As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.
O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.
Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.
A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.
A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.
O antigo procurador-geral da República, Joaquim Madeira, afirma que o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) deve agir no caso dos 18 mil funcionários-fantasmas detectados no aparelho do Estado. O magistrado falava ontem, na Conferência Nacional sobre Combate à Corrupção.
Diante dos apelos do Governo sobre a necessidade de denunciar os corruptos, o antigo procurador-geral da República, Joaquim Madeira, reagiu com um recado directo. “Não podemos dizer que há 19 mil funcionários-fantasmas (apenas). O Gabinete deve agir. Que vão ter inimigos, não tenha dúvidas, vão ter. Quando nós criamos aquele gabinete, como consequência, há quem sofreu atentado, porque não agradava aos criminosos. Combate ao crime tem suas consequências, tem as suas reacções.”
O antigo PGR diz que, nos crimes públicos, sobretudo desta natureza, basta notitia criminis. “Nós não podemos ouvir que há bilhetes pagos com POS e o dinheiro vai para outro sítio e não vemos onde está o processo. Tem de haver processo. Basta a notitia criminis, não é preciso haver queixa”, afirmou, referindo-se ao recente caso de corrupção despoletado nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
Madeira lembra o contexto de criação do Gabinete Central de Combate à Corrupção. Diz que a unidade foi criada com muito cuidado e deu exemplo de quem não deve fazer parte dela.
“Nós recrutamos pessoas para serem formadas em Botswana. Um dos quadros que foi lá em Botswana, no hotel onde estava, teve alguns problemas, à saída tinha dívida de álcool, whisky. Não tinha como pagar. Teve de ser socorrido por angolanos que estavam a chegar, na altura. Quando vieram e disseram-me isso, eu disse: esse companheiro não pode trabalhar na unidade anti-corrupção. E ele fez mais: fez uma exposição contra o procurador-geral, dirigida à embaixada e com o conhecimento do Presidente da República. Eu sou muito alérgico a chantagens. Disse que está aqui uma exposição contra si. Eu li aquilo e disse: olha, eu vou dar um conselho para você. Faça esta exposição dirigida ao Presidente da República, porque é o Presidente da República que nomeia o juiz e o procurador-geral. Não pode fazer o contrário, isso é faltar com o respeito”, referiu Madeira.
Sobre a inclusão do Serviço Nacional de Investigação Criminal na PGR, Madeira felicita o actual procurador-geral da República pela conquista, mas alerta para os riscos associados.
Joaquim Madeira falava em Maputo, num painel da Conferência Nacional sobre o Combate à Corrupção que debateu a corrupção no sector da justiça e segurança pública. Na ocasião, disse haver pessoas que dificultam o combate à corrupção no país, mas não conhece os seus rostos. Sobre essa dificuldade, a juíza conselheira do Tribunal Supremo, Isabel Rupia, deu o seu parecer sobre o assunto.
“O corrupto não quer chegar à condenação. Foi aqui dito pelo Dr. Correia que, muitas vezes, a complexidade tem a ver com a qualidade do agente da infracção. Processos em que estão envolvidos juízes, procuradores, polícias, advogados, são muito complexos. É muito difícil instruir um processo em que é arguido um juiz, um polícia, um procurador ou um advogado. É difícil condenar, chegar a um desfecho simples ou fácil deste tipo de processos. Refiro-me não só dentro das jurisdições criminais, mas dentro dos órgãos de gestão e disciplina que são os conselhos superiores das magistraturas judiciais do MP. Para se chegar a um desfecho que é a expulsão do procurador, ou de um juiz, tem sido muito difícil. Quem não deixa combater a corrupção não é o PGR, não é o Presidente da República, são os grupos criminosos. O crime está cada vez mais sofisticado”, afirmou.
