O País – A verdade como notícia

Mais de 22 mil mulheres e meninas foram mortas pelo companheiro ou familiar em África, em 2024, sendo o continente responsável pelo maior número de vítimas, divulgaram nesta terça-feira as Nações Unidas. De acordo com o comunicado, em África são três vítimas de feminicídio em cada 100 mil mulheres.

Um novo relatório do Gabinete da Organização da ONU para a Droga e o Crime (UNODC, na sigla inglesa) revela que África é o continente com maior taxa de feminicídio do mundo, impulsionada por homicídios cometidos por companheiros ou familiares, estimando que cerca de 22 600 (entre 19 300 e 25 800) mulheres e meninas foram mortas na região em 2024.

A taxa de homicídio por parceiros íntimos ou membros da família em África é de três vítimas por 100 mil mulheres, a mais alta do mundo, embora este número tenha um certo grau de incerteza devido à escassez de dados disponíveis.

Embora homens e meninos representem a maioria (80%) de todas as vítimas de homicídio em 2024, a violência que resulta em morte dentro da família atinge muito mais as mulheres – “quase 60% de todas as mulheres mortas intencionalmente em 2024 foram vítimas de parceiros íntimos ou membros da família”.

Em contraste, apenas 11% dos homicídios de homens em 2024 foram atribuídos a assassinatos por parceiros ou familiares.

No relatório destaca-se que África é responsável pela maior parte (74%) das vítimas registadas em 2024.

No documento apresenta-se ainda um caso de estudo sobre o Lesotho, país que enfrenta elevadas taxas de violência contra mulheres por parte do companheiro, com 44% das mulheres entre os 15 e os 49 anos a relatarem violência física ou sexual por parte dos parceiros.

Esta forma extrema de violência baseada no género continua a afectar mulheres e raparigas em todo o mundo.

Cerca de 50 mil mulheres ou meninas foram mortas pelos respectivos companheiros ou outros familiares em 2024 – uma a cada 10 minutos do ano em todo o mundo –, segundo o relatório.

Os dados recolhidos pelo UNODC indicam terem existido 137 feminicídios por dia, ou seja, mantendo o ritmo constante já verificado em anos anteriores, sem que tenha havido qualquer evolução positiva.

A presidente da Comissão Europeia reafirmou, nesta segunda-feira, o apoio europeu à Ucrânia, defendendo que a soberania e a integridade territorial do país “têm de ser mantidas” e que está em causa a segurança da Europa. Já o presidente do Conselho europeu, António Costa, anunciou progressos significativos nas negociações de paz para a Ucrânia. As decisões como sanções, alargamento e congelamento de activos devem passar pela União Europeia.

Ursula von der Leyen falava numa curta declaração aos jornalistas em Luanda, após um encontro informal dos líderes europeus convocado por António Costa, à margem da 7.ª Cimeira União Africana-União Europeia.

A responsável europeia afirmou que, apesar dos avanços registados em Genebra, “há ainda trabalho a fazer” para alcançar uma “paz justa e duradoura”, mas destacou existirem agora “bases sólidas para seguir em frente”, escreve o Notícias ao Minuto.

“Temos de continuar unidos e manter o melhor interesse da Ucrânia no centro dos nossos esforços”, sublinhou Ursula von der Leyen, sublinhando que se trata da segurança do continente “agora e no futuro”.

O encontro em Luanda “reafirmou a unidade do apoio europeu à Ucrânia”, acrescentou.

A presidente da Comissão Europeia insistiu que “a soberania e a integridade da Ucrânia têm de ser respeitadas”, frisando que “só a Ucrânia, como país soberano, pode tomar decisões relativas às suas Forças Armadas e ao seu futuro”.

Von der Leyen apelou também ao regresso das crianças ucranianas desaparecidas ou raptadas durante a guerra. “Todas elas devem voltar para casa. Fiquei satisfeita por ver este tema abordado pelos líderes”, afirmou.

