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O País – A verdade como notícia

Morreu Winnie Mandela, antiga mulher do líder histórico do ANC e antigo presidente da África do Sul, Nelson Mandela.

Winnie Mandela foi política, activista e esteve casada com Madiba durante 38 anos. Morreu hoje, aos 81 anos de idade.

A família de Winnie já enviou à imprensa um comunicado sobre o falecimento da antiga activista contra o apartheid na África do Sul, o qual avança: “É com profunda tristeza que informamos o público que a Sra. Winnie Madikizela-Mandela faleceu no Hospital Netcare Milpark, em Joanesburgo, África do Sul, na segunda-feira, 2 de abril de 2018. Ela morreu depois de doença prolongada”, informa o comunicado, citado por News 24.

O activismo e resistência ao Apartheid colocaram Winnie Mandela na prisão várias vezes, causando seu banimento à pequena cidade de Brandfort no então Estado Livre de Orange.

Por ter lutado a favor das causas das pessoas, Winnie é conhecida como a Mãe da Nação.

 

Hoje morreu Winnie Mandela, por muitos considerada mãe da nação sul-africana. Por isso, os cidadãos daquele país vizinho está a reagir com muita tristeza e choque, relatou ao nosso jornal Dan Moyane, Jornalista sul-africano.

Apesar de ser pública a informação sobre a saúde frágil da antiga mulher de Madiba, desde ano passado, tendo sido internada várias vezes, não se esperava que, quando a antiga activista deu entrada a um hospital privado, em Joanesburgo, o pior acontecesse. Muitos julgaram que era uma daquelas ocasiões em que Winnie ficava internada dois dias e, depois, receberia alta.

Desde vez, activista contra o Apartheid não resistiu.  
Perto da casa onde morou, conta Dan Moyane, sul-africanos cantaram cancões de luta contra o Apartheid em memória de Winnie Mandela, considerada mãe da nação pelo sacrifício na luta contra o regime racista e pela libertação do país.

Nas ruas de Joanesburgo tem-se dito, de acordo com Moyane, que, se África do Sul, hoje, está livre da opressão e com democracia é graças a heroínas como Winnie Mandela.

 

O deputado e dirigente histórico da UNITA Almerindo Jaka Jamba, um dos últimos negociadores angolanos vivos do Acordo de Alvor, que antecedeu a independência de Angola, morreu hoje, em Luanda, aos 69 anos, vítima de acidente vascular cerebral. A informação foi confirmada à agência Lusa pelo porta-voz da União Nacional para a Independência de Angola (UNITA), Alcides Sakala, que destacou a "perda irreparável" para o partido, o maior da oposição angolana.

Jaka Jamba foi formado em Filosofia pela Universidade Clássica de Lisboa, em Portugal, foi professor na Escola Técnica do Seixal e no Liceu Nacional de Oeiras. Militante activo da UNITA em Lisboa, em 1972 deixou a capital portuguesa e partiu para a Suíça.

Em 1975 integrou, pela UNITA, a equipa que negociou, no Algarve, os Acordos de Alvor com o Governo português, de partilha do poder em Angola após a independência, tendo integrado nesse mesmo ano o Governo de transição, como secretário de Estado da Informação.

Actualmente era deputado na Assembleia Nacional e professor universitário em Luanda, depois de ter sido vice-presidente do parlamento, entre 1997 e 2005, e embaixador delegado permanente de Angola junto da UNESCO, entre 2005 e 2008, lembra a Lusa.

 

O Governo da Rússia anunciou, hoje, que deu ao Reino Unido um mês para reduzir os funcionários para um número igual ao de representantes russos na embaixada em Londres, no seguimento do caso Skripal, escreve Lusa.

Assim, de acordo com a fonte, “o lado britânico deve, dentro de um mês, através de uma redução apropriada do seu pessoal, baixar o número total dos seus empregados na embaixada britânica em Moscovo e dos consulados britânicos na Rússia para o mesmo número de diplomatas, pessoal técnico e administrativos russos que fiquem no Reino Unido", lê-se num comunicado divulgado hoje.

O comunicado citado pela AFP hoje divulgado é o último passo da guerra diplomática entre a Rússia e vários países originada pelo envenenamento do antigo espião russo. O ex-espião duplo de origem russa Serguei Skripal, de 66 anos, e a sua filha Yulia, de 33 anos, foram encontrados inconscientes no dia 4 deste mês, em Salisbury, Sul de Inglaterra, após terem sido envenenados com um componente químico que ataca o sistema nervoso.

O Reino Unido atribuiu o envenenamento à Rússia, que tem desmentido todas as acusações e exigido provas concretas sobre esta alegação.

 

Cresce o descontentamento do povo da República Democrática do Congo a respeito do Chefe do Estado, Joseph Kabila. Segundo um inquérito conduzido pelo Congo Research Group da Universidade de Nova York, oito em cada 10 pessoas não gostam do presidente Joseph Kabila e sete em cada 10 pessoas não acreditam na transparência das eleições presidenciais marcadas para o dia 23 de Dezembro deste ano. O inquérito foi feito a mil congoleses em 26 províncias.

