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O País – A verdade como notícia

A Coreia do Sul considera lamentável a decisão da Coreia do Norte de cancelar uma reunião bilateral, devido às manobras militares conjuntas entre Seul e Estados Unidos e exigiu rápido regresso às negociações, escreve o Notícias ao Minuto.

A decisão de anular o encontro foi divulgada pela Coreia do Norte horas antes de os dois países reunirem-se na localidade fronteiriça de Panmunjom, para debater o início de negociações sobre a redução da tensão militar e o recomeço das reuniões de famílias separadas desde a Guerra da Coreia (1950-53).

O regime norte-coreano considera a realização de manobras militares conjuntas entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul um treino para uma invasão.

A reviravolta diplomática pode comprometer o clima de paz internacional e a histórica cimeira entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, marcada para 12 de junho próximo, em Singapura.

Entretanto, os Estados Unidos da América dizem não terem sido notificados sobre qualquer posição norte-coreana e por isso, continuam a preparar a cimeira entre Trump e Kim Jong-un.

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A África do Sul anunciou a retirada do seu embaixador de Israel, na sequência aos protestos palestinianos pela mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém.

De acordo com um comunicado do Departamento de Relações Internacionais, citado pelo Noticias ao Minuto, "Por causa da grave e indiscriminada natureza do último ataque israelita, o Governo sul-africano decidiu retirar o embaixador Sisa Ngombane com efeito imediato".

O executivo do Presidente Cyril Ramaphosa condenou em "termos mais enérgicos" os incidentes desta segunda-feira na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, que provocou 52 mortos e pelo menos cerca de 2.000 feridos.

A África do Sul defende a retirada total das forças armadas israelitas da Faixa de Gaza por "um permanente obstáculo mais para a resolução do conflito, que deve chegar através de dois Estados, Israel e Palestina, coexistindo lado a lado e em paz".

O documento avança ainda que, o Governo da África do Sul junta-se às vozes da comunidade internacional que pedem para que as mortes de palestinianos sejam investigadas.

O balanço de vítimas mortais palestinianas torna a jornada mais mortífera do conflito israelo-palestiniano, depois da guerra do verão de 2014.

 

Eleitores do Burundi votam esta quinta-feira num referendo no qual, se o "sim" sair vencedor, poderá manter no poder, até 2034, o actual Presidente, Pierre Nkurunziza, chefe de Estado desde 2005.

O referendo que visa anular a limitação dos actuais dois mandatos presidenciais e estender a legislatura de cinco para sete anos, tem sido criticado pela oposição, que o considera "desrespeitoso" para com a democracia. Colocando em causa o número de eleitores inscritos, cerca de meio milhão a mais do que o projetado.

Segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), Pierre-Claver Ndayicariye, citado pelo Notícias ao Minuto, o aumento do número de votantes, cujo recenseamento terminou a 17 de Abril, justifica-se pela inclusão de emigrantes na diáspora e por ter em conta os jovens que atingirão a idade legal para votar nas presidenciais de 2020.

Ndayicariye não adiantou quantos dos cinco milhões de eleitores inscritos podem votar em Maio, bem como a diferença para os que poderão fazê-lo em 2020.

Por outro lado, para o Governo, o aumento do número de eleitores inscritos explica-se "pelo empenho e pelo sentimento patriótico" dos cidadãos, que são os "iniciadores" do referendo constitucional.

A oposição uniu-se contra o projeto e, defendendo o "não", considerou que uma vitória de Nkurunziza "será a morte" do Acordo de Paz assinado em Arusha (Tanzânia), que abriu as portas ao fim da violenta guerra civil no país e que provocou mais de 300 mil mortes.

Em Abril de 2015, o anúncio da controversa candidatura de Nkurunziza a um terceiro mandado presidencial mergulhou o Burundi numa crise política e social que já provocou pelo menos 1.200 mortos e mais de 400 mil refugiados, levando o Tribunal Penal Internacional (TPI) a abrir uma investigação, ainda sem conclusões.

 

O tráfico de seres humanos, muitas vezes para recolha de órgãos para transplantação, é a segunda prática criminosa mais lucrativa, a seguir ao tráfico de armas, segundo a ONU.

Os números foram apresentados hoje, no seminário “Tráfico de órgãos humanos” que decorreu na Assembleia da República e que reuniu especialistas da área da saúde e da justiça.

A perita do Instituto Português do Sangue, Ana Pires da Silva, utilizou a expressão “turismo de transplantação” para ilustrar o caso dos doentes, ricos, que vão a outro país, por exemplo Paquistão, China ou Índia, comprar um órgão para que este lhe seja transplantado, abusando e vitimizando pessoas desfavorecidas, sem estudos e que vivem no limiar da pobreza.

Segundo Organização Mundial de Saúde, a Índia, Paquistão e China são os países onde há mais turismo de transplantação, locais onde pessoas desesperadas não se importam de mutilar o seu corpo e vender um órgão a troco de dinheiro.

Apesar de se desconhecerem casos na Europa de pessoas que vendem órgãos, os países europeus não estão imunes ao facto de cidadãos irem ao oriente fazer um transplante ilegal e muitas vezes perigoso.

O crime de tráfico de órgãos está, segundo organizações internacionais, entre os 10 crimes mais cometidos no mundo em 2015. “Entre 5% e 10% dos transplantes renais, por exemplo, são realizados através do comércio de órgãos.

O preço varia entre os 62 mil euros e os 140 mil euros”, disse Ana Pires da Silva, ressalvando que “o tráfico de órgãos é um capítulo negro da história da transplantação”.

 

A província de Cibitoke, no Burundi, foi tomada de assalto na noite de sexta-feira por um grupo de homens vestidos de uniformes militares. 26 pessoas morreram e sete ficaram feridas.

Os atacantes portavam pistolas e catanas e começaram a atacar os residentes indiscriminadamente. O ataque ocorre a uma semana para realização do referendo que poderá permitir ao presidente Pierre Nkurunziza ficar no poder até 2034.

A tentativa de alteração constitucional é criticada pela oposição. Desde 2015 que o Burundi encontra-se mergulhado numa crise política, depois de Nkurunziza ter insistido em concorrer ao terceiro mandato, mesmo não estando previsto pela Constituição.

Algumas pessoas que testemunharam a tragédia consideram que o ataque visa criar um clima de medo em todos aqueles que pretendem votar a favor do referendo.

 

 

O Presidente angolano, João Lourenço, nomeou, por decreto presidencial de quatro de Maio, 62 generais e almirantes para cargos de chefia nas Forças Armadas Angolanas (FAA).

De acordo com a lusa citada no Notícias ao Minuto, o Presidente angolano exonerou, num outro decreto, das mesmas funções nas FAA um total de 42 generais e almirantes.

Estas nomeações e exonerações somam-se a outras 22 saídas, de altos responsáveis, sobretudo oficiais generais, em funções entre o Estado-Maior das FAA e a Casa de Segurança, anunciadas a 23 de Abril.

A Unidade da Guarda Presidencial, gabinete de saúde da Casa de Segurança, gabinete de estudos de segurança da Casa Militar, Gabinete de Voo Presidencial da Casa Militar, Gabinete de Obras Especiais da Casa Militar, foram igualmente alvo de exonerações e nomeações pelo Presidente angolano.

 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, ontem, a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irão, negociado em 2015, junto com Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Rússia.
O acordo permitia que o Irã prosseguisse no desenvolvimento de seu programa nuclear para fins comerciais, médicos e industriais, com os padrões internacionais de não proliferação de armas atómicas.
Para Trump, a sua decisão justifica-se pelo facto de que o acordo deveria proteger os Estados Unidos e os aliados de bombardeamentos nucleares por parte do Irão, o que não aconteceu.

O Presidente dos EUA disse que o acordo era horrível e que "nunca deveria ter sido assinado", porque "Não trouxe paz, nem vai trazer", realçou.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Trump disse que tem provas de que o acordo é uma mentira, decadente e podre.

O presidente dos Estados Unidos disse ainda que aquele país sai do acordo para evitar que o principal patrocinador do terrorismo adquira as armas mais perigosas do mundo.

Entretanto, apesar de abandonarem o acordo, os Estados Unidos garantiram que vão continuar a trabalhar para eliminar a ameaça de mísseis balísticos do Irão e que estão abertos para um novo acordo que beneficie o povo iraniano e o mundo.

Por seu turno, o Presidente do irão, Hassan Rouhani, diz que vai manter o acordo, mesmo sem os Estados Unidos da América e que aquele país vai “enriquecer o urânio mais do que antes”.

Reagindo à decisão de Trump, o Ministro dos Negócios Estrageiros da Rússia disse que aquele país estava profundamente desapontado com a retirada dos EUA do acordo.

A Rússia integra o grupo dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, juntamente com os Estados Unidos, Reino Unido, França e China, que com a Alemanha assinaram, em 2015, com o Irão, o acordo sobre o nuclear, apresentado pelos seus defensores como o melhor meio de evitar que Teerão obtivesse a arma nuclear.
 

 

O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva anunciou, através de um recado enviado desde a cela na Polícia Federal de Curitiba, onde está detido há um mês, que se vai candidatar às eleições presidenciais de Outubro próximo.

"Pediu-me que enviasse um recado aos jornalistas e os avisasse que é candidatíssimo", afirmou o ex-frade franciscano Leonardo Boff, um dos expoentes da Teologia da Libertação, depois da visita que fez esta segunda-feira a Lula, um seu "velho amigo", que lidera todas as sondagens para as próximas eleições presidenciais, escreve o Notícias ao Minuto.

