As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.
O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.
Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.
A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.
A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.
O processo de reconstrução do distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, está em curso, depois da destruição causada pelo ciclone Chido em Dezembro do ano passado. Foram 200 mortos e 76 mil afectados.
Um dia depois da passagem do ciclone Chido pelo distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, a imagem era de uma razia causada pela força do vento no dia 15 de Dezembro do ano passado, que atingiu 260 km/h. “Quando fizemos o balanço depois do ciclone, no dia 16 de Dezembro, fomos ver que o distrito foi afectado a 100%, mas, depois da intervenção dos nossos parceiros, o Governo principalmente, registámos 76 mil habitantes que foram afectados. Através da Saúde, fizemos o levantamento de 200 perdas humanas no distrito de Mecúfi”, disse Fernando Neves, administrador de Mecúfi.
Com este grau de destruição, a população do distrito de Mecúfi passou a depender de ajuda para reerguer a sua vida. “Houve distribuição de chapas de zinco, barrotes, houve construção de uma casa de trânsito para aquelas pessoas que não tinham possibilidades, como é o caso de deficientes, idosos e mulheres chefes de família, e, à medida que os apoios vêm, vamos dando aquilo que a população necessita para a sua habitação”, acrescentou o governante.
Depois daquele acontecimento, o então Presidente da República, Filipe Nyusi, deu ordens para que a reconstrução obedecesse ao ordenamento territorial para melhor orientar a ocupação do solo, fora das zonas de risco.
“Este processo está sendo feito. Foi um comando. Iniciamos com duas comunidades-piloto, a comunidade de Sassalane e a comunidade de Maweia. O processo está em curso. Neste momento, foram abertas 25 ruas para atendermos o ordenamento territorial. E, como é um processo contínuo, o distrito está a continuar para que todas as comunidades elegíveis no distrito tenham o ordenamento territorial.”
O edifício onde funciona a administração do distrito, que estava totalmente destruído, assim como o Centro de Saúde de Mecúfi, estão numa fase avançada de reconstrução.
O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou, esta terça-feira, uma mensagem de felicitações à Primeira-Ministra do Japão, Sanae Takaichi, pela sua eleição ao mais alto cargo do Governo japonês.
Na mensagem, o Chefe do Estado expressa a sua enorme satisfação pela eleição de Sanae Takaichi como Primeira-Ministra do Japão e, em nome do Povo e do Governo da República de Moçambique, bem como em seu próprio nome, transmite-lhe felicitações pela ascensão ao cargo.
“A vossa ascensão a este elevado cargo, como a primeira mulher a liderar o Governo do Japão, representa um marco histórico que inspira confiança e esperança em torno da liderança inclusiva e visionária”, refere.
Sublinhando a solidez das relações entre os dois países, o Chefe do Estado recorda que Moçambique e o Japão partilham laços de amizade e cooperação baseados no respeito mútuo e no compromisso comum com a paz, o desenvolvimento e a prosperidade.
O Presidente da República salienta a importância da parceria estratégica com o Japão, sublinhando que Moçambique valoriza profundamente o papel daquele país no apoio aos sectores da agricultura, energia, educação, infra-estruturas e resiliência climática.
O estadista moçambicano expressa também o reconhecimento pelo contributo nipónico no desenvolvimento de infra-estruturas regionais: “Agradecemos, de forma especial, a contribuição do Japão para o desenvolvimento do Corredor de Nacala, um exemplo tangível do vosso compromisso com a integração regional e o crescimento sustentável de África”.
Concluindo a sua mensagem, o Presidente Daniel Chapo formula votos de sucesso à nova líder japonesa: “Ao iniciar o vosso mandato, Excelência, formulo votos de pleno êxito na condução dos destinos do vosso país e reitero a nossa inteira disponibilidade para aprofundar a cooperação e consolidar a amizade que unem Moçambique e o Japão”.
Quem é Sanae Takaichi, a primeira mulher a comandar o Japão
A nacionalista Sanae Takaichi foi nomeada nesta terça-feira primeira-ministra do Japão, e, desta forma, será a primeira mulher a comandar o país. Ela conquistou a vitória na votação parlamentar para escolha do cargo, após ter sido eleita líder da legenda governista Partido Liberal Democrático (PLD) no início do mês.
