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O País – A verdade como notícia

Com 253 votos contra 213 do Presidente Donald Trump, o candidato democrata Joe Biden está cada vez mais perto da vitória. Faltam apenas seis Estados federais para o fim do processamento de votos.

Numa alturam em que Biden lidera 50.5% dos votos, Trump encontra-se nuam situação cada vez mais complicada com 48%, segundo estimativas da CNN.

Não obstante as estimativas, a vitória ainda não é previsível, porquanto falta ainda a contagem de votos em seis Estados, nomeadamente: Pensilvânia que compreende 20 delegados, Georgia com 16 delegados, Carolina do Norte com 15, Arizona com 11, Nevada com 6 e Alaska com três votos.

Até ao meio-dia desta quinta-feira, Trump liderava na Pensilvânia com 50.7% dos votos contra 48.1% de Biden. Em Georgia, lidera com 49.6% contra 49.1% de Biden, Em Carolina do Norte. O republicano também lidera com 50.1% dos votos contra 48.6% do democrata.  Entretanto, Biden está em frente em Arizona com 50.5% contra 48.1% e em Nevada com 49.3% contra 48.7% de Trump que já ter venceu em Alaska com 62.9% contra 33% de Biden.

Fora os votos colegiais, também estão em disputa os assentos no congresso. Dos 50 votos para controlar o Senado, os democratas e republicanos estão empatados com 47 de cada lado. Já na Câmara dos Representantes, onde são precisos 218 votos, os democratas estão a liderar com 199 votos contra 188 dos republicanos.

Os Estados Unidos de América registaram cerca de 100 mil infecções pelo novo Coronavírus, na última quarta-feira. Este é um novo máximo diário e total de casos aumentou para 9.477.239, numa altura em que as atenções dos norte-americanos estão viradas as eleições presidências.

O número de mortes por COVID-19 naquele país, desde o início da pandemia, subiu para 233.650, segundo o Noticias ao Minuto, com base na contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Embora Nova Iorque não seja o estado com o maior número de infecções, continua a ser aquele onde já houve mais óbitos (33.556). Só na cidade de Nova Iorque morreram 24.034 pessoas.

O Instituto de Avaliações e Métricas de Saúde da Universidade de Washington estimou que até o final do ano, os Estados Unidos da América vão registar 325 mil mortos e 400 mil a 01 de Fevereiro próxima, diz o Noticias ao Minuto.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 47,5 milhões de casos de infecção em todo o mundo, avança o órgão que nos referimos, citando um balanço da AFP.

A doença é transmitida por um novo Coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro reiterou esta quarta-feira o seu desejo pessoal de que o Presidente norte-americano, Donald Trump, seja reeleito.

Citado pelo Observador, Jair Bolsonaro, afirmou numa breve conversa com alguns apoiantes fora da sua residência oficial, o Palácio da Alvorada que “minha preferência é clara e isso não é uma interferência. Tenho um bom relacionamento político com Trump e espero que ele seja reeleito”.

Bolsonaro declarou que “o Brasil continuará sendo o Brasil” e manterá sua tradição de “não ingerência” nos processos internos de outros países.

Nesse contexto, reiterou as suas críticas a Joe Biden, que tem questionado as políticas agressivas de Bolsonaro para o meio ambiente e em particular para a região amazónica.

“O candidato democrata, duas vezes, falou sobre a Amazónia. É isso que eles querem para o Brasil? Porque aí sim é interferência de fora para dentro”, acusou Bolsonaro.

O Presidente do Brasil afincou que “nenhum dos governos anteriores” no Brasil teve uma relação da “qualidade” como tem com Trump e garantiu que “há pessoas que se incomodam com isso”.

Com 253 votos, dos 270 que um candidato à Casa Branca deve conquistar no Colégio Eleitoral para ser proclamado Presidente dos Estados Unidos América (EUA), Joe Biden está cada vez mais próximo de assumir, por quatro anos, o destino da chamada democracia mais consolidada do mundo.

 Além da vitória no Wisconsin, Joe Biden “arrasou” em Michigan [com um peso de 16 votos no Colégio Eleitoral] e na Pensilvânia. Este último estado, dos mais importantes, foi onde Donald Trump pavimentou o seu caminho para a vitória, há quatro anos. Ao que tudo indica, o reinado do actual timoneiro da Casa Branca está no fim.

