Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Cerca de mil mineiros estão presos numa mina localizada a 240 quilômetros a sudoeste de Joanesburgo concretamente na província de Free State. E outros perto de 300 foram resgatados com vida pela equipa de socorro. Tudo aconteceu na madrugada desta quinta-feira após um corte de eletricidade provocado por uma tempestade.

A companhia proprietária da mina de ouro, Sibanye Gold, revelou que a companhia sul-africana de eletricidade Eskom conseguiu restabelecer um dos elevadores, o que permitiu o resgate dos 272 mineiros de um dos setores da mina.

O porta-voz da companhia, James Wellsted, garantiu ontem que não há grandes riscos de vida uma vez que os mineiros presos estão agrupados numa zona segura, onde a ventilação funciona. O porta-voz citado pela imprensa local naquele país e estrangeira garantiu que as equipas de resgate estão a fazer de tudo para resgatar todos os mineiros com vida.

Consta que os geradores da mina, que deveriam ser ativados logo após o corte de eletricidade mas não funcionaram devido a falha do sistema.

Em reacção ao assunto a associação sindical dos mineiros naquela companhia onde ocorreu o acidente considerou muito grave o caso e denunciou a falta de plano de socorro na mina no que diz respeito a alternativas de alimentação de eletricidade.

As minas Sul-africanas contam com mão-de-obra moçambicana mas para o acidente registado na madrugada desta quinta-feira ainda não há informações das nacionalidades dos mineiros vítimas do acidente, pelo que não se sabe se há ou não moçambicanos.

Os acidentes em minas são frequentes na África do Sul, país que possui as minas mais profundas do mundo, com as extrações de minérios durante décadas, particularmente de ouro, a fazerem crescer a economia sul-africana. Em 2017, 77 mineiros morreram, de acordo com a câmara sul-africana das minas.

 

Os 950 mineiros que esta quinta-feira tinham ficado presos devido a uma falha de energia foram resgatados. Os trabalhadores estiveram quase 24 horas no subsolo, mas não há registo de feridos, escreve o Observador.

A mina de Beatrix fica perto da cidade de Welkom, a quase 300 quilómetros de Joanesburgo. A região foi abalada por uma forte tempestade que provocou um corte de eletricidade: o elevador que transporta os mineiros para dentro e fora da mina ficou desativado e todos os trabalhadores ficaram presos no subsolo.

James Wellsted explicou também que todos os trabalhadores foram mantidos o mais perto possível da superfície, para que pudessem ter o máximo de ventilação e recebessem água e comida.

Apesar do final feliz, o sindicato dos mineiros sul-africanos questiona “a falta de planos de contingência para lidar com este tipo de incidentes”. Em 2017, morreram 80 mineiros na África do Sul.
 

A Amnistia Internacional denunciou as consequências desumanas do acordo assinado há um ano entre Itália e Líbia para impedir refugiados e migrantes de entrarem na Europa: milhares estão em campos de detenção líbios, sujeitos a tortura e extorsão, escreve o Notícias ao Minuto.

O Memorando de Entendimento assinado a 02 de Fevereiro de 2017 estipulava que a Itália trabalharia com as forças militares e de controlo fronteiriço da Líbia "para travar a entrada de migrantes ilegais", assim impedindo os migrantes, bem como os refugiados, de alcançar a Europa.

A estratégia italiana era parte de um plano mais amplo da União Europeia (UE) que foi aprovada logo no dia seguinte pelos líderes europeus na Declaração de Malta.

Desde então, o executivo italiano e a UE têm fornecido à Guarda Costeira líbia barcos, treino e outros tipos de assistência para patrulhar o mar e fazer retroceder refugiados e migrantes que desesperadamente tentam navegar até à Europa.
Em 2017, cerca de 20.000 pessoas foram intercetadas pela Guarda Costeira líbia e transportadas para os notórios centros de detenção do país.

A Amnistia defende que "tirar as pessoas aprisionadas destes centros vis têm de ser uma prioridade, mas a retirada de migrantes através do programa de retorno voluntário não pode ser encarada como uma solução sistémica".

"Pessoas de todo o mundo têm ficado chocadas com a situação aterradora dos refugiados e migrantes na Líbia. Em resposta, os Governos europeus procuraram uma solução rápida, através de deportações sem garantias de que quem retorna pode recomeçar a sua vida em segurança", criticou Iverna McGowan, diretora do Departamento de Instituições Europeias da Amnistia Internacional.

A Amnistia Internacional exorta também os Governos europeus "a trabalharem com as autoridades líbias para pôr fim à política de detenção arbitrária e por tempo indefinido de refugiados e migrantes e a garantirem o reconhecimento formal do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e respetiva missão", lê-se ainda no comunicado.

O Presidente da Guiné-Bissau nomeou Artur Silva, antigo chefe da diplomacia guineense, novo primeiro-ministro do país, segundo um decreto presidencial publicado em Bissau, escreve o Observador.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mario Vaz, nomeou ontem o antigo chefe da diplomacia guineense Artur Silva novo primeiro-ministro do país, segundo um decreto presidencial publicado em Bissau. A posse está marcada para hoje, acrescenta o comunicado.

