Skip to main content

O País – A verdade como notícia

“Ficar em casa durante a pandemia da COVID-19 é para fracos”, disse esta sexta-feira o Chefe do Estado brasileiro, num evento no estado de Mato Grosso, no centro-oeste do Brasil.

Na ocasião, segundo a Lusa, Jair Bolsonaro, parabenizou um grupo de agricultores que em meio a dificuldades causadas pela pandemia manteve a sua rotina de produção.

“Vocês não pararam durante a pandemia. Vocês não entraram na conversinha mole de ficar em casa. Isso é para os fracos”, disse o Bolsonaro a produtores rurais.
“Sempre disse que o vírus era uma realidade, e tínhamos de enfrentá-lo. Nada de se acovardar perante aquilo de que não podemos fugir”, acrescentou.

Para Jair Bolsonaro o agronegócio deu segurança alimentar ao país.

“O agronegócio, em grande parte, evitou que o Brasil entrasse num colapso económico, e mais do que isso: deu-nos segurança alimentar, não só a 210 milhões de brasileiros, bem como mais de mil milhões de outras pessoas que vivem ao redor do mundo”, salientou Bolsonaro.

 

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse esta quarta-feira que é hora de a Nação sul-africana voltar ao seu “novo normal” e reduziu o nível de alerta para 1, com efeitos a partir da meia-noite de 20 de Setembro. A partir de 01 de Outubro, serão permitidas viagens para dentro e fora da África do Sul para negócios, lazer e outras finalidades.

O Chefe de Estado sul-africano começou o seu discurso lembrando que “meio ano passou” desde que declarou estado de desastre nacional em resposta à pandemia do novo Coronavírus.

Até ao momento, mais de 15 mil sul-africanos perderam a vida, devido à doença, e mais de 650 mil foram confirmados como infectados.

Por causa disso, a economia e a sociedade sul-africana “sofreram grande devastação”, mas mesmo assim foi possível suportar essa “tempestade violenta e destrutiva”.

“Permanecendo juntos, permanecendo decididos, nós resistimos a isso”, disse Cyril Ramaphosa, para quem há dois meses, “no auge da tempestade”, a África do Sul registava cerca de 12 mil novos casos por dia.

Essa tendência baixou significativamente e, agora, o país regista, em média, menos de dois mil casos por dia. “Hoje temos uma taxa de recuperação de 89% (…)” e houve um declínio gradual e constante nas novas infecções, hospitalizações e mortes.

A demanda por camas hospitalares, ventiladores, oxigênio e outros requisitos médicos essenciais também reduziu de forma constante, seguindo o Presidente sul-africano. “Conseguimos superar a pior fase desta epidemia, protegendo a capacidade do nosso sistema de saúde”.

Neste contexto, “é hora de voltarmos para o que se tornará o nosso novo normal enquanto o Coronavírus estiver entre nós”.

Embora grande parte da actividade económica tenha sido retomada a partir de Junho, agora é hora de remover o máximo de restrições remanescentes à actividade económica e social, uma vez que é razoavelmente seguro fazê-lo, disse o Presidente da África do Sul.

Uma das primeiras medidas tomadas para “conter a propagação do vírus foi restringir severamente as viagens internacionais e fechar as fronteiras”, disse o Chefe de Estado sul-africano.

Mas com a mudança do nível de alerta para 1, haverá redução gradual e cautelosa das restrições sobre as viagens internacionais, disse o Presidente da África do Sul.

As viagens para dentro e fora da África do Sul para negócios, lazer e outras finalidades, com efeitos a partir de 01 de Outubro, estão sujeitas a várias medidas de contenção e mitigação da doença. As viagens podem ser restritas de e para determinados países com altas taxas de infecção.

Uma lista de países será tornada pública com base nos dados científicos mais recentes, disse Cyril Ramaphosa.

Na chegada à África do Sul, os viajantes deverão apresentar um resultado negativo do teste para a COVID-19, com validade até 72 horas a partir da hora de partida.

Se um viajante não tiver feito teste da COVID-19 antes da partida, deverá permanecer em quarentena obrigatória por conta própria.

Todos os viajantes serão examinados à chegada e aqueles que apresentarem sintomas deverão permanecer em quarentena até que haja repetição do teste da COVID-19.

