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O País – A verdade como notícia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, hoje, que está a acelerar os esforços nos países vizinhos da República Democrática do Congo para tentar impedir a disseminação do actual surto de Ébola além das fronteiras deste país.

O director regional da Organização Mundial da Saúde para a África, Matshidiso Moeti, declarou que as equipas estão a ser mobilizadas para estarem de prontidão, sendo que os “próximos passos imediatos” incluem o reforço da capacitação, treino e mobilização de recursos.

Os dois países prioritários são a República Centro-Africana (RCA) e a República do Congo, que estão perto do epicentro do surto declarado na RD Congo. Os outros países em alerta são Angola, Burundi, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

Na República do Congo, por exemplo, a OMS já está a trabalhar com funcionários do Governo para encerrar o funcionamento de um mercado do seu lado do rio Congo.
Moeti disse na Assembleia Mundial da Saúde que os nove países “já iniciaram as suas actividades de prontidão”.

O último balanço do surto de Ébola no noroeste da RD Congo, com números registados até dia 20, é de 27 mortos, 28 casos confirmados, 21 prováveis e nove suspeitos.

As autoridades da RD Congo e a OMS lançaram na segunda-feira uma “vacinação direcionada” contra a doença provocada pelo vírus Ébola em Mbandaka.

 

O chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de domingo pela autoridade eleitoral, com perto de 70% dos votos, depois de contados quase todos os boletins.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Nicolas Maduro obteve 67,7% dos votos contra os 21,2% do principal adversário Henri Falcon, segundo anunciou a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, que afirmou tratar-se de uma "tendência irreversível".

De acordo com o CNE, Maduro foi reeleito com 5.823.728 votos, tendo sido registados um total de 8.603.936 votos válidos, que correspondem a uma participação de 46% dos 20.527.571 eleitores.

Entretanto, a Frente Ampla Venezuela Livre (oposição) assegurou que a abstenção nas eleições presidenciais de domingo foi superior a 70% e diz que o Governo do Presidente Nicolas Maduro divulgou dados falsos.

A Frente Ampla Venezuela Livre considera que os venezuelanos foram testemunhas da baixa participação, através de todas as imagens que circularam nas redes sociais e na imprensa. Todos os centros eleitorais estiveram vazios e as pessoas não participaram porque não acreditaram na possibilidade de escolher.

Por outro lado, o partido da oposição pediu às Forças Armadas Venezuelanas para não serem cúmplices da chantagem governamental, insistindo que os militares observaram o que ocorreu nos centros de votação.

 

 

Trinta milhões de venezuelanos têm, este domingo, a oportunidade de votar num novo presidente do país da América Latina.

E porque os principais líderes da oposição foram impedidos de concorrer, há previsão de que o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, conquiste o sexto mandato sem dificuldades. Henri Falcon, antigo governador do Estado, é que é o principal opositor de Maduro, e promete livrar Venezuela da ditadura dos chauvinistas.

Maduro, antigo condutor do machimbombo, considera-se o filho de Hugo Chávez, e promete revitalizar a economia bem como lutar contra o imperialismo dos norte-americanos.

Caso Maduro vença as presidenciais, Venezuela poderá sofrer mais sanções na exportação do petróleo por parte dos Estados Unidos, América Latina e União Europeia. Os maiores aliados da Venezuela socialista continua a ser Rússia e China.

Maior parte dos partidos políticos decidiu boicotar eleições e um número considerável dos venezuelanos defende abstinência por não mais acreditar na boa-fé dos políticos quer do partido no poder quer da oposição. Há cinco anos que Venezuela está a enfrentar uma crise económica que fez aumentar índice de mal nutrição, pobreza e emigração em massa.

 

Nigéria e outros países africanos da língua inglesa acordaram em trabalhar juntos para repatriar bilhões de dólares de fundos ilícitos alocados no estrangeiro.

Durante a conferência regional realizada em Abuja, capital da Nigéria, os chefes de agências anti-corrupção de diversos países africanos discutiram estratégias para ultrapassar barreiras na recuperação de activos desviados para o exterior.

Preocupados com grandes perdas em África que resultam da transferência ilegal de fundos monetários para fora da África”, os representantes de Agências africanas de Anti-corrupção decidiram fortalecer a cooperação e parceria na identificação, rastreamento e recuperação dos activos que estão fora de África.

O antigo Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, chamou, uma vez, a Nigéria de um país “fantasticamente corrupto”, mas o Reino Unido está no topo da lista dos países de paraíso fiscal.

As agências africanas anti-corrupção apelaram aos países africanos a apostarem na prestação de contas e investimento em agências anti-corrupção.

A Secretária-Geral da Commonwealth, Patrícia Scotland, disse que África perde 10 bilhões de dólares por ano para corrupção, tendo apelado para agência anti-corrupção a colocar um fim a esse Tsunami.

“Todos nós sabemos que a diferença entre o dinheiro de que precisamos para restaurar esperança e aspirações (do nosso povo) … e o dinheiro que temos é a soma equivalente a fundos roubados pelos corruptos”. Disse Scotland.