"Lula avisou que só renuncia à candidatura no dia em que o juiz Sérgio apresentar uma única prova de que é o dono do apartamento; que enquanto, não houver provas, continua a ser candidato, porque quer voltar a governar para favorecer os pobres", acrescentou Boff, que teve de esperar vários dias até ser autorizado a visitar o ex-chefe de Estado.

Sérgio Moro deu por provado que Lula recebeu um apartamento de três pisos numa praia do Estado de São Paulo como suborno por ter favorecido a construtora OAS com contratos com a petrolífera estatal Petrobras.

Além da sua prisão para cumprir a condenação de 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro e de outros seis processos penais que enfrenta, a candidatura de Lula está ameaçada por uma lei que inabilita eleitoralmente condenados em segunda instância.

Apesar de esta inabilitação, o Partido dos Trabalhadores (PT), a formação que Lula fundou e lidera, já garantiu que vai inscrever a sua candidatura presidencial em Agosto.

O partido pretende também apresentar recursos no Tribunal Superior Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal, para que lhe seja possível disputar as eleições, apesar de condenado em segunda instância, isto é, inabilitado.

Boff deu a entender que Lula não considera isto como um obstáculo e afirmou que Lula lhe pediu para dizer que é candidato e que, se vencer as eleições, vai repetir "as políticas para favorecer os mais pobres" dos seus dois mandatos e que as vai converter em "políticas de Estado".

Citada pelo Portal de Notícias do Senado Federal, a senadora Gleisi Hoffmann do PT, referiu que o partido lançará o ex-presidente como candidato do partido nas eleições presidenciais de 2018 e que é mentira que Lula não possa se candidatar.

Gleisi argumentou que a Constituição prevê a suspensão dos direitos políticos de qualquer pessoa apenas após o trânsito em julgado da decisão penal condenatória, o que não seria o caso do ex-presidente Lula. Além disso, explicou ela, a Lei da Ficha Limpa não impede que o ex-presidente participe do processo eleitoral, ainda que sub judice, enquanto houver possibilidade de recursos plausíveis para instâncias superiores.

Gleisi Hoffmann, que é presidente nacional do PT, aproveitou para cobrar do Judiciário as provas que serviram de base para a condenação do ex-presidente. Além de afirmar que não existem provas, ela criticou a forma como o processo foi conduzido e a pressa com que a prisão foi efectivada.  A senadora lembrou ainda que o próprio Supremo Tribunal Federal, ao decidir pela validade da prisão após decisão de segunda instância, determinou que é preciso mostrar que a manutenção do réu em liberdade representa algum risco para a sociedade, o que não se aplica ao caso do ex-presidente em sua opinião.

Para a senadora, o real motivo para a condenação de Lula é afastá-lo do processo eleitoral de 2018 já que o ex-presidente é o favorito no pleito e tem o dobro das intenções de voto nas pesquisas eleitorais que qualquer outro candidato.

 

Vladimir Putin será hoje reconduzido como Presidente da Rússia, num quarto mandato que durará até 2024, depois de ter liderado o país durante 18 anos, enquanto chefe de Estado ou de Governo, escreve o Notícias ao Minuto.

Putin foi reeleito em Março com 76,7% dos votos, o resultado mais elevado desde que chegou ao poder. Com uma grande margem em relação aos seus adversários e uma participação superior à das presidenciais de 2012, Putin agradeceu aos russos, na noite da reeleição, e disse ver na sua folgada vitória "a confiança e a esperança do povo".

A oposição e as organizações não-governamentais russas apontaram milhares de irregularidades no escrutínio, entre as quais o enchimento de urnas e a chegada de autocarros transportando eleitores pressionados pelos respetivos empregadores.

A cerimónia de posse de Vladimir Putin foi precedida de uma série de manifestações anti-Putin realizadas no sábado em toda a Rússia, em resposta à convocatória do principal opositor do Kremlin, Alexeï Navalny.

Essas concentrações, que foram proibidas pelas autoridades, foram em muitos casos dispersadas pela força e resultaram em mais de 1.500 detenções, entre as quais a do próprio Navalny, libertado pouco depois.

Declarado inelegível devido a uma condenação penal que considerou orquestrada pelo Kremlin, Alexeï Navalny não pôde candidatar-se a estas eleições presidenciais.

Na véspera da anterior posse de Vladimir Putin, a 06 de Maio de 2012, uma manifestação anti-Kremlin na praça Bolotnaïa, em Moscovo, ficou também manchada por confrontos com a polícia, e vários manifestantes foram, em seguida, condenados a penas em campos de trabalhos forçados.

 

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