As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) vão continuar a assegurar o transporte das equipas que participam no Moçambola, principal campeonato nacional de futebol, durante pelo menos mais dez jornadas. A garantia foi dada por Agostinho Langa Júnior, presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).
Segundo o responsável, a continuidade do apoio resulta da intervenção coordenada de um grupo de empresas públicas que inclui, além dos CFM, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), actualmente envolvidas no processo de reestruturação da transportadora aérea nacional.
A decisão surge numa altura em que o transporte aéreo tem sido considerado crucial para o funcionamento regular do Moçambola, tendo em conta as longas distâncias entre as províncias e os custos logísticos enfrentados pelos clubes.
A utilização dos voos da LAM tem permitido reduzir o desgaste das equipas e garantir maior previsibilidade no cumprimento do calendário competitivo.
Embora não tenham sido avançados detalhes sobre o modelo de financiamento ou os custos envolvidos, a medida é vista como um alívio para os clubes, muitos dos quais enfrentam limitações financeiras significativas.
A intervenção das empresas públicas na LAM insere-se num esforço mais amplo de estabilização da companhia, que tem enfrentado desafios operacionais e financeiros nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o apoio ao Moçambola é encarado como estratégico para assegurar a continuidade da principal prova futebolística do País.
Com esta garantia, espera-se que o campeonato decorra com maior regularidade nas próximas jornadas, enquanto se aguardam soluções de longo prazo para a sustentabilidade logística e financeira da competição.

