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O País – A verdade como notícia

Graça Machel defende que a solução para conter o fluxo de refugiados africanos parte da criação de condições em Africa, para que as pessoas não sintam a necessidade de sair do continente. Graça Machel falava à margem da conferência sobre refugiados no Brasil, segundo a Folha de São Paulo.

A activista social moçambicana criticou a proposta dos líderes europeus, de proporcionar maior segurança nas fronteiras dos países africanos e recursos para a guarda costeira líbia.

Para Graça Machel, o foco está errado. A solução para conter o fluxo migratório de refugiados precisa partir dos líderes africanos, na criação de condições para que as pessoas não precisem abandonar o continente. 

Machel acrescentou ainda que os países africanos deviam desenvolver agendas próprias, e as propostas europeias devem ser guiadas pelas prioridades definidas pelos líderes africanos. 

Graça Machel vai participar também de uma conferência sobre migração e conflitos em África, amanhã.

A posição foi, hoje, manifestada pelo presidente da CNE, André da Silva Neto, em resposta à declaração conjunta divulgada no domingo. As insinuações foram feitas pelos líderes da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva, da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), Abel Chivukuvuku, do Partido da Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, e da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Lucas Ngonda, que consideraram inconstitucional e ilegal o processo eleitoral angolano, avançou o Notícias ao Minuto.

Os partidos concorrentes referiram várias irregularidades, nomeadamente o alegado desaparecimento de urnas e votos, o surgimento de novas urnas, que a CNE diz não terem sido evocadas em momento algum pelos delegados de lista e mandatários dos partidos.

Segundo o presidente da CNE, a lei eleitoral angolana estabelece que as reclamações devem ser feitas no local onde ocorreram os factos a reclamar, devendo constar das actas, quer das operações eleitorais da mesa de voto, quer do apuramento provincial.

André da Silva Neto sublinhou que "em momento algum" os mandatários reclamaram o desaparecimento de urnas e votos, bem como o surgimento de novas urnas.

De acordo com André da Silva, o grau de maturidade política já alcançado pela democracia de Angola "não se compadece com as pretensões de arranjos políticos, visando a criação de órgãos de direcção do país, fora do quadro legal e constitucional, para dirimir pretensos conflitos eleitorais".

"A Comissão Nacional Eleitoral repudia qualquer paralelismo vivido em outras realidades eleitorais que os subscritores da declaração pretendem estabelecer com o processo eleitoral angolano", disse o responsável da CNE.

Aos angolanos, o presidente da CNE apelou a manterem a "necessária serenidade, calma e repudiarem veementemente declarações e quaisquer outros comportamentos que atentem contra a estabilidade do processo eleitoral".

Angola realizou no dia 23 de Agosto as suas quartas eleições, tendo os resultados provisórios da CNE apontado vitória ao partido MPLA, no poder desde 1975, com 61% dos votos.

Oposição angolana contesta contra resultados das eleições
Os partidos da oposição angolanos, que tem vindo a contestar os resultados das últimas eleições gerais, declaram o sufrágio ilegal e inconstitucional, exigindo, por isso, a recontagem dos votos que ainda decorre, informa Notícias ao Minuto.

 A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola iniciou, ontem, o apuramento definitivo dos votos a nível nacional, o que vai permitir até quarta-feira publicar os resultados definitivos das eleições.

Angola realizou a 23 de Agosto as quartas eleições, às quais concorreram o MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e APN. Os resultados, ainda não oficiais, apontam para a vitória do MPLA.
Estas eleições simbolizaram o adeus de José Eduardo dos Santos da cadeira do poder no país, a que ocupou por 38 anos.

 

O Ministério Público Federal (MPF) do Brasil pediu, hoje, a absolvição do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves num processo que investiga uma suposta tentativa de obstruir investigações da operação Lava Jato, avançou o Noticias ao Minuto.

Lula da Silva e o banqueiro tornaram-se réus neste processo depois do ex-senador Delcídio do Amaral ter dito num depoimento à Justiça brasileira que eles haviam tentado impedir que o ex-director da Petrobras, Nestor Cerveró, fizesse um acordo para relatar crimes aos investigadores da operação Lava Jato.

"O MPF manifestou-se pelas absolvições do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves, por concluir que não há provas de que eles participaram do esquema criminoso", diz uma nota publicada pelo órgão de Justiça brasileiro.

Em nota, a defesa do ex-chefe de Estado brasileiro manifestou-se, dizendo que o pedido de absolvição formulado hoje pelo MPF "é justo e reflete a prova da inocência do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi colectada especialmente nos depoimentos de 31 testemunhas."

Esta acção penal está em tramitação desde Dezembro de 2015. Na época, como Delcídio do Amaral era membro da câmara alta do Parlamento brasileiro, a acção penal foi proposta pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O Supremo Tribunal queniano considerou que o quadro eleitoral cometeu "irregularidades e ilegalidades" e que é necessário realizar novas eleições presidenciais, escreve o site português Sábado.

