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O País – A verdade como notícia

O actual Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump mantém plenos poderes até à posse do vencedor das eleições presidências de 03 de Novembro, Joe Biden.

Uma politóloga ouvida pela Lusa considera que Donald Trump poderá preparar-se para “usar e abusar dos seus poderes ao máximo”.

O candidato democrata Joe Biden foi, este sábado, anunciado como vencedor das eleições presidenciais de 03 de Novembro, segundo a imprensa norte-americana.

A investidura de Biden como 46.º Presidente dos Estados Unidos da América está marcada para 20 de Janeiro de 2021. Até às 12 horas desse dia, o actual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá manter plenos poderes na presidência daquele país, segundo o Notícias ao Minuto.

“Ele tem exactamente todos os poderes que tinha, nada muda”, disse à Lusa a cientista política luso-americana Daniela Melo.

A especialista explicou que, nos próximos meses, Donald Trump será o que nos Estados Unidos se denomina como “lame duck President”, ou “Presidente pato manco”, um período em que não se espera que o Chefe de Estado faça algo relevante. No entanto, mesmo durante a transição para o novo Presidente, o actual mantém os seus poderes intactos, podendo fazer nomeações, exonerações, ordens executivas, vetar ou assinar legislação preparada pelo congresso e tudo o que o cargo lhe confere.

A Constituição dos Estados Unidos determina que o mandato presidencial é de quatro anos. O Presidente Trump assumiu o cargo a 20 de Janeiro de 2017.

Joe Biden já reagiu em agradecimento pela vitória nas eleições. “Estou honrado que me tenham escolhido para liderar o nosso grande país”, escreveu Biden no Twitter.

O próximo presidente dos EUA, que tem citado pela imprensa internacional, diz ter consciência que terá pela frente “um caminho árduo”, mas isso não o impede de garantir que será “um presidente para todos os americanos”.

Joe Biden poderá ser o 46º presidente dos Estados Unidos da América.

O democrata Joe Biden acaba de ser proclamado vencedor das eleições nos Estados Unidos da América.

De acordo com os resultados avançados pela imprensa internacional, Biden conseguiu 284 dos 270 votos necessários do colégio eleitoral, enquanto Donald Trump não foi além dos 214.

A notícia da confirmação de Biden como o próximo inquilino da Casa Branca já está a ser partilhada pelas maiores agências de informação e comunicação no mundo.

Biden, de 78 anos de idade, vai substituir Trump que não conseguiu reeleição, quebrando a dinastia que caracteriza os EUA, na alternância de dois mandatos entre os candidatos republicanos e democratas.

Este pleito nos Estados Unidos tem sido visto por diversos analistas como um dos mais disputados e que mais envolveu reivindicações de vitória entre os candidatos. Enquanto Trump com teor aguerrido antecipou vitória, Biden com aparições convictas também vaticinava-se vencedor.

Aliás, Trump tem-se mostrado incrédulo quanto aos resultados e sempre colocou em causa a credibilidade do processo, tanto é que recorreu à justiça. Um facto poucas vezes visto na considerada maior democracia do mundo.

 

O órgão escreve igualmente que ao quarto dia após as eleições nos Estados Unidos da América (EUA), e com Joe Biden a assegurar 253 grandes eleitores contra os 213 conseguidos por Donald Trump, ainda há centenas de milhares votos por contar em estados decisivos como Arizona, Georgia, Nevada e Pensilvânia. Dessa contagem depende o resultado oficial da eleição, mau grado a acusação de “fraude eleitoral” do atual presidente Trump. Entretanto, a responsável pela Comissão Federal de Eleições, Ellen Weintraub, já veio dizer que “não existe qualquer evidência de fraude” nem de “votos ilegais”.

À tarde deste sábado, em Moçambique, os quatro Estados acima referidos apresentavam vantagem clara para Joe Biden, mesmo o Arizona, tradicionalmente republicano. Aqui, com 90 por cento dos votos contados e 173 mil ainda por contar, Biden liderava com 49,7%, deixando para trás Trump com 48,8% dos votos.

“Na Pensilvânia, que em 2016 votou em Donald Trump — representando uma das grandes conquistas republicanas onde o partido não ganhava desde 1992 — e agora garantiria a sua reeleição, a contagem afigura-se renhida: Biden está à frente de Trump por apenas quatro décimas (49,6% contra 49,2%). Ainda faltam apurar 89.282 votos, sendo que, em Filadelfia, há entre 20 e 25 mil votos por correio — segundo a CNN, estes votos são os mais difíceis de validar, pois uma assinatura no local errado ou um envelope mal digitalizado são suficientes para obstar e tornar mais lento todo o processo”, acrescenta o Expressso.

Por sua vez, na Georgia foi anunciada a recontagem dos votos devido à proximidade nos votos a favor de ambos os candidatos presidenciais, de 49,5% para Joe Biden e 49,3% para Donald Trump.

