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O País – A verdade como notícia

Morreu, esta terça-feira, o antigo Presidente do Mali, Amadou Toumani Touré vítima de doença, anunciaram hoje um familiar e uma fonte médica, citados pelo Observador.

Amadou Toumani Touré, que governou o país de 2002 a 2012 antes de ser derrubado num golpe de Estado, morreu aos 72 anos de idade, num hospital da Turquia, após se submeter a uma operação cardíaca, escreve o jornal Le Monde.

O ex-presidente foi recentemente submetido a “uma operação cardíaca”, disse à agência de notícias AFP Oumar Touré, um médico de um hospital de Bamako, sob condição de anonimato.

“Depois, decidimos transferi-lo. Ele viajou para a Turquia muito recentemente num voo regular. Infelizmente, morreu durante a madrugada”, acrescentou.

Touré foi derrubado em Março de 2012 por um golpe militar, quando soldados se amotinaram contra a incapacidade do Governo de deter a ofensiva dos rebeldes tuaregues no norte do país e a entrada de jihadistas de países vizinhos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na segunda-feira que decidiu interromper os ensaio clínico da vacina Coronavac, do laboratório chinês Sinovac, contra o novo Coronavírus, após um “incidente grave “ocorrido no dia 29 de Outubro.

Em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, Anvisa não deu mais detalhes sobre o ocorrido, mas indicou que este tipo de incidentes inclui morte, efeitos secundários potencialmente fatais, incapacidade ou invalidez persistente ou significativa, hospitalização ou outro “evento clinicamente significativo”.

“Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado”, precisou a Anvisa, acrescentando que vai “avaliar os dados observados até o momento e julgar o risco ou benefício da continuidade” dos testes.

De acordo com a CCTV+, que também cita o comunicado da Anvisa, a suspensão do ensaio clínico da Coronavac, que envolve nove mil voluntários, ocorreu no mesmo dia em que a gigante farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou que a sua vacina contra o Coronavírus alcançou 90% de eficácia nos testes.

As vacinas candidatas da Pfizer e Sinovac estão em ensaios da fase 3, a última fase antes de receberem aprovação regulamentar.

Além do Brasil, o segundo país mais afectado pela pandemia, com mais de 162.000 mortes, a CoronaVac está igualmente a ser testada na China, Turquia, Bangladesh e Indonésia.

Laboratório chinês confiante na Coronavac apesar da suspensão do ensaio clínico

O laboratório chinês Sinovac Biotech diz estar confiante na segurança da sua vacina experimental contra a COVID-19, apesar da suspensão de um ensaio clínico no Brasil após um “incidente grave” com um voluntário, escreve a CCTV+.

“Estamos confiantes na segurança da vacina”, disse a Sinovac em comunicado, citado pela agência de notícias CCTV+, afirmando que o incidente em questão “não está relacionado” com a vacina.

Segundo a CCTV+, órgão público que coordena os testes de vacinas no Brasil, o Instituto Butantan, disse que ficou “surpreendido” com a decisão e dará, ainda hoje, uma conferência de imprensa às 14:00 (hora local).

Após o registo de uma morte e 16 novas infecções pela COVID-19 nos últimos oito dias, São Tomé e Príncipe volta, nesta segunda-feira, ao Estado de Calamidade Pública no contexto das medidas de prevenção da pandemia que assola o mundo inteiro.

“Pelo facto de, em São Tomé e Príncipe, sentirmos que os indicadores do quadro epidemiológico vêm evoluindo, no quadro do Conselho de Ministros tomámos algumas medidas”, disse aos jornalistas o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, no final de mais uma reunião alargada do Comité de Crise.

Citado pela DW, Jorge Bom Jesus refere que a decisão permite ao governo “adoptar medidas preventivas”, sobretudo porque aproxima-se a quadra festiva, e por isso, “nós queremos que a situação esteja controlada e possamos passar as festas num quadro de estabilidade ao nível da saúde”.

As medidas a serem seguidas durante o estado de calamidade pública que hoje reinicia serão anunciadas hoje, disse o executivo, recordando que na sua maioria “são recorrentes e bastante familiares”, incluindo o distanciamento social, a lavagem frequente das mãos e o uso das máscaras.

Para Jorge Bom Jesus, existe um “compromisso com a saúde da população, com a vida de cada são-tomense”, pelo que não irá “regatear esforços para que tudo isso aconteça”, pedindo a “compreensão ao povo” e “colaboração máxima”

De acordo com as últimas actualizações, São Tomé e Príncipe conta actualmente com 960 casos de infecção, 910 recuperados e 16 mortos por COVID-19.