Porque não basta identificar problemas, Isabel Rupia apontou caminhos para o combate mais efectivo à corrupção. “Proponho como soluções a criação de uma unidade que integre os magistrados judiciais, os magistrados do ministério público, que integre a ordem dos advogados, que integre os académicos e os jovens que iriam estar na dianteira deste combate à corrupção”.
Da plateia, uma voz experiente fez-se soar. O magistrado do Ministério Público, Afonso Antunes, alertou para o desperdício da riqueza dos recursos naturais do país a favor das multinacionais. Para si, melhor gestão de tais recursos pode ajudar no combate à corrupção.
“Se vamos a Botswana, o primeiro Presidente, quando tomou conta do poder, sentou-se com uma multinacional dos diamantes e conseguiu negociar 50% para o Estado twana. Nós deitamos foguetes quando conseguimos 15% no gás. O que é que significa isso? Porque o Estado não toma conta da exploração do ouro, um metal estratégico. Então, não temos dinheiro, continuamos na pobreza e não pagamos salários para atingir o nível que os outros países atingiram. Esses países, está tudo relacionado com a riqueza que conseguiram de corrupção”.
Participaram no debate personalidades do sector da justiça, governantes de nível central, provincial e distrital, sector privado, academia, entre outras individualidades.
Pelo menos 10 professores foram mortos em oito anos de insurgência armada na província de Cabo Delgado, segundo estimativa apresentada nesta terça-feira pela Organização Nacional dos Professores (ONP).
“A estatística nos confirma dez professores mortos por insurgência no período em referência”, disse à Lusa Teodoro Muidumbe, secretário-geral da ONP, organização sindical que representa a classe no país.
Entretanto, a Secretária Provincial da Organização Nacional dos Professores (ONP) de Cabo Delgado, Dinita Dinís, disse que foram 16 os professores que morreram vítimas do terrorismo em Cabo Delgado.
“Desde o ano de 2017 a província foi assolada pelos ataques terroristas destes malfeitores que culminaram com a morte de 16 professores”, confirmou, apelando para que a data em que se comemora a classe sirva de referência para as autoridades reflectirem em relação à qualidade de ensino e aprendizagem, para além de “condições de trabalho e valorização da figura do professor”.
Durante a recepção da saudação pelo Dia Nacional do Professor, na segunda-feira, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, prestou uma homenagem “especial” aos professores e profissionais da educação, nomeadamente naquela província, que, mesmo em situações “adversas”, impostas pelos ataques terroristas em Cabo Delgado, doenças e fenómenos climáticos extremos, “sempre encontram alternativas para garantir que o processo de ensino-aprendizagem não pare”.
Em Setembro, a Associação Nacional dos Professores de Moçambique (ANAPRO) repudiou os actos “bárbaros e inaceitáveis” em alegados ataques rebeldes registados em Cabo Delgado, norte do país, com a confirmação da morte de um membro da classe.
“Repudiamos reiteradamente os atos bárbaros e inaceitáveis que atentam contra a dignidade humana e que estão contra um direito fundamental à vida”, referia-se num comunicado da ANAPRO.
Nas celebrações do dia na província de Cabo Delgado, nesta segunda-feira, alguns professores disseram que apesar da falta das condições de segurança em quase todos dos distritos afectados pela insurgência, casos de Mocímboa da Praia, Muidumbe, Macomia e Palma, muitas vezes são obrigados a regressar aos seus postos de trabalho, mesmo quando as autoridades têm conhecimento de que a situação de segurança continua instável.
Na ocasião, o governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, reafirmou que o Governo está a trabalhar para garantir que os professores possam exercer as suas funções com mérito e com segurança.
Já o Secretariado Distrital da Organização Nacional dos Professores (ONP) em Meconta lançou um forte apelo aos protagonistas da violência em Cabo Delgado para que ponham fim às hostilidades, de modo a permitir que milhares de crianças regressem às salas de aula e que os docentes exerçam a sua missão sem intimidação.
