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O País – A verdade como notícia

Quatro “capacetes azuis” do Chade, da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Mali, foram mortos, na sexta-feira, durante um ataque contra o seu acampamento na comunidade Aguelhok, no nordeste do país, a cerca de 200 quilómetros do posto de fronteira com a Argélia, escreve a Lusa.

Em comunicado de imprensa, a missão disse que o ataque foi “complexo e perpetrado” por vários terroristas “fortemente armados. Os atacantes sofreram grandes perdas e há vários mortos abandonados no local”.

“Duas posições da nossa força foram atacadas hoje de manhã, em Aguelhok. Perdemos quatro elementos, incluindo o chefe do destacamento e registamos 16 feridos”, indicou à Agência France Presse uma fonte militar do Chade, que pediu anonimato.

Segundo a nota, helicópteros foram enviados para retirar os feridos do local.

ANTÓNIO GUTERRES CONDENA ATAQUE CONTRA MISSÃO DA ONU NO MALI

O secretário-geral da ONU condenou o ataque de grupos armados contra o acampamento da missão, em Aguelhok, no Mali. António Guterres elogiou a coragem e a bravura dos “capacetes azuis” e agradeceu às forças internacionais pelo apoio aéreo.

Para Guterres, “trata-se de mais uma tentativa contra o processo de paz, mas que não vai afectar a determinação desta força em continuar a cumprir o seu mandato”.

O secretário-geral das Nações Unidas pediu às autoridades do Mali para que “não poupem esforços para identificar e responsabilizar, sem demora, os autores do ataque hediondo”, reiterando a solidariedade da ONU com o povo e o Governo do Mali na busca da paz.

 

Morreu, hoje, o cientista japonês Isamu Akasaki aos 92 anos de idade, vítima de doença. Galardoado em 2015 com o Prémio Nobel da Física, é considerado o pai do diodo emissor de luz (LED).

O cientista nasceu em Minamikyushu, no sudoeste do Japão e formou-se em engenharia eletrónica, tendo passado pela Universidade de Nagoya, onde esteve grande parte da carreira como professor e investigador, segundo a TVI24.

A imprensa japonesa diz que Isamu Akasaki morreu por complicações de uma pneumonia, razão pela qual estava internado no hospital de Nagoya.

Os resultados da sua investigação possibilitaram a criação de LED com cores como roxo, verde ou azul, o que levou a uma aplicação mais prática dos diodos que hoje em dia são aplicados em vários locais e materiais.

O governo dos Estados Unidos da América anunciou, hoje, um investimento para acabar com as disparidades raciais em diversos sectores, como laboral, habitação, educação e alterações climáticas.

Segundo a directora do Serviço da Casa Branca para os Assuntos Intergovernamentais, Julie Rodríguez, as desigualdades na economia e na sociedade dos Estados Unidos da América são de longa data.

“Sabemos que, durante várias gerações, as disparidades, na nossa economia e na nossa sociedade, tornaram-se mais difíceis para as comunidades negras terem uma parte justa do sonho americano”, disse Julie Rodríguez.

Para ultrapassar o problema, está na hora de alocar investimentos que a população espera, sobretudo para enfrentar o racismo sistémico, disse Julie Rodríguez, durante uma conferência de imprensa.

Para Rodríguez “já é hora de implementar investimentos esperados há muito tempo para enfrentar o racismo sistémico e reconstruir a nossa economia e a nossa rede de segurança social para que todas as pessoas nos EUA possam desenvolver o seu potencial”.

A iniciativa do executivo norte-americano faz parte do chamado Plano de Emprego, apresentado, na quarta-feira, por Joe Biden, com investimentos em infraestruturas e para a criação de postos de trabalho.

Todavia, o documento ainda precisa da aprovação do Congresso, que inclui fundos para atacar as desigualdades em várias áreas.

De acordo com um comunicado da Casa Branca, o plano em alusão inclui cem mil milhões de dólares para os programas de desenvolvimento de mão-de-obra, cuja finalidade é capacitar os estudantes de minorias étnicas para os empregos com a maior procura.

O plano pretende, igualmente, reduzir a distância digital, uma vez que as famílias negras e latinas têm menor acesso à banda larga do que as brancas.
Outro ponto, mencionado por Julie Rodríguez, é referente às infraestruturas.

“Sabemos que as pessoas de cor negra têm duas vezes mais probabilidades do que as brancas de depender do transporte público”, referiu.

Neste sentido, o plano contempla a construção de infra-estruturas de transporte e sistemas públicos mais equitativos, num investimento estimado em 15 mil milhões de dólares, em um programa que pretende criar ligações entre os bairros historicamente com más ligações.