Um ataque terrorista a uma base militar na cidade de Bagdad, no Iraque, provocou este domingo a morte de onze pessoas, incluindo elementos das forças de segurança, segundo indica o Notícias ao Minuto.

De acordo com a AFP, citando fontes médicas e policiais, o ataque na aldeia de Radouaniya terá sido provocado por “células” do Estado Islâmico.

Apesar de o Iraque ter declarado vitória sobre o grupo extremista há cerca de três anos, a organização jihadista mantém ainda algumas posições na região agrícola da capital iraquiana, onde o ataque deste domingo teve lugar.

 

O actual Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump mantém plenos poderes até à posse do vencedor das eleições presidências de 03 de Novembro, Joe Biden.

Uma politóloga ouvida pela Lusa considera que Donald Trump poderá preparar-se para “usar e abusar dos seus poderes ao máximo”.

O candidato democrata Joe Biden foi, este sábado, anunciado como vencedor das eleições presidenciais de 03 de Novembro, segundo a imprensa norte-americana.

A investidura de Biden como 46.º Presidente dos Estados Unidos da América está marcada para 20 de Janeiro de 2021. Até às 12 horas desse dia, o actual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá manter plenos poderes na presidência daquele país, segundo o Notícias ao Minuto.

“Ele tem exactamente todos os poderes que tinha, nada muda”, disse à Lusa a cientista política luso-americana Daniela Melo.

A especialista explicou que, nos próximos meses, Donald Trump será o que nos Estados Unidos se denomina como “lame duck President”, ou “Presidente pato manco”, um período em que não se espera que o Chefe de Estado faça algo relevante. No entanto, mesmo durante a transição para o novo Presidente, o actual mantém os seus poderes intactos, podendo fazer nomeações, exonerações, ordens executivas, vetar ou assinar legislação preparada pelo congresso e tudo o que o cargo lhe confere.

A Constituição dos Estados Unidos determina que o mandato presidencial é de quatro anos. O Presidente Trump assumiu o cargo a 20 de Janeiro de 2017.

Joe Biden já reagiu em agradecimento pela vitória nas eleições. “Estou honrado que me tenham escolhido para liderar o nosso grande país”, escreveu Biden no Twitter.

O próximo presidente dos EUA, que tem citado pela imprensa internacional, diz ter consciência que terá pela frente “um caminho árduo”, mas isso não o impede de garantir que será “um presidente para todos os americanos”.

Joe Biden poderá ser o 46º presidente dos Estados Unidos da América.

O democrata Joe Biden acaba de ser proclamado vencedor das eleições nos Estados Unidos da América.

De acordo com os resultados avançados pela imprensa internacional, Biden conseguiu 284 dos 270 votos necessários do colégio eleitoral, enquanto Donald Trump não foi além dos 214.

A notícia da confirmação de Biden como o próximo inquilino da Casa Branca já está a ser partilhada pelas maiores agências de informação e comunicação no mundo.

Biden, de 78 anos de idade, vai substituir Trump que não conseguiu reeleição, quebrando a dinastia que caracteriza os EUA, na alternância de dois mandatos entre os candidatos republicanos e democratas.

Este pleito nos Estados Unidos tem sido visto por diversos analistas como um dos mais disputados e que mais envolveu reivindicações de vitória entre os candidatos. Enquanto Trump com teor aguerrido antecipou vitória, Biden com aparições convictas também vaticinava-se vencedor.

Aliás, Trump tem-se mostrado incrédulo quanto aos resultados e sempre colocou em causa a credibilidade do processo, tanto é que recorreu à justiça. Um facto poucas vezes visto na considerada maior democracia do mundo.

 

O órgão escreve igualmente que ao quarto dia após as eleições nos Estados Unidos da América (EUA), e com Joe Biden a assegurar 253 grandes eleitores contra os 213 conseguidos por Donald Trump, ainda há centenas de milhares votos por contar em estados decisivos como Arizona, Georgia, Nevada e Pensilvânia. Dessa contagem depende o resultado oficial da eleição, mau grado a acusação de “fraude eleitoral” do atual presidente Trump. Entretanto, a responsável pela Comissão Federal de Eleições, Ellen Weintraub, já veio dizer que “não existe qualquer evidência de fraude” nem de “votos ilegais”.

À tarde deste sábado, em Moçambique, os quatro Estados acima referidos apresentavam vantagem clara para Joe Biden, mesmo o Arizona, tradicionalmente republicano. Aqui, com 90 por cento dos votos contados e 173 mil ainda por contar, Biden liderava com 49,7%, deixando para trás Trump com 48,8% dos votos.

