As fronteiras de Ressano Garcias e de Machipanda vão ter sistemas integrados, vulgarmente denominado fronteira única, com objectivo de simplificar os procedimentos de controlo de fronteiras e acelerar o desembaraço de mercadorias. A garantia foi dada, quarta-feira, na cidade da Beira, em Sofala, pelo ministro dos Transportes e Logística.
Foi durante um encontro com os empresários da província de Sofala, que o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, garantiu que, nas fronteiras de Ressano Garcia e de Machipanda, o desembaraço de mercadorias que contribui para longas filas de camião vai deixar de ser preocupação.
Pretende-se com o sistema integrado facilitar o movimento de pessoas e bens e estimular o comércio entre Moçambique e os dois países vizinhos, nomeadamente: África do Sul e Zimbabwe.
“Nós já estamos avançado (…) em princípio, vamos fazer a integração até mais ou menos entre Abril e Maio, estamos já a fechar. E também estamos agora a conversar com os colegas de Zimbabwe, como temos a solução, que é para compreenderem que o que se pode fazer agora é integrar sistemas e não construir edifícios. Essa é a nossa lógica”, disse João Matlombe.
O Governo disse que a preocupação, neste momento, não pode ser a construção de edifícios majestosos nas fronteiras, pois “aquele custo [dos edifícios], quando o privado investe vai ser passado para vocês, aquilo é um investimento (…) Então, é preciso pensar bem, porque quando se envolve um privado dentro da estrutura que nós temos, ele tem que ir buscar dinheiro em algum sítio e vai buscar nos camionistas, mas o que nós queremos é integração de sistemas”, explicou.
No mesmo encontro, os empresários mostraram-se preocupados com o monopólio que chamaram de cerrado da logística.
“Uma empresa moçambicana, eu já disse, não abre uma empresa de logística na África do Sul. Não abrimos nós, mas eles abrem aqui (…) Nós temos que chegar a essa fase de defender a nossa economia. Definição do limite mínimo daquilo que se chama investimento estrangeiro”, reclamou um dos empresários que fez parte da reunião.
O Ministro garantiu que o Governo irá proteger as pequenas empresas nacionais para que cresçam, não permitindo a concorrência com estrangeiros, em investimentos através do orçamento do Estado.