

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar as autarquias para identificar as populações mais vulneráveis e responder de forma rápida às famílias afectadas por ciclones, cheias, secas e outros eventos extremos.
Os choques climáticos deixaram de ser apenas uma questão ambiental. Em Moçambique, ciclones, cheias e secas afetam diretamente as famílias, destruindo habitações, culturas e fontes de rendimento.
É neste contexto que os municípios estão a ser preparados para reforçar a resposta através dos mecanismos de protecção social.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa explicou que a capacitação pretende dotar as autarquias de conhecimentos para identificar as famílias em situação de maior vulnerabilidade e melhorar a coordenação da assistência em situações de emergência.
No últmo choque climático havido na provincia, o município de Gaza foi um dos pontos mais afectados na provincia. A edil diz estar agora, coma a capacitação, preparada para enfrentar eventos climáticos extremos, mas diz que ainda existem marcas das inundações no município.
Com a formação, espera-se que os municípios estejam em melhores condições para planificar intervenções, identificar atempadamente os grupos vulneráveis e garantir que o apoio chegue às famílias afectadas de forma rápida e coordenada.
O Banco de Moçambique reforçou os procedimentos e obrigações legais relativos à abertura e movimentação de contas bancárias no exterior por entidades residentes no país e reitera que estas operações carecem de autorização prévia da autoridade cambial.
Segundo esclarece o banco central num comunicado a que o “O País Económico” teve acesso, “a legislação cambial em vigor determina que qualquer pedido para abertura de conta bancária fora do território nacional deve ser acompanhado de documentação adequada, capaz de comprovar a legitimidade e a finalidade da operação”.
Segundo a instituição, os requerentes devem, igualmente, demonstrar a origem dos fundos a movimentar, bem como a necessidade efectiva da conta no exterior.
O regulador cambial recomenda que as contas sejam abertas, preferencialmente, junto de instituições financeiras correspondentes de bancos autorizados a operar em Moçambique, uma medida que visa facilitar o acompanhamento das operações e reforçar os mecanismos de controlo financeiro.
Após a concessão da autorização, os titulares ficam obrigados a comunicar ao Banco de Moçambique, no prazo máximo de 30 dias a contar da data de abertura, o número e o domicílio da conta bancária. Adicionalmente, devem submeter, de forma trimestral, os extractos bancários, através de meios electrónicos, entrega física na sede do Departamento de Licenciamento e Controlo Cambial ou nas filiais do banco central, bem como por via postal.
O Banco de Moçambique alerta ainda para as situações de contas abertas no exterior sem autorização prévia, sublinhando que “os respectivos titulares devem requerer a regularização da sua situação, cumprindo os procedimentos legalmente estabelecidos”.
De acordo com a instituição, estas exigências têm como objectivo assegurar a transparência das operações financeiras internacionais, permitir um acompanhamento eficaz das movimentações de capitais e reforçar a estabilidade do sistema financeiro nacional.
Medida vai ajudar a controlar a saída descontrolada de divisas, dizem economistas
Chamados a analisar a medida do banco central, economistas afirmam que tal poderá ajudar no controlo das divisas que têm vindo a sair do mercado nacional de forma descontrolada, apesar de admitir que os recorrentes informes da instituição, não cinge somente a mitigação de escassez de moeda estrangeira, mas sim a necessidade de reforçar o cumprimento da Lei Cambial e salvaguardar a estabilidade macroeconómica do país.
Segundo o economista Moisés Nhanombe, a iniciativa visa recordar que a estabilidade cambial continua a ser um dos principais pilares da economia nacional, razão pela qual o banco entende ser necessário reforçar, com regularidade, os procedimentos que regem as operações de divisas.
“O objectivo não é sancionar, mas recordar que esta preocupação ainda existe e deve ser tida em consideração por todos os agentes económicos que actuam neste mercado”, explicou o economista.
