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O País – A verdade como notícia

Quinze pessoas foram mortas e mais de 70 ficaram feridas em um incêndio, na madrugada desta quinta feira,  em um mercado em Nairobi, capital do Quênia, o Gikomba.  De entre os mortos 4 eram crianças.

O comandante regional da polícia de Nairóbi, Kangethe Thuku, citado pela Standard Media disse que o incêndio começou por volta da 1h da manhã e que se está a tentar descobrir as causas do incêndio.

O fogo destruiu inúmeras barracas de madeira e lonas de plástico, segundo a BBC News,  as autoridades tiveram dificuldades em impedir a passagem dos proprietários das barracas que tentavam se aproximar, apesar do fumo das explosões de botijas de gás que eram ouvidos no local.

O Gikomba é um dos maiores mercados ao ar livre da cidade e os incêndios são frequentes, no entanto, a causa do incêndio actual ainda não é conhecida, mas acredita-se que tenha começado em uma das barracas de madeira.

 

Dezassete estados norte-americanos processaram, esta quarta-feira, a administração Trump para obrigar à reunir família das crianças imigrantes separadas dos pais na fronteira.

São mais de duas mil crianças que foram retiradas dos seus pais no âmbito da “tolerância zero” aos imigrantes ilegais. Trump anunciou que ia suspender a medida, mas houve apenas uma redução de seis crianças, segundo o Notícias ao Minuto.

"Não nos podemos esquecer: as vidas de pessoas reais estão em jogo", afirmou o procurador-geral de Nova Jersey, Gurbir Grewal.
Os procuradores-gerais democratas juntaram-se a Washington, para avançar com uma ação judicial, argumentando que estão a ser forçados a arcar com o aumento dos custos de assistência social, educação e serviços sociais.

Donald Trump anunciou, na passada quarta-feira, a suspensão da sua política de "tolerância zero", mas parece ser uma decisão temporária, tendo em conta as declarações do comissário da Proteção das Fronteiras e Alfândegas, Kevin McAleenan, que esta semana reconheceu que as autoridades tinham abandonado, "por agora", a medida.

 

Joseph Jackson, pai e manager dos Jackson 5, morreu, esta quarta-feira, aos 89 anos  de idade. Joe Jackson, como era tratado, estava internado, em estado grave, devido a um cancro no pâncreas.

O patriarca da família Jackson nasceu em 1928 e casou com a esposa Katherine em 1949, com quem teve 11 filhos.

Joe Jackson lançou a carreira dos filhos Michael Jackson, Jackie, Jermaine, Marlon, Tito, num projecto que intitulou Jackson 5.

O Jackson 5 assinou com a Motown Records, de Berry Gordy, e em 1970, seus três primeiros singles ("I Want You Back", "ABC" e "The Love You Save") foram todos número 1 na Billboard Hot 100.

 

Os advogados do ex-presidente brasileiro, Lula da Silva, alegam que existe uma questão constitucional a ser analisada em relação à condenação de Lula, e que teve seu direito de defesa violado. Por isso, os advogados recorreram da resposta negativa do Tribunal Regional Federal (TRF) de enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) questões contra sua condenação.

Segundo o Notícias ao Minuto, o juiz Edson Fachin arquivou o pedido de liberdade apresentada pela defesa de Lula da Silva. A decisão veio poucas horas depois da recusa do TRF em enviar este recurso ao STF.

“Na sentença de Lula não houve elementos que justificassem o pedido”, disse Fachin

 

A Thomson Reuters Foundation divulgou, nesta terça-feira, resultados de uma pesquisa com 550 especialistas sobre questões femininas, considerou que a Índia é o país mais perigoso devido ao alto índice de violência sexual contra mulheres, bem como tráfico de seres humanos para trabalho doméstico, trabalho forçado, casamento forçado e escravidão sexual, segundo a CNN.

A divulgação do relatório ocorre em meio à crescente indignação pública na Índia. Em Abril, milhares de manifestantes tomaram as ruas para exigir protecção mais rígida para as mulheres, foi uma das maiores manifestações de massa realizadas no país desde o estupro e assassinato de uma universitária em Delhi, em 2012.

Apesar da introdução de leis mais rígidas, cerca de 100 agressões sexuais são denunciadas à polícia no país todos os dias. Segundo o estudo, Índia ocupa o primeiro lugar na lista de piores países para se ser mulher, segue logo o Afeganistão, a Síria, Somália e Arábia Saudita ocupando desta forma as cinco primeiras posições.

 

Segundo um comunicado do departamento de justiça dos Estados Unidos, trata-se de Nélia Angelina Mulembwe, de 37 anos, que em 2015 e de forma fraudulenta, levou de Moçambique uma jovem alegando que acompanhava a si e as suas crianças aos Estados Unidos e que era estudante e ficaria naquele país por apenas 30 dias.

Em 2017, as autoridades americanas receberam uma denúncia de que uma mulher moçambicana era mantida em cativeiro na zona de Dallas, a este do Texas. Investigações levadas a cabo pelas autoridades americanas concluíram que na verdade, a jovem havia sido traficada de Moçambique e trabalhava na casa da Nélia Mulembwe como uma escrava. Para além de trabalhar sem direito a folgas ou descanso, a vítima dormia numa esteira no quarto das crianças até à data do seu resgate em Junho do ano passado.

