O Município de Maputo vai desembolsar oito milhões de dólares, financiados pelo Banco Mundial, para o reassentamento de 468 famílias que vivem nas proximidades do local escolhido para a construção do novo aterro sanitário, no bairro da Katembe.
Com o início das obras previsto para o próximo mês, a edilidade já tem garantido o financiamento do Banco Mundial, valor destinado ao reassentamento das famílias que serão afectadas pelo projecto.
O processo de pagamentos inicia esta quinta-feira e, numa primeira fase, vai abranger 138 famílias.
“Decidimos acelerar o processo de pagamento de compensações. Na próxima semana, até ao dia 15 de Janeiro, vamos efectuar pagamentos referentes a cerca de 138 famílias, num valor global estimado em oito milhões de dólares americanos, o que corresponde, ao câmbio do dia, a aproximadamente 300 milhões de meticais. São várias famílias com algumas infra-estruturas de apoio, e todo o processo seguiu a legislação vigente, bem como as regras do financiador”, explicou Danúbio Lado, director do Gabinete de Desenvolvimento Estratégico.
A edilidade prevê concluir os pagamentos até finais de Fevereiro. O encerramento da lixeira de Hulene depende da conclusão das obras do novo aterro.
Segundo o responsável, “já foi lançado o concurso para a construção do aterro, num modelo de desenho, construção e operação. Lançámos o concurso a 23 de Dezembro e está agendada uma visita ao local para as empresas interessadas, no dia 15 de Fevereiro, para esclarecimento de dúvidas e recolha de mais informações”.
Para facilitar o acesso ao local, a edilidade compromete-se a construir uma estrada de raiz.
“Neste momento decorrem trabalhos preparatórios para o início da obra, como a identificação do estaleiro, e prevemos que as obras iniciem no mês de Fevereiro. Estamos na época chuvosa e é necessário garantir condições mínimas para avançar com a construção da estrada. Está tudo a decorrer conforme o planificado e estamos a trabalhar intensamente para a materialização do projecto do aterro sanitário. Importa referir que, sem o aterro, é impossível encerrar definitivamente as actividades na lixeira de Hulene”, afirmou o dirigente.
As obras, financiadas pelo Banco Mundial, terão a duração de 24 meses e vão ocupar uma área superior a 140 hectares.