“Sanae Takaichi foi eleita nova primeira-ministra”, disse o porta-voz do Parlamento japonês, Fukushiro Nukaga, ao final do apuramento da votação, onde obteve 237 dos 465 votos na disputa, quatro acima do necessário.
Yoshihiko Noda, líder do maior partido da oposição, o Partido Democrático Constitucional (PDC), ficou em segundo lugar com 149 votos; seguido por Yuichiro Tamaki, do Partido Democrático para o Povo (PDP), com 28 votos; Tetsuo Saito, do partido budista Komeito, que abandonou recentemente a coalizão com o PLD após 26 anos, obteve 24 votos; e os votos restantes foram para partidos minoritários.
A nomeação de Takaichi, de 64 anos, estava praticamente assegurada depois que assinou na véspera um acordo com o opositor Partido da Inovação do Japão (Ishin), seu novo parceiro de coalizão, para contar com seu apoio na votação, na qual a fragmentada oposição não conseguiu apresentar um candidato conjunto para enfrentá-la.
Aos 64 anos, ela assume o Japão em meio a uma crise política, já que será a quinta líder nacional em cinco anos. E a agenda já começa agitada: na próxima semana, a primeira-ministra deve receber o presidente dos EUA, Donald Trump, em solo japonês.
Admiradora da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, Takaichi é uma estrela da política ultraconservadora do país e uma das raras mulheres a subir na hierarquia dominada por homens. Ela é defensora da estratégia conhecida como “abenomics”, do falecido primeiro-ministro Shinzo Abe, que prevê grandes gastos e uma política monetária flexível para impulsionar a economia.
Pelo menos 4.300 alunos da primeira classe foram matriculados, para o ano lectivo 2026, durante 20 dias, na cidade de Maputo. A direcção da educação prevê que sejam matriculados mais de 18 mil alunos nas escolas públicas.
As matrículas para a 1ª classe arrancaram em todo o país, a 1 de outubro e decorrerão até 31 de dezembro, para o ano letivo de 2026.
Na cidade de Maputo, a previsão é de que sejam matriculados pelo menos 18078 alunos, estando já inscritos 4310 alunos, nas escolas públicas dos sete distritos municipais. Para as escolas privadas, há 4459 vagas disponíveis das quais 19 estão preenchidas.
“A cidade de Maputo está engajada no processo de realização de matrículas. As metas foram propostas em função da sua capacidade observando o histórico das realizações dos anos anteriores”, explicou Élio Martins, representante da direcção dos Assuntos Sociais da Cidade de Maputo, argumentando que “sao metas que iremos alcançar com o devido trabalho e entrega dos nossos colegas”.
Elio Martins realçou que as matrículas são gratuitas e apelou “não façam cobranças ilícitas porque é sabido que a escolarização de 1 a 9 classe não se paga, portanto, é gratuita”.
A fonte avançou que no processo de matrículas os encarregados devem estar munidos de cédula, certidão, boletim de nascimento ou bilhete de identidade do educando.
Aos gestores e funcionários dos estabelecimentos de ensino, Simbine chamou atenção para continuarem vigilantes contra práticas corruptivas no processo das matrículas.
O ambiente de desordem que há meses se instalou nas imediações do Mercado Municipal de Vilankulo começa finalmente a merecer uma resposta firme do Conselho Municipal. Dias depois de a STV e o Jornal O País denunciarem o caos e os riscos provocados pela ocupação das vias de acesso por vendedores informais, a edilidade veio a público emitir um comunicado contundente que exige o abandono imediato das faixas de rodagem e das bermas por parte dos comerciantes. O documento, tornado público terça-feira, marca uma viragem na forma como o município pretende lidar com a crescente desorganização que compromete não apenas a mobilidade, mas também a segurança de centenas de munícipes.
O alerta surge num momento em que o próprio edil, visitou o Mercado Municipal para constatar de perto a gravidade da situação. No local, o cenário era revelador: bancas improvisadas ocupando passeios, vendedores instalados a poucos metros da estrada principal e transeuntes obrigados a disputar espaço com viaturas e motorizadas. “O que encontramos aqui é preocupante. Estamos a falar de pessoas que colocam em risco as suas vidas e as dos outros. Esta prática tem de parar”, afirmou o presidente do Conselho Municipal, visivelmente indignado com o que viu.
A visita do edil, que se prolongou por mais de uma hora, serviu também para recolher perceções dos próprios vendedores, muitos dos quais reconhecem o perigo, mas afirmam não ter alternativa imediata. Uma das vendedoras, que preferiu não se identificar, contou que “há dias em que não se vende quase nada dentro do mercado, então muitas de nós viemos para a beira da estrada porque é onde há mais movimento”. Outra comerciante reforçou que “a falta de espaço e as condições precárias dentro do mercado” obrigam alguns vendedores a procurar zonas de maior visibilidade.
Perante estes argumentos, o Conselho Municipal diz compreender as dificuldades, mas recorda que o respeito pelas regras é essencial para a convivência urbana e para o próprio desenvolvimento da cidade. “Quando flexibilizámos as regras, foi com o entendimento de que os vendedores circulariam e não se fixariam nas vias de acesso. Infelizmente, o que se observa é o contrário. Muitos instalaram-se de forma permanente nas bermas e até nas faixas de rodagem, o que é inaceitável”, lê-se no comunicado divulgado pela edilidade.
O documento acrescenta que o Município poderá recuar nas medidas de tolerância que vinham sendo aplicadas e adotar uma postura mais rígida de fiscalização. A decisão, segundo fontes do Conselho Municipal, poderá incluir operações conjuntas com a Polícia Municipal e reforço das equipas de fiscalização nos principais pontos críticos. “A intenção não é punir, mas garantir ordem e segurança. Já perdemos demasiadas vidas em acidentes que poderiam ser evitados. O comércio informal é importante, mas não pode colocar em risco a vida das pessoas”, sublinhou um responsável da área de Urbanização e Mercados, que participou na visita.
O comunicado da edilidade, amplamente divulgado nas redes sociais e nos meios locais, apela de forma direta à mudança de comportamento dos vendedores. O Município avisa que, caso a situação persista, serão aplicadas medidas severas, incluindo a remoção coerciva de bancas e a apreensão de produtos. “Pedimos apenas que os vendedores cumpram as orientações. O Município está a trabalhar para criar condições dignas e seguras para todos. Mas enquanto isso, é preciso respeitar o espaço público e as regras básicas de segurança rodoviária”, destacou a mesma fonte do Conselho Municipal.
Paralelamente, decorrem já os trabalhos administrativos para a concretização do projeto de construção de alpendres no Mercado Central. A iniciativa, que visa organizar e modernizar o comércio local, faz parte de um plano mais amplo de requalificação urbana de Vilankulo. O objetivo é reduzir a venda ilegal e a ocupação desordenada das vias, oferecendo aos vendedores condições adequadas para o exercício da sua atividade.
Segundo fontes municipais, o projeto dos alpendres incluirá bancas padronizadas, zonas de sombreamento e áreas reservadas para produtos frescos e secos. A obra será financiada com recursos próprios do Município e conta com o apoio técnico de parceiros locais.
O problema do comércio informal nas vias públicas de Vilankulo não é recente, mas ganhou proporções alarmantes nos últimos meses. A reportagem da STV e do Jornal O País, que expôs o estado caótico das ruas adjacentes ao mercado, mostrou imagens de crianças a atravessar entre bancas e carros, vendedores sentados a poucos centímetros do asfalto e montes de lixo acumulado. As imagens chocaram a opinião pública e obrigaram a edilidade a reagir com medidas concretas.