“A guerra rouba o futuro das crianças. Sem escolas seguras não há desenvolvimento”, sublinhou o secretariado num comunicado.
Os professores reafirmaram que a paz é condição essencial para a reinvenção da educação em Moçambique.
Organizações de carreira jurídica defendem que o Diálogo Nacional Inclusivo deve resultar na revisão constitucional e do sistema eleitoral, para garantir eleições pacíficas. As organizações foram ouvidas, esta terça-feira, pela Comissão Técnica para o Diálogo Inclusivo.
A auscultação pública promovida pela Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo continua e, esta terça-feira, foi a vez das organizações de carreira jurídica serem ouvidas.
A Associação Moçambicana de Juízes já definiu alguns dos resultados que espera que sejam alcançados.
“A AMJ está interessada na revisão do sistema judicial, na revisão constitucional mas também no sistema eleitoral. Ano passado tivemos eleições mas houve mortes e feridos, destruição de bens e a AMJ está contra isso. Se esta janela puder ajudar para que o próximo processo eleitoral seja pacifico, com eleições livres e transparentes e sem nenhuma morte, acreditamos que todo povo moçambicano sairá a ganhar”, explicou Esmeraldo Matavele, presidente da AMJ.
A Associação Moçambicana dos Magistrados do Ministério Público defende que garantir a independência do judiciário é uma das formas de resgatar a credibilidade dos cidadãos.
“A independência do judiciário tem também influência no Ministério Público enquanto um ente-judiciário. Serão discutidas questões de diferentes índoles, que poderão aumentar a credibilidade do cidadão no Sistema de Administração da Justiça”, disse Hélio Nuvunga, presidente da Associação Moçambicana dos Magistrados do Ministério Público.
No encontro, as organizações de carreira jurídica comprometeram-se a cooperar no Diálogo Nacional Inclusivo.
“Como AMMCJ queremos ver o envolvimento de todas as mulheres que estão na associação, para trazerem o seu saber neste processo que está aberto”,disse Lídia Gulele, presidente da Associação Moçambicana de Mulheres de Carreira Jurídica.
Por sua vez, a Ordem dos Advogados de Moçambique, Carlos Martins, referiu que “a OAM está a preparar-se para criar equipes de reflexão sobre as temáticas, dentre as quais, a reforma da Constituição, do processo eleitoral. Vamos criar equipas especializadas que possam ajudar e contribuir com o seu saber naquilo que é necessário, neste momento, para reformas estruturantes do país “.
As organizações de carreira jurídica devem apresentar, por escrito, até 15 de Dezembro todas as suas contribuições, no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.
“Decidimos que serão coorganizados pelas diferentes organizações em articulação com a COTE, mesas redondas para o debate de matérias, tais como, o sistema constitucional moçambicano, o Sistema de Administração da Justiça, o Sistema Eleitoral, entre outros”.
O presidente da Comissão Técnica para o Diálogo Inclusivo reiterou que todos os actores sociais devem participar activamente do processo.
A auscultação pública decorre em todo o país e termina em 2027.
Encerrou, segunda-feira, o maior evento de exposições do Japão, a EXPO OSAKA, que durou seis meses e contou com a participação de 158 países, incluindo Moçambique, e 7 organizações internacionais. O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, presente no encerramento da Expo Osaka, diz que o país deve aproveitar eventos desta dimensão para buscar parcerias que possam potenciar a área económica na sua amplitude, como caminho para o desenvolvimento do país.
Milhares de pessoas assistiram à cerimónia de encerramento da Expo 2025, de Osaka, Japão, marcada por vários momentos com destaque para apresentações artísticas, num ambiente que decorreu debaixo do sol intenso, mas com os visitantes dispostos a acompanhar cada um deles.
O momento mais alto foi o desfile das bandeiras de todos os países participantes e desfile do mascote oficial do evento designado Myaku-Myaku. Por fim o dia terminou com um espectáculo nocturno de fogos de artifício.