Em preparação para a reabertura de nossas fronteiras, as missões sul-africanas no exterior serão abertas para os pedidos de visto.

“O sector de turismo é um dos nossos maiores motores económicos. Estamos prontos para abrir as portas novamente para o mundo e convidar os viajantes a desfrutarem” as montanhas, as praias, as cidades e a vida selvagem da África do Sul, “em segurança e confiança”, disse Ramaphosa.

Os protocolos de saúde, como a lavagem ou higienização das mãos, o distanciamento social e o uso da máscara devem ser estritamente observados.
Serão permitidos encontros sociais, religiosos, políticos e outros, desde que o número de pessoas não exceda 50% da capacidade normal do local.

Para as reuniões internas, o número máximo de participantes é de até 250 pessoas e 500 pessoas para as reuniões ao ar livre.

O número máximo de pessoas que podem assistir a um funeral aumentou de 50 para 100, disse Cyril Ramaphosa, alertando para ao maior risco de transmissão viral em funerais, daí a necessidade de observar as medidas de prevenção.

A venda de álcool nos locais para o consumo doméstico será permitida de segunda-feira a sexta-feira, das 09h00 às 17h00.

As restrições existentes sobre os eventos desportivos permanecem em vigor.

A Organização das Nações Unidas defende num relatório publicado esta quarta-feira, em Nova Iorque, intitulado “Resposta abrangente das Nações Unidas à COVID-19: Salvando vidas, protegendo sociedades e recuperando melhor”, o congelamento da dívida em todo continente africano.

Segundo a ONU, citado pela Lusa, África precisa de cerca de 169 mil milhões de euros para ultrapassar as dificuldades trazidas pela COVID-19.

O relatório sublinha “a importância do congelamento geral da dívida para os países africanos, bem como um pacote de resposta global equivalente a pelo menos 10% do Produto Interno Bruto”.

“Para a África, isso significa mais de 200 mil milhões de dólares, para uma resposta eficaz e bases para a recuperação”, sublinha a ONU.

Segundo a organização, “os riscos para o continente africano são consideráveis, com testes baixos, saneamento precário e capacidades médicas limitadas e dificuldades na aplicação de medidas de distanciamento físico e sanitário”.

A ONU, que reúne 193 Estados-membros, prevê que a população do continente africano terá de enfrentar, como consequências indiretas da pandemia, insegurança alimentar, perda de rendimentos e meios de subsistência, uma crise da dívida e riscos políticos e de segurança.

O relatório destaca ainda que, em Julho, os países africanos já tinham implementado um total de 245 medidas sociais e económicas.

O relatório publicado hoje destaca que o mundo ainda está na “fase aguda” da pandemia de COVID-19, uma “crise humana” que merece o “maior esforço de saúde pública da história”.

O Sindicato dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde da Guiné-Bissau iniciou, esta quarta-feira, uma greve de sete dias para exigir a regularização da carreira, pagamentos de dívidas em atraso e melhores condições de trabalho.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde da Guiné-Bissau, Yoio João Correia, citado pela Lusa, as reivindicações dos profissionais de saúde estão relacionadas com “os pagamentos, inúmeras dívidas que o Estado tem como salários, subsídios de 2015, 2017 e 2018 e com a parte legislativa”.

“Alguns documentos relativo à carreira de técnicos de saúde deviam ter sido aplicados em maio e ainda não foram aprovados. Existem muitos técnicos que não têm carteira profissional é importante haver uma organização que regularize o exercício de enfermagem”, ressaltou.
A fonte que falou à Lusa diz que esteve na semana passada com o ministro das Finanças, João Fadiá, que se mostrou disponível para liquidar as dívidas, mas o Ministério da Saúde não disponibilizou todos os documentos necessários.

 

Situação de calamidade proíbe realização de greves

O Governo da Guiné-Bissau declarou na semana finda a situação de calamidade e emergência de saúde no país até Dezembro no âmbito do combate ao novo coronavírus. O regulamento da situação de calamidade proíbe a realização de greves, bem como os despedimentos.

