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Cerca de 1,3 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas zonas de origem em Moçambique desde 2017, devido à violência armada no norte do país. Deste total, 661.532 continuam deslocadas internamente, enquanto 721.691 regressaram aos seus distritos de origem, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

No relatório operacional referente ao primeiro semestre de 2026, a agência indica que os ataques de grupos armados provocaram 26.184 novos deslocados entre Janeiro e Junho, em vários distritos da província de Cabo Delgado. Muitos dos afectados foram obrigados a deslocar-se mais de uma vez.

O ACNUR considera que a situação humanitária continua complexa, devido à persistência da violência em distritos como Ancuabe, Chiúre, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma, Quissanga, Muidumbe e Nangade.

Para além dos ataques contra civis e infra-estruturas, a agência assinala que os grupos armados têm visado cada vez mais os meios de subsistência das populações, incluindo campos agrícolas, actividades pesqueiras e locais de exploração mineira, agravando a vulnerabilidade das comunidades.

O relatório indica ainda que Moçambique acolhe 24.217 refugiados e requerentes de asilo, provenientes sobretudo de países da África Central e Oriental.

Entre Janeiro e Junho deste ano, o ACNUR prestou assistência directa a 39.699 pessoas, incluindo deslocados internos, refugiados e famílias vulneráveis, através da distribuição de bens essenciais e apoio monetário. A agência apoiou igualmente 15.804 pessoas com assistência jurídica e 8.637 na obtenção de documentos de identificação.

No âmbito do reforço dos serviços de protecção, está em curso um projecto de 34 meses, lançado em Março, em parceria com os Governos de Moçambique e do Japão. A iniciativa prevê a construção ou reabilitação de 27 postos de atendimento em Cabo Delgado, com o objectivo de facilitar o acesso à documentação civil de mais de 100 mil pessoas e prestar assistência jurídica a outras 45 mil.

Para 2026, o ACNUR solicitou 61,3 milhões de dólares para financiar as suas operações em Moçambique e Angola. Contudo, até Junho, apenas 38% do montante tinha sido disponibilizado, deixando um défice de financiamento de 38,2 milhões de dólares.

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A polícia nigeriana deteve 33 suspeitos de integrarem um gangue que raptou 38 fieis em Novembro numa igreja católica no estado de Kwara (oeste da Nigéria), confirmaram, nesta terça-feira, as forças de segurança.

“A polícia nigeriana anunciou um progresso significativo na sua campanha contínua contra crimes de grande impacto, resultando na detenção de 50 suspeitos ligados a terrorismo, sequestro e roubo à mão armada”, declarou a polícia nigeriana na sua conta na rede social X.

“Entre as conquistas mais notáveis está o desmantelamento de um gangue de 33 membros responsável por atos de terrorismo, roubo de gado e o ataque violento à Igreja Apostólica de Cristo no estado de Kwara”, acrescentaram.

O ataque a esta igreja na cidade de Eruku ocorreu a 18 de Novembro, no decorrer de uma missa. Durante a celebração, indivíduos armados invadiram o local, abriram fogo e mataram pelo menos duas pessoas, antes de raptarem os sobreviventes, incluindo o padre.

Após cinco dias em cativeiro, os fieis foram libertados graças aos esforços das forças de segurança e dos representantes do Governo, segundo as autoridades de Kwara.

Alguns estados da Nigéria, particularmente nas regiões central e noroeste do país, sofrem ataques constantes de “bandidos”, termo utilizado para descrever os gangues criminosos que cometem agressões e raptos em massa para obter resgate e que as autoridades classificam por vezes como “terroristas”.

O presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, afirmou esta terça-feira que considera inconstitucionais as regalias atribuídas aos antigos Presidentes da República, defendendo que o tema deve ser reavaliado pelas instituições competentes. O político afirmou ainda que a recente liquidação da dívida de Moçambique ao Fundo Monetário Internacional (FMI) não é motivo para festejos, criticando o silêncio do Parlamento por não debater a matéria.

Falando em conferência de imprensa com jornalistas, em Maputo, esta terça-feira, Venâncio Mondlane revelou que o seu partido submeteu ofícios à Procuradoria-Geral da República e ao gabinete do Provedor de Justiça, solicitando esclarecimentos e intervenção sobre o regime actual das regalias.

Segundo Mondlane, há incoerências na gestão das prioridades do Estado, questionando o aumento de benefícios concedidos a antigos chefes de Estado enquanto outros sectores da função pública enfrentam dificuldades.

O líder partidário sustenta ainda que a situação pode configurar violação da Lei de Probidade Pública, defendendo maior fiscalização sobre a aplicação de fundos públicos e benefícios estatais.

No mesmo encontro com a imprensa, Venâncio Mondlane criticou o nível de pobreza no País, argumentando que Moçambique se encontra entre os países mais pobres do mundo, com base em dados oficiais que, segundo disse, reflectem fragilidades estruturais sobretudo nos sectores da educação e saúde.

O político acrescentou ainda que o Governo deveria rever prioridades fiscais, questionando a decisão de acelerar o pagamento da dívida com o Fundo Monetário Internacional, quando existem outras necessidades mais urgentes no país.
“Não é assim tão positivo, um assunto para tocar trombetas, pelo contrário, devíamos começar a chorar por esse efeito, porque está aqui uma dívida oculta que só daqui a um tempo vamos saber a gravidade”, disse Venâncio Mondlane.

Mondlane defendeu igualmente que a Assembleia da República de Moçambique deveria convocar uma sessão extraordinária para debater o impacto do pagamento da dívida ao FMI na estabilidade fiscal do País.

“A Assembleia da República teve este conhecimento? Avaliou isto? Admira-me que não esteja a criar nenhuma situação. Acho que era motivo para se solicitar uma sessão extraordinária de matéria urgente, segundo o regimento, exatamente para se debater a questão da dívida do FMI”, disse o ex-candidato presidencial.

Para Venâncio Mondlane, não era “urgente” pagar a dívida ao FMI por ser uma das que tem a menor taxa de juros, referindo que o país tem dívidas bilaterais elevadas cujo peso era necessário reduzir.

“Estamos sempre a falar da dívida externa, mas a pior dívida que o Governo tem é a dívida interna, a dívida que tem com as empresas que é grandíssima, a dívida do reembolso do IVA, com os fornecedores e empresas nacionais, com os bancos que já atingiu limite com a emissão de bilhetes e obrigações do tesouro”, disse ainda Mondlane.

Para o político, era altura de o Governo aliviar o endividamento junto dos bancos, para que estas instituições possam avançar com financiamentos a projetos de empreendedorismo juvenil.

As declarações surgem num momento de intensificação do debate político em torno da gestão das finanças públicas e da distribuição de recursos estatais.

A Cornelder de Moçambique, gestora dos terminais de contentores e carga geral do Porto da Beira, procedeu, recentemente, à entrega de kits escolares a 300 crianças da Escola Básica Heróis Moçambicanos, naquela cidade, capital da província de Sofala, numa iniciativa que visa contribuir para a melhoria das condições de aprendizagem e promover a inclusão escolar.

A acção enquadra-se no programa de responsabilidade social da Cornelder de Moçambique, que tem como objectivo apoiar o desenvolvimento das comunidades onde a empresa opera, com especial enfoque na educação.

Os beneficiários foram identificados pela direcção da escola como sendo crianças pertencentes a famílias de baixa renda, provenientes dos bairros Praia Nova, Goto e CFM.

“A educação constitui um pilar essencial para o desenvolvimento das comunidades. Na Cornelder de Moçambique, acreditamos que apoiar as crianças e investir em melhores condições de aprendizagem é investir no futuro da cidade da Beira. Por isso, continuaremos empenhados em contribuir para o fortalecimento da educação e do desenvolvimento das crianças”, afirmou Chabelli Gonçalves, do Departamento de Marketing e Comunicação da Cornelder de Moçambique.

Por seu turno, o director pedagógico da Escola Básica Heróis Moçambicanos, Josefa Elias, enalteceu o gesto, destacando o impacto positivo da iniciativa no percurso escolar das crianças.

Na ocasião, Josefa Elias manifestou a expectativa de que acções desta natureza possam inspirar outras organizações e indivíduos a apoiar a educação em Moçambique, em geral, e na cidade da Beira, em particular.

A Escola Básica Heróis Moçambicanos integra o conjunto de instituições de ensino apoiadas pela Cornelder de Moçambique, que tem vindo a implementar diversas iniciativas de carácter social na cidade da Beira.

Oito estudantes ficaram feridos esta terça-feira, um dos quais em estado grave, na sequência da explosão de uma granada numa escola do posto administrativo de Maluana, na Manhiça, província de Maputo, avançou a polícia.