Com o tema “Projectando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, a Expo 2025 Osaka, que teve a duração de 6 meses, constituiu uma oportunidade para estabelecer parcerias e é nesse contexto que o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, diz que Moçambique deve buscar em eventos desta dimensão fórmulas que possam potenciar a área económica, como caminho para o desenvolvimento do País.
“Moçambique deve buscar neste tipo de exposição parcerias que possam potenciar as suas áreas económicas, das quais pode basear o seu desenvolvimento. A área da agricultura, pesca e pecuária, a área de energia, a área de recursos minerais, a área do turismo, a área de transporte logística e também mostrar aquilo que nós temos da área da cultura, porque a cultura também é parte da nossa economia. Então, são essas parcerias que devemos buscar, porque essas ajudam a levar o nosso país para um outro passo”, disse Américo Muchanga.
No que à área de tecnologias que tutela diz respeito, o ministro considerou ter sido fundamental colher experiências de outros países para implementar internamente, como forma de se conectar cada vez mais com o mundo.
“Em termos de inovação, nós podemos testemunhar que há muitos países que estão a usar as tecnologias de informação e comunicação, estão a usar a inteligência artificial para criar soluções adequadas, digamos, para a sua população, para os seus cidadãos. São essas parcerias que devemos buscar para podermos implementar o nosso país”, disse o Ministro das Comunicações e Transformação Digital.
Os visitantes da Expo dizem que o evento foi uma oportunidade para o Japão conectar-se ao mundo.
“Eu moro em Osaka e hoje foi a décima primeira vez que vim ao evento. No início eu não conseguia entender sobre tudo isto, mas como vim várias vezes acabei entendendo a sua essência. É um local de muita aprendizagem e eu vim buscar boas energias que a Expo transmitiu”, disse Ikue Nishimine.
Por seu turno, Higasji Ryuichi, também visitante, disse que o evento foi produtivo uma vez que “vários países do mundo encontraram-se no mesmo espaço para intercâmbio a mais alto nível. Tudo aqui foi feito pensando no futuro da humanidade e no bem estar do meio ambiente. Foi muito bom viver esta experiência”.
Passaram pela Expo 2025 Osaka cerca de 28 milhões de visitantes de várias nacionalidades, incluindo muitas centenas de moçambicanos que por diversas razões estiveram no Japão.
A Expo universal realiza-se de 5 em 5 anos, sendo que a próxima será em 2030 em Riade, na Arábia Saudita.
Um grupo de funcionários do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR), que ficou de fora do processo de transição para o recém-criado Instituto de Transporte Marítimo (ITRANSMAR), submeteu, esta segunda-feira, uma petição ao Presidente da República, solicitando a sua integração na nova instituição.
A decisão surge após várias tentativas fracassadas de diálogo, a última esta segunda-feira, em Maputo, com as direcções do INAMAR e do ITRANSMAR, num processo que os trabalhadores consideram pouco transparente, marcado injustiça e favoritismo.
“Fomos ignorados durante todo o processo. Tentamos dialogar, pedimos esclarecimentos, mas nunca houve abertura para o efeito, sempre, limitaram-nos para falar nos encontros, como foi o caso de ontem (segunda-feira). Agora somos obrigados a aceitar funções que nada têm a ver com o nosso perfil”, afirma um dos funcionários afectados, sob anonimato.
Segundo os queixosos, a reunião realizada esta semana, em Maputo, entre os trabalhadores excluídos e os líderes das duas instituições, agravou o clima de tensão. Os funcionários denunciam que não houve espaço para debate nem explicações claras sobre os critérios usados na selecção dos quadros que transitaram para o ITRANSMAR.
“O ambiente era de total indiferença. Os presidentes comportaram-se como se estivessem acima de qualquer questionamento”, disse uma funcionária, visivelmente indignada.