“Nós temos consciência disso, mas os governantes também têm consciência das condições dos técnicos de saúde. Neste momento, a nível mundial, todos os técnicos estão a merecer atenção especial, menos na Guiné-Bissau”, lamentou Yoio João Correia.

Para o presidente do Sindicato dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde da Guiné-Bissau, há “desinteresse do Governo”. “Numa pandemia também devemos ter condições mínimas de trabalho. O nosso objetivo é ter boas condições de saúde para toda a população”, disse Yoio João Correia, salientando não fazer sentido estancar reivindicações através da situação de calamidade.

Yoio João Correia pedimos à população para compreender o propósito os profissionais de saúde, que é exigir condições. “Não nos sentimos bem quando recorrem ao nosso serviço e não podemos fazer nada para ajudar”, concluiu.

A Guiné-Bissau registou até ao momento 39 mortos e 2.303 casos de infeção pelo novo coronavírus.

A China soma hoje 31 dias consecutivos sem registar infecções locais da COVID-19, anunciaram as autoridades de saúde daquele país, citados pela Lusa.

Segundo a Comissão de Saúde da China, nas últimas 24 horas, foram diagnosticados 12 novos casos importados de COVID-19. Os casos importados, segundo a Comissão, foram diagnosticados no município de Xangai (leste), e nas províncias de Guangdong (sul), Zhejiang (leste), Sichuan (sudoeste), Fujian (leste), Yunnan (sudoeste) e Shaanxi (noroeste).

Ainda nas últimas 24 horas, 11 pacientes receberam. O número de pessoas infectadas activas no país asiático se fixou em 143, incluindo um doente em estado considerado grave.

Um tribunal do Malawi condenou um moçambicano identificado pelo nome de Jafali Pedro, residente no distrito de Ngauma, província de Niassa, a 12 anos de prisão, por tráfico de crianças.

Jafali Pedro, natural de uma aldeia do distrito de Ngauma, que faz fronteira com o Maláui, foi condenado na sexta-feira passada, por um tribunal de Mangochi, junto ao lago Niassa, escreve a Lusa, citando uma agência de notícias daquele país.

O moçambicano foi interceptado no dia 27 de Agosto na fronteira de Mkanje, na companhia de quatro adolescentes do Malawi a caminho de Moçambique.

A procuradora relatou que Jafali Pedro disse aos agentes da autoridade que levava os menores para junto de familiares, mas estes disseram que estavam a ser levados para trabalhar numa quinta agrícola.

Jafali Pedro declarou-se culpado, tentou mitigar a acusação pedindo clemência e disse que cuida de órfãos e da mãe idosa, segundo a fonte a que nos referimos.

Entretanto, o tribunal reprimiu o apelo e juiz Joshua Nkhono estabeleceu 12 anos de cadeia, escreve uma agência noticiosa malauiana, sustentando que os casos de tráfico de pessoas estão a aumentar ao longo das fronteiras do Malawi, de acordo com a Lusa.

“Os traficantes atraem os jovens para negócios duvidosos que colocam em risco o seu futuro, daí a necessidade de haver uma sentença rígida para impedir outros de cometerem crimes semelhantes”, disse a procuradora Josephine Chigawa.

Mais uma vez, um incêndio deflagrou na cidade de Beirute, na Líbia, num edifício em construção. É o terceiro fogo em uma semana na mesma urbe.

O edifício em construção é da empresa da arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid. “Não sabemos os motivos da origem do fogo, mas apenas foi necessária meia hora para o extinguir”, afirmou à agência noticiosa Efe o chefe das operações da Defesa civil libanesa, George Abu Moussa, citado pela Lusa.

Zaha Hadid (1950-2016), natural de Bagdad, foi a primeira mulher a vencer o prémio Pritzker de arquitetura, com dezenas de obras reconhecidas em diversos países do mundo, de acordo com o Notícias ao Minuto.

George Abu Moussa indicou que 50 pessoas, entre defesa civil e bombeiros, foram mobilizadas para extinguir o fogo no edifício, “que se encontra em obras” há alguns anos e que estava a ser concebido como centro comercial.

O incêndio não alastrou para outros edifícios das proximidades, assegurou a fonte mencionada pelo Notícias ao Minuto e pela Lusa.