Segundo o chefe das operações no comando distrital da Polícia da República de Moçambique da Manhiça, Deoclésio Maiela, o incidente ocorreu durante a tarde, quando um grupo de estudantes entrou em disputa, no recinto escolar, por uma granada na posse de outro aluno.

Um dos alunos terá arrancado a granada das “mãos dos colegas” e lançado contra as pessoas que se encontravam nas proximidades daquele recinto da Escola Secundária Filipe Jacinto Nyusi.

“Um deles arrancou nas mãos do outro e lançou onde havia outros alunos no recinto escolar e aquilo explodiu. E outros alunos que estavam lá no local ficaram feridos”, disse Deoclésio Maiela.

Sem avançar mais detalhes, o chefe das operações garantiu que as oito vítimas, uma das quais em estado grave, foram encaminhadas para o centro de saúde distrital, onde se encontram a receber cuidados médicos.

O Mercado do Maquinino, o principal mercado da cidade da Beira, voltou a registar focos de lixo em várias áreas, com maior incidência nos espaços onde são confeccionados e vendidos alimentos, levantando preocupações sobre riscos à saúde pública.

A situação repete-se após um período de aparente melhoria, com vendedores a denunciarem falhas na recolha de resíduos sólidos e o agravamento das condições de higiene. Em alguns pontos, o lixo permanece acumulado durante dias, sobretudo em zonas de maior movimento.

Segundo comerciantes, a recolha não tem sido regular, o que contribui para a degradação do ambiente de trabalho.

“A recolha de lixo não tem sido frequente. Chegamos cedo, cozinhamos, mas o lixo só é retirado muitas horas depois”, afirmou Ana Maria.

Outras vendedoras relatam que a situação se prolonga por longos períodos sem intervenção das equipas de limpeza.

“Às vezes passam uma ou duas semanas sem recolha. Não é fácil trabalhar assim”, disse Luísa Tomé.

Além da acumulação de resíduos, há relatos de uso indevido dos espaços do mercado como sanitários improvisados, agravando ainda mais as condições de salubridade.

“As pessoas bebem aqui e usam o espaço como casa de banho. O lixo fica dias sem ser removido”, denunciou Marta Zacarias.

Os vendedores também criticam a cobrança diária de taxas, que, segundo dizem, seriam destinadas à gestão e tratamento do lixo.

“Pagamos 26 meticais por dia. Mesmo assim, o lixo não é tratado como devia”, afirmou Albertina Ursul.

Entre os utentes, cresce a insatisfação com as condições do mercado, considerado um dos mais importantes centros de abastecimento da cidade.

“É uma situação muito difícil, há falta de organização”, lamentou Gabriel João.

A gestão do mercado reconhece a existência do problema, mas aponta dificuldades em impor mudanças de comportamento entre os vendedores. O responsável do espaço, Albano Chone, atribui parte da responsabilidade aos comerciantes, defendendo que têm sido feitas campanhas de sensibilização.

“Temos feito sensibilização, mas nem sempre há colaboração. Cada um deve cumprir as recomendações”, afirmou.

Apesar das críticas, existem algumas áreas do mercado onde a situação é considerada controlada, devido à organização interna dos próprios vendedores, que conseguem manter melhores níveis de limpeza.

O cenário reacende o debate sobre a gestão de resíduos urbanos e as condições de higiene nos mercados municipais, considerados pontos críticos para a saúde pública na cidade da Beira.

As bancadas parlamentares manifestaram abertura e expectativa positiva em relação à proposta de descentralização defendida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, considerando-a uma via viável para aliviar a pressão sobre o Orçamento do Estado e aproximar a governação dos cidadãos. A iniciativa surge num contexto de crescentes desafios fiscais, caracterizado por limitações de receitas e aumento das despesas públicas, o que tem impulsionado a busca de soluções estruturais mais sustentáveis.

A proposta centra-se na transferência gradual de competências e recursos para as províncias e autarquias, permitindo maior autonomia na tomada de decisões e na implementação de projectos de desenvolvimento local.

O objectivo é reduzir a sobrecarga do Governo central, acelerar a execução de políticas públicas e adequar as respostas às especificidades de cada região do País.

Para a bancada da Frelimo, a revisão do modelo vigente poderá trazer ganhos institucionais relevantes. Gildo Muaga destacou que as mudanças propostas “vão ter um melhor impacto no âmbito de clarificação das competências, no reforço do papel do governador provincial e bem como do secretário de Estado na província”.