Além de ministro dos Negócios Estrangeiros, Artur Silva foi também ministro da Defesa, da Educação e das Pescas.

Engenheiro ligado às pescas, Artur Silva é formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) do Brasil.

Os EUA levantaram a interdição de entrada no território norte-americano a refugiados de 11 países, mas, em contrapartida, endureceram as suas condições de admissão, indicou o Departamento de Segurança Interna, em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Fontes de organizações que se ocupam de refugiados indicam que se tratava de Egito, Irão, Iraque, Líbia, Mali, Coreia do Norte, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iémen.

O Departamento anunciou também um reforço da segurança e das recomendações nos procedimentos do Programa de Admissão de Refugiados (USRAP, na sigla em Inglês), designadamente o reforço das verificações dos candidatos a asilo e uma atualização regular da lista de países de alto risco, bem como dos critérios de seleção dos refugiados.

Os EUA tinham anunciado em Outubro a suspensão da interdição da entrada dos refugiados, quatro meses depois do seu início, no quadro de um decreto sobre as imigrações muito controverso.

O diretor da secreta norte-americana, Mike Pompeo, disse na segunda-feira, numa entrevista à BBC, que as interferências russas não terminaram e que Moscovo vai provavelmente tentar influenciar as eleições legislativas de 2018 nos Estados Unidos da América, escreve o Notícias ao Minuto.

Acreditando que Moscovo continuará a fazer a mesma prática, Mike Pompeo declarou, contudo, estar convicto de que os Estados Unidos vão ter eleições livres e justas e que o país conseguirá repelir de forma adequada as interferências, para que o seu impacto nas eleições não seja significativo.

A agência de inteligência dos Estados Unidos concluiu que a Rússia de Vladimir Poutin interferiu na campanha eleitoral de 2016 através das redes sociais e fuga de informações provenientes do setor democrata com o objetivo de favorecer a candidatura do republicano Donald Trump que tinha Hillary Clinton como adversária.
As conclusões foram rejeitadas por Donald Trump que as classificou de 'fake news' (notícias falsas).

O vice-Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defendeu hoje que quem tenha agido de forma corrupta deve ser castigado, independentemente da sua identidade, numa alusão à situação em que se encontra o chefe de Estado sul-africano, Jacob Zuma, escreve o Notícias ao Minuto.

Cyril Ramaphosa fez a declaração no dia em que Zuma regressou de Adis Abeba (Etiópia), onde participou na cimeira da União Africana (UA) e onde também fez uma intervenção em que abordou o tema da corrupção em África.

Na ocasião, Zuma admitiu a existência de corrupção em África, mas considerou que, por vezes, as notícias são "muito exageradas", salientando ainda que são entidades de fora do continente que a encorajam para benefício próprio.

Se Zuma optar por fazer a intervenção, alertaram vários membros do partido, vai haver protestos nas ruas e dentro do próprio Parlamento.

Na 54.ª conferência nacional do ANC, a 14 de Dezembro último, Ramaphosa foi eleito líder do partido, derrotando Nkosazana Dlamini-Zuma, antiga líder da União Africana (UA) e ex-mulher de Zuma.

Ao menos cinco soldados afegãos e quatro insurgentes morreram e 10 militares ficaram feridos em um ataque suicida realizado hoje contra um batalhão do exército afegão em Cabul, escreve o Globo.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.

O ataque contra as instalações de um batalhão perto da Academia Militar Marshal Fahim, no oeste da capital afegã, durou cinco horas.

Dois terroristas morreram ao detonar explosivos, dois foram mortos em confronto e um quinto foi capturado com vida, segundo o porta-voz do Ministério de Defensa, Dawlat Waziri.

Os dez soldados feridos foram levados para um hospital militar, onde estão sendo tratados.

O surto de cólera que desde Dezembro afecta a cidade angolana do Uíge já atingiu até ao momento pelo menos 513 pessoas, tendo provocado 10 vítimas mortais, informou hoje fonte da autoridade provincial de Saúde, citada pelo Notícias ao Minuto.

Estão em curso campanhas de sensibilização da população para cuidados de higiene e com o consumo de água, mas também no sentido de recorrerem às unidades sanitárias ao primeiro sinal daquela doença.

O surto já obrigou ao reforço das equipas locais de assistência, com médicos das Forças Armadas Angolanas (FAA), da Polícia Nacional de Angola, do Ministério da Saúde e de organizações não-governamentais.

Uma outra epidemia, ocorrida entre Dezembro de 2016 e Janeiro de 2017, afectou mais de 150 pessoas nas províncias de Luanda, Cabinda e Zaire, provocando uma dezena de mortos, o que levou na altura o Governo a aprovar um plano para tentar travar a propagação da doença.

Deste plano constava o tratamento da água potável, o reforço da recolha do lixo, a informação e educação das comunidades, formação de pessoal, a organização e mobilização de serviços clínicos, bem como o aprovisionamento de meios médicos e medicamentos e a biossegurança nas unidades sanitárias.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE