

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar as autarquias para identificar as populações mais vulneráveis e responder de forma rápida às famílias afectadas por ciclones, cheias, secas e outros eventos extremos.
Os choques climáticos deixaram de ser apenas uma questão ambiental. Em Moçambique, ciclones, cheias e secas afetam diretamente as famílias, destruindo habitações, culturas e fontes de rendimento.
É neste contexto que os municípios estão a ser preparados para reforçar a resposta através dos mecanismos de protecção social.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa explicou que a capacitação pretende dotar as autarquias de conhecimentos para identificar as famílias em situação de maior vulnerabilidade e melhorar a coordenação da assistência em situações de emergência.
No últmo choque climático havido na provincia, o município de Gaza foi um dos pontos mais afectados na provincia. A edil diz estar agora, coma a capacitação, preparada para enfrentar eventos climáticos extremos, mas diz que ainda existem marcas das inundações no município.
Com a formação, espera-se que os municípios estejam em melhores condições para planificar intervenções, identificar atempadamente os grupos vulneráveis e garantir que o apoio chegue às famílias afectadas de forma rápida e coordenada.
O stock da dívida das autarquias em 2024 foi equivalente a 95% da receita própria que estas arrecadaram. Segundo o Ministério das Finanças, Matola e Pemba, esta última a falhar pagamentos de prestações, são as autarquias com as dívidas comerciais mais elevadas, com peso de 93% no valor global.
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À meia-noite, Maputo parou para se abraçar. Entre fogos-de-artifício, gritos de alegria e pessoas a dançar nas ruas, a cidade entrou em 2026 com celebração e expectativa por dias melhores.
À meia-noite, a Cidade de Maputo fez uma pausa. Pessoas deixaram seus carros para celebrarem em locais de aglomerados e em família.
Seguiram-se abraços apertados, gritos de alegria e pessoas a dançar, enquanto os fogos-de-artifício iluminavam o céu da cidade capital. Entre sorrisos e aplausos, 2026 começou da melhor forma possível: com celebração, emoção e muita expectativa pelo que está por vir.
Entre danças e sorrisos, a festa de transição do ano na capital do país revelou confiança, mas também consciência dos desafios.
Em alguns bairros da Cidade de Maputo, a celebração foi mais simples, mas não menos intensa. Pessoas reuniram-se nas ruas, dançaram e receberam o novo ano em comunidade.
Entre agitação e expectativas positivas ouviu-se um pedido comum: um ano com mais oportunidades e melhores condições de vida.
Enquanto muitos celebravam na rua, outros escolheram começar o ano 2026 em oração. As igrejas abriram as portas para momentos de reflexão, agradecimento e pedidos de protecção.
Para os fiéis da Igreja Assembleia de Deus, a fé marcou o primeiro passo do novo ano rumo a um país melhor. Assim foi também na Igreja Evangélica Prosperidade de Deus.
Entre fogos no céu, danças nas ruas e orações nas igrejas, Maputo entrou em 2026 com esperança e vontade de seguir em frente. Um novo ano começa, trazendo consigo sonhos, desafios e a expectativa de dias melhores.
O Papa Leão XIV afirmou, quarta-feira, no Vaticano, que o mundo precisa de projectos libertadores e pacíficos, e não de estratégias armadas destinadas à conquista de mercados, territórios e esferas de influência.
“Nos nossos tempos, sentimos a necessidade de um desígnio sábio, benevolente e misericordioso. Que seja um desígnio livre e libertador, pacífico e fiel”, afirmou Leão XIV durante a celebração das Primeiras Vésperas, na Basílica de São Pedro, com o tradicional ‘Te Deum’ de acção de graças pelo ano findo.
“Outros desígnios, porém, hoje como ontem, estão a engolir o mundo”, acrescentou o chefe dos católicos. “São, antes, estratégias destinadas a conquistar mercados, territórios e esferas de influência. Estratégias armadas, revestidas de discursos hipócritas, proclamações ideológicas e falsos motivos religiosos”, referiu.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuvas moderadas na província de Maputo. Serão afectados os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene, cidades de Maputo e Matola.
“O INAM prevê a ocorrência de chuvas moderadas (30 a 50 milímetros em 24 horas), acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, a partir do final do dia 01 de Janeiro de 2026, nos distritos acima mencionados. Este sistema meteorológico, poderá influenciar o estado do tempo no sul da província de Gaza, com chuvas fracas localmente moderadas”, lê-se no comunicado do INAM.
Adicionalmente prevê a continuação de chuvas que podem ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nas zonas centro e norte do País.
Israel confirmou ontem a proibição do acesso à Faixa de Gaza de 37 importantes organizações internacionais, incluindo os Médicos Sem Fronteiras e a Cáritas, por não terem comunicado dados de funcionários, obrigatório segundo um contestado novo processo de registo.
“As organizações que não cumpriram as normas exigidas em matéria de segurança e transparência verão a sua licença suspensa”, declarou, num comunicado, o Ministério da Diáspora e da Luta contra o Antissemitismo de Israel.
As 37 ONGs afectadas são de 16 países, como Espanha, Holanda, Japão, Estados Unidos, Suíça, Suécia, França, Reino Unido ou Canadá, e entre elas encontram-se algumas de renome, como os Médicos Sem Fronteiras (MSF), a Acção contra a Fome, a OXFAM, a Cáritas ou o Movimento pela Paz.
A decisão do Governo de Israel foi ontem condenada por 18 Organizações Não-Governamentais (ONG) israelitas, que, num comunicado, consideraram que tal processo “viola os princípios humanitários fundamentais de independência e neutralidade” e salientaram que Israel tem a obrigação de garantir a prestação de ajuda nos territórios palestinianos.
Organizações como B’Tselem, Breaking the Silence (de antigos combatentes israelitas), Combatentes pela Paz, Hamoked (de luta pelos direitos humanos), Médicos pelos Direitos Humanos ou o Comité Público contra a Tortura em Israel afirmam que “estas medidas restringem ainda mais o acesso à assistência vital” em territórios que se encontram num momento de “necessidade crítica”.
Recordam também que, “paralelamente à ofensiva israelita contra a população de Gaza – e como parte dela -, o acesso humanitário tem sido gravemente restringido desde Outubro de 2023”, e acrescentam que, apesar do cessar-fogo em vigor desde 10 de Outubro, a ajuda essencial “continua a ser adiada ou recusada”.
“O cancelamento do registo de 37 ONG internacionais compromete a ação humanitária baseada em princípios, coloca em risco o pessoal e as comunidades e compromete a prestação eficaz da ajuda”, consideram as organizações israelitas.
As ONG explicam que na Cisjordânia, onde “a violência militar, institucional e dos colonos israelitas atinge níveis sem precedentes”, as ONG desempenham um “papel crucial no apoio às comunidades mais vulneráveis”.
“As organizações humanitárias internacionais são essenciais para chegar aos mais necessitados, apoiar os parceiros locais e garantir a responsabilização e a transparência. Bloquear o seu trabalho coloca vidas em risco”, acrescentam.
As ONG israelitas lembram que Israel, como potência ocupante, tem a obrigação de garantir o abastecimento adequado aos civis palestinianos.
“Não só incumpre esta obrigação, como também impede que outros preencham a lacuna”, afirmam.
O Executivo israelita anunciou esta semana a retirada das licenças a estas organizações, afirmando que elas não tinham concluído um processo de registo aprovado em Março de 2025 e amplamente criticado pelas ONG.
Esse processo, para o qual Israel alegava “razões de segurança” com vista a detetar terroristas, inclui a obrigação das organizações de fornecer ao governo israelita informações sensíveis, como os dados de todos os seus funcionários.
Além disso, o Governo israelita estipula como motivos para negar a licença a negação da existência de Israel como Estado judeu e democrático, a promoção de campanhas de deslegitimação contra Israel, o incentivo ao boicote ou o apoio ao julgamento das forças de segurança israelitas em tribunais estrangeiros ou internacionais.
Para as ONG israelitas, este novo quadro de registo “viola os princípios humanitários fundamentais de independência e neutralidade”.
“Condicionar a ajuda ao alinhamento político, penalizar o apoio à responsabilização legal e exigir a divulgação de dados pessoais sensíveis do pessoal palestiniano e das suas famílias constitui um incumprimento do dever de cuidado e expõe os trabalhadores à vigilância e a danos”, afirmam.
“Garantir o acesso à ajuda humanitária é uma obrigação legal, não uma opção discricionária”, acrescentaram as ONG.
Os Mambas perderam por duas bolas a uma esta quarta-feira, diante dos Camarões, em partida da terceira jornada do grupo F do CAN-2025. A selecção nacional terminou na terceira posição do grupo e defronta a Nigéria nos oitavos-de-final.
Chiquinho Conde tinha prometido fazer alterações na equipa principal e operou várias mudanças, desde a baliza até ao ataque. E desde cedo as tremedeiras eram evidentes, tanto na defesa como no ataque.
Ivan, chamado ao onze inicial, procurou não defraudar e defendeu o que podia.
Os Camarões queriam o golo a todo custo, mas esqueceram de controlar as melhores unidades dos Mambas. Geny se viu no Sporting e ao ritmo da liga portuguesa fez o que mais sabe fazer. Flectir para zona central e apontar para a baliza. Abrimos o marcador.
Sem Mexer e Reinildo, Nené e Edmilson era a dupla de centrais. Ivan tentou, Nené também, mas a bola tinha destino e o camisa 3 dos Mambas direccionou a bola. Empate ainda na primeira parte.
Na segunda parte, os Camarões acreditaram mais, mas foi Kofane que descobriu a melhor forma de bater Ivan. 2-1 para os leões, que diante dos Mambas continuaram indomáveis.
Não havia mais nada a fazer. Agora é pensar na Nigéria, nos oitavos-de-final, para continuar a fazer história.
ADEPTOS MANTÉM CONFIANÇA NOS MAMBAS
Adeptos dos Mambas consideraram que o jogo diante dos Camarões foi bem disputado apesar da derrota e que as expectativas são boas para o jogo de segunda-feira diante da Nigéria.
Mesmo não tendo sido um jogo decisivo dos Mambas, até porque já tinham o apuramento aos oitavos-de-final garantido, havia muita expectativa de que pudessem disputar de igual para igual com os Camarões.
E mesmo sendo o último dia do ano, os adeptos ocorreram a vários locais preparados para a transmissão de jogo e, vestidos a rigor, estavam prontos para apoiar a equipa de todos nós.
A expectativa, antes do início do jogo era maior, tendo em conta o resultado diante do Gabão.
Todos vibravam a cada lance e torciam o nariz quando a pressão estava do lado de Moçambique. O intervalo chegou com o empate a um golo e ainda assim nada que preocupasse.
O resultado acabou por ser negativo para os Mambas, mas os adeptos não saíram decepcionados. O próximo jogo é que interessa e, por isso, as cautelas eram maiores.
O próximo jogo é diante da Nigéria, uma potência do futebol africano. Nada que tire sono aos moçambicanos que depositam sua confiança nos Mambas, na esperança de que a história continue sendo feita.
Moçambique está nos oitavos-de-final do CAN pela primeira vez e a Nigéria é o adversário, segunda-feira, a partir das 21h00.
Os Mambas perderam por duas bolas a uma esta quarta-feira, diante do Camarões, em partida da terceira jornada do grupo F do CAN-2025. A selecção nacional terminou na terceira posição do grupo e defronta a Nigéria nos oitavos-de-final.
Chiquinho Conde tinha prometido fazer alterações na equipa principal e operou várias mudanças, desde a baliza até ao ataque. E desde cedo as tremedeiras eram evidentes, tanto na defesa como no ataque.
Ivan, chamado ao onze inicial, procurou não defraudar e defendeu o que podia.
Os Camarões queriam o golo a todo custo, mas esqueceram de controlar as melhores unidades dos Mambas. Geny se viu no Sporting e ao ritmo da liga portuguesa fez o que mais sabe fazer. Flectir para zona central e apontar para a baliza. Abrimos o marcador.
Sem Mexer e Reinildo, Nené e Edmilson era a dupla de centrais. Ivan tentou, Nené também, mas a bola tinha destino e o camisa 3 dos Mambas direccionou a bola. Empate ainda na primeira parte.
Na segunda parte, os Camarões acreditaram mais, mas foi Kofane que descobriu a melhor forma de bater Ivan. 2-1 para os leões, que diante dos Mambas continuaram indomáveis.
Não havia mais nada a fazer. Agora é pensar na Nigéria, nos oitavos-de-final, para continuar a fazer história.
No âmbito da transição do ano, o Serviço Nacional de Salvação Pública, SENSAP, apela aos pais e encarregados de educação a redobrar a vigilância aos menores na compra e manuseio dos objectos pirotécnicos.
O porta-voz Leonildo Pelembe recordou que esses objectos devem ser usados por indivíduos acima dos 18 anos e em estado de lucidez, observando 50 metros de distância. Leonaldo Pelembe fez saber ainda que os bombeiros estão em prontidão nas praias para evitar casos de afogamentos
O presidente da Renamo diz-se preocupado com o alastramento do terrorismo no norte do país e alerta que a verdade sobre o que acontece no terreno tem sido omitida. Ossufo Momade diz ainda que os serviços de inteligência deveriam identificar bases dos terroristas para combater a guerrilha que é difícil.
“É uma tristeza que todos nós vivemos e é uma preocupação que todos nós temos, porque, na altura, nós dizíamos que o Governo tem que dizer a verdade daquilo que está a acontecer. Não basta vir a público com pompas de victória e de alegria, mas é preciso que apresente na realidade aquilo que está a acontecer”, disse o Presidente da Renamo.
Momade defende ainda que é necessário mais trabalho dos serviços de inteligência do país para identificar as bases dos terroristas. “É uma grande preocupação, eu como general, preocupo-me porque sou moçambicano”.