Vilankulo, uma das cidades turísticas mais importantes do sul de Moçambique, enfrenta o desafio de equilibrar o dinamismo comercial com a necessidade de manter a ordem urbana e garantir a segurança de residentes e visitantes. Para o Conselho Municipal, o apelo agora lançado não é apenas uma questão administrativa, mas um compromisso com a dignidade, a justiça e o desenvolvimento da cidade. “Queremos uma Vilankulo organizada, próspera e segura. Isso só será possível com o envolvimento de todos. Cada cidadão tem um papel a desempenhar”, concluiu o edil, durante a visita ao mercado, sob o olhar atento de dezenas de vendedores e curiosos.
Com o tom firme e a promessa de medidas práticas, o comunicado da edilidade marca o início de uma nova fase no relacionamento entre o Município e o comércio informal. Resta agora saber se os apelos à consciência e ao civismo surtirão efeito antes que chegue a fase das sanções.
Um ano após o início das manifestações pós-eleitorais em Moçambique, a Plataforma Decide revela que os protestos resultaram em 411 mortos e 7.200 detenções, das quais 2.790 pessoas continuam presas. Os dados constam do relatório “Cicatrizes da Democracia em Moçambique: Impactos Humanos e Falhas de ProteCção nas Manifestações Pós-Eleitorais (2024–2025)”, divulgado recentemente.
De acordo com o documento, os protestos começaram em 21 de Outubro de 2024, dois dias após o assassinato do advogado Elvino Dias e de Paulo Guambe, apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, e prolongaram-se até Março de 2025.
As províncias de Maputo, Nampula, Zambézia e Sofala concentraram 78% dos casos, com a maioria das vítimas a situar-se entre os 18 e os 35 anos. As mulheres representaram 14% das vítimas, incluindo detidas, feridas e mortas, reflectindo uma vulnerabilidade acrescida no contexto da repressão.
O relatório indica ainda que 3.700 pessoas ficaram feridas, mais de 900 por disparos de arma de fogo, e que cinco continuam desaparecidas. Foram igualmente registadas 17 execuções com motivações políticas.
Entre os mortos, 17 eram agentes das Forças de Defesa e Segurança (4,2%) e 20 eram crianças (5%).
A Plataforma Decide denuncia a ausência de investigações públicas e de responsabilização judicial, bem como a falta de reparação às vítimas, apontando interferências políticas nas instituições de justiça e falhas graves na proteção dos direitos fundamentais.
A administração marítima da Zambézia está em actividade de fiscalização no mar, sensibilizando os pescadores a não pautarem pela pesca nociva. A Acção visa igualmente preparar os pescadores para o período de veda de pesca do camarão de superfície e do caranguejo do mangal a decorrer de 1 a 30 de Novembro.
A província da Zambézia tem 444 quilómetros de Costa, a pesca é uma das actividades mais praticada pela população, que, muitas vezes, tem pautado por uso de meios nocivos como Chicocota, uso de redes mosquiteiras e outros. A autoridade marítima está a fiscalizar e a abordar os pescadores para que não usem tais métodos.
Os pescadores, por sua vez, mostram-se disponíveis em colaborar com as autoridades. A administradora marítima diz que a fiscalização antecede o período de veda do camarão e de caranguejo do Mangal que inicia a 1 de Novembro.
A fiscalização vai abranger mais de 3 mil pescadores e vai igualmente abranger as empresas mineiras que operam dentro do ordenamento marítimo.
A Associação Black Bulls efectuou, hoje, a primeira sessão de treino tendo em vista a preparação do jogo da segunda “mão” da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos diante do River United.
Este poderá, eventualmente, ser o único treino em solo pátrio, uma vez que os “touros” partem, esta quarta-feira, para Nigéria, local que no sábado vão procurar lutar por uma vaga na fase de grupos da competição.
A sessão cingiu-se, essencialmente, na recuperação dos atletas assim como no aprimoramento de alguns aspectos técnicos e tácticos, olhando para a exigência do jogo e para as dificuldades que o campeão nacional poderá encontrar no terreno do River United.
O representante moçambicano na mais prestigiada prova continental a nível de clubes está em vantagem na eliminatória, após vencer o jogo na primeira “mão” em casa por uma bola sem resposta, tento apontado pelo senegalês Diallo.