Nhanombe sublinha que a medida permite ao banco central reforçar o rastreio do uso dos fundos nacionais, acompanhando a forma como as contas são movimentadas e os fins a que se destinam os recursos financeiros. Esta prática, segundo o analista, é fundamental para prevenir o branqueamento de capitais e o financiamento de actividades ilegais, incluindo o terrorismo.
O economista alerta, no entanto, para os custos associados ao cumprimento dos procedimentos exigidos, referindo que estes podem limitar a capacidade de alguns agentes económicos em aceder ao mercado cambial.
“Existe um custo de transacção associado a estes processos, o que pode fazer com que parte dos agentes económicos não esteja em condições de cumprir integralmente os requisitos”, observou.
Ainda assim, Moisés Nhanombe defende que o banco central deve ter consciência destes constrangimentos e adoptar medidas que equilibrem o rigor regulatório com a realidade operacional dos agentes económicos, de forma a garantir a estabilidade financeira sem comprometer a actividade económica.
Entretanto, para o economista Egas Daniel, a ideia do banco central pode passar por querer reduzir abusos no uso de cartões de débito e com isto propiciar a fuga de divisas no mercado nacional.
“Quero acreditar que a ideia central do legislador bancário, ao avançar com este tipo de decretos, pretende reduzir o uso abusivo dos cartões para pagamento de transacções comerciais e retiradas camufladas de divisas no país”, argumenta o economista, que não tem dúvidas de que “isso vai controlar a parte de divisas que sai do sistema financeiro com base neste tipo de transacções”.
A recente medida do banco central encabeça uma lista de alertas que o legislador tem vindo a emitir desde o último trimestre do ano passado, que visam em concreto evitar a volatilidade do sistema internacional.
A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) suspendeu as licenças de funcionamento de 93 estabelecimentos comerciais, incluindo unidades de hotelaria, restauração e bares, devido à violação das normas básicas de higiene, limpeza e segurança. A medida insere-se nas acções regulares de fiscalização levadas a cabo pela instituição em defesa dos direitos dos consumidores.
O director de Operações da INAE, Abel Bilal, afirmou recentemente que as suspensões se referem ao período compreendido entre Outubro do ano passado e o início deste mês.
No período acima referido, a instituição recebeu um total de 312 denúncias apresentadas por consumidores, sinalizando uma crescente preocupação da população com a qualidade dos serviços prestados.
Os dados foram divulgados durante uma conferência de imprensa em que a INAE fez o balanço das actividades desenvolvidas ao longo do período festivo. A análise incidiu sobre aspectos como o abastecimento de bens essenciais, o funcionamento dos serviços e o reforço das acções de fiscalização, com vista à protecção da saúde pública.
De acordo com a INAE, muitos dos estabelecimentos inspeccionados no país apresentavam condições inadequadas de higiene, falhas na conservação dos alimentos e ausência de medidas mínimas de segurança para clientes e trabalhadores. Em vários casos, as irregularidades detectadas representavam riscos directos para a saúde dos consumidores.
A instituição sublinha que a suspensão das licenças tem carácter preventivo e correctivo, sendo levantada apenas após a regularização das condições exigidas por lei e apela aos operadores económicos para que adoptem uma postura mais responsável, garantindo ambientes seguros e serviços de qualidade.
A INAE reafirma o seu compromisso de continuar a actuar de forma rigorosa, promovendo padrões que assegurem o bem-estar da população e a confiança no mercado nacional.
O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, determinou a retirada do país de mais de seis dezenas de organizações internacionais, numa das decisões mais abrangentes da sua actual agenda de política externa. A medida foi formalizada nesta quarta-feira, após a assinatura de uma proclamação presidencial que confirma o afastamento de 35 instituições internacionais não ligadas às Nações Unidas e de 31 entidades pertencentes ao sistema da ONU.
