

ACESSO AO CRÉDITO EXIGE GARANTIAS

Para além dos juros, o acesso ao financiamento está condicionado ao cumprimento de requisitos definidos pelas instituições. Nos bancos comerciais, os clientes devem ter uma relação bancária de pelo menos seis meses, apresentar histórico de transacções e não possuir incidentes por regularizar na Central de Registo de Crédito do Banco de Moçambique. É igualmente exigida uma livrança em branco.

No crédito à habitação, os bancos estabelecem um prazo máximo de 20 anos e exigem uma hipoteca do imóvel com cobertura de 120% do valor financiado. A prestação mensal não pode ultrapassar 30% do rendimento líquido do mutuário, sendo também obrigatórios o seguro de vida e o seguro do imóvel.

Para o crédito ao consumo, o prazo máximo é de cinco anos. O requerente deve ter contrato de trabalho por tempo indeterminado e apresentar uma declaração da entidade empregadora que confirme as suas funções e rendimentos. A prestação também não pode exceder 30% do rendimento líquido mensal.

No financiamento empresarial, os bancos exigem garantias com cobertura mínima de 120% do valor do crédito pretendido, bem como contas auditadas dos últimos três anos ou, no caso dos empréstimos de longo prazo, um plano de negócios.

O comunicado estabelece ainda condições para operações de leasing, modalidade utilizada para financiar a aquisição de activos como máquinas, veículos e imóveis. No leasing mobiliário, os spreads dos bancos comerciais variam entre 2,50% e 5%, enquanto no imobiliário os valores divulgados oscilam entre 0% e 4,50%. O financiamento pode cobrir até 90% do valor de avaliação do bem.

A Prime Rate é calculada com base em dois componentes. O Indexante Único é determinado mensalmente pelo Banco de Moçambique, tendo em conta a média ponderada das operações de liquidez realizadas no Mercado Monetário Interbancário para o prazo de um dia útil. O Prémio de Custo é calculado trimestralmente pela AMB e considera factores como a classificação de risco do país, o crédito em incumprimento, o crédito saneado e o coeficiente de reservas obrigatórias.

O modelo resulta do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, que procura reforçar a transparência na fixação dos juros variáveis e melhorar a transmissão da política monetária ao mercado. A divulgação dos spreads permite aos clientes comparar as condições oferecidas pelas instituições, embora a taxa final dependa sempre da avaliação de risco e das condições específicas de cada operação.

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O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul (ProAzul) realizou, hoje, , no distrito do Lago, província do Niassa, a cerimónia de entrega de equipamentos de trabalho a 203 mulheres beneficiárias do programa MaisPeixe Sustentável – Ciclo da Mulher.

A actividade foi dirigida pelo Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, e contou com a presença da Governadora da Província do Niassa, Judite Massengela, além de representantes do Governo local, parceiros de cooperação e membros das comunidades beneficiárias.

A iniciativa enquadra-se no âmbito do programa MaisPeixe Sustentável e tem como principal objectivo reforçar o papel e a autonomia económica das mulheres na cadeia de valor da pesca, promovendo uma participação mais activa e sustentável no sector pesqueiro.

Na Província do Niassa, o programa MaisPeixe Sustentável beneficia actualmente 348 pessoas, das quais 240 são mulheres e 108 homens, demonstrando o forte compromisso do ProAzul com a inclusão social e o empoderamento feminino nas comunidades costeiras e ribeirinhas.

O Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, afirmou que a economia azul é uma prioridade do Governo para promover um desenvolvimento sustentável, inclusivo e gerador de emprego, especialmente para a juventude e as mulheres moçambicanas.

Por sua vez, Judite Massengela, Governadora do Niassa, afirmou que esta iniciativa contribui para o desenvolvimento económico das mulheres, permitindo-lhes fortalecer as suas atividades, aumentar a sua renda e reduzir os desafios que têm enfrentado.

Durante a cerimónia, as beneficiárias manifestaram a sua satisfação pelo apoio recebido, destacando que os equipamentos irão contribuir significativamente para a melhoria das suas condições de trabalho e aumento da produtividade.

O ProAzul reafirma, desta forma, o seu compromisso em promover uma economia azul inclusiva e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico das comunidades ligadas ao sector das pescas.