A Black Bulls vai enfrentar uma equipa que ainda está à procura de um lugar ao sol a nível das competições africanas, prova na qual ainda não tem muito histórico. Nono classificado da Premier League da Nigéria com 12 pontos, menos sete que o líder Nasarawa United, que soma 19 pontos, o River United vai procurar virar o resultado a seu favor e, por via disso, sonhar em chegar o mais longe possível na prova. O emblema nigeriano conta, neste momento, com apenas um título nacional.
Em contrapartida, a Associação Black Bulls, clube com apenas quatro anos na alta-roda do futebol moçambicano, vai procurar, mais uma vez, chegar à fase de grupos, feito alcançado na época passada, desta feita da Taça Nelson Mandela.
Os “touros” somam dois títulos nacionais, estando por na presente temporada do Moçambola na segunda posição com 30 pontos, menos oito que a líder União Desportiva do Songo, que soma 38 pontos.
Nicolas Sarkozy torna-se, esta terça-feira, no primeiro ex-presidente a tornar-se presidiário. À porta do estabelecimento prisional de Paris estão dezenas de pessoas para lhe prestar apoio.
Nicolas Sarkozy começa, nesta terça-feira, a cumprir pena por associação criminosa. O ex-presidente francês saiu há momentos de casa e deverá dar entrada na manhã desta terça-feira, dia 21 de outubro, na prisão de Santé, em Paris.
O antigo governante irá cumprir pena numa cela especial, que possui cozinha, duche e acesso a um telefone.
Sarkozy foi condenado por conspiração criminosa na tentativa de utilizar dinheiro líbio para financiar a sua campanha eleitoral de 2007.
Em declarações, hoje, à BFMTV, o seu pai, Guillaume Sarkozy, disse estar “convencido da sua inocência” e igualmente “orgulhoso por entrar na prisão de cabeça erguida”.
Imagens registadas esta manhã no local mostram o aparato que se encontrava junto à sua residência. Aqui, reuniram-se muitas pessoas para prestar apoio ao antigo governante, entre eles o seu antigo assessor Henri Guaino.
O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, manifestou abertura do país para receber o Subcomité de avaliação das Nações Unidas para a prevenção da Tortura. A disponibilidade foi manifestada durante um encontro de cortesia que aquele Subcomité manteve com o titular da justiça.
“O país está pronto para ser avaliado e iremos criar todas as condições para que o subcomité faça o seu trabalho conforme a metodologia definida e sem pressão do Governo”, disse o governante.
O órgão da ONU está desde esta segunda-feira a visitar o país pela segunda vez, até 30 de Outubro, para avaliar a implementação das suas recomendações anteriores.
“Estamos ansiosos para avaliar como o Governo de Moçambique agiu em relação às recomendações que fizemos há quase uma década, após a nossa visita de 2016”, disse Chris Nissen, chefe da delegação do SPT. “Também estamos ansiosos para ver como o mecanismo nacional de prevenção à tortura do país melhorou em termos de estrutura e funciacaonamento”, acrescentou.
Moçambique ratificou o protocolo facultativo à convenção contra a tortura e outras penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes (OPCAT), em 2013.
Durante a missão, a delegação visitará estabelecimentos penitenciários, esquadras de polícia e outros locais onde pessoas estão detidas. A mesma equipa deverá reunir-se com autoridades governamentais e outras autoridades oficiais, representantes da sociedade civil e agências da ONU.
A delegação também realizará reuniões e visitas conjuntas com o órgão de fiscalização anti-tortura de Moçambique, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), que actua como mecanismo Nacional de Prevenção (MNP) oficial do país.
Ao final da visita, a delegação apresentará oralmente suas observações preliminares confidenciais ao Governo de Moçambique e ao Mecanismo Nacional de Prevenção.
O SPT emitirá também um relatório para o Governo moçambicano, que permanecerá confidencial até que as autoridades nacionais solicitem sua divulgação pública.
Desde o início de suas operações em 2007, o SPT tem o mandato de visitar todos os Estados Partes do Protocolo Facultativo e realizar visitas não anunciadas a quaisquer locais onde pessoas estejam ou possam estar privadas de liberdade. Até o momento, 95 Estados ratificaram o Protocolo Facultativo.