Nelia Angelina Mulembwe enviava o equivalente a setenta dólares mensais à família em Moçambique.

Além de ter sido condenada a seis anos de prisão pelo tribunal de Texas, Nelia Mulembwe vai ter de pagar uma indemnização de perto de 109 mil dólares à sua vítima cuja identidade não foi revelada pelas autoridades americanas.

O procurador federal Joseph Brown, que revelou o facto, disse que este caso configura uma forma moderna de escravidão e tem-se tornado muito comum nos últimos tempos.

O presidente da Nigéria pede calma, depois da morte de pelo menos 86 pessoas em confrontos violentos entre fazendeiros e pastores de gado nómadas durante o fim-de-semana.

As autoridades impuseram um recolher obrigatório no estado do Planalto Central depois de combates intensos, que já duram anos. A principal disputa tem sido a terra fértil. 

Um total de 86 pessoas morreram na noite de domingo, informou o porta-voz da polícia Terna Tuopev, elevando a estimativa anterior de 70 mortos.

A violência no centro de Nigéria já causou mais mortos agora do que os ataques do grupo insurgente no norte do país, de acordo com cálculos de Reuters.

A insegurança tornou-se o maior desafio para presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, quem manifestou interesse em concorrer ao segundo mandato em fevereiro do próximo ano. Buhari prometeu, no primeiro mandato, assegurar a paz e estabilidade naquele país ocidental.

Em comunicado presidencial, Buhari apelou para calma, tendo assegurado que “todo esforço será feito para trazer os criminosos à barra da justiça, e prevenir quaisquer repercussões”.

Vários parlamentares criticaram o sistema de segurança da Nigéria.

“Isso fortalece ainda mais meu constante apelo para uma revisão de todo o aparato de segurança deste país”, disse Yakubu Dogara, líder do congresso parlamentar na Nigéria, num comunicado.

O partido de Buhari rejeitou críticas de que seu governo usa “mão leve” para punir os pastores de gado que pertencem a sua etnia Fulani.

O Supremo Conselho Eleitoral (YSK) declarou Recep Tayyip Erdogan, de 64 anos, vencedor das eleições e em condições para passar a dirigir um novo sistema presidencial executivo no qual é abolido o cargo de primeiro-ministro e os poderes executivos são transferidos para o chefe de Estado, que pode governar com contrapoderes muito limitados.

Erdogan, no poder na Turquia desde 2003, primeiro como primeiro-ministro, e a partir de 2014 como Presidente, impôs-se como o dirigente turco mais popular, mas também o mais polarizador das últimas décadas.

Acusado pelos críticos de adoptar crescentes táticas autoritárias, mas continuando a garantir um importante apoio popular, Erdogan pode, no entanto, enfrentar tempos difíceis, pois os analistas preveem um recuo da economia, atingida pela inflação, a queda da lira turca, e um desemprego que ronda os 10%.

A sua vitória poderá ainda aprofundar as divergências com os aliados ocidentais da NATO, preocupados com a fragilidade da democracia e dos direitos humanos e ainda com o reforço das relações com a Rússia.

No entanto, a lira turca recuperou, esta segunda-feira, na sequência da vitória de Erdogan, que permitirá ao país evitar instabilidade a curto prazo, assinalou a agência noticiosa Associated Press (AP).

No seu discurso de vitória, Erdogan prometeu continuar a perseguir o objetivo em tornar a Turquia numa das dez maiores economias do mundo em 2023, quando a República turca fundada por Mustafa Kamal Atatürk assinala o seu centenário.

Prometeu ainda um combate mais “determinado” contra os ilegalizados rebeldes curdos e supostos membros de um movimento liderado pelo clérigo Fethullah Gülen, exilado nos EUA desde 1999 e acusado de ter orquestrado o falhado golpe militar de Julho de 2016 contra o seu governo.

Gülen tem negado qualquer envolvimento

“A Turquia fez a escolha por um combate mais determinado contra o PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão] e os ‘gulenistas’”, disse Erdogan, que acrescentou: “Iremos perseguir as organizações terroristas com mais determinação”.

De acordo com o novo sistema, que inclui as “18 medidas” anunciadas no referendo constitucional de 2017 que obteve 51,41% de aprovação, Erdogan vai designar ministros, vice-presidentes e altos funcionários estatais, redigir decretos, preparar o orçamento e decidir sobre políticas de segurança.

De acordo com os resultados disponíveis, que ainda necessitam de ser aprovados pelo YSK, Erdogan obteve 52,5% dos votos, enquanto o seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, islamita conservador e no poder desde 2003) recolheu 42,4% nas eleições.

 

As mulheres da Arábia Saudita já são permitidas a conduzir veículos a partir deste domingo.

Trata-se de uma reforma histórica num país conservador, onde até então era o único no planeta em que as mulheres eram proibidas de conduzir. A medida foi aprovada em Setembro de 2017 mas era necessário criar condições para aulas de condução e emitir licenças.

Para as mulheres "é um passo importante e uma etapa essencial para sua a mobilidade", diz Hana al Jamri, escritora, citada pelo  site Notícias ao Minuto.  

Até agora, as mulheres precisavam confiar em um parente ou guardião do sexo masculino para levá-las à lugares. Conduzir era ilegal porque as mulheres eram consideradas muito incompetentes e a visão do governo era que dirigir lhes daria muita independência.

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