“O Nevada é o Estado que denota mais atraso na contagem, com 87% dos votos apurados. Mesmo assim, o candidato democrata já liderava com 49,5% dos votos, ofuscando um Trump que apenas conseguiu obter 48%. A importância estratégica deste Estado prende-se com o rápido crescimento da população nas últimas duas décadas devido à maior presença de votantes latinos, asiáticos e negros dos EUA. Recorde-se que, em 2016, a candidata democrata Hillary Clinton obteve no Nevada uma confortável margem de 2,4 pontos percentuais”, refere o órgão que temis vindo a citar.

“Um quinto Estado em que os trabalhos estão a decorrer é Carolina do Norte, onde o candidato republicano tem há anos vantagem assegurada, o que se voltou a confirmar: desta feita, arrecadou 50,1% dos votos contra 48,7% dados aos democratas. Também no Alaska, onde ainda falta contabilizar 50% dos votos, Donald Trump surge como vencedor”.

“A grande pergunta que se formula neste momento é quando é que haverá um resultado final da eleição — ou seja, quando será oficialmente declarado um vencedor. Este ano, sobretudo devido à pandemia de Covid 19, uma grande quantidade de eleitores (68%, sendo que em 2016 esse número fixou-se nos 34%) votaram antecipadamente, sobretudo pelo correio. Isto tornou o processo mais vagaroso”, avança ainda.

Num outro desenvolvimento, o Expresso diz que, nestas eleições, mais de 300 processos judiciais deram entrada, alegando violação da lei eleitoral. Esperam-se muitos mais, centrados em supostas irregularidades do voto por correspondência e na mudança de regras durante a pandemia.
“De tudo isto se depreende que o fim das eleições pode chegar daqui a dias ou mesmo meses, dependendo dos obstáculos que vão surgindo pelo caminho”, conclui.

O antigo Presidente da República do Kosovo, Hashim Thaçi, que se demitiu na quinta-feira para enfrentar acusações de crimes de guerra, comparece na segunda-feira pela primeira vez perante um juiz do tribunal especial em Haia, anunciou esta sexta-feira o tribunal, citado pelo Observador.

Em breves declarações, Hashim Thaçi alegou que pretende evitar o que designou de tentativas para reescrever a história. “O Kosovo foi a vítima. A Sérvia foi o agressor”, disse.

O antigo Chefe de Estado, de 52 anos, destacou-se como líder guerrilheiro dos separatistas albaneses durante a guerra contra a Sérvia no final da década de 1990, antes de ganhar relevo político após o conflito que provocou mais de 10.000 mortos.

Um procurador internacional indiciou Hashim Thaçi com dez acusações de crimes contra a humanidade e crimes de guerra pela sua liderança do então designado Exército de Libertação do Kosovo (UÇK), acusado de práticas como detenção ilegal, abuso e assassínio de opositores e alegados “traidores” durante o conflito.

Segundo um comunicado das Câmaras especializadas, citado pelo Observador, a acta de acusação contra Thaçi e os restantes acusados – Kadri Veseli, Rexhep Selimi e Jakup Krasniqi – foi confirmada no dia 26 de Outubro, mas não foi tornada pública de imediato.

No total, a acta de acusação detalha 170 alegados crimes. A acta de acusação alega factos que constituem crimes de guerra, detenções e privações de liberdade ilegais ou arbitrárias, tratamentos cruéis, atos de morte, torturas ou crimes contra a humanidade, actos desumanos de tortura, sequestros e perseguições cometidos entre Março de 1998 e Setembro de 1999.

“Em diversos locais do Kosovo, e ainda em Kukes e Cahan, no norte da Albânia, membros do Exército de Libertação do Kosovo [UÇK] cometeram crimes contra centenas de civis e não combatentes”, lê-se na acta de acusação divulgada a 5 de Setembro.

Ainda sem resultados finais, o candidato republicano Donald Trump considera-se vencedor das eleições de 03 de Novembro corrente, cuja contagem dos  votos favorece  o seu adversário, o democrata Joe Biden.

O republicano disse que “se forem contados os votos legais, eu ganho facilmente a eleição. Se forem contados os votos ilegais e atrasados, eles podem roubar a nossa eleição”.

Trump foi mais adiante e reforçou a sua teoria de fraude e falta de transparência nas eleições, acusando os democratas de “roubarem” votos. Por isso, prometeu levar o caso até ao supremo tribunal, para impedir que sejam considerados os votos que tenham chegado após o encerramento das urnas.

Já o democrata Joe Biden, que lidera a contagem dos votos, mostrou-se cada vez mais confiante na vitória: “não temos dúvidas que, quando a contagem terminar, a senhora Harris e eu seremos declarados vencedores”.

Biden voltou a pedir paciência e calma ao povo americano, enquanto se aguarda pelo fim da contagem dos votos.

A paz está seriamente ameaçada na Etiópia, um dos países mais populosos de África com 110 milhões de habitantes e mais de 80 grupos étnicos.

A tensão agravou-se na terça-feira, quando o governo central da Etiópia acusou Tigray, uma região de norte, de ter lançado um ataque a uma base militar do exército etíope.

Em reacção a este alegado ataque, o primeiro-ministro etíope, vencedor do Nobel da Paz 2019, Abiy Ahmed, ordenou uma operação militar na região de Tigray e impôs o Estado de Emergência de seis meses, incluindo recolher obrigatório.

Esta quarta-feira, o governo de Tigray queixou-se de bombardeamentos em algumas partes da região feitos pelo exército etíope.

Em união com o movimento armado Frente de Libertação Popular, o governo de Tigray disse estar decidido a lutar pela defesa do seu povo e transformar-se em mártir. O governo de Tigray recusou-se a entrar em negociações com o governo de Abiy Ahmed.

Ademais, Tigray, que faz fronteira com Eritreia, acusa as forças de defesa deste país de manifestar apoio ao governo etíope. Os Estados Unidos, a União Africana, bem como a União Europeia pedem contenção em ambos lados e receiam que o conflito se alastre para outras regiões da Etiópia.

Tigray, uma região com cerca de 250 mil tropas e equipamento militar sofisticado, acusa o governo de Abiy de marginalizar o povo daquela região que desempenhou um papel importante para sua nomeação em 2018.

O Presidente e candidato a reeleição Donald Trump insiste em associar os rivais democratas e o sistema eleitoral dos Estados Unidos a fraudes. A posição de Trump não foi aceite por alguns líderes do seu partido (Partido Republicano) , que manifestaram na madrugada desta sexta-feira insatisfação e criticaram publicamente as alegações sobre corrupção sem provas do seu representante, escreve a BBC News.

Chris Christie, ex-governador de Nova Jersey, falou durante uma entrevista para o canal Americano ABC que “não ouvimos nada hoje sobre qualquer evidência [de fraude no processo eleitoral]”. “Esse tipo de coisa só faz inflamar a população sem informar e não podemos permitir isso. Se você vai usar a casa branca, é seu direito fazer isso, mas se você estiver errado o povo americano poderá fazer o julgamento”, disse. Christie, segundo a CNN Brasil, é muito próximo de Donald Trump e preparou o presidente para os debates contra Joe Biden neste ano.

Outro republicano que criticou Trump foi o governador de Maryland, Larry Hogan, que disse via Twitter: “Não há defesa para os comentários do presidente, que está minando o processo democrático. A América está contando os votos e devemos respeitar os resultados como sempre fizemos antes.”

O senador Utah Mitt Romney, citado pela CNN Brasil, também foi para o Twitter reclamar dos discursos de Trump.

“Contar todos os votos está no cerne de nossa democracia. O processo é muitas vezes longo e para aqueles que estão na disputa, frustrante. Os votos serão contados. Se há alguma irregularidade, isso será investigado e decidido de maneira final da corte. Tenha fé em nossa democracia, em nossa constituição e no povo americano.”

Quem saiu em apoio a Trump foi o senador recém reeleito Lindsey Graham, da Carolina do Sul. Ele disse que irá doar US$ 500 mil para o fundo de defesa legal de Trump, e disse que há “evidências abaladoras para apoiar as informações de Trump de que o processo eleitoral está sendo fraudado”.

 

Estados Unidos continuam à espera dos resultados

Os Estados Unidos acordaram para mais um dia de espera, incerteza e de contagem de votos, da batalha renhida pela Casa Branca entre Donald Trump e Joe Biden.

De acordo com os dados já divulgados pela imprensa internacional, o candidato democrata Joe Biden está com um ligeiro avanço em relação ao seu adversário, o Presidente Donald Trump. Apesar de tudo permanecer em aberto e de as contagens ainda continuarem em certos Estados, Trump reclama a vitória, escreve a Rádio França Internacional (RFI).

De acordo com dados oficiais, citados pela RFI, Joe Biden tinha conseguido alcançar grandes eleitores, em relação ao seu adversário republicano, Donald Trump . Sem surpresas, Donald Trump alcançou a vitória na Florida e no Texas. Já Biden ganhou na Califórnia bem como no Estado de Nova Iorque.

Segundo o sistema eleitoral americano, para sair vitorioso, é preciso um candidato alcançar pelo menos 270 grandes eleitores sobre um colégio que contabiliza 538 membros. Na maioria dos Estados, quem alcança a maioria dos votos, ganha a totalidade dos seus grandes eleitores.

Um total de 57 pessoas morreram em consequência da passagem do furacão Eta pela América Central, causando chuvas fortes e inundações desde o Panamá à Guatemala, esta quinta-feira.

A tempestade é agora uma depressão tropical, mas deve recuperar e dirigir-se para Cuba e possivelmente para o Golfo do México no início da próxima semana, refere o Notícias ao Minuto, citando a agência AP.

O furacão Eta chegou à região de Nicarágua como um furacão de categoria quatro na terça-feira, mas transformou-se numa tempestade tropical. No entanto, a forte chuva que causou fez com que grande parte da América Central permanecesse em alerta máximo.

De acordo com o Notícias ao Minuto, governos e organizações de ajuda informaram que as cheias e os deslizamentos de terra causados pelas chuvas fortes criaram um desastre humanitário em grande parte da região.

O Eta teve ventos na ordem de 55 quilómetros por hora e moveu-se de norte a noroeste a 13 quilómetros por hora.

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