Antes da reunião informal dos 27 sobre o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, António Costa referiu na rede social X ter conversado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “sobre os esforços de paz na Ucrânia, para obter a sua avaliação da situação”.

No arranque do encontro informal, em Luanda e também por videoconferência, o presidente do Conselho Europeu destacou que “uma posição unida e coordenada da União Europeia é fundamental para garantir um bom resultado das negociações de paz, para a Ucrânia e para a Europa”.

O plano de 28 pontos elaborado pelo Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, é visto com grande preocupação em Kiev, por incluir exigências russas como a cedência de território, a redução do Exército ucraniano e a renúncia à adesão à NATO. Em contrapartida, prevê garantias de segurança ocidentais para evitar novos ataques russos.

Trump deu à Ucrânia até 27 de Novembro para responder às propostas. Em caso de rejeição, o Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou prosseguir os avanços militares, numa frente de batalha onde a Rússia mantém vantagem.

Perante a pressão simultânea dos Estados Unidos e da Rússia, Zelensky tem mantido consultas com os principais aliados europeus.

Costa anuncia “progressos significativos” nas negociações de paz

O presidente do Conselho europeu anunciou ontem “progressos significativos” nas negociações sobre um plano de paz para a Ucrânia e sublinhou que decisões como sanções, alargamento e congelamento de activos têm de passar pela União Europeia.

“A reunião de ontem, [domingo] em Genebra, entre os Estados Unidos, Ucrânia, instituições da União Europeia (UE) e seus representantes, ficou marcada por progressos significativos”, disse o português António Costa, em Luanda.

“Os Estados Unidos e a Ucrânia informaram-nos que as discussões foram construtivas e que foram alcançados progressos em diversos assuntos. Saudamos este passo em frente e, apesar de alguns assuntos terem de ser resolvidos, a direcção é positiva”, acrescentou, após uma reunião informal do Conselho Europeu, que serviu também para reafirmar o apoio europeu à Ucrânia, face à invasão russa.

“É também claro que as questões que dizem respeito directamente à União Europeia como sanções, alargamento ou congelamento de activos requerem o envolvimento completo e a decisão da União Europeia”, sublinhou, afirmando, no final, que a solução para o conflito não passa por um cessar-fogo temporário, mas por uma paz duradoura.

Reunião informal do Conselho Europeu em Luanda, (na qual marcou presença o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, com alguns dos líderes europeus a participarem por videoconferência), à margem da cimeira entre a UE e a União Africana, que se realiza de ontem até esta terça-feira.

Recorde-se que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de Fevereiro de 2022, num conflito iniciado em 2014 com a anexação da Crimeia.

A China advertiu, nesta segunda-feira, o Japão que o projecto de instalar mísseis perto de Taiwan é um desenvolvimento “extremamente perigoso”, depois de declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a ilha nacionalista.

“A implantação de armas ofensivas pelo Japão nas ilhas do sudoeste vizinhas de Taiwan visa deliberadamente criar tensões regionais e provocar um confronto militar”, disse a porta-voz da diplomacia chinesa Mao Ning em Pequim, citada pelo Noticias ao Minuto.

Mao Ning reagia às declarações do ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, que afirmou no domingo que o objectivo de colocar mísseis terra-ar em Yonaguni, a ilha japonesa mais próxima de Taiwan, estava “no bom caminho”.

A porta-voz chinesa acusou o Japão, cuja Constituição proíbe políticas belicistas, de ter ajustado “de forma considerável” a política de segurança nos últimos anos e de procurar dotar-se de capacidades ofensivas.

Na opinião da China, estas tendências reflectem que “as forças direitistas japonesas estão a tentar activamente quebrar as restrições da Constituição pacifista”, o que, advertiu Mao, está a “empurrar o Japão e a região para o desastre”.

“Esta tendência, conjugada com as declarações erróneas da primeira-ministra, Sanae Takaichi, é extremamente perigosa”, disse Mao, citada pelas agências de notícias espanhola EFE e France-Presse (AFP).