Pelo menos 34 pessoas morreram num acidente ferroviário ocorrido na costa oriental de Taiwan.

De acordo com a Euronews, o acidente ocorreu à entrada de um túnel e envolveu um camião que se teria despenhado sobre a linha férrea.

Informações sugerem que o comboio transportava 350 passageiros, que aproveitavam o primeiro de quatro dias do feriado nacional.

Muitos encontram-se ainda retidos no interior do comboio aguardando pela chegada das equipas de emergência.

De recordar que o último acidente ferroviário ocorrido em Taiwan foi em Outubro de 2018 tendo provocado pelo menos 18 mortos.

O Chile vai fechar as suas fronteiras durante o mês de Abril para travar o aumento de infeções pela COVID-19, apesar de já ter vacinado um terço da sua população.

De acordo com Katherine Martorell, secretária adjunta para a Prevenção Criminal, durante o mês de Abril, mesmo os cidadãos chilenos não poderão sair ou entrar do país. Porém, será permitida a entrada apenas dos camiões com bens essenciais, mediante a apresentação pelo condutor de teste negativo para o novo Coronavírus.

A governante Katherine Martorell disse que Chile vive uma fase crítica devido à propagação da COVID-19.

“É um momento para implementar medidas difíceis e precisamos dos esforços de todos”, afirmou Katherine Martorell.
A proibição de entrada e saída abrange, também estrangeiros residentes no país. Além de fretes de bens essenciais, poderá ser autorizado o trânsito nas fronteiras, em casos excepcionais.

Segundo o Governo, durante os fins-de-semana, os cidadãos chilenos estarão limitados, porque só será permitida uma saída de casa para comprar bens essenciais.
Mesmo com o sucesso na vacinação, os números não são animadores. Chile colocou 80 por cento dos 19 milhões de habitantes em quarentena, desde finais de Março último.

Nunca antes, em toda a crise sanitária, o país sul-americano tinha colocado tanta gente em confinamento. Há uma semana, a ocupação de camas nas unidades de tratamento intensivo atingia 95 por cento da rede pública e privada chilena, segundo o EL País.

Os internamentos de adultos por conta da COVID-19 têm estado a aumentar, facto que levou a rede pública e privada de hospitais chilenos a funcionar de forma integrada, em resposta à crise sanitária.

O Governo avança que 96 por cento dos ventiladores hospitalares, necessários ao tratamento de doentes mais graves, estão ocupados.

O Conselho da Federação da Rússia  adoptou hoje a lei que permite ao Presidente russo, Vladimir Putin, permanecer no Kremlin até 2036.

Segundo a Lusa a aprovação formal da lei, que implica uma das emendas constitucionais adoptadas pelo plebiscito do dia 01 de Julho de 2020, ocorre depois da Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo) ter votado favoravelmente o projecto no dia 24 de Março.

Uma das modificações constitucionais e que para os detractores de Putin foi o principal objectivo da reforma constitucional, permite ao chefe do Kremlin, que chegou ao poder no ano 2000, apresentar-se em eleições mais duas vez, nomeadamente em 2024 e 2030.

A nova lei precisa, nesse sentido, que a mesma pessoa não pode ocupar o cargo de chefe de Estado durante mais de dois mandatos, mas, ao mesmo tempo, não impede ao político que “tenha ocupado ou ocupe o cargo de presidente da Federação Russa participar como candidato nas eleições Presidenciais no momento da entrada em vigor da modificação”.

A norma refere ainda que no futuro apenas podem ser candidatos à Presidência do país os cidadãos com mais de 35 anos que tenham vivido permanentemente no país pelo menos durante 25 anos consecutivos.

Os candidatos ao Kremlin não podem ter dupla nacionalidade ou passaporte de outro país, no passado.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou, esta terça-feira, o arranque da segunda fase da vacinação contra a COVID-19.

Segundo Cyril Ramaphosa, citado pela Lusa, a meta da África do Sul é vacinar 40 milhões de pessoas na segunda fase do processo que decorrerá durante seis meses a partir de Maio e contará com dois mil pontos de vacinação em todo o país.

O chefe de Estado sul-africano, que falava pela televisão pública, disse que o país concluirá, em três meses, a primeira fase da vacinação iniciada, em Fevereiro, que envolveu os profissionais de saúde.

Até ao momento, de acordo com os dados partilhados pelo Presidente Ramaphosa, mais de 250 mil profissionais de saúde foram imunizados com a vacina da Johnson & Johnson contra a COVID-19, salientando que a próxima prioridade das autoridades da saúde sul-africanas são os “grupos de risco”, isto é, pessoas com mais de 60 anos.

