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O País – A verdade como notícia

"Afirmei aos angolanos antes e durante a campanha eleitoral que depois das eleições deixaria o cargo de presidente da UNITA para servir o partido numa posição diferente. Mantenho e reafirmo esta decisão", disse hoje Isaías Samakuva, na abertura da quarta reunião ordinária da Comissão Política do Comité Permanente da UNITA, que decorre em Viana, arredores de Luanda, avançou o Notícias ao Minuto.

Isaías Samakuva foi eleito presidente do partido em 2003, na sequência da morte em combate, no ano anterior, do líder e fundador da UNITA, Jonas Savimbi, o que levou ao fim da guerra civil de quase 30 anos em Angola.

Para o líder do maior partido na oposição em Angola, o segundo mais votado nas eleições gerais, que viu o número de deputados eleitos quase duplicar, para 51, "é chegado o momento de se desencadear um novo processo conducente a materialização da sua decisão", propondo por isso a realização de um congresso extraordinário.

Tendo ainda considerado na sua intervenção que os angolanos conferiram à UNITA novas responsabilidades, muito mais abrangente do que os números eleitorais parecem transmitir, o partido contesta os resultados oficiais divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral, Samakuva afirmou que o partido se tornou "um património nacional depositário fiel das aspirações de liberdade e dignidade dos angolanos".

"O nosso partido está e vai estar à altura desta confiança, vamos por isso assumir as nossas responsabilidades e continuar a servir o povo, ao lado do povo e ao serviço do povo", concluiu.  
 

 

João Lourenço, general na reserva, de 63 anos, foi hoje investido, por volta das 13 horas, no cargo de Presidente da República de Angola, o terceiro que o país conhece desde a independência, em Novembro de 1975, avança o Notícias ao Minuto.

O acto, presenciado por convidados nacionais e internacionais e milhares de populares, decorreu no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, no mesmo local e dia em que José Eduardo dos Santos foi investido pela última vez como chefe de Estado Angolano, após as eleições de 2012.

A cerimónia, que contou com a presença de cerca de duas dezenas de chefes de Estado e do Governo, foi orientada pelo juiz conselheiro presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, que proclamou a eleição de João Lourenço e de Bornito de Sousa para os cargos, respetivamente, de Presidente e vice-Presidente angolanos.

Pelas 13:10, João Lourenço prestou juramento à nação, com a mão direita sobre a Constituição da República de Angola, assinando o termo de posse, cinco minutos depois.

Já investido nas funções de novo presidente da República, João Lourenço deslocou-se ao local onde se encontrava o Presidente cessante, José Eduardo dos Santos, para este lhe colocar o colar presidencial e lhe ceder o lugar, o que aconteceu pouco depois.

O acto marcou a saída do poder de José Eduardo dos Santos, que liderava o país desde 1979 – o segundo Presidente há mais tempo no poder em todo o mundo – e que não se recandidatou ao cargo nas eleições de 23 de Agosto último.

A cerimónia terminou com o desfile dos três ramos das Forças Armadas Angolanas, seguindo-se a execução do hino nacional e disparos de 21 salvas de canhão.
 

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, emitiu um decreto que irá marcar a história deste país do médio oriente. A partir de Julho de 2018, as mulheres vão poder receber licenças de condução, conforme avança a BBC, citada pelo Notícias ao Minuto.

Recorde-se que este era o único país do mundo onde as mulheres estavam proibidas de conduzir, apesar dos esforços de grupos de direitos humanos.

Algumas mulheres mais ousadas experimentaram sentar-se ao volante de um carro, mas acabaram por ser multadas e presas.

O decreto emitido pelo rei prevê a criação de um órgão ministerial para dar conselhos relativamente a esta matéria até que a lei seja publicada, em Julho de 2018.

Quarenta e duas pessoas condenadas à morte por rapto, assassínio de agentes das forças de segurança, utilização de carros armadilhados ou engenhos explosivos foram enforcadas, anunciou hoje o Ministério da Justiça iraquiano, citado pelo Notícias ao Minuto.

Estas execuções aconteceram no interior da prisão de Nassiriya, no Sul do país, depois da confirmação do veredicto e da decisão do Conselho Presidencial, que deu o seu aval, sublinhou o ministério num comunicado.

As famílias das vítimas puderam assistir a estas execuções.

De acordo com a organização não-governamental dos direitos humanos da Amnistia Internacional (AI), o Iraque é um dos países com maior número de execuções, a seguir a China, o Irão e Arábia Saudita.

O ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong Ho afirmou que as declarações feitas por Donald Trump, nas Nações Unidas, semana passada, são de guerra, avança o Notícias ao Minuto.

Ri Yong Ho diz que o país tem o direito de abater quaisquer aviões de guerra dos Estados Unidos como legítima defesa.

O ministro afirmou ainda que Pyongyang têm o direito de tomar medidas, que incluem abater os bombardeiros dos Estados Unidos, mesmo que estes não se encontrem no espaço aéreo do país.

“O mundo inteiro deve lembrar-se claramente de que foram os Estados Unidos que declararam guerra ao nosso país primeiro”, afirmou aos jornalistas, citado pelo Guardian.

Recorde-se que no seu primeiro discurso nas Nações Unidas, semana passada, Donald Trump ameaçou destruir por completo a Coreia do Norte, e relembrou o aviso de que os Estados Unidos estão preparados e dispostos a tomar medidas militares.

O papa Francisco prometeu, hoje, responder com "as medidas mais firmes possíveis" aos casos de padres que violaram ou molestaram crianças e responsabilizar os superiores religiosos que os encobriram, de acordo com o Notícias ao Minuto.