Segundo um comunicado oficial divulgado pela Casa Branca, a decisão resulta de uma avaliação aprofundada da participação norte-americana em organismos multilaterais, convenções e tratados internacionais. A administração Trump concluiu que várias dessas organizações actuam de forma incompatível com os interesses estratégicos, económicos e políticos dos Estados Unidos.
Embora a lista completa das entidades afectadas não tenha sido tornada pública, o documento sustenta que muitas dessas instituições promovem políticas climáticas consideradas “radicais” e programas ideológicos que, na visão do Governo norte-americano, colocam em risco a soberania nacional e a autonomia decisória de Washington.
A Casa Branca sublinha ainda que o financiamento público destinado a esses organismos será progressivamente encerrado, abrindo espaço para uma realocação dos recursos do Estado.
Desde o início do seu segundo mandato, há cerca de um ano, Donald Trump tem reforçado uma política de distanciamento do multilateralismo tradicional. Entre as medidas já tomadas destacam-se a suspensão do financiamento à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e a saída formal dos Estados Unidos da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Ainda assim, a administração Trump mantém a posição de que os interesses nacionais devem prevalecer sobre compromissos multilaterais considerados desfavoráveis ao país.
À entrada dos quartos-de-final do Campeonato Africano das Nações 2025, a definição da Bota de Ouro começa a ganhar corpo.
Os golos decisivos e a miscelânea das estrelas consagradas e os novos talentos conferem à artilharia um espectáculo diferenciado.
A luta pelo troféu de Melhor marcador está acirrada mais do que nunca. No topo da lista está Brahim Díaz. O atacante marroquino lidera com quatro golos em quatro jogos. A sua influência cresce a cada jogo e mantém a excelente forma em casa.
O golo marcado no jogo com a Tanzânia nos oitavos-de-final não só garantiu a classificação dos anfitriões para o jogo de amanhã, como também o colocou isolado na liderança dos artilheiros. Aqui se ressalta a sua importância para as ambições de Marrocos de conquistar o título.
Atrás do marroquino está Lassine Sinayoko, do Mali. O atacante marcou três golos em quatro partidas. A consistência nas finalizações durante a fase de grupos garantiu a classificação do país e manteve-o competitivo num torneio bastante disputado.
Os golos de Sinayoko chegam com frequência em momentos cruciais, um reflexo da capacidade do Mali de se manter perigoso mesmo sob pressão.
Marrocos está representado entre os artilheiros com Ayoub El Kaabi, também com três golos em quatro partidas. A presença física e a eficiência na área complementam a criatividade de Díaz, o que dá aos anfitriões um dos ataques mais equilibrados até o momento.
Riyad Mahrez continua a ser a principal ameaça da Argélia. Em dois jogos, marcou três golos. Apesar do tempo limitado em campo, a precisão nas finalizações do capitão argelino, mais uma vez, evidenciou a capacidade de mudar o rumo de um jogo com rapidez, uma qualidade que se pode provar vital à medida que o torneio se intensifica.
O capitão egípcio Mohamed Salah, os nigerianos Victor Osimhen e Ademola Lookman, todos com três golos cada, tornam competitiva a disputa pela artilharia da competição. Todos estão no activo na competição e a expectativa é elevada. Com as vagas nas meias-de-final em jogo, cada golo, agora, tem um peso extra.
Vendedores do Mercado Canongola, na cidade de Tete, exercem as suas actividades em condições precárias de saneamento, com bancas instaladas no meio de águas paradas e mau cheiro. A situação ocorre numa altura em que as autoridades sanitárias da província registam um cumulativo de 810 casos de cólera, dos quais 370 resultaram em internamentos e 13 em morte.
No Mercado Canongola, os vendedores enfrentam diariamente condições precárias de saneamento, expondo-se a sérios riscos de saúde pública na luta pelo sustento das suas famílias. O local apresenta bancas e produtos comercializados no meio de águas paradas, acompanhadas de mau cheiro, cenário que preocupa comerciantes e clientes.
