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Mulheres da sociedade civil de várias partes do País apresentaram propostas de reformas no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, com foco nos sectores de recursos naturais, economia e políticas públicas, defendendo maior inclusão da perspetiva de género nas decisões nacionais.

As vozes e experiências das mulheres estiveram no centro das contribuições apresentadas à Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo. Representantes da sociedade civil reuniram-se para elaborar um conjunto de propostas destinadas a promover mudanças estruturais em diferentes sectores do País.

No eixo dos recursos naturais, as participantes defenderam reformas legais que permitam harmonizar a legislação sobre igualdade de género com as leis que regulam o sector.

Entre as propostas está também a revisão das directrizes de cálculo de indemnizações para garantir compensações mais justas às comunidades afectadas por projectos de exploração de recursos.

As mulheres propõem ainda que o Governo assuma a responsabilidade pela elaboração de estudos de impacto ambiental, incluindo avaliações detalhadas sobre impactos sociais e de saúde, assegurando que a perspectiva de género seja integrada nesses processos.

O documento, entregue nesta quinta-feira ao presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional, inclui igualmente propostas para o fortalecimento do sector económico.

Entre as recomendações está a criação de programas nacionais de formação em literacia financeira e gestão de negócios, bem como a integração do empreendedorismo nos currículos escolares e universitários.

As participantes defendem também a criação de centros locais de apoio empresarial para impulsionar iniciativas lideradas por mulheres.

No que diz respeito ao acesso ao financiamento, as propostas incluem a criação de linhas de crédito específicas com taxas bonificadas sob coordenação do Banco de Moçambique, o estabelecimento de fundos de garantia e a promoção de mecanismos de microfinanciamento adaptados às necessidades das mulheres rurais e do sector informal.

A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo afirmou ter registado as contribuições apresentadas, destacando que algumas propostas podem ter impacto imediato, enquanto outras deverão produzir resultados a médio e longo prazo.

Segundo a comissão, parte das recomendações poderá resultar em reformas legislativas, exigindo a revisão de algumas normas existentes. Outras contribuições enquadram-se na formulação ou redefinição de políticas públicas, enquanto algumas têm um papel essencialmente educativo para a sociedade.

O calendário do Diálogo Nacional Inclusivo prevê que até Março seja concluído o processo de sistematização das propostas recolhidas durante a auscultação pública que decorre desde Setembro do ano passado.

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A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu, nesta segunda-feira, no seu gabinete de trabalho, em audiência de cortesia, os embaixadores de Moçambique recentemente designados para o exterior. Na ocasião, a Presidente do parlamento apelou ao reforço e à expansão das relações de cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados onde os diplomatas irão representar o país.

Trata-se do Embaixador Designado junto da República da Turquia, António Inácio Júnior; Embaixador Designado junto da República Popular da China, Manuel José Gonçalves; Embaixador Designado junto da República da Indonésia, António Rodrigues José; Embaixador Designado para a República Federativa do Brasil Alexandre Manjate; o Ministro Plenipotenciário, Nuno Tomás, Embaixador Designado junto da República Federal Democrática da Etiópia e o Representante Permanente junto da União Africana e Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA); a Ministra Plenipotenciária, Laurinda Banze, Alta Comissária Designada junto da República de Malawi; o Embaixador Designado junto do Reino da Suécia, Francisco Neto Novela, e Alto o Comissário Designado junto da República da Índia, Armando Pedro.

Segundo, o Porta-voz da Presidente da Assembleia da República, Oriel Chemane, a Presidente do parlamento apelou ao reforço e à expansão das relações de cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados onde os diplomatas irão representar o país, com especial enfoque nas vertentes económica e política, bem como no fortalecimento da cooperação parlamentar.

Chemane sublinhou que foi, igualmente, destacada a importância de dinamizar relações ao nível parlamentar mediante a promoção e assinatura de Memorandos de Entendimento com parlamentos de países onde ainda não existam instrumentos formais de cooperação.

O porta-voz disse ainda que foi sublinhada a necessidade de intensificar a promoção da imagem de Moçambique no exterior, com vista à mobilização de apoios económicos e ao fortalecimento de parcerias estratégicas para o desenvolvimento nacional.

