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Mulheres chamadas à solidariedade para com as vítimas do ciclone Idai

Foi sob o lema: Pensemos na Igualdade. Construamos com Inteligência e Inovemos para a Mudança, que personalidades e dezenas de mulheres da Organização Mulher Moçambicana juntaram-se, este sábado, em Maputo, para celebrar o quadragésimo sexto aniversário da agremiação.

Na ocasião, a Presidente da OMM apelou às mulheres moçambicanas a serem solidárias para com as vítimas do ciclone Idai na zona centro do país.

“Dirigir um apelo a todas mulheres para que prestem um apoio às vítimas das cheias, deixar um apelo para que elas continuam a desempenhar um papel preponderante na luta contra malária, SIDA e outras doenças que enfermam a nossa sociedade”, exortou Isaura Nyusi, Presidente da Organização da Mulher Moçambicana, acrescentando que uma da principais lutas que esse segmento da sociedade deve travar é contra os casamentos prematuros e vários outros males que retardam o desenvolvimento da mulher e do país no geral.

Quem também endereçou a sua solidariedade para com as famílias afectadas pelo ciclone é a Governadora da Cidade de Maputo.

“Encorajar a todos para que façamos o nosso melhor para prestar o nosso apoio quer seja em materiais, quer seja em termos de consolo das famílias que foram afectadas que vai levar muito tempo para ultrapassar as grandes dificuldades que eles estão a atravessar nesse momento”, disse Iolanda Cintura, Governadora da Cidade de Maputo.

A par das mensagens de solidariedade, as mulheres não deixaram de destacar a educação como um dos principais desafios da mulher moçambicana actualmente.

“Para uma sociedade crescer com equilíbrio e poder afirmar-se, estas mulheres que fazem parte da metade da população devem ter estar educadas, emancipadas e devem participar activamente ao lado do homem”, referiu Celmira da Silva, vice-ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural.

Já a primeira secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana reconhece que a mulher moçambicana desenvolveu desde a independência até aos dias de hoje, mas há mais por se fazer. “Nós devemos continuar com este caminho e educar também aqueles que ainda têm dificuldades, sobretudo apoiarmo-nos entre nós”, recomendou Deolinda Guizemane, primeira secretária da OMM, em 1973.

E as mulheres da organização, também querem mais: “e ainda queremos que a mulher cresça cada vez mais, seja mulher formada, mulher envolvente no desenvolvimento do país”, sublinhou Cacilda Banze, membro da organização.          

A Organização da Mulher Moçambicana, braço feminino da Frelimo, foi fundada em 1973 com o objectivo de incluir a mulher na vida política, económica e social do país com vista à sua emancipação.

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