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O País – A verdade como notícia

Morreu hoje Daniel Arap Moi, antigo presidente do Quénia que ficou mais tempo no poder. A governação de Moi foi marcada por escândalos de corrupção e perseguições políticas.

Daniel Arap Moi, o antigo presidente do Quénia entre 1978 e 2002 perdeu esta terça-feira a vida aos 95 anos de idade.

Moi sofria ultimamente de problemas respiratórios que o levava muitas vezes a frequentar hospital. Antes de assumir o poder, Moi foi o vice-presidente no governo do Jomo Kenyatta primeiro presidente do Quénia e pai do actual presidente Uhuru Kenyatta.

Moi é aclamado em parte por ter trazido uma estabilidade relativa ao país comparado com os países vizinhos, mas o seu regime foi marcado de escândalos de corrupção e tortura dos opositores.

O maior escândalo foi o que se chamou Goldenberg que causou perda de 1 bilião de dólares do banco central do Quénia. Em comunicado, o Presidente Uhuru Kenyatta disse que a Nação que estava profundamente grata pela dedicação e serviço de Daniel Arap Moi, homem que dedicou a sua vida ao serviço do Quénia e de África.

 

Está interrompido o segundo mandato presidencial de Peter Mutharika, depois de o Tribunal Constitucional ter anulado resultados das eleições presidenciais de 21 de Maio, alegando ter havido irregularidades.

O Tribunal exige desde já que haja realização de novas eleições. A deliberação sobre esse assunto levou mais de seis meses, tendo sido acompanhada de protestos antigovernamentais, avançou News 24.

Esta é a primeira vez que eleições presidenciais são anuladas no Malawi, após a sua independência em 1964. O tribunal procedeu com julgamento, à volta de intensas medidas de segurança.

Mutharika havia vencido eleições com 38.5% dos votos, tendo havido uma pequena margem de diferença com o seu opositor Lazarus Chakwera.

 

 

Não há quaisquer negociações entre a procuradoria-geral de Angola e a bilionária Isabel dos Santos. O esclarecimento foi dado pela própria PGR, após notícias que davam conta de um acordo entre as partes sobre o caso “Luanda Leaks”.

Não constitui verdade que a procuradoria-geral de Angola tenha entrado em negociações com Isabel dos Santos, a mulher mais rica de África que é acusada de ter desviado 1.1 bilião de dólares dos cofres do Estado Angolano, aquando do regime do seu pai, José Eduardo dos Santos.

A informação lê-se no comunicado da PGR emitido este domingo para vários órgãos de informação, avançam a euronews, Angop e Voa português.

O desmentido ocorre, um dia depois de vários órgãos internacionais terem informado que Isabel dos Santos teria entrado em acordo com a procuradoria-geral, no sentido de ela pagar um montante da dívida de modo a reaver os seus activos e contas bancarias congeladas pelo Estado angolano.

Hélder Pitta, procurador-geral, disse que o seu organismo “continua a exercer o seu papel nos processos em curso contra a cidadã".

Isabel dos Santos tem sido notificada desde Agosto de 2018 para prestar esclarecimentos sobre a sua gestão na Sonangol entre 2016 e 2017, quando era presidente da empresa petrolífera.

 

A Somália está em estado de emergência devido à praga de gafanhotos que há semanas devasta terras agrícolas. Os milhões de gafanhotos têm alcançado territórios da Quénia e Etiópia.

Há mais de sete décadas que não se viam tantos gafanhotos assim em África. Esta praga já dura mais de três semanas e tem prejudicado a agricultura da Somália, Quénia e Etiópia.

Este domingo, o governo da Somália viu-se obrigado a declarar um estado de emergência nacional devido ao aumento dos insectos que ameaçam a frágil segurança alimentar no país.

Segundo as Nações Unidas, nos finais de janeiro, só uma das nuvens dos gafanhotos cobria uma área de 2400 Km2.

O Quénia tem-se servido de aviões para espalhar insecticidas contra os milhões de gafanhotos que tem consumido grandes quantidades de culturas e forragens.

Receia-se que a praga alcance territórios do Uganda e Sudão do Sul. A ONU estima que sejam urgentemente necessários 76 milhões de dólares para combater a praga de gafanhotos no leste de África.

 

 

O número de mortes provocadas pelo coronavírus subiu para 362, depois de 56 pessoas terem morrido na China e uma nas Filipinas, anunciaram as autoridades da província de Hubei.

No seu balanço diário, a comissão de saúde da província onde se situa Wuhan, a cidade onde começou o contágio, afirmou que foram registados 2.829 novos casos de infeção no surto de pneumonia provocado pelo novo coronavírus.

Desde Dezembro já surgiram 17.205 casos da doença na China, o que levou a Organização Mundial de Saúde a decretar uma emergência mundial. A doença já se espalhou a 20 países.
No domingo, morreu a primeira pessoa infectada fora da China, nas Filipinas: um chinês de 44 anos, natural de Wuhan.

Ainda no domingo, um avião que tinha a bordo 250 cidadãos europeus, entre eles 17 portugueses, retirados de Wuhan aterrou na base militar de Istres, no sul de Marselha, na França.

Este é o segundo avião que transporta cidadãos europeus entre a região mais afectada pelo coronavírus e França. O primeiro aterrou na sexta-feira com 180 pessoas a bordo.

Segundo as primeiras informações, nenhum dos passageiros apresentou sintomas de infeção durante a viagem. Alguns dos passageiros serão examinadas numa estância balnear perto de Marselha, onde já se encontram 179 pessoas em observação. Os portugueses a bordo foram transportados pela Força Aérea nacional para Portugal.

A OMS declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional por causa do surto do coronavírus na China.

