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Morreu Oldemiro Baloi (1955 -2021)

Morreu, na madrugada de hoje, Oldemiro Júlio Marques Baloi, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, vítima de doença, na África do Sul.

O malogrado foi transportado no dia 22 de Fevereiro deste ano para um hospital na África do Sul, para tratamento de uma doença.

Oldemiro Baloi foi ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de 2008 a 2017. No mesmo ministério, Baloi foi vice-ministro no início da década de 1990.

Foi igualmente ministro da Indústria, do Comércio e Turismo, de 1994 a 1999. Trabalhou ainda no Banco Internacional de Moçambique (Millennium BIM), onde era membro do seu conselho executivo.

De 1993 a 1994, o antigo governante obteve o grau de Mestrado em Economia Financeira, pela Universidade de Londres (SOAS).

Obteve o bacharelato em Economia, na Universidade Eduardo Mondlane, entre 1981 e 1984. Na mesma universidade, Baloi frequentou o curso de Engenharia Geográfica, de 1979 a 1980.

Baloi foi professor de Matemática na Escola Secundária Josina Machel, entre 1977 e 1982. O malogrado nasceu no dia 9 de Abril de 1955, na cidade de Maputo, e morre aos 66 anos de idade.

Personalidades rendem-se à integridade e dedicação de Oldemiro Baloi

Diversas personalidades, desde amigos de infância e colegas de trabalho, lamentaram pelo desaparecimento físico de Oldemiro Baloi, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. Entretanto, deram prioridade aos seus feitos e qualidades ainda em vida.

Na sequência, o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano diz-se chocado pela morte do antigo dirigente.

“Foi como um choque, que senti, quando ouvi da morte do camarada Oldemiro Baloi. Foi mesmo de madrugada, talvez poucas horas depois da morte dele, eu ainda estava na cama. Foi um choque, porque eu ainda tinha esperança de que ele havia de se recuperar. Estava convencido de que ia recuperar. Tinha esperança de conversar com ele.”

O antigo Estadista diz que a morte do ex-ministro representa perda de um quadro nacional, que tudo deu pelo desenvolvimento de algumas instituições públicas e no governo.

“Baloi desempenhou muito bem as suas tarefas graças à sua formação e vontade de aprender. Oldemiro Baloi não se pavoneou, humildemente continuava a aprender dos outros, por isso desemprenhou muito bem as suas funções, em vários ministérios”, enalteceu Chissano as competências do malogrado.

Na ocasião, Joaquim Chissano deixou de lado todas as relações profissionais que manteve com o ex-ministro e recordou-se dos momentos de lazer e familiaridade com o já falecido dirigente.

“Ficámos ligados como amigos. Oldemiro veio a ser padrinho de casamento do meu filho. Baloi era um homem muito social. Vamos ter saudades dele.”

Por sua vez, o Ministro da Juventude e Desportos, Alberto Nkutumula, recorda-se da humildade e inteligência de Oldemiro Baloi. Nkutumula diz que agora é momento dos jovens se honraram a vida do antigo ministro, seguindo os seus princípios.

“As qualidades do Dr. Baloi podem ser usadas como legado. Baloi sempre defendeu a verdade, a ciência. Estudava muito, tinha entendimento profundo de economia.”

Já os amigos de infância do antigo ministro, nomeadamente Mohamed Rafique e Castigo Langa consideram que o país perdeu um dos construtores de Moçambique independente. Os amigos de Oldemiro Baloi entende que a maior forma de manter o seu legado é preservando os valores do nacionalismo.

Além de diversas empresas públicas dirigidas por Baloi, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação foi a última instituição chefiada pelo malogrado, ainda em vida.

Por esta e várias outras razões, a actual Ministra do pelouro, Verónica Macamo, diz ter recebido a morte do ex-ministro com um profundo sentimento de pesar.

“Perdemos um grande amigo, estimado camarada e distinto dirigente moçambicano, que, desde a independência nacional, participou activamente na construção da nação moçambicana.”

Esta quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, em coordenação com a família, anunciou estar a preparar a transladação do corpo do finado da África do Sul para cidade de Maputo.

Aos 66 anos de idade, Oldemiro Baloi perde a vida, deixando viúva e dois filhos.

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