Por seu turno, o representante dos chefes de missões diplomáticas de Moçambique recentemente designados para o exterior, Inácio Júnior, reafirmou o compromisso dos embaixadores em reforçar a cooperação institucional e representar com responsabilidade o Estado moçambicano nos seus novos postos.

O diplomata explicou que o encontro faz parte da fase que antecede o início formal das funções nos respectivos países de acreditação, sublinhando que faz parte da rotina institucional, antes da partida, auscultar as diferentes instituições do Estado sobre as expectativas e prioridades que devem orientar a acção diplomática.

Ainda na sua alocução, o diplomata sublinhou que o objectivo do encontro com a presidente do parlamento moçambicano era para  se actualizar sobre as grandes prioridades da política externa do país e identificar áreas estratégicas de cooperação com cada uma das instituições do Estado, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

“No caso específico do Parlamento, considerado a Casa do Povo, foi destacado o propósito de reforçar a cooperação interparlamentar, promovendo iniciativas que consolidem as relações bilaterais e contribuam para o desenvolvimento de Moçambique”, disse o diplomata reiterando que a missão de cada embaixador será orientada pelo fortalecimento das parcerias estratégicas e pela defesa dos interesses nacionais no plano internacional.

As chuvas intensas, combinadas com o calor extremo dos últimos dias, destruíram praticamente todas as culturas, obrigando produtores a contabilizar prejuízos avultados e a recomeçar a produção, no Vale do Infulene, na cidade de Maputo.

No terreno, o cenário é de recomeço forçado. Entre campos alagados e machambas destruídas, homens e mulheres limpam a terra, tentando preparar novamente os campos para novas plantações. Apesar da dificuldade, muitos agricultores demonstram determinação em relançar a produção, mesmo com recursos limitados.

Rui Xidossana, agricultor do Vale do Infulene, descreve a situação dramática: “Nós tivemos tudo perdido, nem por causa da água. Tudo se foi com a água. Mas estamos a recomeçar, sim, mas cada um por si. E Deus por todos. Uma machamba estava perdida. Não falo de grandeza, todo o espaço estava vazio. Tinha produto, mas acabaram estragando e queimando por causa do calor. Conforme estão a ver, outras machambas, outros agricultores ainda não conseguiram, porque, não tem como recuperar. Agora, para começar de novo, é preciso mesmo, o outro, andar procurar dinheiro para começar de novo, conforme estão a ver.”

O agricultor alerta que, além dos prejuízos provocados pela chuva, os custos para recomeçar são elevados: “Outras chambas ainda são caríssimas, porque eles não têm nada deles. Ah, a gestão daqui é muito difícil, né, porque as coisas todas são caras. Remédios, cimentos, quase tudo que é difícil. Calor também, aquilo que você apanha, logo morre pro calor. Tudo isso aí é coisa que faz um pesadelo para nós. Cada um arranja-se da sua maneira.”

Com décadas de experiência, Rui reforça que a resiliência é fundamental: “Porque desde muito tempo, eu aqui nestas machambas, estou há 46 anos a trabalhar aqui nestas machambas. Não 46 da minha idade. 46 eu a trabalhar aqui nestas machambas. Quando a gente perde, a gente recomeça. Você recomeça da sua maneira. Não espera ninguém. Eu, como criança, quando aprendo a andar, cai, não cai. Cai, mas vai de novo tentar levantar-se. Sozinho. Para poder andar. Porque você não pode parar. É assim.”

Isabel, agricultora local, destaca o aumento dos preços dos insumos como mais um obstáculo para o recomeço: “Nos tempos da folha de abóbora, eu estava a vender copito eram 15 meticais. Agora subiu até 60 meticais. Adubo eram 35 canicas. Agora subiu até 50. Pacote de alface de 10 gramas, eu comprava por 150. Agora subiu até 260, 10 gramas. Uma lata de salada, eu comprava na loja por 1.600. Agora subiu por  mais de 1500. Nos tempos, uma caixa de remédio, eu comprava por 3.800 uma caixa. Agora o remédio subiu muito. Está mais de 8 mil meticais. Nós vendemos um litro, está 1.500 meticais.”