Tiros de armas ligeiras e de guerra estão a ser ouvidos no centro da cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau. Segundo a RTP Notícias, há ainda a informação de que o presidente Umaro Sissoco Embaló terá sido detido.

O facto acontece a menos de 24h da divulgação dos resultados das eleições gerais, de domingo último.

A Guiné-Bissau aguarda os resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de domingo.

O candidato da oposição à presidência da República, Fernando Dias, reclamou na segunda-feira vitória e disse que tinha derrotado o Presidente Umaro Sissoco Embaló na primeira volta.

A Guiné-Bissau saiu das eleições gerais deste domingo, 23 de Novembro, com um cenário que deverá ficar marcado pela elevada abstenção e por um número preocupante de votos nulos e brancos, sobretudo nas legislativas. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou que os resultados provisórios serão divulgados até quinta-feira, 27 de Novembro, cumprindo o calendário estabelecido.

“A CNE vai divulgar os resultados provisórios até quinta-feira, conforme o calendário eleitoral.”

A Comissão Nacional de Eleições assegura que não foram registadas irregularidades relevantes, apelando à população para ignorar informações paralelas e manter a calma enquanto decorre a contagem. O país aguarda agora os resultados oficiais, que irão definir o próximo Presidente da República e a composição da 12.ª legislatura.

“Não registámos irregularidades relevantes. As operações de votação decorreram de acordo com os critérios legais e com o profissionalismo habitual das equipas no terreno.”

Dos 966 152 eleitores inscritos, a Comissão estima que a taxa de participação possa ultrapassar os 65%, apesar da fraca afluência registada nas primeiras horas da manhã. Nas legislativas, realizadas sem a participação das principais forças políticas nacionais, verificou-se muito baixa mobilização e um elevado número de votos invalidados. Importa recordar que o PAIGC e a candidatura de Fernando Dias haviam instruído os seus apoiantes a expressarem abstenção ou voto nulo nas legislativas, por considerarem este escrutínio “sem validade”.

No campo político, ganha relevo a posição do candidato Fernando Dias da Costa, apoiado pelo PAIGC e pela coligação PAI–Terra Ranka, que, durante a campanha, prometeu que, caso vença as presidenciais, irá restaurar o Parlamento dissolvido em 2023 e devolver a governação ao PAIGC, defendendo o regresso à “normalidade constitucional”.

A coligação PAI–Terra Ranka havia vencido as legislativas de 2023, mas foi afastada do poder três meses depois, na sequência da contestada dissolução do parlamento pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló. A desistência de Siga Batista em favor de Fernando Dias deu novo impulso político à sua candidatura.

Cinquenta alunos, entre os mais de 300 raptados na sexta-feira de uma escola católica na Nigéria, escaparam dos seus sequestradores, anunciou uma organização cristã em comunicado. “Recebemos boas notícias: 50 alunos escaparam e foram reunidos com os pais”, disse a Associação Cristã da Nigéria em comunicado, especificando que escaparam entre sexta-feira e sábado.

Homens armados atacaram a escola católica mista de Santa Maria, localizada no estado do Níger, oeste da Nigéria, na madrugada de sexta-feira, e raptaram 303 alunos e 12 professores. Este é um dos maiores raptos em massa já realizados na Nigéria. Este sequestro ocorre depois de outro grupo de homens armados ter invadido uma escola secundária no estado vizinho de Kebbi, na segunda-feira, e raptado 25 raparigas.

Estes acontecimentos estão a alimentar os receios de segurança no país mais populoso de África e levaram ao encerramento preventivo de inúmeras escolas em todo o país. Os rapazes e raparigas raptados da escola Santa Maria, com idades entre os 8 e os 18 anos, representam quase metade dos 629 alunos da instituição. O Governo nigeriano ainda não fez comentários sobre o número de alunos e professores raptados.

“Embora o regresso destas 50 crianças que conseguiram escapar nos traga algum alívio, peço a todos que continuem a rezar pelo resgate e regresso em segurança das outras vítimas”, disse o reverendo Bulus Dauwa Yohanna, presidente da Associação Cristã da Nigéria no estado do Níger e proprietário da escola, em comunicado. A Nigéria está ainda marcada por outro rapto em massa: o de quase 300 raparigas estudantes por ‘jihadistas’ do Boko Haram em Chibok, no estado de Borno (nordeste), há mais de 10 anos. Algumas delas ainda continuam desaparecidas.

Mais de 22 mil mulheres e meninas foram mortas pelo companheiro ou familiar em África, em 2024, sendo o continente responsável pelo maior número de vítimas, divulgaram nesta terça-feira as Nações Unidas. De acordo com o comunicado, em África são três vítimas de feminicídio em cada 100 mil mulheres.

Um novo relatório do Gabinete da Organização da ONU para a Droga e o Crime (UNODC, na sigla inglesa) revela que África é o continente com maior taxa de feminicídio do mundo, impulsionada por homicídios cometidos por companheiros ou familiares, estimando que cerca de 22 600 (entre 19 300 e 25 800) mulheres e meninas foram mortas na região em 2024.

A taxa de homicídio por parceiros íntimos ou membros da família em África é de três vítimas por 100 mil mulheres, a mais alta do mundo, embora este número tenha um certo grau de incerteza devido à escassez de dados disponíveis.

Embora homens e meninos representem a maioria (80%) de todas as vítimas de homicídio em 2024, a violência que resulta em morte dentro da família atinge muito mais as mulheres – “quase 60% de todas as mulheres mortas intencionalmente em 2024 foram vítimas de parceiros íntimos ou membros da família”.

Em contraste, apenas 11% dos homicídios de homens em 2024 foram atribuídos a assassinatos por parceiros ou familiares.

No relatório destaca-se que África é responsável pela maior parte (74%) das vítimas registadas em 2024.

No documento apresenta-se ainda um caso de estudo sobre o Lesotho, país que enfrenta elevadas taxas de violência contra mulheres por parte do companheiro, com 44% das mulheres entre os 15 e os 49 anos a relatarem violência física ou sexual por parte dos parceiros.

Esta forma extrema de violência baseada no género continua a afectar mulheres e raparigas em todo o mundo.

Cerca de 50 mil mulheres ou meninas foram mortas pelos respectivos companheiros ou outros familiares em 2024 – uma a cada 10 minutos do ano em todo o mundo –, segundo o relatório.

Os dados recolhidos pelo UNODC indicam terem existido 137 feminicídios por dia, ou seja, mantendo o ritmo constante já verificado em anos anteriores, sem que tenha havido qualquer evolução positiva.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estimou, nesta terça-feira, num relatório divulgado, que um total de 71 983 pessoas fugiram em uma semana do distrito de Memba, na província de Nampula, devido a ataques de grupos terroristas, tendo-se deslocado para outros distritos e outras províncias.

Foi através de um relatório de campo divulgado pela Organização Internacional das Migrações, agência das Nações Unidas, que se fez o anúncio das quase 72 mil pessoas deslocadas devido aos recentes ataques de grupos armados acontecidos no distrito de Memba, entre 10 e 17 de Novembro, agravando a escalada da violência no Norte de Moçambique em 2025.

Citando dados e actualizações de organizações estatais e humanitárias que monitorizam o conflito no Norte de Moçambique, a OIM assinala que, entre 16 e 23 de Novembro, foi confirmada a deslocação de 14 172 famílias (71 983 pessoas) com destino a Eráti, distrito da mesma província.

De acordo com o documento, citado pelo Notícias ao Minuto, os principais pontos de concentração dos deslocados incluem a sede do posto administrativo de Alua, que acolhe 10 169 famílias (49 924 pessoas), Miliva, com 1634 famílias (8895 pessoas) e a Escola Primária de Alua Velha, com 2369 famílias (13 164 pessoas), sendo as crianças 67% (47 964) da população deslocada.

“Os centros de acolhimento continuam congestionados, com as famílias a ocuparem salas de aula, tendas ou espaços abertos. Estas condições aumentam a exposição às chuvas, o acesso limitado à água, saneamento e higiene e os riscos para a saúde relacionados”, lê-se no referido relatório.

Segundo a agência das Nações Unidas para as Migrações, as mulheres, raparigas, idosos e as pessoas com deficiência enfrentam vulnerabilidades ainda maiores, incluindo a exposição à violência baseada no género, falta de privacidade e o acesso limitado a instalações.