O papa reuniu-se hoje pela primeira vez com a comissão sobre abusos sexuais, criada em 2014 para aconselhar a Igreja Católica e o seu líder sobre as melhores práticas para afastar os pedófilos do sacerdócio e proteger as crianças.

A comissão, oficialmente designada Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores, tem realizado sessões de trabalho em dioceses de todo o mundo, mas encontrou resistência na administração do Vaticano que o seu membro mais destacado, Marie Collins, vítima de abuso sexual na infância, se demitiu em Março.

O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, acusou hoje o Supremo Tribunal de ter realizado um "golpe de Estado" ao invalidar a sua reeleição no escrutínio de 8 de Agosto, segundo avança o Notícias ao Minuto.

"Aqui no Quénia fizemos história porque um golpe de Estado foi realizado por quatro pessoas num tribunal", declarou o presidente numa referência ao veredito determinado a 1 de setembro por maioria — quatro juízes contra dois — pelo Supremo Tribunal, após queixa da oposição.

Kenyatta falava no palácio presidencial durante um encontro com dirigentes do norte do país, um dia depois do Supremo Tribunal ter detalhado as razões para aquela decisão, criticando a Comissão Eleitoral pela sua gestão do escrutínio de 8 de Agosto.

O presidente, cuja intervenção foi transmitida em direto na televisão, considerou que a decisão do tribunal minou a democracia e comparou-a aos golpes de Estado militares ocorridos noutros países africanos.

"O julgamento de alguns anulou os progressos feitos ao longo dos anos", disse Kenyatta, depois do vice-presidente William Ruto já ter evocado uma "tirania da justiça".

Após o anúncio da decisão de anular a sua reeleição, com 54,27% dos votos, Kenyatta tinha qualificado os juízes de "criminosos" e prometido "resolver" os problemas que considera existirem no sistema judicial.

A repetição das presidenciais, que estava prevista para 17 de Outubro, foi adiada para 26 de Outubro, anunciou hoje a Comissão Eleitoral, justificando com a necessidade de estar "totalmente preparada para organizar uma eleição que responda às normas definidas pelo Supremo Tribunal".

Mais de 200 pessoas, incluindo pelo menos 21 crianças, morreram na sequência de um sismo de magnitude 7.1, que ontem, abalou o centro do México, 32 anos depois de outro terramoto ter causado milhares de vítimas. Num primeiro momento esta manhã, dava-se conta de mais de 220 mortos, balanço que chegou a ser precisado em 248. O número viria a ser revisto em baixa para 217, avançou o Notícias ao Minuto.

O epicentro do sismo, que ocorreu, ontem, foi registado na fronteira do Estado de Puebla e Morelos (centro), a 51 quilómetros de profundidade, segundo o centro geológico norte-americano USGS.

O sismo foi registado depois de na semana passada (7 de setembro), um terramoto de magnitude 8.2, o mais forte desde 1932, ter causado 98 mortos no sul do país: 78 em Oaxaca, 16 em Chiapas e quatro em Tabasco.

O abalo, que causou numerosas cenas de pânico, coincidiu com o 32.º aniversário do forte sismo que provocou milhares de mortos em 1985 e foi registado apenas duas horas depois de um simulacro de um terramoto em todo o país.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a violência do terramoto, a queda de edifícios e mesmo uma forte explosão num imóvel.

O sismo, de 7.1 na escala de Richter, fez colapsar dezenas de edifícios na cidade, provocando fugas de gás nas ruas e um forte odor a gás que afetou os cidadãos que se apressaram a ajudar as equipas de resgate, com cordas, roupas e água.

As autoridades cortaram as ruas e helicópteros ajudavam a coordenar o trabalho das autoridades mexicanas que se encaminhavam para os locais destruídos pelo sismo.

Dada a dimensão da catástrofe, o governo mexicano ordenou aos hospitais públicos e privados para receberem os feridos e serviços de transporte públicos grátis.

O sismo causou numerosos cortes no serviço eléctrico, afectando 3,8 milhões de pessoas, e fugas de gás, interrompendo também o serviço de telecomunicações.

O México declarou três dias de luto nacional após ser abalado por um segundo terramoto de grande intensidade em menos de duas semanas, escreve o Euronews.

Mais de 200 pessoas morreram, quase metade na capital, e mais de um milhar ficaram feridas depois de um sismo de 7.1 de magnitude ter sacudido o centro do país, fazendo desmoronar mais de 40 edifícios na cidade do México.

O saldo de vítimas é ainda provisório quando há relatos de dezenas de pessoas aprisionadas nos escombros de pelo menos 38 prédios. 10 edifícios foram evacuados por se encontrarem em risco de desmoronar-se.

Os trabalhos de resgate são agora complicados pelas mais de duas dezenas de réplicas registadas após o sismo.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, dirigiu-se ao país na noite de ontem:

“Quero apresentar as minhas condolências a todos os que perderam membros da família e entes queridos. O México partilha a vossa dor, neste momento, 40% da cidade do México e 60% de Morelos encontram-se sem electricidade. Reforçámos as equipas para restabelecer rapidamente a corrente eléctrica e abrimos vários abrigos para as pessoas afetadas pelo sismo”.

O terramoto ocorre exactamente 32 anos após um violento sismo ter provocado mais de uma dezena de milhar de mortos no país. O abalo, com epicentro entre os estados de Puebla e Morelos, a 120 km da capital, aconteceu poucas horas depois das autoridades da cidade do México terem efetuado uma simulação de terramoto, quando se encontravam em alerta para as consequências do sismo de 7 de Setembro, que provocou 98 mortos nos estados de Chiapas e Oaxaca.

O anterior abalo, no início de Setembro, tinha sido acompanhado por mais de 3.700 réplicas.

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