Paulo Zunguze, vendedor de insumos agrícolas, sublinha a necessidade de apoio coordenado,  “porque como temos a união, se tivesse que ter uma associação que recebeu, teríamos recebido aquela associação, mas até agora ainda. Sim, sim. Para apoiar mesmo por essas sementes, porque é muito difícil.”

O presidente da Associação dos Agricultores, Justino Bauque, reforça que a escassez de insumos pode prolongar a crise no sector, “mesmo semente da abóbora, está por aí 70, 80, 70, um copito, que quase não é nada para uma machamba, por exemplo, uma machamba como essa. Já se meteu couve, porque quando semeamos agora, não temos condições para comprar. Mas quando eu queria couve, salada, remédio, adubo, lima, também, tanto faz para trabalhar com produto. Como não temos nada agora, está vindo zero.”

Entre campos alagados e esperança renovada, os agricultores do Vale do Infulene aguardam respostas das autoridades e parceiros do sector agrícola, na expectativa de conseguir relançar a produção e garantir alimentos nas mesas de milhares de famílias em Maputo.

A requalificação da avenida Eduardo Mondlane, em Nacala, está a opôr a Ordem dos Engenheiros do edil daquela cidade. Faruk Nuro saiu a criticar a qualidade da obra e a Ordem foi ao local para investigar e diz não ter tido a colaboração da edilidade.

O facto aconteceu a 25 de Novembro do ano passado, dia em que o edil de Nacala, Faruk Nuro, confrontou a equipa do Município, encarregue pela fiscalização das obras de requalificação de três quilómetros da avenida Eduardo Mondlane.

No seu entender, a obra estava abaixo dos padrões exigíveis para suportar um tráfego de veículos pesados.

Na ocasião, Faruk Nuro, edil de Nacala, questionava a existência de vigas e suportes na ponte, procurando saber do engenheiro responsável da obra, sobre a fiscalização da execução dos trabalhos.

Faruk Nuro mostrava-se preocupado pelo facto da ponte ter suportes suficientes para a passagem de camiões e outros veículos de grande porte, olhando para o facto de a obra não estar a ser bem fiscalizada.

A Ordem dos Engenheiros de Moçambique tomou conhecimento e criou uma Comissão de Inquérito para apurar os factos e produzir um parecer. 

Entretanto, através de um comunicado datado de 12 de Fevereiro de 2026, a Ordem denuncia uma série de irregularidades, dentre elas a ausência da placa de obra; o uso ilegal do título de engenheiro; a fiscalização irregular; o exercício de fiscalização sem licenciamento; e a inconformidade do quadro técnico do empreiteiro.

A Ordem dos Engenheiros queixa-se de ter sido ignorada pelo edil de Nacala e mesmo assim recolheu informações no terreno que lhe permitiu concluir que há inconformidades nesta empreitada.

“Estas inconformidades demonstram fragilidades significativas na condução do processo de execução, fiscalização e gestão contratual da obra, com potenciais impactos na qualidade técnica, segurança e credibilidade das infra-estruturas públicas. Também se conclui, através da placa de obra, que o admoestado pelo Presidente da Autarquia de Nacala não é membro da OrdEM e, por isso, à luz da Lei Nº 16/2002 de 26 de Junho, não é engenheiro”, lê-se no comunicado.

O facto é que mesmo com o questionamento público, a obra do aqueduto foi concluída, não se sabendo em que condições técnicas.

O internacional argentino cumpre suspensão, mesmo com a investigação ainda a decorrer, e vai falhar o jogo da segunda mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões europeus de futebol. Em causa está o incidente com Vinícios Júnior, em que o brasileiro alegou que sofreu insulto racista.

Gianluca Prestianni não pode defrontar o Real Madrid na segunda mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final da Champions League. O jogador do Benfica está suspenso, por decisão da UEFA, que decidiu aplicar um jogo de castigo como medida preventiva.

De acordo com o comunicado do organismo que tutela o futebol europeu, a suspensão resulta de um pedido do Inspector de Ética e Disciplina que foi nomeado após o jogo da primeira mão, que ficou marcado pelo incidente entre Vinícius Júnior e Prestianni, com o internacional brasileiro do Real Madrid a acusar o argentino do Benfica de insulto racista.