Os governos de Pequim e Tóquio estão envolvidos num clima de tensão desde que Takaichi afirmou a 07 de Novembro que operações armadas contra Taiwan podiam justificar uma intervenção militar japonesa para defender a ilha.

Pequim, que reivindica Taiwan como parte do território da China, vê nas palavras de Takaichi uma provocação.

“A China está determinada e é capaz de defender a soberania territorial nacional”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China durante uma conferência de imprensa regular.

Mao recordou que o Acordo de Potsdam, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), “proibiu expressamente que o Japão voltasse a armar-se” e insistiu que a Constituição japonesa consagra o princípio de “defesa exclusivamente defensiva”.

A porta-voz diplomática chinesa anunciou também o adiamento indefinido da décima cimeira entre a China, o Japão e a Coreia do Sul, prevista para Janeiro, numa cidade japonesa.

Já o governo de Taiwan defendeu as declarações do ministro da Defesa japonês, com o vice-chefe da diplomacia, Wu Chih-chung, a afirmar no parlamento em Taipé que Tóquio tem o direito de defender o território do Japão.

Wu disse aos deputados que a ilha de Yonaguni é muito próxima de Taiwan e que Tóquio está a reforçar as próprias instalações militares.

Tóquio anunciou a intenção de instalar na ilha mísseis terra-ar de médio alcance para a defender contra ataques de mísseis e aeronaves.

O presidente da África do Sul defendeu, neste domingo, no encerramento da Cimeira de Líderes do G20, que a declaração adoptada demonstra o valor do bloco como fórum capaz de facilitar a acção conjunta em assuntos de interesse comum.

Ramaphosa, citado pela Rádio Moçambique, assegurou que o texto reafirma um “compromisso renovado” com a cooperação multilateral e o reconhecimento de que os objectivos comuns dos países do G20 superam as suas “diferenças”.

O documento defende a “cooperação multilateral” e inclui resoluções sobre alterações climáticas, minerais críticos, sustentabilidade da dívida e o compromisso de trabalhar pela paz em conflitos, de acordo com a Carta das Nações Unidas.

Cinquenta dos 303 alunos sequestrados de uma escola católica no estado de Níger, no centro-norte da Nigéria, escaparam do cativeiro e já estão com suas famílias, informou a direção da escola neste domingo. Enquanto continuam as investigações, o Papa pede a libertação imediata dos que ainda estão desaparecidos.

Segundo anunciou Reverendíssimo Bulus Dauwa Yohanna, presidente da Associação Cristã da Nigéria no estado de Níger e proprietário da escola, os alunos, com idades entre 10 e 18 anos, fugiram individualmente entre sexta-feira e sábado do cativeiro.

Um total de 253 crianças em idade escolar e 12 professores ainda estão sob poder dos sequestradores, disse Yohanna em um comunicado.

Sobre o assunto, o Papa Leão XIV manifestou, neste domingo, o seu “profundo pesar” pelo sequestro de estudantes, padres e professores na Nigéria e nos Camarões e pediu a libertação imediata dos reféns.

“Apelo para que os reféns sejam libertados imediatamente e exorto as autoridades competentes a tomarem as decisões adequadas e oportunas para garantir a sua libertação”, disse o pontífice após a oração do Angelus dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano.

O encontro de líderes da União Europeia decorre à margem da cimeira com a União Africana. Os líderes da União Europeia reúnem-se, nesta segunda-feira, em Angola, com o objetivo de abordar o processo de paz para a Ucrânia.

O encontro em Luanda realiza-se após um convite do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e à margem da cimeira entre União Europeia e União Africana.

“O trabalho continua. Convidei todos os líderes dos 27 para um encontro especial sobre a Ucrânia à margem da Cimeira UE-UA em Luanda, na segunda-feira”, escreveu  o presidente do Conselho Europeu no X.