A organização acrescenta que existem, entre os deslocados, crianças não acompanhadas e separadas, além de relatos de perda de documentos civis e aumento do sofrimento psicossocial, “particularmente entre os que fugiram a pé durante vários dias”.

“O Governo e os parceiros estão a prestar assistência imediata, incluindo alimentação, abrigo de emergência, higiene, saúde e apoio à protecção. No entanto, os recursos continuam a ser amplamente limitados e o número de novas chegadas continua a superar a capacidade disponível”, explica a Organização Internacional das Migrações, alertando para a urgência no “alargamento coordenado do apoio” entre os sectores para atender as necessidades prioritárias e melhorar as condições nos centros de acolhimento.

Os empresários indianos mostram-se dispostos a investir em Moçambique nas áreas de energia, indústria farmacêutica e exploração de gás, com um volume de negócios estimado em cerca de 10 mil milhões de dólares. A intenção foi manifestada nesta terça-feira, durante o Fórum de Negócios entre os dois países, que teve lugar em Maputo.

Com uma relação de cooperação bilateral que remonta à conquista da Independência Nacional, Moçambique e a Índia continuam a evidenciar fortes ambições enquanto parceiros económicos. A indústria farmacêutica, a agricultura e o fornecimento de serviços em projectos de exploração de gás são, segundo o secretário de Estado do Comércio, áreas apetecíveis que podem unir empresários indianos e moçambicanos.

“Moçambique tem cerca de 35 milhões de hectares férteis, sendo um dos poucos países em África e no mundo com esta quantidade de terras cultiváveis. Os nossos índices de produção ainda são extremamente baixos. Moçambique é, como disse o senhor embaixador, um dos grandes exportadores de pó de dhal para a Índia, mas tem capacidade para triplicar esse volume. Também exporta muita castanha, muito gergelim e alguns feijões, mas o potencial é enormíssimo. Convidamos as empresas indianas a virem, de preferência em parceria com os moçambicanos, que é o que também pretendemos, para podermos explorar esse potencial agrícola — não só para transformar Moçambique num dos maiores exportadores de produtos, mas também para alcançarmos a auto-suficiência alimentar”, afirmou António do Rosário Grispos, secretário de Estado do Comércio.

O Fórum de Negócios Índia–Moçambique, realizado nesta terça-feira, em Maputo, abriu espaço para a apresentação de oportunidades de investimento entre as partes. A CTA considera que o volume de negócios entre os dois países pode ser significativamente alargado.

Segundo Álvaro Massingue, presidente da CTA, “é hora de elevar esta parceria para um novo patamar. Existe uma complementaridade natural entre duas economias dinâmicas. Moçambique dispõe de 36 milhões de hectares de terras aráveis, recursos hídricos abundantes e uma das costas mais extensas da África Austral. A Índia traz tecnologia agrícola acessível, sistemas modernos de irrigação e experiência consolidada em agro-processamento.”

O Conselho Empresarial da Índia aponta para as indústrias de energia, farmacêutica, exploração mineira e agricultura como as áreas que despertam maior interesse.

“Acredito que existem oportunidades imediatas, a médio e longo prazo em Moçambique, especialmente no sector da saúde. E a saúde é um tema muito amplo: inclui hospitalidade, diagnósticos e indústria farmacêutica — há muito por desenvolver. Depois, há a agricultura, começando pela pesca, que envolve toda a cadeia agrícola e a rede de fornecimento: sementes, tecnologia de sementes resistentes a doenças e que requerem menos água. Há muito desenvolvimento técnico a acontecer nesse domínio”, explicou Shivank Goael, presidente do Conselho Empresarial da Índia.

Em 2024, o comércio bilateral entre Moçambique e a Índia ultrapassou os 800 milhões de dólares, impulsionado, sobretudo, pela exportação de produtos agrícolas e de bens de capital.

Num contexto em que os ataques armados em Memba continuam a provocar deslocados, muitos são os apoios que começaram a chegar, como forma de amenizar o sofrimento dessas famílias que perderam quase tudo.

Nesta semana, uma comitiva da Assembleia da República, chefiada pela respectiva presidente, juntou-se a outras organizações da província, casos do partido Frelimo, da Nacala Logistics e da Associação Mahometana “Seita-Sunni”, que aderiram à campanha “14 milhões de braços por Memba”.

