Muçulmanos de todos os cantos do país participaram, esta quarta-feira, nas celebrações do Eid al-Fitr, momento que marca o fim do mês do Ramadão, o mais importante do calendário islâmico.
É um período que obriga a jejum entre o nascer e o pôr do sol, porque se acredita que purifica a alma e concentra a atenção em Deus.
Para celebrar este momento, os muçulmanos, na companhia de amigos e familiares, reuniram-se, logo nas primeiras horas do dia, nas mesquitas e espaços livres, onde fizeram orações e se mostraram felizes por terem completado o período de sacrifício.
“Sinto-me satisfeito por ter cumprido o mandamento de Allah. Estou satisfeito por ter feito o jejum durante 30 dias e, por outro lado, por ter observado este tempo com actos de bondade”, disse o Cheikh Amade Assan.
Devido às dificuldades que o país enfrenta, o Cheikh Amade Habibo diz que a sua alegria não é completa.
“Temos irmãos a sofrerem com o terrorismo em Cabo Delgado e pessoas afectadas pelas intempéries causadas. Isso faz com que a felicidade não seja na sua plenitude”, explicou.
O dia de ontem, para a comunidade muçulmana, foi mesmo de festa com a família e os mais próximos. Foi o culminar de trinta dias de privação, em que não podiam comer nem beber entre o nascer e o pôr do sol. Amino espera ter alcançado a misericórdia do seu Deus: “Espero que Allah tenha aceite este sacrifício que fiz”.
Alguns religiosos tiveram receio de que a chuva interferisse nas comemorações, mas revelaram que, mesmo se o dia tivesse sido marcado por chuva, nada iria impedir a celebração da data mais importante do calendário islâmico.
“Se tivesse chovido, iria atrapalhar nas festividades, mas, mesmo assim, iríamos celebrar”, disse Felita Nore, moradora do bairro Mafalala.
Ela e outros muçulmanos comemoram a data num ambiente de harmonia. O início e o fim de um mês são estabelecidos de acordo com o ciclo da lua. O Eid religioso é em um só dia, mas ele é, muitas vezes, celebrado pelos muçulmanos por cerca de 3 dias.