Nigéria, maior produtora de petróleo em África, é classificada como um dos países mais corruptos do mundo, de acordo com grupo de anti-corrupção de Transparência Internacional. Nigéria anunciou em Abril ter recebido mais de 3.8 bilhões de francos suíços como parte do dinheiro apreendido da família do ex-ditador, Sani Abacha, quem governou o país de 1993 a 1998.

Os activistas de anti-corrupção dizem que o Panamá Papers tem ajudado a expor os governantes com contas bancárias ilícitas. “O importante é que haja uma mútua assistência legal entre os países para recobrar valores ilícitos” disse Debo Adeniran da Coligação Contra Líderes Corruptos “quando tu roubas e não podes manter o dinheiro no banco, poderás parar de roubar”.

 

A companhia aérea mexicana que detém o avião que caiu em Havana na sexta-feira, causando 110 mortos, já tinha sido alvo de duas queixas na última década, revela uma investigação da Associated Press.

A transportadora mexicana autorizava bagagem acima do limite em voos para Cuba a partir de Guiana. Citando autoridades da Guiana, a agência de notícias dos Estados Unidos revela que a companhia aérea mexicana Damojh foi banida do espaço aéreo deste país sul-americano no ano passado.

A aeronave, que caiu logo após a decolagem, nos arredores do Aeroporto Internacional Jose Martí tinha quase 40 anos de uso.

 

 

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos da América podem utilizar com o Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un "o mesmo modelo" que utilizaram com Moammar Khadafi, antigo presidente da Líbia que foi assassinado.

De acordo com o The Guardian, citado pelo Notícias ao Minuto, Donald Trump afirmou que, se Kim Jong-un não aceitar um acordo em que a Coreia do Norte cesse o programa nuclear, os EUA vão aplicar “o modelo de dizimação total, utilizado com Khadafi, o antigo ditador da Líbia”, explicou.

O modelo referido estava relacionado com um acordo proposto pelos norte-americanos em que a Líbia cessaria as armas nucleares, e não a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN, em 2011.

A OTAN é uma aliança político-militar criada no dia 4 de Abril de 1949, durante a Guerra Fria, que reunia países ocidentais e capitalistas, liderados pelos Estados Unidos.

As afirmações são feitas numa altura em que falta menos de um mês para a cimeira entre os EUA e a Coreia do Norte, em Singapura. Este encontro ainda não é completamente certo, pois, tanto Trump como Kim Jong-un, têm afirmado pontos diferentes quanto a uma possível desnuclearização do país asiático.

 

Realizou-se, ontem, o polémico referendo que visa permitir a alteração da Constituição do Burundi. A votação decorreu num clima de medo e violência, tendo a Human Rights Watch denunciado a morte de 15 opositores, violação sexual de seis pessoas e mais oito pessoas foram raptadas pelas forças armadas e a liga da juventude do partido no poder.

Apoiantes do presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, haviam dito que quem votasse contra o referendo seria considerado o inimigo do Estado.
Caso o referendo seja aprovado, Nkurunziza poderá concorrer a mais dois mandatos presidenciais com duração de 14 anos. E isto significa que Nkurunziza poderá permanecer no poder até 2030.

A oposição considera a realização deste referendo uma morte à democracia.

 

Um avião com mais de 100 pessoas a bordo despenhou-se, no princípio desta noite em Cuba, pouco depois de ter levantado voo no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana. 

Segundo o Público, que cita o jornal local Granma, apenas três passageiros sobreviveram ao acidente e foram hospitalizados em estado crítico.

O avião em causa era um Boeing 737-200, alugado pela companhia cubana de aviación e com tripulação mexicana. Das 114 pessoas que seguiam a bordo, 105 eram passageiros e nove faziam parte da tripulação. Entre os passageiros estavam cinco crianças, uma delas com menos de dois anos.

O avião terá caído num terreno agrícola junto a uma auto-estrada.

A população que vive em áreas urbanas vai atingir os 2,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo em 2050, reapresentando 68%, com o crescimento concentrado na Ásia e em África, anunciaram esta quarta-feira as Nações Unidas (ONU), de acordo com o Notícias ao Minuto.

O Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas apresentou um relatório sobre as previsões para a urbanização mundial, salientando que existe uma "megatendência" para o aumento nas áreas urbanas devido ao crescimento populacional e ao deslocamento das áreas rurais para as cidades.

"Cerca de metade da população mundial (55%) vive actualmente em centros urbanos e, para 2050, estima-se que cerca de dois terços (68%) de todas as pessoas residam em áreas urbanas", afirmou o director de divisão do departamento John Wilmoth.

O aumento na população urbana mundial estará concentrado (90%) em duas regiões que acolhem precisamente a maioria dos residentes rurais, África e Ásia, mas será limitado a "alguns países", entre os quais a ONU destacou a Índia, a China e a Nigéria.

 

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