Margarida Talapa estava acompanhada pelos chefes das 4 Bancadas representadas na Assembleia da República, nomeadamente a FRELIMO, PODEMOS, RENAMO e MDM, quendo procedeu, esta terça-feira, em Alua-Sede, Distrito de Eráti à entrega simbólica, ao Governo da Província de Nampula, de 60 toneladas de produtos alimentares e de higiene diversos, destinados a suprir as necessidades das famílias, vítimas de terrorismo em Memba.

Ao proceder à entrega do donativo composto por víveres, produtos de higiene e de limpeza, a Presidente da Assembleia da República expressou, em nome dos 250 deputados, sentimento de pesar e solidariedade para com as famílias enlutadas e manifestou desejo de ver recuperados os que contraíram ferimentos.

“Perante a situação, a Assembleia da República mobilizou diversos produtos alimentares e de higiene para as famílias afectadas, vítima de terrorismo em Memba, sei que não vai chegar mas dá para dois dias no total são 60 toneldas outros produtos entregamos ao Governador para fazer chegar outras famílias que estão noutros Distritos da Província. Pedimos a todos a orar para que isto termine defitivamente”, disse a Presidente da Casa do Povo que encoraja o governo a continuar a dar assistência às populações e a reconstruir as infra-estruturas destruídas.

O Governador da província de Nampula, Eduardo Abdula foi quem recebeu o donativo tendo, na ocasião, expressado a sua gratidão pelo gesto solidário e de amor ao povo, demostrado pelos parlamentares moçambicanos.

“Nampula agradece. Não tenho palavras para agradecer este nobre gesto que hoje se sente mais amparado e forte. Este gesto trás alento e protecção, mas acima de tudo traz esperança”, disse o Governador.

Eduardo Abdula garantiu que as famílias deslocadas que se encontram no Posto Administrativo de Alua-Sede, provenientes do Distrito de Memba, irão regressar para as suas zonas de origem com segurança.

“Eu garanto que irei a Memba para verificar a segurança porque os terroristas já foram abatidos, tenho imagens  e as nossas Forças de Defesa e Segurança estão no terreno a trabalhar afincadamente por isso, não vou dizer a hora e nem o dia mas estejam firme de que dentro em breve irão regressar lá em Memba, e esta comida que ficou eu irei vos entregar lá em Memba se é para morrer serei eu primeiro não tenho medo de morrer”, garantiu.

Ainda esta semana o partido Frelimo em Nampula deixou o seu apoio e coube a Gilberto Francisco, primeiro-secretário do Comité Provincial do Partido Frelimo, fazer a entrega simbólica das 2,5 toneladas de produtos diversos ao governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, para apoiar as vítimas de ataques terroristas em Memba.

Na ocasião, Gilberto Francisco disse que foi acompanhando o sofrimento de deslocados de Memba que quase estão em todos os distritos da província, que o partido lançou o apelo, durante o balanço das brigadas provinciais de assistência aos distritos, no âmbito da réplica de lançamento da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, de onde saiu a contribuição.

Num outro desenvolvimento, Gilberto Francisco referiu que o partido Frelimo na província de Nampula irá continuar com este movimento de solidariedade, apelando igualmente a todos, independemente da sua filiação partidária, para se juntarem a esta causa de modo a apoiar os deslocados, exortando à solidariedade interna.

Já a empresa Nacala Logistics juntou-se à campanha com 25 toneladas de diversos produtos de primeira necessidade e tornando-se o maior doador da campanha solidária, para apoiar as famílias deslocadas que se encontram no Posto Administrativo de Alua-Sede, distrito de Eráti, vítimas de terrorismo em Memba.

Na ocasião, B.P Awasthi, director-operacional-executivo da Nacala Logistics, que procedeu à entrega ao governador de Nampula, disse que a empresa trabalha para Moçambique e com Moçambique, destacando que a mesma está comprometida em apoiar comunidades sempre que enfrentam crises.

Awasthi destacou que, havendo uma comunidade em perigo, a empresa faz o seu melhor para ajudar, pois segundo disse, “o governador de Nampula tem mostrado uma energia extraordinária, trabalha 24 horas por dia e estamos aqui para caminhar ao seu lado”.

Por seu turno, a Associação Mahometana “Seita-Sunni”, em Nampula, procedeu à entrega de 14 toneladas de diversos produtos da primeira necessidade, dentre eles farinha de milho, farinha de trigo, arroz, óleo, bolachas, açúcar e material de higiene, para apoiar as famílias deslocadas que se encontram no Posto Administrativo de Alua-Sede, distrito de Eráti.

Na ocasião, Abdul Kader Nasser, presidente da Associação Mahometana “Seita-Sunni” de Nampula, disse que a instituição acompanha de perto a crise humanitária em Memba e reafirmou o compromisso de assistência contínua, pois “estamos a envidar todos os esforços para responder a esta emergência, seguindo os princípios do Islão, compaixão e misericórdia. Isto não termina aqui”.

Abdul Nasser destacou que o apoio é um gesto de amor, fé e compaixão, referindo que ainda nesta semana terá mais apoio vindo da mesma associação para as famílias deslocadas de Memba, visto que o número de deslocados continua a aumentar. “Em menos tempo, o número de deslocados disparou de 30 mil para 50 mil pessoas, onde se destacam mais de 33 111 crianças, e a Associação Mahometana não irá abandonar ninguém neste momento de tristeza e de aflição”, disse.

O Sporting de Portugal, equipa onde milita o moçambicano Geny Catamo, defronta, nesta quarta-feira, o Club Brugge, em partida da quinta jornada da fase da liga da Liga dos Campeões europeus. Os “leões” procuram regressar às vitórias depois do empate da última jornada, diante da Juventus, antes de voltar a encontrar mais um colosso, na próxima jornada, o Bayern, em Munique. Já Bruno Langa recebe em sua casa o Mónaco, procurando mais uma vitória na prova.

O dia reserva nove jogos da quinta jornada da fase da liga da Liga dos Campeões europeus, com destaque para o Sporting de Portugal, que defronta o Club Brugge, da Bélgica, mas também para o sensacional Arsenal vs Bayern, PSG vs Tottenham e Atlético de Madrid vs Inter de Milão.

A UEFA.com faz uma análise do que pode ser cada um dos jogos desta jornada, nesta quarta-feira.

 

Sporting CP vs. Club Brugge

O único encontro entre Sporting CP e Club Brugge em competições da UEFA ocorreu na Jornada 6 da Champions League da época passada, com a equipa belga a vencer por 2-1 em casa.

O Sporting CP está invicto nos quatro jogos caseiros frente a equipas belgas, onde venceu três e empatou um. A equipa portuguesa perdeu apenas dois dos últimos 11 jogos caseiros em competições da UEFA, tendo somado também seis vitórias e três empates.

Geovany Quenda (18 anos e 210 dias) pode tornar-se no jogador português mais jovem a completar 15 jogos na Champions League caso participe neste jogo, superando o recorde de Rúben Neves (19 anos e 269 dias).

O Club Brugge venceu apenas dois dos sete jogos disputados fora contra equipas lusas, dos quais sofreu cinco derrotas.

A equipa belga marcou três golos ou mais em cinco dos últimos sete jogos nas provas da UEFA.

Uma vitória leonina ajuda a garantir lugares ambiciosos para disputar a próxima fase, sem precisar ir ao play-off, ou pelo menos estar nos lugares do play-off, mas como cabeça-de-série.

 

Pafos vs. Monaco

Bruno Langa ainda não conseguiu vincar no Pafos e tem estado a ser opção em alguns jogos, principalmente para defender um resultado que seja positivo, tal como aconteceu na última jornada, em que venceu o Villarreal à tangente e foi chamado nos últimos minutos.

Este é o primeiro duelo de cada equipa diante de um adversário do país do opositor nesta ronda e o Pafos vai tentar ser a primeira equipa cipriota a vencer jogos consecutivos na prova enquanto o Monaco ambiciona prolongar a recente série de invencibilidade.

O Pafos não sofreu golos em seis dos últimos nove jogos enquanto o Monaco tenta manter a baliza a zeros pela terceira vez seguida, algo que não consegue desde a fase de grupos da prova em 2014/15.

Espera-se que Bruno Langa volte a ser chamado para ajudar a equipa a alcançar um resultado positivo na prova.

 

Copenhagen vs. Kairat Almaty

Este é o primeiro jogo entre ambos e o primeiro duelo do Copenhagen frente a adversários cazaques.

O Copenhagen venceu apenas dois dos últimos 16 jogos na fase de grupos/fase de liga da Champions League e soma três derrotas seguidas. Já os únicos duelos do Kairat Almaty frente a dinamarqueses foram com o Esbjerg, não ganhando nenhum deles e perdendo na Dinamarca.

 

Arsenal vs. Bayern München

O Arsenal não venceu nos últimos cinco jogos frente ao Bayern, tendo empatado um e perdido quatro e além disso soma apenas duas vitórias em nove jogos frente a equipas alemãs, para além de um empate e seis derrotas.

No entanto, venceu os últimos oito jogos na fase de liga e os últimos 15 em casa se contabilizarmos fase de grupos e fase de liga, sendo que os últimos 12 nessa qualidade foram sempre sem golos sofridos.

Já o Bayern perdeu apenas dois dos últimos 12 jogos frente a equipas inglesas, somando ainda oito vitórias e dois empates e apenas foi derrotado três vezes nos últimos 52 jogos na fase de grupos/fase de liga da Champions League.

O inglês Harry Kane marcou 15 golos em 21 jogos frente ao Arsenal, sendo que o mais recente já foi conseguido ao serviço dos bávaros, na primeira mão dos quartos-de-final da Champions League 2023/24.

 

Atlético de Madrid vs. Inter

Este será o quarto confronto entre ambos. O mais recente aconteceu nos oitavos-de-final da competição em 2023/24, com os espanhóis a levarem a melhor.

O Atlético venceu oito dos últimos dez jogos caseiros frente a equipas italianas e triunfou em 11 dos últimos 12 na Champions League em geral, mas o Inter perdeu apenas um dos últimos oito frente a adversários espanhóis, número que passa para um em 18 no que toca a jogos em fase de grupos/fase de liga da Champions League.

 

Frankfurt vs. Atalanta

Este será o primeiro jogo entre Frankfurt e Atalanta. Os alemães não vencem há quatro jogos frente a italianos, sempre sem marcar, somando um empate e três derrotas, e os transalpinos perderam apenas dois dos últimos dez frente a germânicos, onde também alcançaram cinco vitórias e três empates.

A Atalanta busca a terceira vitória seguida sobre italianos, tendo ganho um em cada uma das últimas duas campanhas europeias.

 

Liverpool vs. PSV Eindhoven

O Liverpool venceu cinco dos últimos sete jogos diante do PSV, empatou um e perdeu outro, incluindo os três realizados em Anfield. No entanto, o PSV venceu o mais recente, nos Países Baixos, na fase de liga da época passada nesta prova.

O Liverpool está a apenas um golo dos 500 na Taça dos Campeões Europeus/Champions League e não perdeu nos últimos nove jogos caseiros frente a adversários neerlandeses, tendo somado sete vitórias e dois empates.

A formação de Eindhoven perdeu apenas três dos últimos 17 jogos na fase de grupos/fase de liga da Champions League mas venceu apenas um dos últimos 14 em Inglaterra, tendo somado cinco empates e oito derrotas.

 

Olympiacos vs. Real Madrid

Esta será a nona vez que se defrontam, com o Olympiacos a somar apenas uma vitória, há quase 20 anos, ainda que não tenha perdido em quatro encontros realizados na Grécia, onde venceu um e empatou três.

Os helénicos perderam apenas dois dos últimos 16 jogos caseiros frente a espanhóis e atravessam uma série invicta de nove em casa, ao passo que os Merengues não vencem há sete jogos na Grécia, onde de facto nunca triunfaram, num total de nove jogos.

Nesses jogos, o Real Madrid teve três empates e sete derrotas e procura reverter o cenário neste jogo.

 

Paris Saint-Germain vs. Tottenham

É a reedição da Supertaça Europeia de 2025, num jogo em que os ingleses estiveram a vencer, mas os parisienses acabaram por dar a volta para vencerem o troféu e juntarem ao título de campeão europeu da Liga dos Campeões.

O Paris perdeu apenas dois dos últimos 18 jogos frente a equipas inglesas, enquanto o Tottenham não perdeu nos três últimos desafios ante equipas gaulesas na Champions League propriamente dita, somando duas vitórias e um empate.

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