Apenas 20% dos cidadãos mostrou-se a favor do presidente que há mais de dois anos se recusa a deixar o poder e nomear seu candidato sucessor.

A crise política na RDC fomentou conflito violento na zona fronteiriça com Uganda e Ruanda, onde milhões de pessoas já morreram de violência, fome e doenças.

A comissão eleitoral planeia usar, pela primeira vez, o voto electrónico para cerca de 80 milhões de congoleses, um mecanismo criticado pelos líderes da oposição e doadores internacionais.

 

 

O papa Francisco iniciou, hoje, no Vaticano, as cerimónias da Páscoa, que este ano estão a ser marcadas por medidas de segurança e por uma declaração controversa do líder católico a negar a existência do inferno, escreve a Lusa.

O papa tem previsto para hoje, na basílica do Vaticano, a celebração da Paixão de Jesus, e depois a tradicional Via Sacra no Coliseu de Roma, símbolo das perseguições aos primeiros cristãos.

As comemorações solenes coincidem com uma nova controvérsia de comunicação no Vaticano sobre a afirmação do papa de que o inferno não existe. "O inferno não existe, o que existe é o desaparecimento de almas pecaminosas", disse o papa em entrevista concedida a Eugenio Scalfari, fundador do jornal italiano La Repubblica, citado pela Lusa.

O Vaticano apressou-se hoje a reagir às palavras atribuídas a Francisco, não negando a afirmação do papa, mas dizendo apenas que o jornalista, que fará 94 anos em Abril, reconstruiu uma conversa. "Nenhuma frase colocada entre aspas [na entrevista] deve ser considerada como uma transcrição fiel das palavras do santo padre", declarou o Vaticano, observando que Francisco certamente se avistou com Eugenio Scalfari, mas não numa entrevista.

Citado pelo La Repubblica, o papa afirmou que "aqueles que se arrependem recebem o perdão de Deus e tomam seu lugar entre aqueles que O contemplam, mas aqueles que não se arrependem e que, portanto, não podem ser perdoados, desaparecem".

O catecismo oficial da Igreja Católica, escreve ainda a Lusa, no entanto, declara "a existência do inferno e sua eternidade", segundo a sua transcrição no 'site' do Vaticano.

Esta é a segunda controvérsia envolvendo o papa e Scalfari, quando, após uma entrevista de Francisco em julho de 2014 ao fundador do La Repubblica, o Vaticano negou declarações atribuídas a Francisco a assinalar que existiam soluções para o celibato dos padres.

 

Carles Puigdemont, depois da detenção de ontem pelas autoridades alemãs, encontra-se num estabelecimento prisional na localidade de Neumünster, segundo a Lusa. Hoje, o ex-governante catalão poderá comparecer em tribunal e iniciar os trâmites do processo para se decidir sobre o mandado europeu de captura emitido pela Justiça espanhola.

O prazo máximo para tomar a decisão e eventualmente proceder à sua entrega a Espanha é de 60 dias a partir da detenção, independentemente dos recursos que sejam interpostos contra a mesma, avança a Lusa.

Enquanto Puigdemont aguarda pelo desfecho do caso, a sua detenção motivou, ontem, protestos nas ruas em diversos locais da Catalunha, com confrontos que resultaram em feridos e detidos.

Desde 2009 que a Nigéria está em conflito violento com o grupo islamita Boko Haram. Os ataques já causaram dezenas de milhares de pessoas de mortes. Mas, desta vez, o Governo da Nigéria quer apostar no diálogo com o grupo terrorista para alcançar uma paz duradoura.

Segundo o Ministro da Comunicação, Lai Mohammed, as conversações com o grupo terão iniciado no dia 19 deste mês, dois dias antes da libertação de mais de 100 raparigas que haviam sido raptadas por Boko Haram a 19 de Fevereiro.

Este foi o segundo rapto em massa, depois de Boko Haram ter raptado 270 raparigas de Chibok, em 2014. Boko Haram, que significa educação ocidental é pecado, é um grupo islamita que luta para destituir o governo da Nigéria com fim último de construir uma nação regida pela al-sharia, lei islamita. Sua campanha violenta tem-se estendido no Níger, Chade e Camarões.

 

 

A polícia zimbabweana está a investigar um caso de alegado tráfico de marfim ligado a esposa de Robert Mugabe, Grace Mugabe, avançou hoje Charity Charamba, porta-voz policial em Harare, segundo a Lusa.

A porta-voz da polícia zimbabweana salientou que ninguém foi acusado e que os investigadores esperam desvendar o "exacto papel" de Grace Mugabe, cujas ambições políticas para suceder ao marido trouxeram protestos populares e levaram à resignação, imposta pelos militares, em Novembro do ano passado.

 

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