O deputado reconheceu, contudo, que o actual modelo criou “duplicação de funções ao nível das províncias”, o que, “em algum momento, acarretou custos elevadíssimos para o funcionamento das províncias no seu todo”, defendendo que a revisão legislativa “vai trazer mais robustez no campo da legislação”.

Já a bancada do PODEMOS adopta uma posição crítica quanto à manutenção de algumas figuras administrativas. Ivandro Massingue afirmou que, “se verdadeiramente tem o objectivo de fazer aquilo que é a redução dos gastos no Orçamento do Estado, deveria propor a extinção da figura do secretário de Estado”, considerando tratar-se de “uma figura desnecessária”.

Segundo o deputado, “num passado bem recente, o governador de província conseguia muito bem representar os interesses do Estado e os interesses do poder da província”.

Na mesma linha, a Renamo entende que a proposta retoma princípios anteriormente defendidos pelo partido. Arnaldo Chalaua afirmou que “esta proposta é reparada com bons olhos, porque, de facto, o poder eleito é o governador”, recordando que a introdução da figura do secretário de Estado resultou de “uma contra-proposta” motivada por receios de perda de controlo político ao nível provincial.

Por seu turno, o MDM mostra-se disponível para um debate aprofundado na especialidade. Judite Macuácua afirmou que o partido está preparado para “entrar num debate franco”, sublinhando que “a descentralização no País é bem-vinda, há ganho”, sobretudo pela possibilidade de redução de despesas que poderão ser canalizadas para áreas anteriormente sacrificadas.

Apesar do consenso geral em torno da pertinência da descentralização, as bancadas alertam para a necessidade de reforçar os mecanismos de fiscalização e a capacidade institucional ao nível local.

O objectivo é garantir transparência, prevenir a má gestão e assegurar que os benefícios da reforma se traduzam em melhorias concretas na vida dos cidadãos.

Os leões vão a Londres buscar a reviravolta na eliminatória que é desfavorável, depois de perder 0-1 na primeira mão, diante do Arsenal. Em caso de vitória em Londres, o Sporting fará história, ao chegar pela primeira vez na história nas meias-finais da liga milionária. O Real Madrid, equipa mais titulada da Champions League, também procura a remontada em Munique, diante do Bayern, depois da derrota sofrida em Santiago Bernabéu por 1-2.

Depois da experiência no playoff de acesso aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, onde depois de perder por 3-0 na primeira mão, diante do Bodo/Glimt, e ter remontado na segunda mão, vencendo por 5-0, o Sporting tem novo desafio nesta quarta-feira.

A derrota tangencial sofrida no Estádio de Alvalade, ao apagar das luzes, simbolizou a força e determinação dos leões, que hoje jogam em Londres, procurando nova remontada na competição e chegando, pela primeira vez na história, às meias-finais da Liga dos Campeões.

O mesmo pode dizer-se do Real Madrid, que depois de perder por 1-2 em casa, vai a Munique procurar a remontada diante do Bayern.

O uefa.com faz antevisão aos dois jogos que terão lugar nesta quarta-feira.

Arsenal vs Sporting CP

O Arsenal ainda não perdeu nos confrontos directos com o Sporting CP nas competições da UEFA, tendo somado três vitórias e igual número de empates, mas a única eliminatória a duas mãos disputada entre as duas equipas terminou com a qualificação da equipa portuguesa, após penáltis, nos oitavos-de-final da Liga Europa de 2022/23, após dois empates.

Os clubes ingleses venceram as últimas dez eliminatórias a duas mãos da Champions League contra adversários portugueses – uma série que remonta à vitória do Benfica por 3-0 no total das duas mãos, contra o Liverpool, nos oitavos-de-final de 2005/06 – e os nove encontros anteriores nos quartos-de-final da Taça dos Campeões/Champions League.

O Arsenal venceu apenas três das nove eliminatórias anteriores nos quartos-de-final da Taça dos Campeões/Champions League e pretende chegar às meias-finais da Champions League pela segunda época seguida – algo que nunca conseguiu anteriormente.

Os Gunners perderam apenas um dos últimos 12 jogos disputados nas competições da UEFA contra equipas portuguesas e não perdem há oito jogos em casa contra equipas lusas.

O Arsenal venceu 17 das 18 eliminatórias a duas mãos nas competições da UEFA em que ganhou a primeira mão fora de casa, incluindo quatro das cinco em que tinha uma vantagem de um golo.

Kai Havertz marcou em seis das últimas oito partidas na Champions League e facturou nos dois jogos mais recentes do Arsenal contra o Sporting CP.