“Acolhemos os esforços contínuos dos Estados Unidos para levar a paz à Ucrânia”,escreveu na mesma publicação, citando o comunicado conjunto assinado por vários líderes europeus, do Japão e do Canadá, que se reuniram à margem da Cimeira do G20.

“O esboço inicial do plano de 28 pontos inclui elementos importantes que serão essenciais para uma paz justa e duradoura. Acreditamos portanto que o esboço é uma base que vai requerer trabalho adicional”.

Segundo a imprensa internacional, a Europa preparou já uma contraproposta ao plano de Donald Trump. Ao invés de 600 mil militares, a Ucrânia poderia manter uma força de 800 mil militares em tempo de paz.

Por outro lado, a decisão de adesão à NATO passaria por um consenso entre os Estados-membros da Aliança Atlântica e esta concordaria em não manter na Ucrânia uma força permanente.

Kiev seria “compensada financeiramente”, o que se materializaria com recurso a bens russos congelados, até que Moscovo pagasse os danos causados no país.

O país invadido teria de prometer não recuperar território ocupado através de ações militares e fazer eleições assim que possível, depois da assinatura de um acordo de paz, recebendo garantias de proteção dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou que o plano de paz para a Ucrânia proposto por Donald Trump é “insuficiente” para os objectivos europeus.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, veio vincar que as fronteiras da Ucrânia não podem ser alteradas pela força.

É histórico. Decorre pela primeira vez em África a Cimeira dos G20. O evento arrancou hoje em Joanesburgo, na vizinha África do Sul, onde o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, fez um forte apelo à reforma da ordem económica global e à afirmação das prioridades do continente africano na agenda internacional. Os Estados Unidos da América fazem manchetes por boicotar a cimeira. 

Trata-se do maior fórum económico internacional que reúne países desenvolvidos e emergentes para discutir políticas económicas, financeiras e de desenvolvimento global. É  a primeira vez que o encontro acontece no continente Africano, desde a criação do fórum em 1999. 

Esta sexta-feira, vários líderes ou representantes dos 19 estados, mais a União Europeia e a União Africana, chegaram a Joanesburgo, maior cidade da África do Sul, para participar no encontro.

Na sua intervenção, o Presidente sul-Africano, Cyril Ramaphosa, começou por destacar o simbolismo da cimeira por acontecer em África, o berço da humanidade. “É uma honra e um privilégio recebê-los, como África do Sul, para esta primeira Cimeira de Líderes do G20, realizada em solo africano. Reunimo-nos aqui no berço da humanidade, em África, para afirmar a nossa humanidade comum”, disse.

Ramaphosa alertou aos presentes sobre os desafios que ameaçam a humanidade, desde as guerras às mudanças climáticas, da pobreza extrema à insegurança energética  e apontou que apenas uma acção coordenada poderá evitar que países vulneráveis fiquem para trás.

“As ameaças que a humanidade enfrenta, hoje,  incluindo as tensões geopolíticas, as crises globais, as pandemias, a insegurança energética e alimentar, a desigualdade, o desemprego, a pobreza extrema e os conflitos armados, prejudicam nosso futuro colectivo. É, portanto, essencial promover um progresso maior e mais rápido para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas até 2030”, alertou.

O Presidente sul africano pediu que instituições globais se tornem mais inclusivas e capazes de responder às necessidades dos países em desenvolvimento, e destacou as prioridades do bloco durante a liderança da África do Sul. 

“Primeiramente, focámos na acção para fortalecer a resiliência e a capacidade de resposta aos desastres. Concordamos que é essencial que a comunidade global, as instituições financeiras internacionais, os bancos de desenvolvimento e o sector privado aumentem o apoio e a escala das intervenções na fase pós-desastre. Em segundo lugar, concordámos que devemos agir para garantir a sustentabilidade da dívida nos países de baixa renda”, apelou.