A indignação dos trabalhadores aumenta considerando que o ITRANSMAR lançou um concurso público para novas admissões, mesmo com técnicos experientes, até então no activo no INAMAR, deixados de fora do processo de transição.
“Isso prova que a exclusão foi deliberada. Há um concurso a decorrer, enquanto nós, com experiência e formação no sector, somos simplesmente descartados”, denunciou outra funcionária.
Para os excluídos, o processo de reestruturação do sector marítimo está a ser conduzido com critérios duvidosos, alimentando suspeitas de interesses particulares e clientelismo. Eles também questionam a criação de múltiplas instituições com funções semelhantes, o que, no seu entender, apenas agrava a desorganização no sector.
“Não faz sentido termos duas ou três instituições a fazer a mesma coisa. Isso só cria confusão e espaço para manobras políticas que penalizam os técnicos que sempre trabalharam com dedicação”, conclui um dos queixosos.
Diante do impasse, os trabalhadores agora depositam esperança na intervenção do Presidente da República, Daniel Chapo, a quem apelam através de uma petição de três páginas para garantir justiça, equidade e respeito pelos direitos dos funcionários lesados neste sector.
Na petição, os queixosos dizem que esperam resultados concretos sobre “a transferência integral imediata dos 103 funcionários restantes, totalizando os 180 profissionais originais da Marinha Mercante, que a decisão seja tomada sem interferências, volte a ser plenamente operacional, contribuindo activamente para a economia, segurança dos transportes marítimos e reposição do pagamento do subsídio de serviço marítimo, como um acto de justiça e restauração da dignidade profissional”.
O conflito entre os vendedores informais e o Município de Nampula está longe do fim. Os vendedores tomaram de assalto algumas avenidas e ruas do centro da cidade. Já no mercado grossista, o actual cenário é de desorganização e problemas de saneamento. A edilidade fala de planos para reverter o cenário.
A desordem começa na Estrada Nacional n.°13, no desvio que vai ao mercado grossista Waresta, na periferia da cidade de Nampula. Motorizadas, carros, vendedores e peões disputam o mesmo corredor e o ambiente é de “salve-se quem puder”.
Passa-se à rasca porque os vendedores informais transformaram as estradas e os passeios em locais de comércio. O chefe do mercado diz que há trabalho para melhorar a gestão de vendedores, assim como do lixo, mas tem sido difícil devido a falta colaboração de muitos dos informais.
O mercado Waresta é o maior mercado grossista no Norte do país. O aspecto que apresenta atenta contra a saúde pública, por isso o Município fala de planos para a sua requalificação.
No centro da cidade, os focos de venda informal voltam a ganhar espaço a olhos vistos. Na zona chamada bombeiros, a estrada e os passeios cederam para o comércio informal.
Uma actividade que decorre na parte exterior do Mercado Novo. Os principais protagonistas são vendedores de telefones celulares e seus acessórios. Outros são apenas intermediários de negócios.
O certo é que ainda não há uma solução concreta para os vendedores, e a forma como tomaram o local põe em causa a postura municipal.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que deverá receber o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca, na sexta-feira.
O republicano fez a declaração, na segunda-feira, após ter sido questionado por repórteres a bordo do avião presidencial, durante o voo de regresso a Washington, vindo do Médio Oriente, escreve a imprensa.
Horas antes, Trump e os líderes do Egipto, Qatar e Turquia assinaram um acordo em que se comprometeram a garantir a garantir a estabilidade na região, quer para os palestinianos, quer para os israelitas, e a resolver futuros conflitos através da diplomacia e negociações.
O líder dos Estados Unidos disse aos jornalistas ter esperança que o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, poderá ajudá-lo noutro conflito, a invasão russa da Ucrânia.
Também na segunda-feira, o Presidente da Ucrânia tinha anunciado que iria deslocar-se ainda esta semana a Washington, para se reunir com o homólogo norte-americano.