“Se Biden mantiver a sua liderança em Nevada e Arizona, onde as contagens ainda não foram concluídas, ele terá votos suficientes no Colégio Eleitoral para ser o 46º presidente”, escreve a CNN.

“As corridas no Arizona, Geórgia, Nevada e Carolina do Norte estão perto demais. Em muitos casos, as disputas acirradas podem depender da contagem de votos ausentes e enviados pelo correio, que tendem a favorecer desproporcionalmente os democratas”, acrescenta o órgão.

Segundo escreve o Observador, o estado do Arizona prometeu mais uma série de dados sobre a contagem dos dados por lá, mas ainda não há novidades.

“Isto é o que se sabe nos estados decisivos neste momento: no Arizona, 84% dos votos estão contabilizados. Joe Biden vai na frente com 50,7% dos boletins, mas Donald Trump está a aproximar-se e tem 47,9% dos votos”.

Na Georgia, 95% dos votos já foram registados. Donald Trump está à frente com 49,7% dos votos, mas Joe Biden está logo atrás com apenas menos 0,6 pontos percentuais.

No Nevada, 86% dos votos foram contados até agora. Joe Biden segue em vantagem com 49,3% dos votos, mas Donald Trump surge logo a seguir com 48,7% dos votos, refere o Observador

Na Carolina do Norte, 95% dos votos estão contados. Donald Trump está na liderança com 50,1% dos votos e Joe Biden regista 48,6% dos votos.

Apesar da vantagem sobre Donald Trump, Joe Biden tem sido cauteloso e comedido nas declarações em relação à votação de terça-feira. Enquanto Trump aponta vícios ou irregularidades no escrutínio e ameaça recorrer ao supremo tribunal para repor a legalidade, o democrata Biden disse que não iria declarar vitória até que a contagem fosse concluída em estados-chave.

Não obstante o que se diz sobre o sistema eleitoral norte-americano, em que o voto popular não é por si suficiente para um candidato presidencial eleger-se, Biden tem uma certeza: “aqui [nos EUA], o povo manda. O poder não pode ser tomado ou afirmado”.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, assinou na noite de terça-feira um decreto que impõe o recolher obrigatório a nível nacional, a partir das 22h00. O documento entra em vigor a partir desta quinta-feira, segundo indica a imprensa daquele país.

Foram aprovadas, igualmente, outras medidas restritivas que deverão vigorar até 03 de Dezembro próximo, com destaque para o enceramento de centros comerciais durante o fim-de-semana, escreve o Observador.

Giuseppe Conte já tinha anunciado a imposição de um recolher obrigatório nocturno na Itália, na segunda-feira, entre outras medidas restritivas para combater a pandemia.

Nessa altura, o primeiro-ministro italiano afirmou que não era o momento para impor um segundo confinamento geral no país, mas avisou que o governo iria adoptar, a nível nacional, “limites à circulação de pessoas à noite”.

Segundo o Observador, a Itália deverá distinguir “três zonas de risco” que terão medidas restritivas de gravidade gradual.

A colocação de uma região numa dessas categorias será decidida pelo Ministério da Saúde local, tendo em consideração o índice de transmissão do vírus, a presença de focos de contágio e a taxa de ocupação de camas nos hospitais.

As viagens para as regiões de risco serão limitadas, excepto por motivos de saúde, trabalho ou estudo.

Além disso, o país também deverá introduzir outras medidas a nível nacional, como mais ensino à distância, capacidade máxima reduzida para 50% nos transportes públicos, encerramento de centros comerciais aos fins de semana, encerramento de museus e exposições e proibição de jogos de vídeo em bares e cafés.

Há uma semana, a Itália fechou os cinemas, teatros, ginásios e piscinas e proibiu os restaurantes e bares de receberem clientes depois das 18 horas.

O país contabilizou 28.244 casos novos do novo Coronavírus num só dia, segundo os dados mais recentes, divulgados na terça-feira. O número mantém-se elevado mas que ficou abaixo dos 31 mil casos diários verificados na semana passada.

Ainda sem saber os resultados definitivos da eleição norte-americana desta terça-feira, o candidato Donald Trump, actual Presidente dos Estados Unidos da América (EUA); e o candidato Joe Biden, já reclamam vitória. Entretanto, enquanto Joe Biden mostra-se mais comedido com os resultados, Donald Trump é categórico ao declarar: “Nós vencemos estas eleições”, numa altura em que faltavam apurar resultados de nove estados, três dos quais favoráveis a Biden.

A partir da Casa Branca, poucos depois das 02h20 [madrugada nos Estados Unidos], Donald Trump chamou cerca de 200 pessoas para as quais falou sobre o processo eleitoral.

Confiante na vitória, o actual Presidente dos Estados Unidos da América e candidato para um segundo mandato, fez um rescaldo sobre as eleições e começou por elogiar os “milhões e milhões” de norte americanos que votaram.

Afastado a hipótese de derrota, Trump fez questão de salientar os estados onde o partido republicano ganhou, fazendo referência à Florida, à Carolina do Norte e ao Michigan, escreve o Notícias ao Minuto.

“Estávamos prontos para sair esta noite e celebrar. Mas de repente tudo mudou. Os cidadãos saíram à rua em números recordes para apoiar o nosso movimento”, afirmou Trump, referindo-se, por exemplo, à vitória na Florida, onde fez uma campanha eleitoral intensa.

“Isto é uma fraude para os americanos. É uma vergonha para os norte-americanos”, considerou Trump, ao equacionar a hipótese de a contagem de votos poder estar eivada de irregularidades ou vícios.

A esse respeito, o canditado ameaçou traval uma baltalha judicial e disse que nunca ninguém já tinha visto resultados eleitorais favoráveis aos republicanos, numa votação, com os que apontavam para a sua vitória.

“Nós estamos a preparar-nos para uma grande celebração. Estamos a vencer tudo. E todos os centros de votos foram encerrados. Os resultados esta noite foram fenomenais. E nós, literalmente, estamos preparados para sair à rua e celebrar uma coisa tão bela, tão boa. Que votos! Que sucesso! Os cidadãos deste país saíram em número recorde. Isto é recorde. Nunca houve algo assim”, declarou Trump.

Já o candidato democrata Joe Biden, citado pela Sic Notícias, afirmou esta quarta-feira que está confiante com o resultado das eleições nos Estados Unidos da América e pediu paciência pela contagem dos votos.

“A vossa paciência é digna de louvor. Sabíamos que isto ia durar muito, mas quem diria que chegaria amanhã de manhã, talvez até mais tempo?”, disse Joe Biden, ao iniciar o seu discurso, e acrescentou:  “sentimo-nos bem onde estamos (…). Acreditamos que estamos no bom caminho para ganhar esta eleição”.

Aparentemnente pciente, o democraca prosseguiu dizendo: “sabíamos que, devido à votação por correspondência sem precedentes, a contagem demoraria algum tempo. Temos de ser pacientes até que termine o árduo trabalho de contagem de votos. E só terminará quando todos os votos forem contados, todo apuramento de resultados finalizado. Sentimo-nos bem onde estamos”.

“Acreditamos que uma das redes já nos confortou no Arizona e isso é uma reviravolta. Acabámos de ter a mesma informação no Minnesota. Mas ainda estamos em disputa na Geórgia, embora isso não seja o que esperávamos. E estamos a sentir-nos muito bem com o Wisconsin e o Michigan. E, a propósito, levará tempo a contar os votos”, disse Biden.

“Como sempre disse, não me cabe a mim nem a Donald Trump declarar quem ganhou estas eleições. Essa é a decisão do povo americano. Mas eu estou optimista quanto a este resultado”.

Na declaração feita ao lado da mulher, Jill Biden, o antigo vice-presidente, garantiu ainda que vai vencer na Pensilvânia, considerado um dos estados-chave para determinar a eleição do próximo Presidente norte-americano.

Até ao momento, segundo a apuração da Associated Press, Joe Biden tem 238 delegados e Donald Trump conta com 213 votos no colégio eleitoral, mas ainda falta saber o resultado de alguns Estados decisivos.

Para vencer, um dos candidatos deverá ter pelo menos 270 votos do Colégio Eleitoral.

Cerca de 130 milhões dos norte-americanos já começaram a votar nos delegados que vão eleger o futuro presidente dos Estados Unidos. Os eleitores também escolhem os representantes do Congresso e Senado pelos próximos dois anos.

A maior atenção incide nos Estados denominados “campos de batalha” onde o voto é indeciso que incluem Pensilvânia, Michigan e Wisconsin.

O candidato democrata Joe Biden continua a liderar as intenções de voto, mas a distância que o separa do seu oponente, Donald Trump, é oscilante.  Quase 100 milhões de eleitores já votaram nos dias anteriores por correio ou presencialmente, como forma de evitar a contaminação pela COVID-19.

Esta terça-feira, espera-se uma forte presença dos eleitores republicanos nas urnas, visto que, tal como o seu candidato Trump, eles suspeitam que o voto por correio seja vulnerável a fraudes.

Donald Trump já disse que à noite desta terça-feira estará com advogados para processar qualquer irregularidade. Entretanto, um em cada quatro norte-americanos já usaram voto por correio em eleições anteriores. Os resultados eleitorais poderão não ser conhecidos esta noite, devido à demora do processamento de votos por correio.

Espera-se que Florida e Georgia sejam os primeiros Estados a divulgar os resultados. Estas eleições, de acordo com Biden, são um referendo aos quatro anos da Administração Trump marcados por crescimento económico, mas que ruiu com a chegada da COVID-19, protestos raciais, guerra comercial com a China e saída de vários acordos internacionais. Ambos candidatos lutam para conseguir 270 votos colegiais necessários para vitória na Casa Branca.

Subiu de três para cinco o número de vítimas mortais do ataque em Viena, na Áustria, anunciaram as autoridades citadas pelo Notícias ao Minuto.
“Infelizmente, uma nova vítima morreu no hospital. Isso eleva o número total de mortos para dois homens e duas mulheres”, disse um porta-voz do ministério à agência de notícias AFP, somando-se ainda a morte de um agressor. Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas no ataque, segundo a agência de notícias AP.

Segundo a Polícia, citada pelo notícias ao Minuto, duas pessoas foram detidas esta terça-feira, perto de Viena, enquanto a polícia procurava cúmplices dos atiradores no ataque de segunda-feira, do qual resultaram em cinco vítimas mortais, incluindo um dos atacantes.

Além das vítimas mortais, diversas pessoas ficaram feridas, entre as quais se encontra um português, confirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem divulgada no portal da Presidência da República na Internet.
De acordo com a Reuters, que cita a agência APA, a polícia disse que as duas detenções foram feitas na cidade de Sankt Pölten.

Em conferência de imprensa televisiva, esta manhã, o ministro do Interior, Karl Nehammer, voltou a pedir aos cidadãos que ficassem em casa.

Um atacante, que foi identificado como simpatizante do Estado Islâmico, foi abatido pela polícia na segunda-feira à noite. As autoridades não descartaram a possibilidade de haver mais do que um atirador, suspeitando-se que pelo menos um tenha fugido. “Não podemos excluir que haja mais agressores”, apontou o responsável da Polícia de Viena, Gerhard Pürstl, em conferência de imprensa.

A agência de notícias austríaca (APA) avança ainda que sete dos feridos no ataque se encontram em estado crítico e correm risco de vida.

O ataque ocorrido esta segunda-feira foi o primeiro em Viena em 35 anos. Três pessoas morreram e 15 ficaram feridas numa série de ataques na noite desta segunda-feira em Viena, a capital da Áustria, segundo as autoridades austríacas, citadas pelo Notícias ao Minuto.

 

09h11: Ataque em Viena faz três mortos e 15 feridos

Três pessoas morreram e 15 ficaram feridas numa série de ataques na noite desta segunda-feira em Viena, a capital da Áustria, segundo as autoridades austríacas, citadas pelo Notícias ao Minuto.

Durante a troca de tiros com a polícia, um dos autores do ataque foi morto, e um agente ficou gravemente ferido. As autoridades montaram um enorme dispositivo de segurança para localizar um terrorista que fugiu, com dezenas de agentes das forças especiais e especializadas em acções antiterroristas a participarem nos esforços de busca, que também inclui o controlo das fronteiras.

A última vítima mortal é uma das mulheres hospitalizadas que não resistiu à gravidade dos ferimentos, sendo que entre os óbitos foi incluído um dos atacantes, abatido pela polícia”, afirmam as autoridades.
“Como resultado deste terrível crime (…) uma segunda mulher morreu na sequência dos ferimentos”, declarou o autarca de Viena, Michael Ludwig, citado pela RTP.

“Estou feliz que os nossos polícias já tenham eliminado um dos autores. Nunca seremos intimidados pelo terrorismo e lutaremos contra esses ataques com todos os meios. Não podemos dizer nada sobre o motivo ainda. Não podemos descartar um motivo antissemita, pelo lugar onde começou”, afirmou o Chanceler austríaco, Sebastian Kurz, citado pela RTP, que classificou os actos de “ataques terroristas nojentos”.

Centenas de pessoas refugiaram-se em bares e restaurantes, muito lotados porque hoje começa um novo confinamento para prevenir a propagação da COVID-19, escreve o Notícias ao Minuto.

“Estávamos a comer e a beber, quando ouvimos os tiros. No começo pensámos que fosse fogo-de-artifício, mas ouvimo-los mais de perto e as pessoas reagiram com pânico”, disse Petra, uma brasileira que estava na zona quando o ataque começou.

Outra testemunha, Rabino Schlomo Hofmeister, disse à agência de notícias EFE que ouviu “100 tiros” nos primeiros momentos do ataque.

“Pelo menos um atacante atirou em pessoas que estavam sentadas à frente de bares e restaurantes. As pessoas correram em pânico para dentro, mas o atacante seguiu-as e atirou lá dentro também”, descreveu.

O Governo austríaco alertou que a situação de perigo ainda não passou, e pediu aos cidadãos para não saírem de casa, a não ser que seja estritamente necessário.

O último ataque em Viena ocorreu em 1985, quando o grupo palestiniano Abu Nidal matou três pessoas e feriu 39 no aeroporto da cidade.

 

 

O Presidente norte-americano, Donald Trump admitiu, ontem, despedir o maior especialista em doenças infecciosas do país e membro da força-tarefa da Casa Branca contra a COVID-19, depois das eleições presidenciais que vão decorrer esta terça-feira.

No seu discurso durante um dia de campanha na Flórida, Donald Trump queixou-se da cobertura da comunicação social em relação à COVID-19, quando uma multidão gritou “demita Fauci”, segundo o Notícias ao Minuto.

“Não digam a ninguém, mas esperem até um pouco depois das eleições”, afirmou o Presidente citado pelo CNN Brasil que, na sequência, agradeceu pelo conselho.

Mais tarde, o Chefe de Estado norte-americano disse que Fauci é “boa pessoa, mas enganou-se muitas vezes”.

Os pronunciamentos de Donald Trump foram feitos após uma entrevista de Anthony Fauci ao Washington Post, onde este criticou a resposta da administração de Trump à pandemia do novo Coronavírus, incluindo o médico Scott Atlas, a quem o presidente confiou a missão de aconselhá-lo a lidar com a doença. A tensão entre Trump e Fauci tem vindo a aumentar ao longo da pandemia, escreve o Notícias ao Minuto.

O epidemiologista foi recentemente atacado por Trump, defensor de que “as pessoas estão cansadas da COVID-19” e “de ouvir Fauci e todos estes idiotas”. Em resposta, o especialista defendeu a sua independência como cientista.

“Quando se está no mesmo pódio que os políticos, não se deve ter medo de dizer a alguém algo que eles não vão gostar de ouvir”, disse Anthony Fauci, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo CNN Brasil, apesar de Trump e Fauci terem demonstrado cooperação no início da pandemia, a relação entre eles se deteriorou significativamente. O especialista disse que não informa mais o presidente e foi substituído por Atlas.

Até esta segunda-feira, cerca de 9,2 milhões de norte-americanos foram infectados pelo novo Coronavírus e mais de 230 mil morreram.

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