Para o efeito, o Governo da África do Sul criou uma plataforma digital, onde as pessoas que pretendem ser vacinadas podem-se registar e receber, posteriormente, um certificado digital de vacinação.

Cyril Ramaphosa admitiu “atrasos” no processo de vacinação na África do Sul, acrescentando que “o país deverá cumprir as suas metas”.

O Presidente da República sublinhou que a procura de vacinas, em todo o mundo, tornou-se “extremamente competitiva”, garantindo que as vacinas que a África do Sul está em processo de adquirir permitirão ao país alcançar a imunidade da parte da população de cerca de 59 milhões de habitantes o “mais depressa possível”.

O chefe de Estado anunciou que o Governo de Pretória já assegurou 11 milhões de doses da vacina Johnson & Johnson, “que é eficiente contra as variantes” no país, estando em conclusão o processo de negociação para a aquisição de 20 milhões de doses adicionais da mesma farmacêutica.

“Estamos também a concluir um acordo com a Pfizer para o fornecimento de 20 milhões de doses. As doses que o país está a tentar adquirir irão permitir vacinar cerca de 40 milhões de pessoas, e o Governo está a negociar a aquisição de outras vacinas, incluindo a Sinovac, Sinopharm e Sputunik V”, afirmou Ramapahosa, citado pela Lusa.

A farmacêutica sul-africana Aspen irá fabricar localmente a vacina contra a COVID-19 da Johnson & Johnson, numa unidade industrial situada na província do Cabo Oriental, sudeste do país, com capacidade de produção para 300 milhões doses por ano, referiu o chefe de Estado.

“No início desta semana, o African Vaccine Acquisition Trust assinou um acordo de aquisição em nome dos países membros da União Africana para 220 milhões de doses da vacina Johnson & Johnson”, declarou.

“Este acordo é significativo para África, não só porque concretiza a nossa determinação de que nenhum país fique para trás, mas também porque estas vacinas serão produzidas aqui mesmo no nosso continente”, referiu o Presidente sul-africano.

Na sua breve comunicação ao país, Ramaphosa sublinhou que o país vai manter o confinamento de nível um durante a Páscoa, embora com “pequenas” medidas ajustadas, devido ao número reduzido de novos casos de infecção da COVID-19, que “permaneceu, em média, estável nas últimas duas semanas”.

A Arábia Saudita acaba de anunciar uma iniciativa visando plantar um total de 10 biliões de árvores, durante as próximas décadas, tornando-se, até ao momento, na nação com o maior plano de arborização no mundo.

O plano, anunciado pelo monarca saudita, o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, vai ser implementado num total de 40 milhões de hectares de terras degradadas, aumentando a área coberta pela corrente de árvores em 12 vezes.

Com a concretização deste plano, a Arábia Saudita “vai contribuir em mais quatro por cento no cumprimento das metas da iniciativa global de redução da degradação do solo e, em um por cento, da meta global de plantar um trilião de árvores, com objectivo de reduzir as emissões de carbono, em mais de quatro por cento das contribuições globais” indica um comunicado de imprensa recebido na nossa redacção.

Ainda no que diz respeito ao compromisso com o clima, o reino saudita anunciou o maior programa de reflorestamento mundial, que vai acontecer em coordenação com os países do Médio Oriente.

O programa consiste na plantação de 40 biliões de árvores na região do oriente médio e restaurar uma área equivalente a 200 milhões de hectares de terras degradadas, o que representa a meta global 5% da meta global e plantar um trilião de árvores, para reduzir 2,5% das taxas globais de carbono, reduzindo as emissões de carbono da produção de petróleo na região, em mais de 60%”.

Quinze pessoas morreram, no domingo, em consequência de um naufrágio de embarcação tradicional, na Guiné-Conacri. Segundo as autoridades locais, tudo aconteceu quando as vítimas se dirigiam a um casamento e a embarcação tradicional em que seguiam, na noite de domingo, se virou.

Os socorristas foram alertados durante a noite de que uma piroga se tinha virado perto de Kanfarande, no estuário do rio Nunez, tendo sido recuperados os corpos de 15 pessoas até à manhã desta segunda-feira, contou um oficial naval de Boké, citado pela Lusa.

O oficial, que falou à agência France-Presse (AFP) sob condição de anonimato, disse não saber quantas pessoas estavam na tradicional embarcação ou quantas permanecem desaparecidas.

Um responsável do governo local de Boké disse que as operações de busca ainda estão em curso.

“A maré estava alta quando a piroga tentava chegar a Koukouba, o mar estava agitado, com ondas que derrubaram o barco”, acrescentou.

 

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