O Sporting CP venceu nove das dez eliminatórias a duas mãos nas competições da UEFA contra adversários ingleses, mas a única derrota ocorreu na única participação na Taça dos Campeões/Champions League – uma derrota por 5-0 no total das duas mãos frente ao Manchester City nos oitavos-de-final de 2021/22.

O Sporting CP venceu apenas uma das 14 eliminatórias a duas mãos disputadas nas competições da UEFA em que perdeu a primeira mão em casa, e perdeu as sete eliminatórias em que sofreu uma derrota por um golo de diferença em casa na primeira mão.

Os Leões não vencem há dez jogos fora de casa nas competições da UEFA contra equipas inglesas, somando cinco derrotas e igual número de empates, tendo empatado os últimos quatro. A vitória mais recente fora de casa em Inglaterra foi por 3-2 em Middlesbrough, na primeira mão dos oitavos-de-final da Taça UEFA de 2004/05.

O Sporting CP pretende tornar-se no primeiro clube português a vencer uma eliminatória dos quartos-de-final da Champions League desde o Porto em 2003/04 (4-2 no total das duas mãos contra o Lyon), tendo as equipas portuguesas perdido nove quartos-de-final seguidos na competição desde então.

Bayern vs Real Madrid

O Real Madrid venceu as últimas quatro eliminatórias a duas mãos disputadas entre as duas equipas nas competições da UEFA – tendo vencido, mais recentemente, por 4-3 no total nas meias-finais da Champions League de 2023/24 – e as três eliminatórias anteriores dos quartos-de-final da Taça dos Campeões/Champions League entre os clubes (1987/88, 2001/02 e 2016/17).

O Bayern perdeu sete das últimas oito eliminatórias a duas mãos nas competições da UEFA contra equipas espanholas e quatro das últimas cinco eliminatórias dos quartos-de-final das competições da UEFA. No entanto, a equipa bávara perdeu apenas um dos últimos 28 jogos em casa na Champions League, e ganhou os cinco jogos disputados em casa nesta época.

A equipa alemã não vence há quatro jogos em casa nas competições da UEFA contra o Real Madrid, tendo perdido três vezes antes do empate 2-2 no confronto mais recente – a primeira mão das meias-finais da Champions League de 2023/24. Antes desta série, o Bayern tinha dominado os confrontos em casa, com nove vitórias e um empate nos primeiros dez jogos em casa nas competições da UEFA contra o Real Madrid.

O Bayern venceu 29 das 30 eliminatórias a duas mãos das competições da UEFA após ter vencido a primeira mão fora de casa, incluindo 12 de 13 em que a vitória na primeira mão foi por uma diferença de um golo. A única excepção aconteceu nos oitavos-de-final da Champions League de 2010/11, quando uma vitória por 1-0 no campo do Inter foi anulada por uma derrota em casa por 3-2, resultando na eliminação devido à regra dos golos marcados fora.

Harry Kane igualou o seu recorde de golos na Champions League, estabelecido na época passada, com os 11 marcados em 2025/26. O avançado inglês marcou um golo ou fez uma assistência em cada uma das suas últimas quatro partidas da Champions League contra o Real Madrid.

Com 23 anos e 48 dias, Jamal Musiala poderá tornar-se no jogador alemão mais jovem a chegar aos 59 jogos na Champions League, ultrapassando Thomas Müller, que tinha 24 anos e 53 dias quando alcançou esse marco em Novembro de 2013.

O Real Madrid venceu as últimas nove eliminatórias a duas mãos das competições da UEFA contra adversários alemães, uma série que remonta à derrota por 4-3 no total das duas mãos frente ao Dortmund nas meias-finais da Champions League de 2012/13. O clube espanhol venceu também todas as sete eliminatórias anteriores dos quartos-de-final da Taça dos Campeões/Champions League contra equipas alemãs.

Os Merengues venceram apenas uma das sete eliminatórias a duas mãos das competições da UEFA após terem perdido o jogo da primeira mão em casa. A única excepção ocorreu na segunda eliminatória da Taça dos Vencedores das Taças de 1970/71, quando conseguiram dar a volta a uma derrota por 1-0 em casa frente ao Wacker Innsbruck, vencendo por 2-0 no segundo jogo.

O Real Madrid perdeu apenas dois dos últimos 12 jogos fora de casa nas competições da UEFA contra equipas alemãs, vencendo sete jogos e empatando outros três jogos.