“Na Pensilvânia, que em 2016 votou em Donald Trump — representando uma das grandes conquistas republicanas onde o partido não ganhava desde 1992 — e agora garantiria a sua reeleição, a contagem afigura-se renhida: Biden está à frente de Trump por apenas quatro décimas (49,6% contra 49,2%). Ainda faltam apurar 89.282 votos, sendo que, em Filadelfia, há entre 20 e 25 mil votos por correio — segundo a CNN, estes votos são os mais difíceis de validar, pois uma assinatura no local errado ou um envelope mal digitalizado são suficientes para obstar e tornar mais lento todo o processo”, acrescenta o Expressso.

Por sua vez, na Georgia foi anunciada a recontagem dos votos devido à proximidade nos votos a favor de ambos os candidatos presidenciais, de 49,5% para Joe Biden e 49,3% para Donald Trump.

“O Nevada é o Estado que denota mais atraso na contagem, com 87% dos votos apurados. Mesmo assim, o candidato democrata já liderava com 49,5% dos votos, ofuscando um Trump que apenas conseguiu obter 48%. A importância estratégica deste Estado prende-se com o rápido crescimento da população nas últimas duas décadas devido à maior presença de votantes latinos, asiáticos e negros dos EUA. Recorde-se que, em 2016, a candidata democrata Hillary Clinton obteve no Nevada uma confortável margem de 2,4 pontos percentuais”, refere o órgão que temis vindo a citar.

“Um quinto Estado em que os trabalhos estão a decorrer é Carolina do Norte, onde o candidato republicano tem há anos vantagem assegurada, o que se voltou a confirmar: desta feita, arrecadou 50,1% dos votos contra 48,7% dados aos democratas. Também no Alaska, onde ainda falta contabilizar 50% dos votos, Donald Trump surge como vencedor”.

“A grande pergunta que se formula neste momento é quando é que haverá um resultado final da eleição — ou seja, quando será oficialmente declarado um vencedor. Este ano, sobretudo devido à pandemia de Covid 19, uma grande quantidade de eleitores (68%, sendo que em 2016 esse número fixou-se nos 34%) votaram antecipadamente, sobretudo pelo correio. Isto tornou o processo mais vagaroso”, avança ainda.

Num outro desenvolvimento, o Expresso diz que, nestas eleições, mais de 300 processos judiciais deram entrada, alegando violação da lei eleitoral. Esperam-se muitos mais, centrados em supostas irregularidades do voto por correspondência e na mudança de regras durante a pandemia.
“De tudo isto se depreende que o fim das eleições pode chegar daqui a dias ou mesmo meses, dependendo dos obstáculos que vão surgindo pelo caminho”, conclui.

O antigo Presidente da República do Kosovo, Hashim Thaçi, que se demitiu na quinta-feira para enfrentar acusações de crimes de guerra, comparece na segunda-feira pela primeira vez perante um juiz do tribunal especial em Haia, anunciou esta sexta-feira o tribunal, citado pelo Observador.

Em breves declarações, Hashim Thaçi alegou que pretende evitar o que designou de tentativas para reescrever a história. “O Kosovo foi a vítima. A Sérvia foi o agressor”, disse.

O antigo Chefe de Estado, de 52 anos, destacou-se como líder guerrilheiro dos separatistas albaneses durante a guerra contra a Sérvia no final da década de 1990, antes de ganhar relevo político após o conflito que provocou mais de 10.000 mortos.

Um procurador internacional indiciou Hashim Thaçi com dez acusações de crimes contra a humanidade e crimes de guerra pela sua liderança do então designado Exército de Libertação do Kosovo (UÇK), acusado de práticas como detenção ilegal, abuso e assassínio de opositores e alegados “traidores” durante o conflito.

Segundo um comunicado das Câmaras especializadas, citado pelo Observador, a acta de acusação contra Thaçi e os restantes acusados – Kadri Veseli, Rexhep Selimi e Jakup Krasniqi – foi confirmada no dia 26 de Outubro, mas não foi tornada pública de imediato.

No total, a acta de acusação detalha 170 alegados crimes. A acta de acusação alega factos que constituem crimes de guerra, detenções e privações de liberdade ilegais ou arbitrárias, tratamentos cruéis, atos de morte, torturas ou crimes contra a humanidade, actos desumanos de tortura, sequestros e perseguições cometidos entre Março de 1998 e Setembro de 1999.

“Em diversos locais do Kosovo, e ainda em Kukes e Cahan, no norte da Albânia, membros do Exército de Libertação do Kosovo [UÇK] cometeram crimes contra centenas de civis e não combatentes”, lê-se na acta de acusação divulgada a 5 de Setembro.

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