Os vendedores apelam à intervenção urgente das autoridades, com vista a minimizar a situação e garantir melhores condições de saneamento no mercado.
Esta situação verifica-se numa altura em que as autoridades sanitárias da província de Tete contabilizam um número cumulativo de 810 casos de cólera, dos quais 370 foram internados e 13 resultaram em morte.
Contactámos o Serviço Municipal de Saneamento de Tete, através do responsável do Gabinete de Comunicação e Imagem, mas este disse que a instituição prefere não se pronunciar sobre o assunto.
Arrancaram nesta quinta-feira os exames de admissão para a formação de professores. Mais de 600 candidatos da cidade e província de Maputo disputam 70 vagas, no Centro de Formação da Munhuana.
Ensinar e contribuir para a formação do Homem é o sonho de vários jovens que decidiram concorrer para a formação de professores.
São mais de 600 candidatos inscritos para realizar os exames de admissão para a formação de professores, no Instituto de Formação da Munhuana, entre eles, Marta Cossa, de 20 anos de idade, que está ciente dos desafios do sector da educação.
“Outros dizem que os salários têm atrasado. E isso se torna algo preocupante, realmente, de certa forma. Entretanto, sempre foi meu sonho, na verdade, ser professora. Tentei concorrer antes para outras profissões, mas ser professora sempre foi meu sonho.”
Neste ano, o número de candidatos duplicou quando comparado ao ano passado.
“Neste ano, tivemos 630 inscritos a concorrer para 70 vagas. Portanto, em termos comparativos, igual ao período do ano passado, em que concorreram cerca de 300, vamos dizer que o número duplicou. Este processo de preparação do exame iniciou com a inscrição dos candidatos ao quinto curso de formação de professores e educação de adultos”, disse Carlos Cossa, director do centro de formação de professores.
O curso de formação de professores tem a duração de três anos, e estão disponíveis 70 vagas.
Enquanto isso, na Universidade Eduardo Mondlane, os exames de admissão, que arrancaram na terça-feira, decorreram no seu terceiro dia.
Ansioso, junto do seu amigo, Teodoro Altino fazia os últimos acertos para realizar as provas de Matemática e Português, que o poderão permitir fazer o curso de Contabilidade e Finanças.
“Eu acho que esse curso é o que mais me identifica, porque eu gosto mais de matemática e, na escola, segui letras. Então, a única coisa que podia fazer era Contabilidade, Economia.”
O curso de Medicina é o mais concorrido.
Os exames de admissão na UEM terminam nesta sexta-feira. Mais de 26 mil candidatos disputam cerca de 4 mil vagas, para 124 cursos.
Utentes da Estrada Nacional Número Seis, na cidade da Beira, acusam a REVIMO, concessionária da estrada, de má gestão e falhas na manutenção da estrada, apesar de cobrar pela sua utilização. A empresa evita responder às preocupações apresentadas pelos utentes.
Recentemente, o Estado investiu cerca de 410 milhões de dólares na reabilitação da Estrada Nacional Número Seis, espinha dorsal do Corredor da Beira, que liga o Porto da Beira ao Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e Sul da República Democrática do Congo.
A mesma foi concessionada à Rede Viária de Moçambique, REVIMO, desde 2019, e a sua utilização implica o pagamento de três portagens entre a cidade da Beira e a fronteira de Machipanda.
Ainda assim, a via apresenta sinais de degradação acelerada, falta iluminação no troço dentro das cidades da Beira e Dondo e longas filas de carros que criam engarrafamento.
Os utentes entendem que a concessionária não está a cumprir as suas obrigações.
As associações empresariais não entendem porque o Estado não intervém para obrigar a concessionária a cumprir as suas obrigações.
Os automobilistas queixam-se igualmente de longos congestionamentos na portagem do Dondo, onde apenas uma das dez cancelas funciona regularmente, nas primeiras horas do dia.