Kylian Mbappé, autor de 14 golos em dez jogos na presente temporada da Champions League, está a um tento de atingir a marca dos 70 golos na competição. Se marcar, será na sua 98ª partida – apenas Lionel Messi (90) e Robert Lewandowski (93) alcançaram esse marco em menos jogos.

A Associação Nacional dos Professores quer que a idade máxima dos dirigentes seja 70 anos e sugere que a sociedade civil passe também a fazer parte da Assembleia da República.  Já as associações de Restauração, Catering e Eventos querem mais estratégias de promoção da inclusão económica.  As ideias constam das contribuições ao Diálogo Nacional Inclusivo.  

A comissão técnica continua a receber contribuições no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo e, esta terça-feira,  foi a vez de quatro organizações da sociedade civil. 

A Associação Nacional dos Professores foi a primeira, que além de pedir que haja aumento do orçamento direcionado ao sector da educação e mudanças curriculares, falou de mexidas em alguns órgãos de soberania. 

“A ANAPRO propõe um modelo parlamentar misto, com representação direta da sociedade civil. Isto é, nós achamos que o nosso parlamento não deve só ser constituído pelos partidos políticos, deve também ter a representação da sociedade civil. Ponto número dois é a limitação da idade máxima dos altos dirigentes do Estado. A proposta é estabelecer a idade máxima como 70 anos para a ocupação de altos cargos políticos e administrativos. O terceiro ponto é a proibição de elementos da mesma família em altos cargos”, explicou Carlos Muhate, representante da ANAPRO. 

As associações Moçambicana de Catering e de Eventos falam de medidas para impulsionar o turismo e alavancar a economia. 

“ Entendemos que o alargamento do acesso a atividades geradoras de rendimento por parte, elas contribuem para este alargamento e a integração progressiva dos operadores informais, e estimula o empreendedorismo sustentável.Então, pretendemos aqui, neste diálogo, através de propostas que nós vamos aqui apresentar, que haja mais valorização do emprego da juventude”, disse Aurélio Mausse.

A Associação da Aliança Jovem para Escrita e Consciência também apresentou o seu contributo.  

“Propomos a criação de um conselho nacional consecutivo da juventude, com poder vinculativo nas políticas públicas. Propomos a imposição de uma cota mínima de 30% nas listas partidárias, nos órgãos de Estado e nos projetos estatais”,explicou o secretário Geral da AJEC

O presidente da COTE realçou que todos devem estar envolvidos no Diálogo Nacional Inclusivo. 

“Está a ocorrer em todas as províncias, as mesas redondas, onde membros da academia, da sociedade civil, do setor privado, das confissões religiosas, são chamados a participar em cada uma das províncias, apresentando suas contribuições, seus pontos de vista para o diálogo nacional inclusivo”, apelou Edson Macuacua. 

Edson Macuacua anunciou, na ocasião, o término das auscultação pública nas zonas rurais.

Pelo menos oito pessoas morreram e outras sete  estão desaparecidas na província angolana de Benguela, na sequência do transbordo do rio Cavaco e fortes chuvas no fim de semana, divulgou hoje o serviço de bombeiros.

O balanço provisório do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, citado pela RTP, destacou que 3 624 pessoas foram salvas em consequência das chuvas e 7 mil famílias alojadas no centro de acolhimento provisório do Campismo, no município de Benguela.

Os bombeiros descreveram que 367 residências desabaram e 3 313 pessoas ficaram isoladas, bem como 62 cabeças de gado bovino, na zona ribeirinha do rio Halo.

As chuvas provocaram a destruição da ponte sobre o rio Halo e parcial da ponte sobre o rio Hondio, além de danos em paineis solares, motobombas, postes de transporte de energia, infraestruturas de captação e distribuição de água, viaturas e várias inundações.

Um comunicado do Governo provincial de Benguela destacou que as autoridades contabilizam 9 mil famílias afectadas, apontando para uma tendência de normalização na maioria dos bairros atingidos, com a diminuição da pluviosidade e eficácia das primeiras intervenções de drenagem.

O Governo da província de Benguela sublinhou que, no quadro do reforço das infra-estruturas de escoamento, foram concluídas as obras no rio Hôndio, no município de Caimbambo, prevendo-se que a infraestrutura entre em funcionamento já na terça-feira.

A medida foi considerada determinante “para reduzir o risco de cheias e melhorar a drenagem das águas pluviais naquela zona”.

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