Em Julho, o Quénia elegeu o presidente Uhuru Kenyatta para um segundo mandato. No entanto a oposição protestou as eleições, enviando o processo para o tribunal.

Quatro dos seis juízes responsáveis pelo caso declararam que a votação tinha sido marcada por irregularidades. "A declaração é inválida, nula e vazia" sentenciou o juíz David Maranga, anunciando o veredito de quatro dos seis juízes.

Assim, a nova votação deve realizar-se dentro de um prazo de 60 dias e as hipóteses de Kenyatta podem sair prejudicadas devido à decisão do Supremo Tribunal Queniano.

O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari afirmou que as primeiras estimativas apontam para mais de 100 mil pessoas deslocadas devido às cheias na região de Benue e manifesta preocupação com a situação.

"Durante as duas últimas semanas houve muita chuva", disse Helen Teghtegh, da organização não-governamental local Community Links and Human Empowerment Initiative, que lançou um pedido de donativos para os afectados.

"Nesta altura não temos um número preciso, não sabemos o número de vítimas, mas amanhã devemos saber mais depois de falarmos com várias fontes no terreno", explicou.

Por sua vez, o Presidente nigeriano declarou que pediu à agência nacional de gestão de catástrofes para agir, depois de muitas vozes terem criticado nos 'media' locais a inactividade das autoridades.
A região de Benue, que vive essencialmente da agricultura, registou várias inundações nos últimos anos, devido às fortes chuvas e à abertura de comportas em barragens nos Camarões, país vizinho.

Em 2012, a Nigéria registou cheias em 30 dos seus 36 estados. Centenas de pessoas morreram e as chuvas provocaram perto de 2 milhões de deslocados.

Uma criança de oito anos foi encontrada morta em casa do pai adoptivo, em Alicante, na Espanha.

De acordo com o El País, citado pelo Notícias ao minuto, um vizinho terá encontrado o menino nu, no chão, na casa do pai adoptivo. As autoridades espanholas encontraram ainda, no local, a mãe do menino, grávida, que foi espancada e agredida sexualmente.

Os crimes ocorreram na noite de ontem, e as vítimas foram descobertas pelo vizinho do prédio que ouviu os gritos. Segundo indicações da polícia, a criança, em paragem cardiorrespiratória, ainda estava viva quando os serviços de emergência chegaram ao local. Contudo, apesar das manobras de reanimação, o menino acabou por morrer. A mulher foi transferida para o Hospital Universitário Geral de Elda, onde permanece em observação.

As investigações iniciais apontam que o acto terá sido cometido por dois homens encapuzados que entraram na casa, sendo até então, desconhecidos os motivos.

O pai da criança não se encontrava em casa no momento do ataque.

O Harvey faz-se sentir em Houston. Já morreram 30 pessoas, centenas de milhares tiveram de sair das suas casas e foi imposto o recolher obrigatório, escreve o Observador.
O nível das águas vai continuar a subir e o número de mortos já chegou às três dezenas na cidade de Houston, no Estado norte-americano do Texas, que continua a ser fustigado pelos efeitos do furacão Harvey e que já levou o presidente da Câmara a impor o recolher obrigatório durante a noite para evitar violência e pilhagens. A chuva forte vai continuar em Houston e a tempestade vai seguir para o Estado vizinho do Louisiana.
As condições meteorológicas não vão melhorar tão cedo e o nível das águas vai continuar a subir, numa catástrofe que já está a oferecer comparações com o Katrina, que provocou a morte a mais de 1800 pessoas em 2005.

"Mais de mil pessoas morreram nos deslizamentos de terra e nas inundações e nunca saberemos o número exacto", afirmou Elenoroh Metzger, líder das mulheres de Regent, uma zona na periferia da capital Freetown, onde ocorreram os deslizamentos, citado pelo Notícias ao Minuto.
As inundações e os deslizamentos ocorreram a 14 de agosto e, segundo a agência Associated Press (AP), o governo do país anunciou inicialmente a morte de 450 pessoas, enquanto as organizações não-governamentais (ONG) apontavam que as 600 pessoas desaparecidas dificilmente seriam encontradas com vida.
Centenas de funerais têm sido realizados, enquanto continuam os trabalhos de resgate debaixo de chuva. As condições climatéricas poderão causar novos deslizamentos e casas soterradas, já que as habitações são feitas de materiais precários.
Centenas de pessoas que vivem em zonas de risco estão a ser retiradas, enquanto as ONG entregam mantimentos e água potável de forma a prevenir possíveis doenças.
De acordo com a AP, há críticos que acusam o governo da Serra Leoa de não ter aprendido com catástrofes anteriores em Freetown, onde muitas das zonas pobres estão perto do mar e falta escoamento de águas. A capital sofre também com as construções ilegais nas suas colinas.
Na semana passada, a agência France-Presse, citando fonte da morgue central de Freetown, dava conta de 499 mortos, incluindo 156 crianças, mas com as equipas de socorro ainda à procura de mais vítimas.

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