A UEFA fala em “relatório preliminar” na base da decisão do Comité de Controlo, Ética e Disciplina, sendo que faz referência ao artigo 14 do Regulamento Disciplinar, relativo a racismo e outros comportamentos discriminatórios.

É referido, ainda assim, que este castigo é anunciado “sem prejuízo de qualquer decisão que os órgãos disciplinares da UEFA possam tomar posteriormente, após a conclusão da investigação em curso”.

De recordar que, caso venha a ser provado que Prestianni chamou “mono” (macaco, em espanhol) a Vini Jr, então o jogador do Benfica enfrenta uma suspensão mínima de 10 jogos.

 

Benfica critica castigo preventivo de Prestianni

O Benfica reagiu em comunicado à decisão da UEFA, que aplicou a Gianluca Prestianni a pena preventiva de suspensão por um jogo, que força o argentino a falhar o encontro de quarta-feira com o Real Madrid, para a Liga dos Campeões.

No seguimento da suspensão, o Benfica lamenta “ficar privado do jogador enquanto o processo ainda está em investigação”, adiantando que irá “apelar desta decisão da UEFA” embora não exista efeito prático para o jogo de quarta-feira.

“O Sport Lisboa e Benfica reafirma igualmente o seu compromisso inabalável no combate a qualquer forma de racismo ou discriminação, valores que fazem parte da sua identidade histórica e que se reflectem na sua acção quotidiana, na sua comunidade global, no trabalho da Fundação Benfica e em figuras maiores da história do Clube, como Eusébio”, acrescenta o clube.

Na terça-feira, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final da ‘Champions’, que o Real Madrid venceu por 1-0, o avançado brasileiro Vinicius Júnior, após ter marcado o único golo do jogo, denunciou ter sido alvo de insultos racistas por parte do argentino Gianluca Prestianni, extremo do Benfica.

O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e accionou o protocolo antirracismo, retomando a acção quase 10 minutos depois.

Após a partida, que decorreu no Estádio da Luz, Prestianni negou qualquer insulto racista a Vinicius Júnior, enquanto o internacional brasileiro e outros jogadores do Real confirmaram a ofensa por parte do argentino.

O Benfica já veio a público reiterar total confiança na versão de Prestianni, que nega os insultos, lamentando o que considera ser uma “campanha de difamação”.

O clube da Luz garantiu ainda “total espírito de colaboração” com a UEFA, que nomeou, entretanto, um Inspector de Ética e Disciplina para investigar o caso, com a audição de ambos os atletas.

A primeira jornada da Liga Jogabets em futebol ao nível da Cidade de Maputo ficou incompleta com a não realização do jogo entre as Águas Especiais e o Ferroviário de Maputo, devido à falta de inscrição dos atletas das Águias Especiais na Associação de Futebol da Cidade de Maputo.

Cinco jogos marcaram o regresso do futebol aos relvados da capital do País, neste fim-de-semana, com a realização da primeira jornada da Liga Jogabets, o torneio de abertura da Cidade de Maputo.

Quatro dos cinco jogos tiveram lugar no campo do Costa do Sol, enquanto outro decorreu no campo do Mahafil, sem nenhuma surpresa em termos de resultados.

No jogo inaugural, no sábado, o Maxaquene teve uma entrada com pé esquerdo, ao perder diante da Liga Desportiva de Maputo à tangente, em partida a contar para a Série A.

A Black Bulls não teve dificuldades para suplantar o Estrela Vermelha com goleada por 5-0, com dois golos apontados pelo reforço Cantolo, e outros tantos apontados por Simon, Karim e Sumbana. Vitória que coloca os “touros” na liderança da Série A, em igualdade pontual com a Liga Desportiva de Maputo e o Mahafil, este último que também não teve dificuldades para derrotar o Vulcano por claros 4-1, mostrando suas intenções de fazer melhor campanha na competição.

Por seu turno, a Série B teve um sensacional Costa do Sol vs Desportivo, com os “canarinhos” a vencerem por 3-0, com Tomás, Chico Muchanga e Sermon a serem os autores dos golos.

Foi uma partida de grande nível entre duas das mais antigas equipas do nosso País, que protagonizaram um belo espectáculo de futebol para as centenas de adeptos que se fizeram às bancadas do Matchiki Tchiki.

No único jogo que terminou sem golos nesta primeira jornada, Matchedje e Ntsondzo assinaram o pacto de não agressão, enquanto o embate entre o Ferroviário e as Águias Especiais não se realizou porque os “polícias” não fizeram a inscrição dos seus jogadores junto à Associação de Futebol da Cidade de Maputo.

Para já, e porque a prova deve terminar até à última semana de Março para dar lugar ao Moçambola, que arranca na primeira semana de Abril, os jogos terão lugar ao fim-de-semana e meio de semana, sendo que a segunda jornada está marcada para esta quarta e quinta-feira.

A segunda mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões europeus começa a ser disputada esta terça-feira, com a disputa de quatro dos oito jogos.

Trata-se de uma jornada que vai exigir muito dos chamados grandes da Europa, com destaque para o Atlético de Madrid da Espanha, duas vezes finalistas da competição, bem como para o Inter de Milão, finalista vencido da última edição.

Em Madrid, o Atlético é favorito a ultrapassar o Club Brugge, apesar do 3-3 no primeiro encontro na Bélgica, enquanto o Newcastle parece ter tudo resolvido com o Qarabag depois do 6-1 no Azerbaijão.

Difícil parece a continuidade do Olympiacos, que conta com os portugueses Gelson Martins, Podence, Costinha, Chiquinho e Diogo Nascimento, que vai à Alemanha defrontar o Bayer Leverkusen depois de um desaire por 2-0 na Grécia.

Em maus lençóis aparece o Inter Milão, finalista vencido da última edição, que recebe o Bodo/Glimt, pela primeira vez a disputar a ‘Champions’, depois de uma impensável derrota por 3-1 na Noruega.

Em San Siro, no intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de inverno Milão-Cortina, o Inter tem de ‘aquecer’ bem o ambiente para desfazer uma desvantagem de dois golos e fugir a uma eliminação surpreendente, num duelo em que poderá sair o adversário do Sporting nos ‘oitavos’.

A selecção sénior masculina de basquetebol de Angola viaja esta terça-feira para Alexandria, Egipto, palco da segunda Janela Africana de qualificação à Copa do Mundo do Qatar, cuja disputa está agendada de 26 do corrente a 1 de Março. A fase final do Mundial da prova terá lugar no Qatar, próximo ano. Angola é a única selecção da região nesta janela de qualificação.

A delegação angolana deixa Luanda confiante num desempenho positivo no Grupo D, onde terá pela frente o anfitrião Egipto, Uganda e Mali, adversários que prometem elevar o grau de exigência competitiva, numa etapa considerada decisiva para a próxima fase da eliminatória.

O combinado nacional efectuou, nos últimos dias, sessões bidiárias centradas na consolidação dos princípios tácticos, na melhoria dos índices físicos e no reforço da coesão do grupo, segundo o seleccionador nacional, Pep Clarós.

A equipa técnica procurou, igualmente, trabalhar aspectos estratégicos específicos para cada adversário, tendo em conta as características das três selecções adversárias, todas com o mesmo grau de importância.

Diante do Egipto, anfitrião, Angola deverá encontrar um conjunto motivado e determinado a impor o factor casa. Já o Uganda apresenta-se como uma formação atlética e disciplinada. Clarós descarta a possibilidade de ser o adversário teoricamente mais acessível.  

O trabalho de scouting aos adversários continua a ser uma das peças centrais na preparação dos dodeca-campeões antes da competição, mas Clarós alertou que hoje algumas equipas conseguem, de forma dissimulada, esconder as estratégias. Razão pela qual, nem todas as informações recolhidas vão reflectir as reais capacidades durante a competição. 

O Mali, finalista derrotado do último Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, que consagrou Angola pela 12.ª vez, mantém a tradição de equipa fisicamente poderosa e agressiva na luta pelas tabelas.

Cada vitória pode ter peso significativo nas contas, num modelo competitivo que privilegia regularidade e consistência ao longo das diferentes fases de qualificação. Nesta eliminatória de Alexandria, Angola começa a competir na quinta-feira, frente ao Uganda, segue-se o Egipto na sexta, folga no sábado e encerra a campanha diante do Mali, no domingo.