Ramaphosa acrescentou ainda que “Devemos mobilizar o financiamento para uma transição energética justa, aumentando a qualidade e a quantidade dos fluxos de financiamento climático para os países em desenvolvimento. Em terceiro lugar, enfatizámos a importância de garantir o acesso a minerais críticos para o crescimento inclusivo e o desenvolvimento sustentável, por meio do benefício desses minerais nos próprios países de extracção”.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, falou das dívidas que sufocam os países mais pobres, limitando os investimentos, o desenvolvimento, clima, saúde e educação, e apontou que o G20 deve liderar medidas para o alívio da situação, reestruturação e criação de mecanismos de financiamento mais justos.

“Precisamos de acção económica. Os países em desenvolvimento, em particular em África, estão a enfrentar uma enorme tempestade: o espaço orçamental está a desaparecer, as dívidas estão a tornar-se insustentáveis e a arquitectura financeira global não os tem apoiado nem sequer representado adequadamente”, disse Guterres.

Entre várias figuras presentes, destaca-se a presença do presidente do Brasil, Lula da Silva, e do presidente da França, Emmanuel Macron.  Entretanto, a primeira cimeira do G20 em solo africano decorre sem a presença dos Estados Unidos da América, que boicotam o encontro.

Donald Trump quer que Zelensky aceite a proposta de paz até à próxima quinta-feira, dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Caso contrário, Trump ameaça retirar apoio à Ucrânia. 

Donald Trump está a pressionar Volodymyr Zelensky para que apoie a sua  proposta de paz antes de 27 de Novembro, e ameaça retirar o apoio à Ucrânia se não o fizer.

O presidente norte-americano defendeu que os Estados Unidos já transferiram “o melhor equipamento militar do mundo” para a Ucrânia, mas o conflito continua “fora de controlo”.

Antes, Zelensky defendeu que se recusa a trair a nação e anunciou que vai propor alternativas, reconhecendo que este “é um dos momentos mais difíceis e de maior pressão” da história da Ucrânia, que se confronta com “escolhas muito difíceis” face à proposta de 28 pontos.

Pelo lado da Rússia, o presidente, Vladimir Putin, considerou que o plano pode “servir de base para uma solução definitiva”, mas sublinhou que “este plano não foi discutido” com Moscovo.

Disse ainda que está pronto para negociações e “resolver os problemas através de meios pacíficos”, mas requer uma discussão minuciosa de todos os detalhes dos 28 pontos propostos pelo homólogo norte-americano.

O plano de Paz de Donald Trump coloca em causa algumas das linhas vermelhas de Zelensky, como a cedência  de território ucraniano ao domínio russo.

O documento inclui a exigência de que Kiev retire as tropas do território que ainda controla na região oriental do Donbass.

Prevê também que o exército ucraniano seja reduzido para 600 mil efectivos depois da guerra, em vez dos cerca de 880 mil actuais, e que a Ucrânia renuncie à entrada na NATO, prevista na Constituição.

Em troca, a Ucrânia vai receber garantia de segurança face a uma eventual nova ofensiva russa.

A intenção de Trump é que a Ucrânia assine o plano, para que seja depois apresentado ao líder russo, Vladimir Putin.

O ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, foi preso neste sábado. Segundo a imprensa internacional, a prisão é preventiva e foi solicitada pela Polícia Federal, mas não se trata do cumprimento de uma pena, mas de uma medida cautelar

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, um espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.

Em nota oficial, citada pela imprensa brasileira, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Globo, a prisão de Bolsonaro terá sido  motivada pela garantia da ordem pública, uma vez que, na sexta-feira, o senador Flávio Bolsonaro convocou uma vigília em apoio ao ex-presidente. 

Refira-se que Jair Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do património, numa pena que totaliza 27 anos e três meses.

 A condenação ainda não transitou em julgado, mas segundo a imprensa brasileira a fase em que ainda pode apresentar recursos deve acabar nos próximos dias, sendo que a defesa quer recorrer a condenação.

+ LIDAS

Siga nos