Para os representantes das associações empresariais, a situação demonstra má gestão e negligência, defendendo que as portagens devem ser suspensas até que a REVIMO restabeleça as condições da empresa.
A nossa equipa de reportagem na Beira tentou várias vezes obter reacções da REVIMO, mas a empresa adiou sucessivas vezes e sob várias alegações a entrevista para esclarecer a intervenção para melhoramento da via, de tal forma que acabou por não acontecer.
Candidatos excluídos de ingressar nas fileiras da PRM em Nampula sentem-se injustiçados e acusam os agentes de práticas corruptivas. A PRM diz estar aberta para os receber e avaliar as reclamações.
São lamentações de quem diz ter-se esforçado para que em 2026 pudesse ocupar parte das quatro mil vagas abertas para novos agentes da PRM através do curso básico de formação de guardas em Matalane. Entretanto, após a divulgação dos resultados, alguns candidatos excluídos disseram sentir-se injustiçados e consideraram que o processo foi mal conduzido e que as pessoas apuradas nunca foram submetidas a qualquer tipo de prova.
O mais caricato, segundo afirmaram, é o facto de terem tido boas notas em todas as etapas da prova, mas mesmo assim não foram apurados e desconfiam de focos de corrupção no processo.
Questionada sobre as acusações feitas pelos candidatos excluídos, a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chaúque, foi de poucas palavras, afirmando que a corporação está aberta para qualquer tipo de reclamação.
“Ainda não tivemos nenhuma denúncia, mas qualquer denúncia que tiverem podem aproximar-se às unidades próximas e façam essas denúncias para que possamos dar seguimento a esses casos”, disse.
Rosa Chaúque teceu estes pronunciamentos nesta quinta-feira, durante apresentação de um grupo de indivíduos, com destaque para um adolescente de menos de 20 anos, que é acusado de esfaquear uma pessoa no bairro de Muatala, arredores da cidade de Nampula.
Todos são acusados de cometer diversos tipos de crimes, mas refutam o seu envolvimento.
Um total de 85 pessoas morreram, 70 ficaram feridas e outras 105 126 foram afectadas desde Outubro, na actual época chuvosa no país, indica um relatório do Instituto Nacional de Gestão de Desastres.
De 01 de Outubro, quando se iniciou a presente época de chuvas, até quarta-feira, 07 de Janeiro, pelo menos 20 749 famílias foram afectadas pelo mau tempo em Moçambique, com registo de ventos fortes e chuvas intensas, acompanhadas de descargas atmosféricas e consequentes cheias, inundações, incêndios e cólera.
Segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), no mesmo período, um total de 9851 casas ficaram total ou parcialmente destruídas e outras 8969 inundadas, além de 13 unidades hospitalares e 39 casas de culto afectadas.
No sector da educação, a época chuvosa afectou 42 606 alunos, 688 professores, 312 salas de aula, 122 escolas e 27 blocos administrativos, e, na agricultura, mais de 6400 hectares de áreas agrícolas ficaram inundadas, 17,69 hectares perdidos, afectando 2866 agricultores.
De acordo com o INGD, pelo menos 832 animais, entre bovinos, caprinos e aves, morreram, 86 postes de energia tombaram e 20 quilómetros de estrada foram afectados pelas intempéries.
A época presente chuvosa já obrigou à abertura de 15 centros de acomodação no país, dos quais 11 já foram encerrados, permanecendo quatro ainda activos, tendo albergado um cumulativo de 4303 pessoas.
Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do país, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões.
O país enfrenta, ciclicamente, cheias e ciclones tropicais durante a época das chuvas, além de períodos prolongados de seca severa, sendo, por isso, considerado um dos mais afectados pelas alterações climáticas globais.
Nas últimas chuvas, entre 2024-2025, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhões de pessoas.
Já entre 2019 e 2023, os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.