 

José Ferrete representa Moçambique na janela de Alexandria

Moçambique estará presente na janela de qualificação ao Mundial de basquetebol sénior masculino, que terá lugar no Egipto, concretamente em Alexandria. A presença do País na competição será através do comissário José Ferrete, nomeado pela Federação Internacional de Basquetebol, FIBA, como um dos delegados técnicos.

Esta é mais uma nomeação para o comissário moçambicano feita pela FIBA África, que no ano passado indicou José Ferrete para coordenar a realização de jogos do Campeonato Africano de seniores masculinos, disputado em Angola.

José Ferrete será responsável técnico nomeado pela FIBA África para coordenar a realização dos jogos do Grupo D da segunda janela de qualificação ao Campeonato do Mundo da categoria, um grupo que contará com a participação do anfitrião Egipto, bem como de Angola, Uganda e Mali.

As três melhores selecções deste grupo avançam para a fase seguinte da qualificação, numa etapa que contará com a participação de 16 selecções, divididas em grupos de quatro países.

A selecção sénior masculina de basquetebol do nosso País está ausente desta janela de qualificação, depois de ter desistido da primeira fase da prova devido a dificuldades financeiras. 

A segunda janela africana de qualificação ao Campeonato do Mundo de 2027, em seniores masculinos, terá lugar em Alexandria, no Egipto, entre os dias 26 de Fevereiro e 1 de Março.

Os confrontos entre o exército congolês e o grupo paramilitar AFC-M23 recomeçaram no leste da RDC, apesar do cessar-fogo proposto na semana passada pelo presidente de Angola, João Lourenço.

Tanto o exército congolês, assim como o grupo paramilitar M23 se acusam mutuamente de violações. Kinshasa afirma que os rebeldes buscam fortalecer sua posição enquanto continuam as negociações diplomáticas.

Os combates que começaram no leste da RDC violam o acordo de cessar-fogo proposto recentemente pelo presidente Angolano. 

Segundo declarou o prefeito da cidade de Uvira o governo congolês é respeitoso, pois é ele quem realmente precisa de paz, enquanto os rebeldes não precisam de paz, eles precisam conquistar mais territórios e não fazem nada nas áreas que ocupam, a não ser saquear para Ruanda.

Mas o M23 rejeita categoricamente as acusações. Afirma que as forças governamentais estão por trás das hostilidades, citando ataques e ofensivas terrestres contra suas posições em áreas circundantes.

Essas versões irreconciliáveis ​​estão a alimentar um clima de desconfiança e enfraquecem ainda mais uma trégua já tensa.

Cerca de 800 famílias, residentes no distrito de Nhamatanda, em Sofala, receberam kits de insumos agrícolas e produtos alimentares, doados pela fundação de caridade Tzu chi Moçambique, no âmbito da restauração da segurança alimentar nas zonas afectadas pelas inundações.

Trata-se de famílias que viram as suas culturas serem arrastadas pelas águas, nos meados de Janeiro passado. São famílias camponesas que sobrevivem de cultivo de alimentos para consumo e vendas.

A fundação de caridade Tzu Chi Moçambique, no âmbito do seu programa de apoio humanitário às vítimas de desastres naturais,  mobilizou kits de insumos agrícolas  que foram entregues a cerca de 800 famílias vítimas de inundações no distrito de Nhamatanda.

Os beneficiários referiram que os Kits vão contribuir para alavancar as suas economias familiares.

Os kits de insumos agrícolas foram entregues aos camponeses de Nhamatanda pelo Ministro da Agricultura, que  destacou a união de esforços para apoiar as vítimas das inundações.  

Ainda em Sofala, dados oficiais indicam que mais de 19 mil bovinos, 50 mil pequenos ruminantes e cerca de 4 mil suínos foram afectados pelas inundações, em cinco distritos.

Os criadores destes distritos  estão a receber reforços de medicamentos carracicidas para apoiar a recuperação  da pecuária afectada  pelas recentes cheias. A acção visa prevenir surtos de doenças e recuperação sanitária dos animais. 

Os criadores indicaram que o fundamental é haver um comprometimento e sacrifício de todos para o consumo de carne nacional de qualidade.

A entrega de drogas carracicidas beneficiará outras regiões de Sofala no âmbito de esforço contínuo para proteger a saúde animal e garantir a segurança alimentar da população da província.

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