“A Mente de um Grande Guitarrista – Um Guia de Motivação Artística” é o livro de estreia do músico, professor e guitarrista Elcides Carlos, sob a estampa da Agência Criativa Vírgula, com o lançamento marcado para o dia 14 de Outubro, às 18h00, no Instituto Guimarães Rosa, em Maputo. A apresentação do livro será feita pelo músico Stewart Sukuma.
No livro autobiográfico, pedagógico e criativo, Elcides recorda-se de momentos especiais em que sua família se reunia para ouvir os discos de vinil de seu pai, que eram considerados verdadeiros tesouros. Essa exposição a uma variedade de estilos musicais internacionais, como James Brown, Martinho da Vila, Manu Dibango, Steve Kekana e Fany Mpfumo, teve um impacto profundo em sua paixão pela música.
Na adolescência, Elcides foi exposto a músicas mais sofisticadas, que eram transmitidas nos programas de rádio da Rádio Moçambique. A complexidade e a harmonia dos instrumentos nessas músicas despertaram seu interesse e sua paixão pelo som da guitarra de jazz começou a florescer.
“A Mente de um Grande Guitarrista – Um Guia de Motivação Artística, não é apenas um livro sobre a música, é um convite à transformação pessoal e professional, através da música. Elcides Carlos mergulha na essência da jornada artística, partilhando vivências, dúvidas, vitórias e aprendizados acumulados ao longo de 20 anos de busca”,, descreve a sinopse.
O autor oferece “ferramentas práticas, reflexões e princípios essenciais para quem deseja trilhar o caminho da música. Entre histórias, factos e conselhos estratégicos, o leitor descobrirá o que exige e implica desenvolver disciplina, planificação, e superação de desafios, na trilha de uma caminho artístico”.
As histórias contadas no livro serão o motivo para Elcides Carlos se encontrar com o público no Instituto Guimarães Rosa, numa sessão que será apresentada pelo Stewart Sukuma.
SOBRE O AUTOR
Elcides Carlos Armando é um músico moçambicano, nascido em 23 de Julho de 1985, na cidade de Maputo. Cresceu nos subúrbios da cidade, mais especificamente no bairro de Chamanculo “D”.
Além da sua carreira na música, Elcides Carlos é licenciado em Física pela Universidade Eduardo Mondlane e actua como docente de guitarra na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da mesma universidade desde 2010.
A selecção ganesa volta a uma fase final, quatro anos depois de ter sido eliminada na fase de grupos do Mundial de 2022, já depois de ter sido anteriormente afastada na fase de grupos da prova em 2014, na qual mediu forças com Portugal, nos quartos-de-final do Mundial 2010 frente ao Uruguai e nos oitavos-de-final da mesma competição em 2006 diante do Brasil.
Em Accra, a selecção ganesa começou a fazer a festa no arranque da segunda parte, através de um golo do médio Kudus, dos ingleses do Tottenham, tento que foi suficiente para levar de vencida as Comores e confirmar definitivamente o apuramento.
Com as 10 jornadas disputadas, o Gana assegurou o apuramento com 25 pontos, mais seis do que Madagáscar, sete do que o Mali, 10 do que Comores, com a República Centro Africana a ter oito e Chade apenas um, surpreendentemente frente aos ganeses.
A derrota por 4-1 frente ao Mali afastou Madagáscar da possibilidade de chegar ao play-off de apuramento, ao qual ficou mais perto de chegar o Burkina Faso, que venceu a Etiópia, por 3-1, ocupando, para já, um dos quatro lugares de acesso a essa eliminatória, reservados aos quatro melhores segundos.
Para a 23.ª edição do Mundial, a ser disputado por 48 selecções entre 11 de Junho e 19 de Julho de 2026, nos Estados Unidos, no Canadá e no México, têm, além dos três anfitriões, presença garantida 18 países, incluindo as selecções africanas do Egipto, Marrocos, Tunísia e Argélia.