O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, reuniu-se hoje com a Ordem dos Enfermeiros de Moçambique (OEMo) para discutir os desafios enfrentados pela classe e buscar soluções para fortalecer a profissão. Durante o encontro, a bastonária Maria Acácia Ernesto Lourenço apresentou um conjunto de solicitações, incluindo apoio na tramitação de documentos essenciais para o exercício da enfermagem no país.
Criada em 2027, a OEMo está actualmente no segundo mandato e tem a responsabilidade de regulamentar a profissão e o ensino na área da enfermagem. Segundo a bastonária, um dos principais entraves enfrentados pela instituição é a demora na aprovação dos estatutos reformulados, que visam adequar as competências da entidade à realidade da prática profissional. O processo depende de aprovação pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho de Ministros e, por fim, pela Assembleia da República.
Outro ponto central abordado foi a necessidade de acelerar a tramitação do Estatuto do Profissional de Enfermagem, documento que busca garantir maior dignidade e valorização para a classe. A bastonária solicitou o apoio do Chefe de Estado para que esse processo avance com maior celeridade.
Além disso, a OEMo reforçou a importância da criação da primeira Escola Superior de Ciências de Enfermagem, um projecto iniciado em 2022. De acordo com Maria Lourenço, a enfermagem deve ser reconhecida como uma ciência autónoma, distinta da medicina, e a existência de uma instituição de ensino superior específica contribuirá para o avanço da pesquisa e da inovação na área.
“Acreditamos que uma escola própria permitirá o desenvolvimento de investigações que possam resultar em melhorias na qualidade da assistência prestada à população moçambicana”, destacou a bastonária.
O encontro reafirmou a importância do diálogo entre o Governo e a OEMo para o fortalecimento da enfermagem no país, garantindo melhores condições de trabalho para os profissionais e aprimorando os serviços de saúde para a população.