A Nova Zelândia proibiu a entrada no país, por 14 dias, de estrangeiros de qualquer nacionalidade provenientes da China para impedir a propagação do novo coronavírus. Entretanto, até ao momento, nenhum infectado pela doença foi registado na Nova Zelândia.

A Nova Zelândia está ainda a preparar a retirada de perto de 60 neozelandeses retidos em Wuhan e que vão ser colocados em isolamento por duas semanas, em Whangaparaoa, uma pequena península com instalações militares na Ilha Norte.

Por seu lado, à vizinha Austrália, onde já foram confirmados 12 casos da pneumonia viral, devem chegar 270 pessoas retiradas de Wuhan e que vão ficar sob quarentena na ilha Christmas, no oceano índico e a milhares de quilómetros da Austrália.

 

Após 47 anos, o Reino Unido já está oficialmente fora da União Europeia. Foram necessários 1.317 dias de espera, dois adiamentos, três primeiros-ministros e uma série de acordos rejeitados pelo parlamento britânico, escreve o G1.  

A bandeira britânica, foi descida esta sexta-feira das hastes dos edifícios oficiais do bloco comunitário. O Conselho Europeu abriu as hostilidades, mais de cinco horas antes da meia-noite de Bruxelas, hora oficial da saída do Reino Unido da União Europeia.

O símbolo do Reino Unido foi retirado lentamente e posteriormente substituído pela bandeira da União Europeia, que perde “simbolicamente” uma estrela. Uma cerimónia repetida depois nas duas sedes do Parlamento Europeu, na capital belga e em Estrasburgo. A bandeira europeia foi hasteada no lugar da britânica.

Ao contrário, o símbolo europeu foi retirado da fachada da representação britânica na UE.

A meia-noite na Europa Central, marcou o divórcio oficial e ficará para a história como a primeira saída de um Estado-membro do bloco comunitário.

Uma saída triste para a maioria da Europa, mas também para um grande número de britânicos que, opostos ao Brexit, se questionam agora acerca do futuro do país fora da União.

Uma hora antes da saída oficial, o primeiro-ministro Boris Johnson citado pelo G1, afirmou que o Brexit “não é o fim, mas um começo e um momento de renovação e mudança nacional”.

Segundo Johnson, é momento de “usar esses novos poderes, essa soberania readquirida para oferecer a mudanças pelas quais as pessoas votaram”

A Organização Mundial de Saúde declarou ontem uma emergência de saúde internacional o surto do coronavírus que já matou mais de 200 pessoas. Várias companhias aéreas começaram a suspender voos para China.

Devido ao facto de haver mais países a registar casos de coronavírus, a Organização Mundial de Saúde decidiu declarar a pneumonia viral uma emergência internacional de saúde.

A decisão foi tomada esta quinta-feira, em Génova, tendo Tedros Adhanom, o director-geral da OMS, elogiado o trabalho que tem sido feito pelas autoridades chinesas.

Pelo menos 22 países têm registo de casos de coronavírus, depois dos seus cidadãos terem viajado para China ou entrado em contacto com pessoas infectadas. O director-geral da OMS, citado pela Reuters, receia que o coronavírus seja pesado para países com fraco sistema de saúde. Curiosamente, em Africa ainda não foi reportado nenhum caso confirmado de coronavírus.

Até esta sexta-feira, pelo menos 213 pessoas já morreram e 9, 692 estão infectadas. Já no mundo fora, há pelo menos 124 casos confirmados de coronavírus. Vários países começaram a suspender os voos para China.

Em destaque estão as companhias aéreas Air Canada, Air France, Air India, Air Seoul, Air Tanzania, American Airlines, British Airways, Delta Airlines, Egyptair, Finnair, LionAir, Lufthansa, SAS, Turkish Airlines, United Airlines, Virgin Atlantic, Kenya Airways e Rwandair.

 

Estados Unidos dizem que não vão tirar todas as tropas norte-americanas de África, numa altura em que grupos terroristas ganham cada vez mais espaço no Sahel.

Ainda não se tomou uma decisão definitiva. Entretanto, o secretário de defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, adiantou esta quinta-feira que não vai remover todas as forças militares norte-americanas de África. Esper deu início a uma revisão global de tropas norte-americanas para minimizar custos de modo a competir com o exército da China.

A reacção do secretário de defesa norte-americana é feita dias depois de França ter apelado aos Estados Unidos para manter ajuda militar no Sahel, região africana mergulhada no caos de terrorismo.

França alerta sobre o perigo de grupos terroristas ligados a al-Qaida e Estado Islâmico ganharem espaço, numa altura em que partes de territórios do Mali e Burkina Faso estão ingovernáveis. Estima-se que França tenha actualmente 4 500 tropas e Estados Unidos 6 mil tropas no Sahel.
 

 

Com a disseminação do coronavírus, a França está a tomar medidas para controlar a transmissão da doença.

Com cinco casos de infeção confirmados no país, França enviou, esta quarta-feira, para Wuhan, o primeiro avião com vista a repatriar cidadãos nacionais retidos na China.

“O voo trará de volta a França, esta sexta-feira, cerca de 200 pessoas, que, no local, não apresentaram sintomas”. Os passageiros serão então “transferidos para um espaço onde vão estar confinadas por 14 dias, sem contacto com o exterior”, disse a ministra de saúde daquele país.

A pedido de França, a União Europeia acionou o Mecanismo de Proteção Civil, de forma a permitir mais resgates e a recolha e partilha de dados sobre a disseminação do vírus entre os Estados Membros.

Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) pede ao mundo mais vigilância.
O diretor do Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, alertou, em conferência de imprensa, para a necessidade de todo o mundo “tomar medidas e estar preparado para todos os casos que surgirem.”
 

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