Este foi o terceiro incêndio em apenas uma semana na capital, após o que ocorreu quinta-feira num armazém de pneus e azeite no porto de Beirute, que originou uma nuvem negra sobre a cidade, dois dias após um outro pequeno foco de incêndio na mesma zona.

As Nações Unidas reúnem a partir desta terça-feira na sua 75ª Assembleia-Geral, mas pela primeira vez os líderes mundiais ficam em casa e a reunião é quase exclusivamente virtual, devido à pandemia da COVID-19.

Este ano a reunião magna será diferente de qualquer outra realizada até hoje, uma vez que os líderes mundiais foram “convidados” a “ficar em casa” e a dirigir-se ao mundo através de discursos pré-gravados que serão transmitidos posteriormente ao longo dos vários dias do debate geral, entre 22 e 29 de Setembro.

Apesar deste apelo feito aos dirigentes mundiais – para evitar as habituais concentrações de delegações na sede da organização em Nova Iorque (Estados Unidos da América) no âmbito das medidas de prevenção relacionadas com a actual crise pandémica – as Nações Unidas relembraram, esta semana, que qualquer líder mundial tem o direito de comparecer pessoalmente.

Entre os 193 Estados-membros da ONU, houve pelo menos um que já manifestou essa intenção: o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que planeia falar a partir da tribuna da Assembleia-Geral a menos de dois meses de disputar as presidenciais norte-americanas e tentar a reeleição, segundo a informação a que “O País” teve acesso através do sítio na internet da Rádio Moçambique.

“Pretendo deslocar-me directamente às Nações Unidas para fazer o discurso”, disse o chefe de Estado norte-americano, em declarações feitas em meados de Agosto.

A 75ª Assembleia-Geral das Nações Unidas teria um significado particular este ano, pois tencionava assinalar, ao mais alto nível, os 75 anos das Nações Unidas. Apesar dos constrangimentos, a efeméride será assinalada na mesma, diz a Rádio Moçambique.

No dia 21 de Setembro, um evento na sede da ONU, que terá direito a uma transmissão online, pretende “gerar um apoio renovado ao multilateralismo”, segundo anunciou a organização, frisando que a iniciativa surge num momento “em que muitos acreditam [que este apoio] se tornou cada vez mais urgente à medida que o mundo enfrenta a pandemia da COVID-19”.

Espera-se que António Guterres intervenha, presencialmente, nesta reunião de alto nível.
Neste mesmo evento, está previsto que os 193 Estados-membros adoptem uma declaração conjunta sobre o 75º aniversário da organização, que mencione os sucessos e os fracassos da ONU, mas que também assuma o compromisso de construir um mundo pós-pandémico mais equitativo, cooperante e protector do planeta.

O Parlamento britânico aprovou o projecto de lei do Governo de Boris Johnson que se sobrepõe a parte do Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia, com 340 votos a favor e 263 contra.

A nova legislação é contestada tanto pela oposição como por parte do Partido Conservador, que argumentam que viola o direito internacional. Algo que foi reconhecido pelo Executivo britânico.

O antigo líder trabalhista, Ed Miliband, acusou Boris Johnson de ter traído os eleitores.

O trabalhista desafiou o primeiro-ministro a “assumir a responsabilidade pois está na hora de confessar. Ou não foi honesto com o país sobre o acordo em primeiro lugar, ou não o compreendeu”.

O primeiro-ministro, citado pela Lusa, defendeu que a Proposta de Lei do Mercado Interno é necessária pois estabelece regras para o comércio dentro do Reino Unido, depois do fim do período de transição, em 2021, protegendo o país e a Irlanda do Norte caso não seja possível chegar a um acordo comercial com o bloco europeu.

Para Boris Johnson, o Reino Unido necessita “mais uma vez da armadura” da sua lei para preservar as disposições de que tantos empregos e meios de subsistência dependem. Este é o objectivo fundamental deste projeto de lei, que deveria ser bem recebido por todos os que se preocupam com a soberania e a integridade do Reino Unido”.

A Proposta de Lei transita agora para o debate na especialidade e terá de ser aprovada pela Câmara dos Lordes, antes de ser promulgada.

A União Europeia já demonstrou desagrado e ameaçou com os tribunais.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE